Cidades

ESTRAGO MAIS VELHO

Prazo de obra no Lago do Amor termina em duas semanas e novo vertedouro ainda não foi iniciado

Cerca de 60% do serviço está executado e próximas etapas ainda devem bloquear por completo o trânsito do local por cerca de 30 dias

Continue lendo...

Sendo o "estrago mais velho" de 2023, as obras do Lago do Amor estão perto do fim do prazo contratual para execução dos serviços que, iniciados ainda em março, deveriam ser entregues já nesse dia 31 de julho, mas encontram-se longe do fim. 

Conforme observado no canteiro de obras, nem mesmo as alas que devem segurar o aterro - a ser colocado no local para reestruturação do terreno - estão finalizadas. 

Em visita ao ponto, a equipe do Correio do Estado constatou que essa etapa propriamente dita deve ser finalizada só semana que vem, enquanto o vertedouro, que deveria ser a solução para os transbordamentos, ainda nem foi iniciado. 

Sem um engenheiro responsável presente no momento em que a equipe apurava as obras, o que se fala entre os trabalhadores é que falta mão de obra qualificada para o serviço, com diversos peões abraçando a empreitada, mas desistindo dias depois. 

Como de costume outros problemas - por exemplo, a "falta de trégua" da chuva - são listados pelos trabalhadores como algo que atravanca o andamento dos serviços, que não devem ser concluídos em menos de 2 meses. 

"Desses três meses que estamos aqui, pode colocar que foram pelo menos 20 dias de chuva. A gente não pode falar que vai ser em três meses, até porque em Campo Grande chove para caramba", frisam. 

Próximas etapas

Alas de concreto para contenção do aterro só devem ser finalizadas na próxima semanaAlas para contenção do aterro só devem ser finalizadas na próxima semana. Foto: M.V

Pelo andamento da obra, além das alas que devem ser finalizadas por volta da próxima quinta-feira (20), ainda deve faltar o aterramento do local, para reedificação de calçadas e da própria pavimentação, dois pontos que, segundo os trabalhadores, precisarão ser completamente retirados e refeitos. 

Do porvir, dentro dos próximos 30 dias está previsto o início dos trabalhos com o encanamento que deve atravessar por baixo da Avenida Senador Filinto Muller, o que deve trazer junto o bloqueio total do trecho, atualmente parcialmente interditado. 

"Vamos cortar o asfalto para fazer a ligação das caixas com a tubulação que vai ser colocada. Já na próxima semana vamos sondar aqui, porque como tem tubulação de água precisamos saber se o novo cano vai passar por cima ou por baixo, e deve 'morrer' em cima da vazão que já existe", comentam. 

Os trabalhadores esclarecem que essa sondagem, num primeiro ponto, vai até meia pista para seguir liberado o acesso, mas que, quando as obras passarem para a mão atualmente liberada para o trânsito de veículos, a previsão é travar o trânsito do local entre 30 e 40 dias. 

Relembre o estrago

Importante lembrar que essa cratera do Lago do Amor foi aberta ainda em janeiro, causada pelas chuvas do dia 04, que transformaram ruas em rios, com 92,6 mm registradas em seis horas seguidas de precipitação nessa ocasião. 

Tanto essa obra quanto a que resolveria o solapamento da Av. José Antônio, tiveram seus processos de contratação emergenciais publicados no dia 24 de março, pelo Diário Oficial de Campo Grande, destacando a CCO como a escolhida para o serviço a ser executado sem licitação. 

Conforme detalhado em edição extra do Diário Oficial de Campo Grande, da quarta-feira (29 de março), a CCO receberá quase quatro milhões de reais (R$ 3.880.427,10) pelas obras do Lago do Amor, para recomposição estrutural do aterro; instalação de vertedouro; o muro de contenção e seu complementos.

Em meio a burocracias com as notas de serviço emitidas pela Secretaria Municipal De Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), a obra inclusive chegou a ter seu início adiado

Mais recente, ainda em 21 de junho, o engenheiro da prefeitura responsável pelo andamento das obras já apontava que o serviço deve ter o prazo prorrogado em até três meses, ficando para o último trimestre de 2023. 

Importante destacar que a equipe do Correio do Estado entrou em contato com a Sisep, através da Prefeitura Municipal de Campo Grande, para que certos pontos fossem detalhados, como: 

  1. Por quanto tempo mais será prolongada essa obra do Lago do Amor? 
  2. Se novos valores serão empenhados nessa prorrogação? 
  3. E Como/ em quantas vezes/ e em quais datas, se deu o repasse da verba para a CCO? 

