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Por dia, cinco pessoas fazem algum tipo de reclamação sobre planos de saúde em MS

A empresa HapVida é a recordista em queixas neste ano, com 387 ocorrências, seguida da Unimed Campo Grande

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De acordo com dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), 1.275 pessoas já fizeram alguma reclamação contra planos de saúde em Mato Grosso do Sul até agosto deste ano. As queixas prestadas são a respeito de cobertura, contratos, regulamentos, mensalidades e reajustes.

No ano passado, o total de reclamações foi de 1.557, sendo 1.387 a respeito de cobertura, 150 sobre contratos e regulamentos e 20 referentes a mensalidades e reajustes.

Até agosto deste ano, porém, 1.158 pessoas prestaram queixas sobre a cobertura dos planos, 85 contra contratos e regulamentos e 32 sobre mensalidades e reajustes, resultando uma média de 5,2 protestos por dia.

Nos anos anteriores, o número total de reclamações não ultrapassou mil queixas. Segundo a ANS, que é o principal canal de recebimento de demandas de usuários de planos de saúde no País, foram 953 protestos em 2021, 688 em 2020 e 681 em 2019.

Já a Secretaria-Executiva de Orientação e Defesa do Consumidor de Mato Grosso do Sul (Procon-MS) aponta dados menores em relação às reclamações a planos de saúde no Estado.

Em 2019, o Procon-MS registrou 72 queixas contra agências de saúde suplementar, 34 em 2020, 54 em 2021e 92 em 2022, esse último com o maior índice de queixas. De janeiro a agosto deste ano, foram 13 queixas.

O Procon-MS informa ainda que os principais problemas relatados pelos consumidores nos canais de atendimento da instituição estão ligados a cobranças e/ou contestação de valores lançados pelos planos de saúde, questionamentos de contrato ou oferta de produto e o serviço de atendimento ao cliente. 

Das queixas prestadas à ANS, 88% tiveram resolutividade positiva por parte dos planos do Estado em 2019, 85,4% em 2020 e 92,7% em 2021, sendo esse último com mais resoluções. Até agosto deste ano, 
são 89,2%. A ANS não divulgou dados de 2022.

Por nota, a agência pontua que “atua fortemente na intermediação de conflitos entre beneficiários e operadoras, por meio da Notificação de Intermediação Preliminar (NIP). Com essa ferramenta, 
a ANS resolve mais de 90% das queixas dos consumidores”. 

Conforme a agência nacional, as queixas são registradas nos canais de atendimento e automaticamente enviadas às operadoras responsáveis, que tem prazos para resolução de acordo com o relatado.

Em casos em que o problema não é resolvido e são constatados indícios de infração à legislação do setor, um processo administrativo é instaurado para solucionar o problema, o qual, segundo a ANS, pode resultar na imposição de sanções ao plano de saúde, incluindo multas.

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OPERADORAS 

Entre as operadoras de planos de saúde que mais têm queixas registradas de janeiro a agosto está a HapVida Assistência Médica, empresa que comprou o Grupo São Francisco Sistemas de Saúde Sociedade Empresária Limitada em 2019. O plano teve 387 reclamações no período, enquanto no ano passado foram 658. Em 2021, foram 62.

O Grupo São Francisco ainda aparece na lista, mas as queixas caíram este ano, sendo apenas 12 em oito meses. Em 2019, o total de reclamações foi 94, em 2020 foram 130, 
em 2021 foram 321 e no ano passado foram 87 reclamações.

A HapVida se pronunciou por meio de uma nota enviada pela Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), que relata compreender casos pontuais que os planos de saúde não alcançam o nível de excelência esperado pelos beneficiários, mas afirma que essa não é a regra do setor. 

“Por reiteradas vezes, as pesquisas de opinião realizadas por órgãos competentes, como o Datafolha, o Ibope ou ainda o IBGE, apontam que os serviços prestados pelas operadoras de planos de saúde são sempre muito bem avaliados por seus beneficiários, com índices que superam 80% de avaliações positivas”, pontua a Abramge.

A Unimed Campo Grande também aparece entre as primeiras colocadas no índice de reclamações da ANS, com 207 queixas registradas no NIP neste ano, 126 em 2022, 112 em 2021, 65 em 2020 e 95 em 2019.

A operadora confirma que disponibiliza diferentes canais de atendimento aos beneficiários para envio de sugestões, elogios e reclamações, como a ouvidoria e a “experiência do cliente”.

A Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul (Cassems) teve bem menos registros de reclamações neste ano, com 87 ocorrência em 2023, 102 queixas em 2022, 77 em 2021, 59 em 2020 e 54 em 2019. Em nota, a operadora informa que “disponibiliza diversos canais de comunicação para receber manifestações dos beneficiários”.

A Unimed Nacional, a Unimed Norte/Nordeste, a Unimed-Rio, o Bradesco Saúde, a Unimed Dourados e a Unimed Seguros também estão entre os planos de saúde que atuam no Estado e que têm queixas no sistema da ANS.

campo grande

Trabalhadores sofrem intoxicação em obra do Belas Artes e resgate mobiliza dezenas de bombeiros

Suspeita é que eles se intoxicaram após usarem maçarico e manta asfáltica no local fechado, o que também causou falta de oxigênio

06/08/2026 18h00

Suspeita é que trabalhadores se intoxicaram ao usar maçarico em local com pouco oxigênio

Suspeita é que trabalhadores se intoxicaram ao usar maçarico em local com pouco oxigênio Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Dois homens que trabalhavam na obra do Centro de Belas Artes, em Campo Grande, passaram mal durante um serviço na caixa d'água do local e foram socorridos inconscientes, na tarde desta quinta-feira (6), em Campo Grande.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, os homens entraram na caixa d'água para realização de um serviço de impermeabilização, com uso de maçarico e manta asfáltica. Ainda segundo o militar, a combinação acabou com o oxigênio do local.

Além da falta de oxigênio, o uso de maçarico a gás e manta asfáltica em locais fechados causa acúmulo de gases inflamáveis, gerando intoxicação.

Um terceiro funcionário, ao perceber os colegas desacordados, segurou a respiração e conseguiu retirar ambos de dentro da caixa, acionando o Corpo de Bombeiros em seguida.

"Os próprios trabalhadores retiraram os dois de lá de dentro, no entanto, eles ficaram em um local de díficil acesso, em um local elevado, foi onde nós chegamos, a equipe médica deu o primeiro atendimento, estabilizou ambas as vítimas, enquanto a equipe de salvamento trabalhava para poder fazer a retirada dos dois trabalhadores da altura", disse o primeiro-tenente Wellington Pereira Gomes.

A retirada foi feita por um sistema de movimentação vertical de macas, usando maca e cordas para chegar ao alto do prédio e descer as vítimas até um patamar onde havia escadas.

O trabalho de resgate durou cerca de 40 minutos, devido a ser um local de difícil acesso, e envolveu de 15 a 20 militares.

Um dos trabalhadores recuperou a consciência durante o salvamento e foi encaminhado a uma unidade de saúde consciente e orientado, enquanto o outro inalou bastante solvente e chegou a ficar consciente, mas estava desorientado.

"Sempre que se trabalhar em um ambiente confinado, que é como a gente caracteriza esse tipo de local, que não foi feito para ser habitado por humano, é preciso usar EPI [equipamento de proteção individual], fazer a mensuração dos gases que tenham naquele local ou não antes de fazer qualquer acesso, é um ambiente confinado, onde não tem ventilação e pode encontrar diversos perigos ocultos, então é importante averiguar", orienta o bombeiro.

Suspeita é que trabalhadores se intoxicaram ao usar maçarico em local com pouco oxigênioResgate durou cerca de 40 minutos, pois a área da caixa d'água é de difícil acesso (Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado)

Centro de Belas Artes

A tentativa de conclusão do Centro de Belas Artes faz parte de um projeto que se estende há mais de 30 anos. A estrutura começou a ser construída em 1991, quando o espaço seria destinado a um novo terminal rodoviário de Campo Grande.

A obra, no entanto, foi abandonada ainda na década de 1990 e passou por diferentes mudanças de finalidade ao longo dos anos. O imóvel acabou sendo transferido ao município e, posteriormente, destinado à implantação de um centro cultural.

Em 2007, um acordo com o Ministério Público Estadual consolidou essa proposta. Já em 2018, um novo entendimento buscou viabilizar a conclusão, mas as tentativas seguintes também não avançaram.

Licitações abertas nos anos seguintes acabaram frustradas ou interrompidas. Em 2022, uma nova empresa chegou a assumir a execução, mas os trabalhos voltaram a ser paralisados. A atual contratação, firmada em 2025, é mais uma tentativa de finalizar o chamado “puxadinho” do complexo.

