Cidades

ENERGIA

Prazo para aderir fatura com preço fixo na conta de luz encerra na sexta-feira

O projeto piloto busca aliviar, ao longo do ano, os efeitos de meses de consumo mais elevado

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A adesão à nova modalidade de cobrança do Plano Fixo, lançado pela Energisa MS, encerra nesta sexta-feira, 23 de janeiro. O objetivo do projeto é oferecer previsibilidade ao consumidor, transformando um gasto variável em um valor mensal estável.

As vagas são limitadas e o início do faturamento fixo está previsto para feveiro de 2026. Para se inscrever, deve acessar o link do site https://www.energisa.com.br/plano-fixo e seguir as orientações.

De acordo com a presidente do Conselho de Consumidores da Área de Concessão da Energisa Mato Grosso do Sul (Concen-MS), Rosimeire Costa, não há mudança na tarifa, mas na forma de cobrar.

"O valor da fatura é calculado com base no consumo médio dos últimos 12 meses de cada cliente. A proposta é dar mais controle para o orçamento familiar e evitar sustos na conta de luz", afirmou Rosimeire.

Segundo ela, o modelo busca aliviar, ao longo do ano, os efeitos de meses de consumo mais elevado, como ocorre nesta época do ano.

"Janeiro costuma pesar no bolso das famílias por causa do calor e do uso maior de aparelhos. Com o Plano Fixo, esse consumo a mais é distribuído nos outros meses, trazendo equilíbrio financeiro", disse.

Rosimeire também destacou que o projeto não impõe fidelidade ao consumidor. "Quem aderir pode voltar ao modelo convencional a qualquer momento. E no final do período escolhido, se gastar menos do que o valor pago, recebe crédito; se gastar mais, paga apenas a diferença. É uma experiência controlada e transparente", explicou.

Projeto e participantes

O Plano Fixo integra o Sandbox Tarifário da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que permite testar novas modalidades tarifárias em ambiente regulado.

Em Mato Grosso do Sul, a iniciativa está disponível para consumidores residenciais com pelo menos 12 meses de histórico de faturas junto à Energisa MS, que não sejam beneficiários da Tarifa Social nem possuam geração distribuída.

Podem participar moradores de Campo Grande, Dourados, Ponta Porã, Corumbá, Paranaíba, Nova Andradina, Aquidauana e Coxim. A adesão é feita de forma totalmente digital, pelo aplicativo Energisa ON ou pela agência virtual da distribuidora.

Os interessados podem escolher entre três modalidades de acerto de saldo: trimestral, semestral ou anual. "O consumidor continua pagando tudo o que já existe na conta de luz: tarifa, impostos, taxa de iluminação pública e bandeiras tarifárias. A diferença é que o valor mensal fica estável", reforçou Rosimeire.

Ela avaliou que a iniciativa abre espaço para uma nova forma de relação do consumidor com a conta de energia. "É um conceito novo no Brasil, já utilizado em outros países. Agora vamos entender se o cliente prefere uma conta estável ou se continua confortável com a variação mensal", disse.

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INTERIOR

Nível do Rio Taquari sobe e acende novo alerta para Coxim

Ainda que por volta de 10h deste sábado (14) o rio já estivesse de volta à casa de 475 cm, a possibilidade de pancadas de chuva mantém riscos em alta

14/02/2026 14h00

Graças às chuvas de ontem (13) o rio ultrapassou a cota de emergência de 500 cm. 

Graças às chuvas de ontem (13) o rio ultrapassou a cota de emergência de 500 cm.  Reprodução/Imasul

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Distante aproximadamente 294 quilômetros da Capital do Mato Grosso do Sul, o Rio Taquari voltou a subir com a chuva da noite desta sexta-feira (13), o que obrigou o Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) a acender novo alerta emergencial para o município de Coxim. 

Essa situação de emergência, conforme repassado pelo órgão que é vinculado à Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso do Sul (Semadesc), se dá justamente em razão da elevação do nível do Rio Taquari. 

Com base nos dados da chamada Plataforma de Coleta de Dados, segundo nota divulgada pelo Imasul, graças às chuvas de ontem (13) o rio ultrapassou a cota de emergência de 500 cm. 

