Cidades

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Prefeita de Campo Grande visita fábrica em Ribas do Rio Pardo e fomenta parcerias para Campo Grande

Parque Tecnológico da Capital propõe parceria com a Suzano para melhor desenvolvimento do Vale da Celulose

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Na última sexta-feira (22), a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, esteve em Ribas do Rio Pardo, município localizado a quase 100 quilômetros da Capital, para visitar o "Vale da Celulose" e conhecer as instalações da nova fábrica que a Suzano está construindo no município, além de apresentar o Parque Tecnológico de Campo Grande (ParkTecCG), inaugurado no dia 15 deste mês, que deve mudar a economia do município e pode agregar à instalação.

“Nosso ParkTec CG está conectado com as universidades, institutos de pesquisa e outros órgãos governamentais. Através dele, vamos gerar empregos, renda, aceleração de processos e o desenvolvimento econômico da Capital", afirmou a prefeita.

Além disso, Adriane Lopes destacou a implantação da Rota Bioceânica, que vai trazer avanço significativo aos setores de logística.

"Outro ponto de interesse mútuo é a Rota Bioceânica, que irá impactar de maneira significativa os setores de logística, agronegócio, economia criativa e outras oportunidades. Após nossa visita, tenho certeza que iremos caminhar juntos e vamos trabalhar em parceria em prol do desenvolvimento econômico e sustentável”, garantiu a Prefeita.

Divulgação

A nova fábrica da empresa Suzano em Ribas do Rio Pardo foi iniciada em maio de 2021, com investimento total de R$ 22,2 bilhões, com previsão para entrar em operação até junho de 2024, e vai produzir 2,55 milhões de toneladas de celulose de eucalipto por ano.

O projeto irá promover um amplo desenvolvimento econômico e social da região. Segundo empresa, atualmente pouco mais de 10.000 colaboradores diretos e indiretos. Após a conclusão da fábrica, cerca de 3 mil pessoas devem ser empregadas.

Parque Tecnológico

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O Parktec CG foi inaugurado no dia 15 deste mês, e encerrou a agenda de comemorações dos 124 anos de Campo Grande. No espaço, empresas, centros de pesquisa, universidades e outras instituições poderão se reunir e promover desenvolvimento tecnológico e inovação, um propulsor para a cultura empreendedora e socioeconômica de Campo Grande e de toda a América Latina.

O espaço age como um núcleo de ideias e criatividade, que oferece espaços de trabalho modernos e inovadores. A missão é fomentar a colaboração entre empresas, startups, instituições de ensino e profissionais renomados do setor, acelerando a inovação e promovendo um crescimento sustentável.

Na estrutura, conta com sala de reuniões, estúdio para podcast e ambientes compartilhados. Os setores tecnológicos prioritários propostos para início do projeto são: AgroTech, Logística, Bioeconomia, Health, GovTech e Economia Criativa.

As principais atividades realizadas em um Parque Tecnológico incluem:

  • Pesquisa e Desenvolvimento (P&D): abrigam centros de pesquisa onde são desenvolvidas pesquisas científicas e tecnológicas. Essas pesquisas podem estar relacionadas a diversas áreas, como TI, biotecnologia, engenharia, energia renovável, entre outras.
  • Transferência de Tecnologia: atuam como um intermediário entre as universidades, centros de pesquisa e empresas, facilitando a transferência de conhecimento e tecnologia entre essas instituições. Eles promovem a colaboração e o intercâmbio de conhecimentos para impulsionar a inovação e o desenvolvimento de produtos e serviços.
  • Incubação de Empresas: incubadoras que fornecem suporte e infraestrutura para startups e empreendedores que estão desenvolvendo novas tecnologias ou produtos. As incubadoras oferecem serviços como consultoria empresarial, acesso a financiamento, espaços de trabalho e networking.
  • Promoção do Empreendedorismo: fomentar o empreendedorismo e apoiar o desenvolvimento de novos negócios, oferecendo programas de capacitação, mentorias, eventos e competições para incentivar a criação de empresas inovadoras.
  • Infraestrutura e Conectividade: infraestrutura adequada com espaços de escritórios, áreas de testes e instalações de pesquisa. Além disso, fornecem conectividade de alta velocidade e acesso a recursos tecnológicos avançados, permitindo que as empresas e instituições presentes tenham acesso a uma infraestrutura tecnológica de qualidade.

SAÚDE PÚBLICA

Sem Centro de Zoonoses, Ivinhema entra na mira do MP

Ministério Público deu prazo de seis meses para que município implemente política de controle de zoonoses e cobra mutirões de castração pelo menos duas vezes ao ano

06/09/2026 08h30

Sem estrutura própria para controle de zoonoses, Ivinhema terá de apresentar ao Ministério Público as providências que pretende adotar para atendimento e controle da população de cães e gatos

Sem estrutura própria para controle de zoonoses, Ivinhema terá de apresentar ao Ministério Público as providências que pretende adotar para atendimento e controle da população de cães e gatos Ivinotícias

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Sem Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) ou estrutura equivalente, Ivinhema entrou na mira do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que cobrou da prefeitura a adoção de medidas para controlar a população de cães e gatos e ampliar o atendimento aos animais em situação de rua.

Publicada na edição do Diário Oficial do MPMS, a recomendação foi expedida pela 2ª Promotoria de Justiça de Ivinhema, e é direcionada ao município, administrado pelo prefeito Juliano Ferro Barros Donato.

