Cidades

blindspot

Policial penal do Estado era o "faz-tudo" para quadrilhas de tráfico de drogas

Operação contra organização criminosa descobriu que agente flagrado em outra ação também colaborava com o grupo

Continue lendo...

Um dos 37 alvos de prisão da Operação Blindspot, deflagrada ontem pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), teria sido o policial penal Jonathas Wilson Moraes Cândido, também preso em 2022, quando foi flagrado na Operação Courrier. Segundo as investigações, o agente atuaria como uma espécie de faz-tudo para essas quadrilhas especializadas no tráfico de drogas.

De acordo com as informações obtidas pelo Correio do Estado, Jonathas seria um dos integrantes de quadrilha investigada pelo Gaeco, braço do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que seria “altamente estruturada, com extensa rede de distribuição de drogas , com vários integrantes”.

Chamado de “clínica geral”, Jonathas foi preso em março de 2022, quando o Gaeco apontou que ele fazia parte de um esquema descoberto em Mato Grosso do Sul, em que houve a formação do núcleo chamado Sintonia dos Gravatas, como uma célula da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Na ação realizada ontem, além das 37 prisões cumpridas, outros 30 mandados de busca e apreensões foram cumpridos em municípios de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais.

Em MS, os mandados foram cumpridos em Campo Grande, Corumbá, Dourados e Ladário. Já no estado de São Paulo, os alvos estão na capital, Caiuá, Campinas, Mairinque, Mirandópolis e São José do Rio Preto.  Além disso também houve mandados em Uberaba (MG).

INVESTIGAÇÃO

De acordo com o Gaeco, as investigações revelaram a atuação de uma organização criminosa voltada principalmente ao tráfico de cocaína e de pasta-base.

“No início desta investigação, ainda em setembro de 2024, foi possível apreender grande quantidade de drogas que pertenciam a essa organização criminosa e circulavam transportadas em cilindros de oxigênio”, diz nota do MPMS. 

Ainda conforme as investigações, a apreensão foi de uma carga com 146,860 quilos de cocaína, 267,990 kg de pasta-base de cocaína, 7,550 kg de haxixe marroquino e 2,250 kg de skunk, totalizando 424,310 kg de entorpecentes.

“O transporte dos entorpecentes é feito, majoritariamente, por meio de caminhões utilizados no transporte rodoviário de cargas, sendo que a logística criminosa se apoia no aliciamento dos motoristas atuantes no setor, que recebem valores para realizar o transporte clandestino de drogas escondidas entre cargas lícitas”, explica em nota.

A organização criminosa, que é altamente estruturada, como afirmou o Gaeco, utiliza “diversas estratégias de ocultação, como o acondicionamento dos entorpecentes em estepes e, conforme constatou na referida apreensão, até mesmo no interior de cilindros de oxigênio adulterados”.

COURRIER

A Operação Courrier, deflagrada em março de 2022, prendeu sete pessoas, entre elas estavam os advogados Paula Tatiane Monezzi, Thais de Oliveira Caciano, Bruno Ghizzi e Inaiza Herradon Ferreira, que segundo a investigação formariam o grupo Sintonia dos Gravatas.

Além deles, foram presos: Rodrigo Pereira da Silva, que era chefe de Cartório da 1ª Vara de Execuções Penais de Campo Grande; a traficante Kamila Mendes de Souza; além do policial penal.

Matéria do Correio do Estado da época mostrou que os investigadores do Gaeco citaram a ligação do advogado Bruno Ghizzi (um dos advogados suspeitos de envolvimento com o PCC) com Rodrigo Pereira da Silva Corrêa.

Na peça, é dito que o chefe do Cartório proporcionou a “Bruno Ghizzi acesso à plataforma Sigo e a documentos sigilosos relacionados ao PCC, estes últimos também identificados pela criação de uma pasta, no próprio sistema do Poder Judiciário, com documentos sigilosos referentes a presos que tiveram inclusão nos documentos sigilosos relacionados ao PCC, estes últimos também identificados no Sistema Penitenciários Federal”.

No caso de Jonathas, a investigação apontava que ele recebia dos investigados com o intuito de realizar transferências de determinados presos, entre outras ações dentro do sistema penal.

Saiba

A Operação Courrier, de 2022, desencadeou outras duas ações do Gaeco, que foram a Operação Maître, em março de 2023, e a Operação Last Chat, em abril do ano passado.

Assine o Correio do Estado

Cidades

Júri nos EUA considera Instagram e YouTube responsáveis em julgamento sobre vício em redes

Após mais de 40 horas de deliberação ao longo de nove dias, os jurados da Califórnia decidiram que a Meta e o YouTube foram negligentes no design ou operação de suas plataformas

25/03/2026 23h00

Crédito: Marcelo Casal Jr / Agência Brasil

Continue Lendo...

Um júri considerou a Meta e o YouTube responsáveis nesta quarta-feira, 25, em um processo inédito que visava responsabilizar as plataformas de mídia social por danos a crianças que usam seus serviços, concedendo a autora US$ 3 milhões em danos.

Após mais de 40 horas de deliberação ao longo de nove dias, os jurados da Califórnia decidiram que a Meta e o YouTube foram negligentes no design ou operação de suas plataformas.

O júri também decidiu que a negligência de cada empresa foi um fator substancial na causa do dano à autora, uma mulher de 20 anos que afirma ter se tornado viciada em mídias sociais quando criança e que esse vício exacerbou seus problemas de saúde mental.

Este é o segundo veredicto contra a Meta esta semana, depois que um júri no Novo México determinou que a empresa prejudica a saúde mental e a segurança das crianças, violando a lei estadual

Meta e YouTube (de propriedade do Google) emitiram declarações discordando do veredicto e prometendo explorar suas opções legais, o que inclui apelações.

O porta-voz do Google, Jose Castañeda, afirmou na declaração da empresa que o caso "não entende o YouTube, que é uma plataforma de streaming construída de forma responsável, não um site de mídia social". Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

Cidades

Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

Continue Lendo...

O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).