Como bem frisa a Semadesc, ainda que por volta de 10h deste sábado (14) o Taquari já estivesse de volta à casa de 475 cm, ao extrapolar a cota de emergência há um indicativo potencial de que a integridade da população ribeirinha e áreas próximas ao curso do Rio possam estar em perigo, além de possíveis danos materiais. 

Ainda, a própria previsão do tempo elaborada pelo Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec) indica a possibilidade de pancadas de chuva, que alia-se a um estado de maior variação de nebulosidade e influência de uma frente fria que deve chegar pelos próximos dias, "especialmente na bacia do rio Coxim, afluente do Taquari", cita nota do Imasul. 

"O Inmet classifica as chuvas com grau de severidade de perigo potencial, enquanto o CPTEC indica ocorrência de chuvas intensas em níveis 1 e 2", complementa o Instituto. 

Ou seja, aliada à recente elevação do nível do rio, há possibilidade de que as águas invadam áreas lindeiras e instalações próximas ao leito, o que pode resultar em um agravo ainda pior do cenário.

Sobe e desce

Há cerca de 10 dias o Imasul já havia emitido dois primeiros alertas de emergência, graças à elevação do nível dos rios Taquari e Aquidauana, que nos primeiros dias desse mês já beiravam as respectivas cotas de inundação. 

Para o Taquari, o último dia 04 marcou 501 centímetros, já considerada nível de emergência e de inundação, enquanto o Aquidauana nessa ocasião já registrava entre 697 e 706 cm, beirando a cota emergencial de 730 cm. 

Com o perigo novamente no radar, o Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) faz questão de reforçar a necessidade de atenção das autoridades locais. 

Além disso, após deliberações técnicas, a Defesa Civil do Mato Grosso do Sul deve ser também acionada para acompanhamento e adoção das medidas necessárias de prevenção e resposta.

 

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BRASIL

Com maioria, STF vai contra aposentadoria especial para vigilantes

Voto vencido, relator da matéria tinha posicionamento favorável a conceder carreira especial, o que daria a vigilantes aposentadoria especial do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)

14/02/2026 13h24

Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF)

Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF) Divulgação/ Agência Brasil

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Por seis votos a quatro, os ministros votaram a favor do voto divergente, apresentado pelo ministro Alexandre de Moraes, e, com isso, o Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria no plenário virtual contra a concessão de benefício para a aposentadoria especial de profissionais da vigilância.

O relator da matéria – e voto vencido – foi o ministro Kássio Nunes, cujo posicionamento era favorável a conceder aos vigilantes carreira especial, o que concederia a eles aposentadoria especial do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Votaram contrários à aposentadoria especial para vigilantes os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Luiz Fux, Dias Toffoli e André Mendonça, além de Gilmar Mendes.

Votaram a favor do benefício os ministros Kassio Nunes Marques (relator), Flávio Dino, Cármen Lúcia e Edson Fachin.

INSS

O plenário virtual da Corte julga recurso do INSS para derrubar uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), instância que reconheceu o benefício.

O instituto alega que o serviço de vigilância se enquadra como atividade perigosa, sem exposição aos agentes nocivos, e dá direito somente ao adicional de periculosidade.

Pelos cálculos da autarquia, o reconhecimento do benefício terá custo de R$ 154 bilhões em 35 anos.

O caso envolve a discussão sobre as mudanças promovidas pela reforma da previdência de 2019, que passou a prever que a aposentadoria especial vale nos casos de atividades com efetiva exposição a agentes químicos, físicos e biológicos prejudiciais à saúde.

Com a entrada em vigor da norma, a periculosidade deixou de ser adotada para concessão do benefício.

Em seu voto, o ministro Alexandre de Moraes alegou que a periculosidade não é inerente à atividade de vigilância, e que a aposentadoria especial por atividade de risco não pode ser estendida aos profissionais.

“A atividade de vigilante, com ou sem o uso de arma de fogo, não se caracteriza como especial”, disse o ministro.

O relator do caso, Nunes Marques, votou pelo reconhecimento da atividade especial dos vigilantes e entendeu que a atividade traz riscos à integridade física da categoria.

“É possível o reconhecimento da atividade de vigilante como especial, com ou sem o uso de arma de fogo, tendo em vista os prejuízos à saúde mental e os riscos à integridade física do trabalhador, tanto em período anterior quanto posterior à promulgação da Emenda Constitucional n. 103/2019”, afirmou o relator, que foi voto vencido.

 

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