Nesta quarta-feira (03), o Secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck afirmou que o complexo portuário de Chancay não deve influenciar negativamente a Rota Bioceânica por Mato Grosso do Sul. Na opinião dele, ao contrário disso, um complementa o outro.
"O porto de Chancay acessa exatamente os produtos mais do norte, e nesse sentido, a ideia é linkar o Porto de Chancay, mas olhando para a questão do Acre e esse trajeto do Acre. Então o papel que ele cumpre para a nossa rota bioceânica, o Chancay também vai cumprir. Com isso, os produtos que são mais ao norte, vão conseguir chegar a Chancay. Por isso, elas não conflitam, elas não são concorrentes, pelo contrário, elas se beneficiam", disse.
Na ocasião, Verruck ainda falou da possibilidade de uma terceira Rota. "Se a gente conseguir fazer uma terceira rota, que é essa subida, em vez de a gente ir pelo Paraguai, a gente consolidar aquela outra rota pela Bolívia, quando chega na Bolívia, ela pode ir para Chancay ou pode ir para Iquique. Então, acho que isso é importante para fazer", afirmou ele, reforçando que elas não podem ser vistas como concorrentes, mas sim em complementariedade.
A afirmação do secretário aconteceu durante a Rodada de Negócios Brasil–Chile, que aconteceu no prédio da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul - (FIEMS), com o objetivo fortalecer a cooperação bilateral, ampliar parcerias empresariais e impulsionar projetos estratégicos, como a Rota Bioceânica.
No encontro, estiveram presentes a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, o ministro de Economia, Fomento e Turismo do Chile, Álvaro García, os governadores de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, e de Tarapacá, José Miguel Carvajal, a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, e o presidente da Fiems, Sérgio Longen.
ENTENDA
Cabe ressaltar que, o complexo portuário de Chancay fica cerca de 70 km ao norte da capital peruana, Lima. É um projeto superlativo, liderado pela companhia marítima estatal chinesa Cosco Shipping Company e com investimentos totais estimados em US$ 3,4 bilhões (cerca de R$ 19,7 bilhões).
Já a Rota Bioceânica é um corredor logístico que conecta o Oceano Atlântico ao Pacífico, passando por Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, com o objetivo de reduzir custos e tempo de exportação para mercados asiáticos e da costa oeste dos Estados Unidos, através de uma ponte binacional sobre o Rio Paraguai e a pavimentação de estradas. Essa infraestrutura visa impulsionar o desenvolvimento econômico regional, tornando produtos brasileiros, especialmente de Mato Grosso do Sul, mais competitivos nesses mercados.