A intervenção em andamento contempla cerca de 4,3 mil metros quadrados dentro de uma área total de aproximadamente 16 mil m².

O projeto inclui implantação de sistemas de água, esgoto e drenagem, além de instalações elétricas, climatização, cobertura, esquadrias, pintura, forro em gesso e paisagismo.

Quando concluído, o espaço deve abrigar salas de dança, ambientes multiuso para cursos, auditório e salão de exposições. No subsolo, está prevista a instalação do Arquivo Histórico de Campo Grande, com áreas de pesquisa, restauração e setores administrativos.

Dívida de Jogo

Dívida de R$ 30 mil em jogo de sinuca pode estar por trás de execução em MS

Polícia investiga se aposta feita no Paraná tem relação com a morte de Willian Souza, de 22 anos; atirador entrou de capacete em bar, disparou contra a vítima e fugiu em uma motocicleta

06/08/2026 17h55

Movimentação de policiais e moradores em frente ao bar onde Willian Souza, de 22 anos, foi morto a tiros em Mundo Novo.

Movimentação de policiais e moradores em frente ao bar onde Willian Souza, de 22 anos, foi morto a tiros em Mundo Novo. Foto: Divulgação

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Uma dívida de aproximadamente R$ 30 mil, que teria surgido após uma aposta em uma partida de sinuca no Paraná, é uma das linhas de investigação sobre a execução de Willian Souza, de 22 anos, morto a tiros dentro de um bar na região central de Mundo Novo, no sul de Mato Grosso do Sul. O crime ocorreu na noite desta quarta-feira (5), e o autor continua sendo procurado.

Conforme informações repassadas pela policia, o criminoso chegou ao estabelecimento pilotando uma motocicleta, possivelmente de origem paraguaia, e estacionou em frente ao comércio, localizado na Avenida Brasil.

Ainda usando capacete, o homem entrou no bar e caminhou em direção a Willian. Sem iniciar qualquer discussão ou dizer algo à vítima, sacou uma arma e efetuou os disparos. Willian foi atingido na região da cabeça e do pescoço.

Na sequência, o atirador deixou o estabelecimento, retornou à motocicleta e fugiu. Equipes de segurança foram acionadas, mas, devido à gravidade dos ferimentos, o jovem morreu no local antes que pudesse receber atendimento médico.

Policiais militares e civis realizaram buscas pela região, porém, até o momento, o responsável pelo homicídio não havia sido localizado.

Imagens registradas por câmeras de segurança instaladas nas proximidades deverão ser analisadas pelos investigadores na tentativa de identificar o autor e reconstruir o trajeto utilizado durante a fuga.

Aposta de sinuca é investigada

Entre as hipóteses apuradas pela Polícia Civil está uma possível desavença relacionada a uma aposta em um jogo de sinuca realizado em Toledo, no Paraná, município localizado a cerca de 115 quilômetros de Mundo Novo.

As informações preliminares apontam que a aposta teria envolvido aproximadamente R$ 31 mil e resultado em uma dívida próxima de R$ 30 mil. A polícia busca esclarecer se a cobrança desse valor possui relação direta com a execução.

Um vídeo que circula pelas redes sociais também passou a integrar o contexto investigado. Nas imagens, aparece um homem que se identifica como “Catrina”, apontado nas informações que chegaram aos investigadores como uma das pessoas envolvidas na suposta disputa financeira.

A existência da dívida e, principalmente, sua eventual ligação com o assassinato ainda são investigadas. A Polícia Civil trabalha para estabelecer a dinâmica dos acontecimentos anteriores ao crime e identificar quem teria interesse na morte de Willian.

Disparos dois dias antes

Outra situação ocorrida poucos dias antes do homicídio também chamou a atenção dos investigadores.

De acordo com o delegado de Mundo Novo, dois dias antes de ser morto, Willian teria efetuado disparos de arma de fogo em frente a um estabelecimento comercial da cidade. A ação teria ocorrido como forma de ameaça contra uma pessoa.

A Polícia Civil agora apura se esse episódio possui alguma conexão com a execução ou se trata de um fato independente.

A maneira como o homicídio foi cometido também é considerada na investigação. O autor teria chegado diretamente ao local onde Willian estava, mantido o capacete durante toda a ação e realizado os disparos sem qualquer discussão aparente antes de fugir.

As investigações continuam para esclarecer a motivação do crime, identificar o atirador e verificar se outras pessoas participaram do planejamento ou da execução do homicídio.

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