Entretanto, até o fechamento deste material, a prefeitura e Sisep não encaminharam posição com retorno. 

 

Assine o Correio do Estado

 

Acidente Fatal

Estudante de medicina de Campo Grande morre após acidente no Paraguai

Jovem de 26 anos sofreu fratura na perna e trauma no tórax e aguardava transferência para Campo Grande ou Dourados, mas não resistiu aos ferimentos.

24/08/2026 17h25

Lucas Da Silva Mendoza, de 26 anos, morreu após sofrer um grave acidente de trânsito em Pedro Juan Caballero.

Lucas Da Silva Mendoza, de 26 anos, morreu após sofrer um grave acidente de trânsito em Pedro Juan Caballero. Foto: Reprodução.

Continue Lendo...

O estudante de medicina Lucas Da Silva Mendoza, de 26 anos, morreu na noite deste domingo (23), após permanecer internado em estado grave em decorrência de um acidente de trânsito ocorrido no sábado (22), em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia que faz fronteira com Ponta Porã. O jovem era de Campo Grande.

Segundo informações policiais, Lucas conduzia uma motocicleta Kenton Blitz, de cor preta, quando se envolveu em uma colisão com uma caminhonete Toyota Hilux. As circunstâncias que provocaram o acidente ainda são apuradas pelas autoridades paraguaias.

Com o impacto, o estudante sofreu ferimentos graves e precisou ser socorrido. Ele foi encaminhado inicialmente ao Hospital Regional de Pedro Juan Caballero, onde a equipe médica constatou fratura na perna direita, diversas escoriações nos membros inferiores e trauma no tórax.

Diante da gravidade do quadro clínico, Lucas foi posteriormente transferido para o Hospital Regional de Ponta Porã, já em território brasileiro. Ele permaneceu internado na unidade enquanto era articulada uma nova transferência para um centro com maior estrutura hospitalar.

Transferência não pôde ser realizada

A previsão era de que o estudante fosse levado para Campo Grande ou Dourados por meio de uma “vaga zero”, mecanismo utilizado em situações de urgência e emergência para garantir atendimento mesmo quando não há leito previamente disponível na unidade de referência.

No entanto, o estado de saúde de Lucas se agravou antes que a remoção pudesse ser realizada. Sem condições clínicas para enfrentar o deslocamento, ele permaneceu em Ponta Porã e morreu na noite de domingo.

O motorista da Toyota Hilux foi identificado como Lucas Ariel Agüero Soria, de 25 anos. Ele também precisou receber atendimento hospitalar em razão do acidente, mas teve alta médica ainda na tarde de sábado.

A motocicleta e a caminhonete envolvidas na colisão foram apreendidas. Equipes do Departamento de Criminalística realizaram levantamentos no local do acidente para reunir elementos que possam esclarecer a dinâmica da batida e as circunstâncias que levaram à colisão.

Após a confirmação da morte, o corpo de Lucas foi levado para Campo Grande. O sepultamento estava previsto para ocorrer nesta segunda-feira (24).

A investigação deverá apontar, a partir das perícias e demais elementos reunidos, como ocorreu o acidente e se houve responsabilidade de algum dos envolvidos.

Renovação da Frota

Após comprar Consórcio Guaicurus, HP avalia quais ônibus continuarão em Campo Grande

Empresa analisa a frota atual antes de assumir a operação e ainda não confirmou se veículos novos serão destinados a Campo Grande

24/08/2026 16h48

Novo controlador do Consórcio Guaicurus avalia quais veículos da atual frota poderão continuar em circulação em Campo Grande..

Novo controlador do Consórcio Guaicurus avalia quais veículos da atual frota poderão continuar em circulação em Campo Grande.. Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

Continue Lendo...

A HP Mobilidade começou na semana passada a avaliar os ônibus que integram a atual frota do transporte coletivo de Campo Grande. O levantamento será utilizado para definir quais veículos deixados pelo Consórcio Guaicurus poderão continuar em circulação quando a empresa goiana assumir o comando da operação na Capital.

A informação foi repassada ao Correio do Estado por uma fonte que acompanha o processo de transição e preferiu não se identificar. Segundo a apuração, a análise já está em andamento e deverá indicar quais coletivos apresentam condições de permanecer no sistema e quais precisarão ser retirados ou substituídos.

Atualmente, o Consórcio Guaicurus possui 460 ônibus em sua frota, dos quais 197, o equivalente a 42%, estão com idade acima do limite estabelecido no contrato de concessão.

