A Polícia Civil de Mato Grosso, com apoio do Departamento Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, apreendeu um Porsche Panamera de um dos chegões de uma facção criminosa, conhecido como Vovozona, em Campo Grande.
De acordo com a Polícia Civil, o Porsche, avaliado em aproximadamente R4 1 milhão, era alvo de medida de sequestro de expedido pela Justiça, dentro das investigações da Operação Imperium, deflagrada em fevereiro em Cuiabá.
A operação teve como foco o núcleo financeiro da facção criminosa, responsável pela movimentação e ocultação de recursos provenientes de atividades ilícitas.
O veículo apreendido estava em nome da esposa de “Vovozona”. Ela é apontada como integrante do esquema de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio da facção criminosa.
O automóvel foi localizado após trabalho conjunto entre as polícias de ambos os estados.
Vovozona é considerado um criminoso de alta periculosidade e apontado como liderança da facção criminosa em Rondonópolis e região.
Ele está foragido desde 14 de julho de 2023, quando fugiu do Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande (MT). Na ocasião, ele e outro reeducando tiveram a saída autorizada da penitenciária, supostamente para realizar serviço extramuros e não retornaram à penitenciária.
Após a fuga, a investigação constatou que o foragido, sua esposa e pessoas sob sua influência direta faziam uso de diversos documentos falsos para abertura de contas bancárias e empresas de fachada, com o objetivo de movimentar dinheiro oriundo do crime e adquirir bens móveis e imóveis, para uso pessoal e demonstração de riqueza.
Operação Imperium
Deflagrada no último dia 10 de fevereiro, a Operação Imperium teve como objetivo desarticular o núcleo financeiro de uma facção criminosa com atuação na região sul de Mato Grosso, responsável pela gestão e movimentação de recursos provenientes do crime.
Durante a operação foram cumpridos diversos mandados judiciais, entre prisões, buscas e sequestro de bens, com foco em atingir a estrutura patrimonial utilizada para sustentar e fortalecer a atuação da organização criminosa.
As investigações demonstraram que empresas situadas em Rondonópolis, área de maior influência e atuação do faccionado, eram registradas com o seu nome falso e em nome de pessoa diretamente ligada a ele.
No esquema de lavagem, as empresas recebiam dinheiro de integrantes da facção e reintroduziam em circulação, para compra de veículos, imóveis e repasses dos lucros aos membros da facção.






