Cidades

NÃO AO TARIFAÇO

Prefeito Nelsinho decide romper com empresas de ônibus e abrir licitação

Prefeito Nelsinho decide romper com empresas de ônibus e abrir licitação

ANAHI ZURUTUZA

11/08/2011 - 00h00
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A Prefeitura de Campo Grande vai acionar a Justiça para rescindir os contratos de concessão com as empresas do transporte coletivo da Capital. As cinco viações — Cidade Morena, Jaguar, São Francisco, Campo Grande e Serrana — teriam direito de explorar o serviço até 2014, mas a postura das empresas, de condicionar os investimentos exigidos pela administração municipal para a modernização da frota a um novo aumento na tarifa desagradou o prefeito Nelsinho Trad (PMDB). Ontem, ele determinou que a Procuradoria Geral do Município (PGM) tomasse as medidas necessárias para antecipar o fim dos contratos com as concessionárias.

De acordo com o procurador-geral, Ernesto Borges Neto, a PGM, junto com a Agência de Regulação dos Serviços Públicos e a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) já iniciou os procedimentos para que seja aberto o processo licitatório assim que ocorrer a rescisão dos contratos. "Já definimos a nossa estratégia administrativa e jurídica e a partir de agora nós vamos colocá-las em prática".

O procurador afirma que todas as possibilidades de negociação foram esgotadas. "É preciso ficar claro que a prefeitura não estava pedindo para as empresas assinarem um cheque de R$ 40 milhões. Estava sendo exigido um planejamento para que, em determinado prazo, fossem feitos alguns investimentos que vão repercutir numa melhoria do sistema e vão atender as determinações do Plano Diretor de Transporte Coletivo. Isso tudo é preciso para a gente fazer a captação de recursos muito importantes para a Capital".

A negativa da Associação das Empresas do Transporte Coletivo (Assetur) de elaborar o plano de modernização, fez com que a prefeitura entendesse que o serviço que as empresas prestam não atende mais as necessidades da Capital. "A partir de agora nos iniciamos um processo contencioso. Brigar nunca é bom, mas garanto que vai ser muito ruim para eles lá (Assetur), porque a força do poder concedente é muito grande", ameaçou o procurador.

 Concessão

Para Borges e o diretor-presidente da Agência de Regulação, Marcelo Amaral, o modelo atual de concessão para o transporte público do município está "falido" e este é justamente o ponto de conflito entre prefeitura e Assetur. "Hoje nós temos uma série de novas obrigações que não estavam contidas originalmente naquele momento quando o contrato foi assinado, há 13 anos", explica Amaral.

Borges acredita, entretanto, que o impasse acaba por ser "o ponta-pé para a criação de novo modelo de concessão que atenda as necessidades da cidades pelos próximos dez anos".

Acima de R$ 3

Caso a prefeitura aceitasse o pedido de revisão tarifária da Associação das Empresas do Transporte Coletivo (Assetur), segundo o diretor-presidente da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), Rudel Trindade Junior, a passagem de ônibus passaria a custar mais do que R$ 3. "Teríamos de dar reajuste acima da inflação. É inviável"

Nesta terça-feira, prazo final que a Assetur tinha para apresentar à prefeitura o plano de melhorias do transporte coletivo, a entidade protocolou ofício propondo "tarifaço" para atender aos requisitos. A "promessa" de modernização do setor tornaria o município mais competitivo no pleito pelos R$ 280 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Mobilidade Urbana, recursos que seriam investidos na melhorias no sistema viário de transporte da Capital.

O anúncio oficial das cidades contempladas será no dia 26 de agosto e sem este plano nas mãos, o município corre o risco de perder boa parte dos investimentos do PAC - Mobilidade.

De acordo com o diretor da Agetran, a administração municipal exigia das empresas mudanças no perfil da frota, investimentos em tecnologia, e adequações à legislação ambiental. Dentre os pedidos estavam a compra de mais ônibus articulados, renovação e compra de mais carros, informatização do sistema de controle dos trajetos, melhorias nos serviços de informação aos usuários, entre outros.

 

 

 

 

Literatura

Escritora de MS participa da Bienal do Livro de São Paulo

Jucelia Silva apresenta o romance "Antes de Nós" no estande da Editora Flyve durante o evento, que começou nesta sexta-feira

04/09/2026 17h30

Foto: Arquivo pessoal

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A escritora campo-grandense Jucelia Silva participa da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que começou nesta sexta-feira (4), na capital paulista. Autora do romance Antes de Nós, ela representa Mato Grosso do Sul entre os escritores que integram a programação do evento.

Jucelia está no estande da Editora Flyve, onde o livro será apresentado ao público. O romance aborda temas como memória, família, ancestralidade e pertencimento, a partir da relação entre diferentes gerações.

A participação ocorre após a escritora integrar eventos literários em Mato Grosso do Sul. Nos últimos meses, ela participou da Feira Literária de Bonito (FLIB), do projeto Leituras e Conversas, da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, e do Sarau do Recanto, em Campo Grande.

Romance

Em Antes de Nós, a autora parte de uma pergunta sobre a vida dos pais e antepassados antes de eles ocuparem esses papéis dentro da família. A história transita entre campo e cidade e aborda relações familiares, diferenças sociais e raciais e as marcas deixadas pelas escolhas de gerações anteriores.

“Antes de Nós nasceu do desejo de olhar para aqueles que vieram antes e imaginar quem eram nossos pais antes de ocuparem esse lugar em nossas vidas. Estar na Bienal de São Paulo com esse romance é muito significativo para mim”, afirma Jucelia.

Além de escritora, Jucelia é professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), doutora em Letras e mestre em Estudos de Linguagens. Ela também integra a União Brasileira de Escritores de Mato Grosso do Sul (UBE-MS).

A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo segue até o dia 13 de setembro, reunindo editoras, autores e leitores no Distrito Anhembi. Antes de Nós também pode ser encontrado no site da Editora Flyve, na Amazon, com a autora e na Hámor Livraria, em Campo Grande.

Fronteira com MS

Cidade do Paraguai decreta folga em 7 de setembro e gera revolta

Prefeitura de Capitán Bado decretou ponto facultativo para liberar servidores e escolas para desfile da Independência do Brasil em Coronel Sapucaia, mas decisão provocou críticas até em Assunção

04/09/2026 17h29

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS)

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS) Arquivo

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Um decreto do município de Capitán Bado, cidade paraguaia distante 400 quilômetros de Campo Grande, está causando polêmica no país vizinho. É que a prefeitura do município, localizado no Departamento de Amambay, decretou ponto facultativo na próxima segunda-feira (7), feriado de Independência do Brasil.

Capitán Bado é separada do Brasil apenas por uma rua. Região de fronteira seca, o município paraguaio é vizinho de Coronel Sapucaia (MS).

O jornal paraguaio El Nacional tratou a decisão da prefeitura paraguaia como “Vergonha Inexplicável”. A explicação do prefeito de Capitán Bado, feita por meio de nota, é que a decisão se justifica pela necessidade de liberar funcionários públicos e escolas para participar do desfile de 7 de setembro em Coronel Sapucaia.

A notícia chegou à capital paraguaia, Assunção. Algumas autoridades do país vizinho já pediram explicações.

Nas redes sociais, cidadãos paraguaios mais nacionalistas condenaram a atitude do prefeito, chamado de “intendente” no país vizinho. Outros não viram nada demais em decretar o ponto facultativo em consideração a uma cidade-irmã.

Outro questionou a soberania paraguaia: “Seria uma colônia do Brasil?”, disse.

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