O número de veículos em operação também encolheu ao longo dos anos. No início do contrato, em 2012, a frota era composta por 574 ônibus.

A expectativa também é de que todos os funcionários do atual Consórcio Guaicurus sejam absorvidos pela HP Mobilidade e continuem trabalhando na operação do transporte coletivo de Campo Grande. 

Ainda não há informações sobre quantos ônibus estão sendo avaliados nem sobre o número de veículos que poderá ser aproveitado pela nova controladora.

No entanto a expectativa é de que a maioria da frota ayual seja substituida. Também não foram divulgados os critérios técnicos adotados na inspeção, como idade, estado de conservação, histórico de manutenção, acessibilidade e condições mecânicas.

A avaliação representa um dos primeiros movimentos concretos da HP Mobilidade em direção à futura operação do transporte coletivo de Campo Grande.

O levantamento deverá subsidiar o plano de reestruturação que a empresa terá de apresentar ao município para obter autorização para assumir efetivamente o serviço.

A principal dúvida, agora, é se a companhia pretende renovar a frota apenas com a substituição gradual dos veículos reprovados ou se enviará um conjunto de ônibus novos para Campo Grande.

Até o momento, a HP não informou quantos coletivos poderão ser incorporados, quando chegariam à cidade e se seriam veículos zero-quilômetro ou transferidos de operações mantidas pelo grupo em outros municípios.

A definição tem impacto direto sobre a qualidade do serviço oferecido aos passageiros. Caso uma parcela significativa da frota atual seja considerada inadequada, a empresa terá de apresentar uma estratégia para substituir os veículos sem reduzir a quantidade de ônibus disponíveis nas linhas da Capital.

Embora a compra das empresas que formam o Consórcio Guaicurus tenha sido anunciada em julho, a transferência do controle da concessão ainda depende da autorização da Prefeitura de Campo Grande.

Como o transporte coletivo é um serviço público concedido, a negociação entre os grupos empresariais não resulta automaticamente na troca da operadora.

A administração municipal condicionou a entrada da HP Mobilidade à apresentação de um plano com investimentos e prazos definidos.

Entre as exigências anunciadas estão a renovação da frota, a colocação de ônibus com ar-condicionado, a reforma dos terminais e melhorias na qualidade do atendimento aos passageiros.

A transferência somente deverá ser autorizada depois da análise das propostas apresentadas pela compradora.

O sistema permanece sob intervenção da Prefeitura de Campo Grande. A medida começou em 16 de junho e foi estabelecida inicialmente pelo prazo de 180 dias.

Durante esse período, a equipe interventora realiza auditorias, levanta dados financeiros e operacionais e acompanha o cumprimento do contrato de concessão. A intervenção foi mantida mesmo depois do anúncio da venda. 

A HP Mobilidade já havia informado que preparava um projeto de modernização e reestruturação do transporte coletivo da Capital, mas não detalhou as medidas, o volume de investimentos nem o cronograma previsto. A avaliação dos ônibus da atual frota deverá fazer parte desse planejamento.

HP Mobilidade ainda não detalhou plano para renovação da frota 

O Correio do Estado questionou a empresa sobre a quantidade de ônibus analisados, o número de veículos que poderá continuar em circulação, os critérios utilizados na avaliação e o prazo para a conclusão do levantamento.

A reportagem também perguntou se a HP Mobilidade enviará ônibus novos para Campo Grande, quantos veículos serão incorporados, se eles serão zero-quilômetro ou transferidos de outras operações e se existe um cronograma para a renovação completa da frota.

Até a publicação desta reportagem, a empresa não havia encaminhado as respostas. O espaço permanece aberto para manifestação.

Estratégia de expansão

Como pano de fundo, a chegada da HP Mobilidade ocorre em meio a uma estratégia de expansão nacional do grupo, que pretende se tornar um dos principais conglomerados de transporte urbano do País.

Conforme já mostrou o Correio do Estado, a aquisição do Consórcio Guaicurus pode abrir caminho para uma repactuação do contrato de concessão, atualmente válido até 2032 e com possibilidade de renovação por mais 20 anos, em troca de novos investimentos no sistema.

Entre as mudanças projetadas estão a modernização da frota, com a possível incorporação de ônibus com ar-condicionado, e melhorias na infraestrutura do transporte coletivo.

O valor da aquisição não foi oficialmente divulgado pelas empresas, mas, durante as negociações, a concessão chegou a ser avaliada em cerca de R$ 200 milhões.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).