Conforme apurado pelo Ministério Público, além de não possuir um CCZ, Ivinhema também não mantém estrutura equivalente e não conta com serviço terceirizado para executar esse tipo de atendimento.

Para a Promotoria, a deficiência deixa o município sem uma política adequada para diagnóstico, tratamento e controle de doenças que atingem os animais e podem representar risco à saúde pública.

Entre as enfermidades citadas pelo MPMS estão leishmaniose, cinomose e esporotricose.A falta de estrutura não foi o único problema identificado durante a apuração.

O Ministério Público também analisou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de Ivinhema, publicada em julho deste ano, e apontou deficiência na previsão de programas, ações, metas e prioridades destinadas à causa animal.

Segundo a Promotoria, as medidas previstas pelo município estão restritas à vacinação antirrábica e à notificação de casos. Diante do cenário, o MPMS recomendou que a prefeitura passe a oferecer continuamente ações para controle populacional de cães e gatos.

Uma das principais cobranças é a realização de campanhas ou mutirões de castração pelo menos duas vezes por ano, com prioridade para animais de rua e comunitários, além daqueles mantidos por protetores independentes, organizações de proteção animal e famílias de baixa renda.

A prefeitura também deverá dar publicidade às campanhas nos canais oficiais com antecedência mínima de 30 dias.Outra medida prevista é a identificação dos cães e gatos durante as ações de castração.

A intenção é criar uma base de dados que permita ao município conhecer melhor a população animal existente em Ivinhema e, futuramente, estabelecer um censo. O cadastro também deverá servir como ferramenta para identificar responsáveis pelos animais e auxiliar na apuração de eventuais casos de abandono.

Prazo de seis meses

A recomendação vai além das campanhas de esterilização. O Ministério Público estabeleceu prazo máximo de seis meses para que a prefeitura dê início à implementação de uma política pública efetiva de controle de zoonoses.

Entre os serviços que deverão integrar essa estrutura estão atendimento médico-veterinário de urgência, fornecimento de alimentação e água e acolhimento dos animais em situação de rua em ambiente adequado. Antes disso, porém, o município terá de informar se pretende acatar as medidas.

A prefeitura tem prazo de dez dias, a partir do recebimento da recomendação, para comunicar à 2ª Promotoria de Justiça se cumprirá as providências propostas e apresentar documentos que demonstrem as ações adotadas.

O Ministério Público advertiu que a falta de providências poderá levar à adoção de medidas judiciais e extrajudiciais contra os responsáveis.


 

STF

Gilmar Mendes propõe vetar delegados da PF como assessores de ministros

Para decano, presença dos policiais representa um risco para as investigações

05/09/2026 19h00

Ministro Gilmar Mendes

Ministro Gilmar Mendes Andressa Anholete/STF

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Neste sábado (5) o ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), apresentou uma proposta para proibir que militares, delegados ou policiais sejam cedidos para atuar como assessores nos gabinetes da Corte.

A proposta de alteração no Regimento Interno do STF já havia sido adiantada durante a semana ao presidente do Supremo, Edson Fachin, e foi agora formalizada por Mendes para que seja apreciada pelos demais ministros.

A ideia surge em meio à escalada da crise entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. Cada um, por exemplo, possui dois delegados da Polícia Federal os assessorando em seus gabinetes.

Para Mendes, a presença desses policiais nos gabinetes representa o risco de que decisões sobre a condução de investigações, que seria de exclusividade da autoridade policial, estejam sendo transferidas para o Supremo.

O texto apresentado pelo decano prevê que servidores das carreiras militares e policiais possam atuar em atividade de segurança dos gabinetes, mas que seja “vedada a participação na instrução de inquéritos ou processos e em atividades de assessoramento jurídico”.

Outro trecho diz que “caberá ao Presidente do Supremo Tribunal Federal providenciar o imediato retorno aos órgãos de origem dos servidores atualmente em exercício no Tribunal em desacordo com a regra ora acrescida ao art. 357 do Regimento Interno”.  

A proposta surge ainda após o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, ter tentado articular a volta para a corporação dos delegados cedidos ao gabinete de Mendonça, que é relator dos escândalos de fraude financeira e corrupção no Banco Master e do desvio em aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Cabe agora a Fachin incluir a proposta em pauta para que seja apreciada e votada por todos os ministros do Supremo.

Relatórios
A proposta do decano vem à tona após Mendonça ter retirado o sigilo, nesta semana, de um relatório da PF em que constam dezenas mensagens enviadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do Master, a Moraes, segundo afirmam os investigadores.

Nas conversas, Vorcaro menciona um contrato de R$ 131 milhões firmado pelo escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, com o Master. Foram expostas também mensagens em que o ex-banqueiro demonstra ter obtido informações sobre uma possível operação da PF para prendê-lo.

Logo em seguida à divulgação do material, Moraes pediu à presidência do Supremo a abertura de uma investigação contra Mendonça pelo que disse ser “fortes indícios” de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade na condução do caso Master.

Para embasar suas acusações, Moraes apresentou um relatório de inteligência da PF segundo o qual Mendonça atuaria de forma a direcionar as investigações contra desafetos políticos.

O documento, contudo, não é assinado e traz a advertência de se tratarem de uma análise prospectiva interna, sobre possíveis caminhos de investigação, e “sem valor probatório”.

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