Policiais militares do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) apreenderam uma carga de maconha "ice" escondidas em carcaças de baterias, em uma carreta, na manhã desta quarta-feira (7), na BR-487, divisa entre Naviraí (MS) Porto Camargo (PR), a cerca de 358 quilômetros de Campo Grande.
A pesagem do entorpecente está sendo realizada neste momento e a carga total (ton) será divulgada nas próximas horas. O entorpecente foi encaminhado para a base do DOF em Dourados.
Esta é a primeira grande apreensão de maconha realizada pelo DOF, no ano de 2026, em Mato Grosso do Sul.
A maconha "ice" é uma forma concentrada de cannabis caracterizada por uma pureza e potência muito elevadas de THC, o princípio ativo da planta.
Ela é produzida a partir das flores da maconha através de um processo de extração que utiliza água gelada e gelo.
O ice é consideravelmente mais caro do que outras formas de maconha e tende a ser consumido por uma classe social mais alta. Geralmente é consumido por meio de fumo/vaporização.
A matéria será atualizada em breve para acréscimo de informações sobre carga total (ton) da droga.
TRÁFICO DE DROGAS
O tráfico de drogas é um problema crescente no Brasil.
Comércio, transporte e armazenamento de cocaína, maconha, crack, LSD e haxixe são proibidos no território brasileiro, de acordo com a Lei nº 11.343/2006.
Mas, mesmo proibidos, ainda ocorrem em larga escala em Mato Grosso do Sul. O Estado é conhecido como um vasto corredor no Brasil, devido à sua extensa fronteira com outros países. Com isso, é uma das principais rotas utilizadas para a entrada de substâncias ilícitas no país.
O tráfico resulta em diversos crimes direta e indiretamente, como furto, roubo, receptação e homicídios.
Dados divulgados pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS) apontam que 14.651 quilos de cocaína, 538.750 quilos de maconha e 378 quilos de outras drogas foram apreendidos, entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2025, em Mato Grosso do Sul.
As forças de segurança responsáveis em apreender entorpecentes são Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Federal (PF), Polícia Militar (PMMS), Polícia Civil (PCMS) e Guarda Civil Metropolitana (GCM).


Tabletes de crack. Foto: Polícia Civil

