Cidades

Cidades

Prefeito culpa gestão anterior por licitações fraudulentas

Prefeito culpa gestão anterior por licitações fraudulentas

Redação

07/03/2010 - 00h16
Continue lendo...

O prefeito de Dourados, Ari Artuzi (PDT), negou, ontem, envolvimento com o esquema de licitações fraudulentas, supostamente comandado pelo empresário Sizuo Uemura, e culpou a administração anterior pelas ilegalidades. Artuzi assegurou que, em seu governo, não foi realizado nenhuma licitação. Ele admitiu ter cometido um “erro” ao pagar contratos firmados por seu antecessor, o ex-prefeito Laerte Tetila (PT). “Não tenho culpa em nada, porque nenhuma das licitações que estão sendo citadas no processo foram realizadas na minha administração”, disse. “A única que coisa que considero como um erro foi ter pago alguns contratos feitos na administração anterior”, acrescentou. Segundo Artuzi, parte dos contratos venceram em 31 de dezembro de 2008. Outros, foram cancelados em sua administração. “Isso é tudo perseguição, nós vamos provar e dar nomes de quem está nos perseguindo”, avisou. “Ainda não é o momento de dar nomes. Estamos nos preparando para derrubar gente grande. Para isso, estamos reunindo documentos”, contou. Artuzi observou que mora na mesma casa desde que era vereador e que “não precisa roubar”. O prefeito se comparou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que em seu primeiro mandato enfrentou acusações contra integrantes de seu Governo, no episódio que ficou conhecido como “mensalão”. “O Lula também foi perseguido”, disse o prefeito, acrescentando que a “perseguição” deve ser “precopnceito” por ele ser de humilde, assim como o presidente. “Deixa eu trabalhar pelo amor de Deus, nunca fiz porcaria nenhuma”, concluiu o pedetista.

Confusão

Companhia aérea é condenada por levar idosa ao destino errado

Durante conexão internacional, a mulher foi informada pela própria companhia que poderia embarcar em um voo antecipado ao destino, mas foi parar em outra cidade, a cerca de 5 mil km de distância

03/03/2026 15h30

Empresa terá que pagar R$ 10 mil à passageira

Empresa terá que pagar R$ 10 mil à passageira Divulgação

Continue Lendo...

A Latam Airlines Group S/A foi condenada pela 3ª Vara Civil do Tribunal de de Justiça de Mato Grosso do Sul a pagar o valor de R$ 10 mil em indenização para uma idosa de Campo Grande que foi enviada à cidade errada durante uma viagem internacional. 

A idosa teria comprado uma passagem até a cidade de Portland, no estado de Óregon, nos Estados Unidos, para visitar o filho. O trajeto incluía paradas nas cidades de São Paulo e Chicago. 

De acordo com o processo, ao chegar em Chicago, a mulher foi informada no balcão da companhia aérea que seria possível adiantar o vôo para o destino final. Ela aceitou a oferta e embarcou no vôo indicado. 

Porém, ao desembarcar, percebeu que não estava na cidade de Portland, mas sim, em Providence, no estado norte-americano de Rhode Island, a cerca de 5 mil quilômetros de distância do seu destino original. 

Ao perceber o erro, a mulher precisou retornar para Chicago e só então, embarcar para a cidade certa, chegando com muitas horas de atraso. 

Na ação, a idosa pediu indenização por danos morais à companhia, alegando que houve falha na prestação do serviço. A ação foi aceita pela 6ª Vara Cível de Campo Grande e fixou o valor da indenização em R$10 mil. 

A Latam recorreu à decisão, afirmando que todo passageiro tem a responsabilidade de realizar a conferência dos dados que constam no cartão de embarque, como destino, portão de embarque, número do vôo e nome. Assim, a mulher teria contribuído para o erro, pois recebeu o cartão e continuou a conversa em inglês com os atendentes no balcão. Para a companhia, "a falta de atenção configuraria culpa exclusiva da cliente". 

O relator do caso, o desembargador Odemilson Roberto Castro Fassa, concluiu que o erro não foi por motivo de cancelamento ou força maior, mas, sim, por falha operacional da empresa. Para ele, a mulher havia comprado uma passagem para um lugar e foi parar em outro. 

Os desembargadores entenderam que não é razoável uma idosa, viajando sozinha para um destino internacional, sem o domínio da língua inglesa, ser responsável por identificar um erro emitido da própria companhia aérea. No entendimento do colegiado, todo passageiro deveria ser capaz de confiar as informações repassadas pelos agentes da companhia. 

Em decisão emitida nesta terça-feira (03), o valor da indenização, já que "o envio da cliente para uma cidade distante milhares de quilômetros do destino contratado ultrapassa o mero aborrecimento e gera angústia e insegurança suficientes para caracterizar dano moral". 

Campo Grande

Prefeitura afasta secretário alvo de denúncia de assédio sexual

Paulo Lands Filho pediu para deixar o cargo na noite desta segunda-feira

03/03/2026 15h15

Paulo Lands durante sua posse em 2022

Paulo Lands durante sua posse em 2022 Foto: Naiara Camargo / Correio do Estado

Continue Lendo...

A Prefeitura de Campo Grande afastou o secretário executivo da Juventude, Paulo Lands, alvo de denúncia de assédio sexual no fim de fevereiro último.  O servidor foi afastado de suas funções até a conclusão das apurações pelas autoridades competentes.

Em nota, a administração municipal também comunicou que o próprio Lands solicitou, na noite desta segunda-feira (2), seu afastamento do cargo justamente para dedicar-se ao "esclarecimento dos fatos".

De acordo com informações registradas em boletim de ocorrência, um ex-servidor municipal procurou a 3ª Delegacia de Polícia Civil no dia 27 de fevereiro e denunciou Lands por assédio sexual e estupro de vulnerável.

O denunciante, de 22 anos, relatou que teria sido alvo de investidas sexuais e condutas abusivas por parte do secretário enquanto era subordinado de Paulo Lands.

Segundo a denúncia, os fatos teriam ocorrido entre julho de 2025 e janeiro de 2026, em diferentes locais, incluindo o ambiente de trabalho, vias públicas e até mesmo a casa do investigado.

Cabe destacar que Paulo Lands foi empossado vereador de Campo Grande em 2022, em cerimônia realizada no plenário da Câmara Municipal.

Ele assumiu a cadeira deixada por Sandro Benites em dezembro daquele ano, que na época passou a comandar a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau).

A reportagem entrou em contato com Paulo Lands e não obteve retorno até o fechamento do material. O espaço segue aberto.

Assine o Correio do Estado 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).