Polícia

AÇÃO OUSADA

Dupla faz "limpa" em joalheria a 50 metros de delegacia

Comerciantes relataram à Delegacia Especializada de Roubos e Furtos que indivíduos verificaram movimento na DEPAC/Centro antes de cometeram o crime

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Localizada cerca de 50 metros da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Centro, a joalheria Adonai, que fica na Rua Padre João Crippa, 1520, foi alvo de criminosos que fizeram um "limpa" na loja, assim que as portas foram abertas para atendimento na manhã desta segunda-feira (18). 

Adjunto na Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), o delegado Edgard Punsky de Sousa confirmou que, pelo menos, dois indivíduos realizaram a ação na manhã de hoje (18). 

"Não identificamos o veículo ainda, que provavelmente era de apoio. Se for o caso, pelo menos mais um indivíduo está envolvido nesse crime", afirmou o delegado. 

Ele confirma que equipes da Depac; Polícia Militar e Grupo de Operações e Investigações (GOI) da Polícia Civil realizaram a primeiras diligências com a intenção de identificar não só os indivíduos como também o veículo utilizado na ação. 

"E agora contamos com a colaboração da população, quem for desse perímetro, que tiver imagens que possa compartilhar com a DERF, nós agradecemos", comenta Edgard. 

Ação criminosa

Em detalhes, Edgard Punsky comenta que, até o momento, o que se sabe é que dois indivíduos entraram na loja pouco após a abertura, não levando nada além de ouro, já que os caixas da loja estavam intactos. 

"Um deles armado, a princípio com um revólver calibre 38, utilizaram arma de fogo para fazer ameaças. Se evadiram, mas não foi identificado ainda o veículo que estavam", expôs o delegado.   

Ele ainda cita a especulação levantada por comerciantes locais, que contaram a polícia o que seria o modus operandi dos ladrões, que teriam passado em frente à delegacia e conferiram o movimento interno, antes de praticar o crime, versão não confirmada pelo delegado.

"Não temos essa confirmação dessa informação, nem através de câmera, nem nada do tipo. Outros comerciantes que relataram isso", informou o delegado em coletiva. 

As primeiras imagens que vieram a público mostram que um dos indivíduos se disfarçou de cliente e entrou na loja pedindo para ver as peças. Bem-vestido, de camisa social, ele sinaliza para o comparsa mascarado que entra e tira uma arma da mochila, anunciando o assalto. 

Esse segundo indivíduo vai então em direção à porta que leva aos fundos da loja, seguido posteriormente pelo colega que encaminha a atendente até a sala. Apesar de fazer funcionários reféns, não houve feridos durante a ação. 

Informações apontam que a dupla rendeu a balconista e depois um homem que estava no estoque, no fundo da loja. O ladrão então pediu para todos deitarem no chão, pegou as joias e fugiu em seguida, deixando os fundos da loja está todo revirado, com várias coisas no chão, em um prejuízo inicial estimado em R$ 40 mil. 

 

 

 

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Operação Dupla Face

PF prende PM aposentado envolvido no tráfico de armas

Sargento teve o porte de arma suspenso e bens e valores sequestrados pelas autoridades

06/03/2026 08h08

Operação Dupla Face foi desencadeada pela PF e PM

Operação Dupla Face foi desencadeada pela PF e PM DIVULGAÇÃO/PF

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Polícia Federal cumpriu um mandado de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva, em combate ao tráfico internacional de armas de fogo, nesta sexta-feira (6), durante a Operação Dupla Face, em Ponta Porã, município localizado a 313 quilômetros de Campo Grande.

A ação mira um sargento da Polícia Militar aposentado, que possivelmente atuava como fornecedor de armamentos clandestinos, realizava viagens frequentes a fronteira e apresentava movimentação financeira incompatível com seus rendimentos declarados.

Ele teve o porte de arma suspenso e bens e valores sequestrados pelas autoridades. A ação contou com apoio da Corregedoria da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul.

O caso segue em investigação pelas autoridades competentes.

ESTATÍSTICA

Dados da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) apontam que 214 armas foram apreendidas, entre 1° de janeiro e 6 de março de 2026, em Mato Grosso do Sul.

Das 214 armas apreendidas,

  • 154 foram apreendidas em janeiro
  • 60 foram apreendidas em fevereiro
  • 51 são revólveres
  • 39 são pistola
  • 1 é rifle
  • 1 é arma de pressão
  • 2 são carabinas
  • 6 são espingardas
  • 3 são fuzis
  • 110 correspondem a "outras armas" - que estão adulteradas ou com a numeração raspada

A apreensão de armas pela polícia é fundamental para a segurança pública pelos seguintes motivos:

  • Interrupção do ciclo de violência
  • Preservação de Vidas e Redução da Violência
  • Redução da letalidade
  • Desarticulação do Crime Organizado
  • Fortalecimento da inteligência e investigação

Geralmente, o destino de armas apreendidas é depósito judicial (permanência sob custódia do Estado) e destruição (armas são destruídas pelo Exército Brasileiro). 

REGIME FECHADO

Homem é condenado a 32 anos de prisão por torturar esposa e filhos

Ele torturou, estuprou e praticou vários tipos de violência contra sua família ao longo de aproximadamente 20 anos

27/02/2026 11h35

Fachada do MPMS, em Campo Grande

Fachada do MPMS, em Campo Grande DIVULGAÇÃO

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Homem, que não teve a identidade divulgada, foi condenado a 32 anos, 10 meses e 23 dias de prisão em regime fechado, pelos crimes de tortura, estupro de vulnerável, violência psicológica e lesões corporais, praticados contra sua companheira e filhos ao longo de aproximadamente 20 anos.

A denúncia indica que as vítimas eram agredidas com martelo, mangueira ou raquete elétrica; sofriam violência física, psicológica e sexual; eram ameaçados de morte; vigiados por câmeras e expostos a castigos humilhantes, de 2005 a 2025, no Jardim Colibri, em Campo Grande.

O réu praticou estupro de vulnerável, em 2010, aproveitando-se de momentos em que a vítima dormia profundamente, além de estupro mediante violência, em 2021, quando a constrangeu a ato libidinoso sob acusação de traição.

Os depoimentos da vítima, das filhas, da mãe da vítima e demais testemunhas foram decisivos para confirmar o ciclo contínuo de violência e o controle absoluto exercido pelo autor em casa, tendo em vista a importância da palavra da vítima no contexto de violência doméstica.

A 48ª Promotoria de Justiça de Campo Grande ainda sustentou que os depoimentos foram firmes, detalhados e compatíveis com o histórico de violência familiar.

Os relatos das jovens revelam sequelas emocionais profundas, como crises de pânico, pesadelos recorrentes e medo constante.

A condenação se deu por intermédio do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 48ª Promotoria de Justiça de Campo Grande.

A sentença, proferida pela 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Campo Grande e assinada pela Juíza Tatiana Dias de Oliveira Said.

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