Cidades

Setlog/MS

Preço do combustível já representa
60% do frete após seguidos aumentos

Paralisação nacional fez movimento cair 50% nas rodovias do Estado

LEANDRO ABREU

21/05/2018 - 09h01
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Com os seguidos aumentos das últimas semanas, o preço do diesel já representa quase 60% do valor do frete cobrado atualmente, segundo Cláudio Cavol, presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística de Mato Grosso do Sul (Setlog/MS). Paralisação nacional foi aderida por cerca de 19 mil profissionais no Estado.

O presidente do Setlog/MS disse ao Portal Correio do Estado que o sindicato não participa, mas apoia a paralisação dos profissionais, alegando que as empresas não conseguem mais se planejar com os seguidos aumentos no preço do combustível.

“Tendo como média o frete agrícola, anteriormente o diesel representava de 30% a 35% o preço do frete. Atualmente já estamos com 55% e chegando a 60%. Ou seja, não é possível arcar com os outros custos do frete, que é a alimentação do motorista, mão de obra, manutenção do caminhão. É uma bomba relógio que se não explodir agora, irá em breve”, afirmou o presidente.

Prevista para ocorrer somente hoje, a paralisação nacional já acarretou em uma redução de 50% no movimento de caminhões no Estado. Conforme Cavol, uma equipe do Setlog/MS foi até a BR-163 para averiguar o fluxo de veículos nessa manhã.

“Ficamos cerca de três horas contando os veículos e em comparação a uma segunda-feira normal, caiu cerca de 50% o movimento. Se for só hoje, o prejuízo deve ser pequeno, mas se a paralisação se estender, com certeza vai afetar nossa safra, que não cumprirá prazos de exportação, mercadorias que abastecem o Estado não chegarão e até combustível pode faltar”, detalhou.

O Setlog/MS divulgou uma nota pública reafirmando que apoia o protesto. “A atual política de precificação da Petrobras não reflete os preços praticados no mercado internacional, e após inúmeras reuniões com representantes do Governo e da Petrobras não nos resta opção que não seja o apoio a paralisação dos caminhoneiros. Esperamos que o Governo atenda a essa justa reivindicação e que Deus nos ajude”, diz um trecho da nota assinada por Cavol.

Feminicídio

Enfermeira morta a marretadas por bombeiro tem órgãos doados

A 5ª vítima de feminicídio no Estado, por decisão da família, salva a vida de três pacientes que aguardavam na fila de espera por transplantes do SUS

07/03/2026 12h00

Imagem Reprodução

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A partida precoce da enfermeira Liliane de Souza Bonfim, de 51 anos, que teve morte cerebral confirmada na sexta-feira (6), após ser vítima de feminicídio, ganhou novos contornos com a autorização da família para a doação de órgãos.

Mãe de três filhos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), ela foi vítima de um episódio de violência ocorrido dentro de casa, em Ponta Porã, na terça-feira (3). Dois dos filhos, de 15 e 17 anos, também acabaram sendo agredidos pelo subtenente do Corpo de Bombeiros Militar, Eliaderson Duarte.

A enfermeira, que se tornou a 5ª vítima de feminicídio em Mato Grosso do Sul, ao perceber a aproximação do marido, chegou a gritar para que os filhos saíssem de casa, mas não houve tempo. O caçula, de 11 anos, embora não tenha sido agredido, presenciou a violência.

Enquanto ela era golpeada, os filhos, mesmo feridos, correram e pediram ajuda a populares. Ao entrarem na residência, encontraram o bombeiro sentado ao lado do corpo da esposa, que estava no chão após ser atingida várias vezes.

A vítima chegou a ser socorrida e encaminhada ao Hospital da Vida, em Dourados. Quem trabalhava na linha de frente da saúde acabou lutando pela própria vida, mas não resistiu.

Com a decisão da família de autorizar a doação de órgãos, outras pessoas que aguardam na fila por uma oportunidade de vida saudável terão uma segunda chance.

Foram doados três órgãos da enfermeira: os dois rins e o fígado. Um dos rins será transplantado em um paciente em Mato Grosso do Sul, o outro foi encaminhado ao Rio Grande do Sul, e o fígado seguirá para um terceiro paciente em Brasília (DF).
 

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APURAÇÃO POLICIAL

Polícia investiga morte de jovem de 25 anos encontrada inconsciente na casa do namorado

Circunstâncias da morte de jovem que supostamente discutiu com o namorado e teria convulsionado após ingerir bebida na casa dele seguem sendo apuradas

07/03/2026 11h44

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A polícia investiga a morte de Ludmila Pedro de Lima, de 25 anos, que teria ingerido uma substância e convulsionado na casa do namorado, no bairro Paulo Coelho Machado, em Campo Grande.

O namorado informou à polícia que, após uma suposta discussão por ciúmes, durante a tarde de sexta-feira (6), ela teria ingerido uma bebida e, em seguida, começou a convulsionar. A jovem chegou a ser socorrida por uma equipe do Samu.

Ela foi encaminhada para atendimento médico em estado grave, mas não resistiu e morreu na madrugada deste sábado (7).

Conforme informações da polícia, o namorado contou que houve uma discussão e, posteriormente, eles retornaram para a casa dele, momento em que Ludmila teria ingerido a bebida por conta própria.

Ao ser questionado sobre lesões no rosto da jovem, ele informou que elas teriam sido causadas pela queda enquanto Ludmila estava convulsionando.

A perícia esteve na casa e colheu depoimentos de testemunhas e do namorado. Embora ainda não existam elementos que comprovem feminicídio, a investigação prossegue para verificar todas as hipóteses.

Os exames necroscópicos periciais devem auxiliar no esclarecimento do caso, para que sejam tomadas as providências de polícia judiciária cabíveis, caso seja configurado crime.
 

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