Cidades

Alcinópolis

Prefeito afastado será candidato à reeleição, afirma deputado

Prefeito afastado será candidato à reeleição, afirma deputado

BEATRIZ LONGHINI

16/11/2011 - 11h00
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O deputado estadual Paulo Corrêa (PR) disse nesta manhã aos jornalistas que o prefeito afastado de Alcinópolis, Manoel Nunes, é candidato a reeleição na cidade.

Acusado de ser o mandante do assassinato do vereador Carlos Antônio Carneiro, no ano passado, o prefeito não pode se aproximar da Prefeitura por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Paulo Corrêa que faz parte do mesmo grupo político de Mané Nunes, disse que o que está acontecendo é uma grande injustiça. "Não há provas suficientes de que ele foi o mandante do crime", disse.

O parlamentar assegurou também que em Alcinópolis, há um clima de revolta, onde muitas pessoas consideram que "está havendo uma situação criada para massacrar Mané Nunes". Ele informou que o prefeito afastado vai buscar na Justiça, em todas as instâncias, reparar a condenação.

Caso

O vereador de Alcinópolis, Carlos Antônio Costa Carneiro, de 40 anos, foi assassinado na tarde do dia 26 de outubro ao lado de um hotel, na Avenida Afonso Pena, em Campo Grande. Dois homens de moto, que foram presos em flagrante, o abordaram e efetuaram três disparos com uma arma de calibre 38. Um dos tiros o atingiu de raspão e os outros dois, no tórax. Ele morreu na hora.

Dois investigadores de polícia passavam na hora do crime e perseguiram os suspeitos de efetuar os tiros. Ambos foram presos e confessaram serem os autores dos disparos, quando alcançados, na Rua Engenheiro Roberto Mangue. Eles foram encaminhados à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (DEPAC).

Manoel Nunes da Silva é acusado de ser o mandante do crime, pois o vereador Carlos Carneiro estava em Campo Grande para fazer denúncias contra seu mandato.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu a liberdade para Manoel no dia 28 de outubro. Ele estava preso desde o dia 20 de julho.

Literatura

Escritora de MS participa da Bienal do Livro de São Paulo

Jucelia Silva apresenta o romance "Antes de Nós" no estande da Editora Flyve durante o evento, que começou nesta sexta-feira

04/09/2026 17h30

Foto: Arquivo pessoal

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A escritora campo-grandense Jucelia Silva participa da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que começou nesta sexta-feira (4), na capital paulista. Autora do romance Antes de Nós, ela representa Mato Grosso do Sul entre os escritores que integram a programação do evento.

Jucelia está no estande da Editora Flyve, onde o livro será apresentado ao público. O romance aborda temas como memória, família, ancestralidade e pertencimento, a partir da relação entre diferentes gerações.

A participação ocorre após a escritora integrar eventos literários em Mato Grosso do Sul. Nos últimos meses, ela participou da Feira Literária de Bonito (FLIB), do projeto Leituras e Conversas, da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, e do Sarau do Recanto, em Campo Grande.

Romance

Em Antes de Nós, a autora parte de uma pergunta sobre a vida dos pais e antepassados antes de eles ocuparem esses papéis dentro da família. A história transita entre campo e cidade e aborda relações familiares, diferenças sociais e raciais e as marcas deixadas pelas escolhas de gerações anteriores.

“Antes de Nós nasceu do desejo de olhar para aqueles que vieram antes e imaginar quem eram nossos pais antes de ocuparem esse lugar em nossas vidas. Estar na Bienal de São Paulo com esse romance é muito significativo para mim”, afirma Jucelia.

Além de escritora, Jucelia é professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), doutora em Letras e mestre em Estudos de Linguagens. Ela também integra a União Brasileira de Escritores de Mato Grosso do Sul (UBE-MS).

A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo segue até o dia 13 de setembro, reunindo editoras, autores e leitores no Distrito Anhembi. Antes de Nós também pode ser encontrado no site da Editora Flyve, na Amazon, com a autora e na Hámor Livraria, em Campo Grande.

Fronteira com MS

Cidade do Paraguai decreta folga em 7 de setembro e gera revolta

Prefeitura de Capitán Bado decretou ponto facultativo para liberar servidores e escolas para desfile da Independência do Brasil em Coronel Sapucaia, mas decisão provocou críticas até em Assunção

04/09/2026 17h29

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS)

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS) Arquivo

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Um decreto do município de Capitán Bado, cidade paraguaia distante 400 quilômetros de Campo Grande, está causando polêmica no país vizinho. É que a prefeitura do município, localizado no Departamento de Amambay, decretou ponto facultativo na próxima segunda-feira (7), feriado de Independência do Brasil.

Capitán Bado é separada do Brasil apenas por uma rua. Região de fronteira seca, o município paraguaio é vizinho de Coronel Sapucaia (MS).

O jornal paraguaio El Nacional tratou a decisão da prefeitura paraguaia como “Vergonha Inexplicável”. A explicação do prefeito de Capitán Bado, feita por meio de nota, é que a decisão se justifica pela necessidade de liberar funcionários públicos e escolas para participar do desfile de 7 de setembro em Coronel Sapucaia.

A notícia chegou à capital paraguaia, Assunção. Algumas autoridades do país vizinho já pediram explicações.

Nas redes sociais, cidadãos paraguaios mais nacionalistas condenaram a atitude do prefeito, chamado de “intendente” no país vizinho. Outros não viram nada demais em decretar o ponto facultativo em consideração a uma cidade-irmã.

Outro questionou a soberania paraguaia: “Seria uma colônia do Brasil?”, disse.

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