Cidades

REQUALIFICAÇÃO

Prefeitura abre licitação para reformar rede elétrica do Camelódromo Municipal

O investimento total será de R$ 2,3 milhões, sendo R$ 700 mil provenientes de emenda parlamentar

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A Prefeitura de Campo Grande, por meio da Secretaria Especial de Licitações e Contratos (SELC), abriu licitação para contratar uma empresa especializada na reforma das instalações elétricas do Camelódromo Municipal, um dos principais polos de economia popular da Capital. O aviso de abertura foi publicado no Diário Oficial (Diogrande) n° 8.141, desta sexta-feira (28).

O investimento total será de R$ 2,3 milhões, sendo R$ 700 mil provenientes de emenda parlamentar e o restante custeado pela Prefeitura.

A obra inclui a modernização das instalações elétricas dos boxes, iluminação interna e externa, áreas comuns e sistemas auxiliares, garantindo condições operacionais adequadas e prevenindo riscos como curtos-circuitos e incêndios.

Além disso, na recente cerimônia de formalização das Autorizações de Uso de Áreas Públicas Municipais, o Camelódromo foi contemplado com a assinatura do termo de uso do lote destinado ao estacionamento.

A Concorrência Eletrônica nº 011/2025 prevê a reestruturação completa da rede elétrica do espaço, atendendo às normas da NBR 5410 (instalações elétricas de baixa tensão), NBR 5419 (proteção contra descargas atmosféricas), além das exigências do Corpo de Bombeiros e dos padrões da concessionária Energisa.

O prazo de recebimento das propostas é até 7h44 do dia 15 de dezembro, e a sessão de disputa de preços ocorrerá logo em seguida, pelo portal compras.campogrande.ms.gov.br.

Narciso Soares dos Santos, presidente do Camelódromo, reforçou a urgência das intervenções, pois, com 26 anos, a estrutura elétrica atual é obsoleta e oferece riscos a trabalhadores e clientes.

“Nosso prédio tem 26 anos e a instalação elétrica é obsoleta. Já enfrentamos até um princípio de incêndio. Essa obra representa segurança para quem trabalha e para quem compra aqui”, afirmou.

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CONQUISTA

Pesquisadora da UFMS conquista Prêmio Mulheres e Ciência do CNPq

Professora do Instituto de Biociências, Letícia Couto foi reconhecida na categoria Estímulo por pesquisas voltadas à conservação e restauração do Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica

22/02/2026 12h00

A cerimônia de premiação será realizada no dia 5 de março, na sede do CNPq, em Brasília

A cerimônia de premiação será realizada no dia 5 de março, na sede do CNPq, em Brasília Divulgação

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A professora Letícia Couto, do Instituto de Biociências (Inbio) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), está entre as vencedoras da segunda edição do Prêmio Mulheres e Ciência, promovido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Ela foi reconhecida na categoria Estímulo, destinada a pesquisadoras que concluíram o doutorado a partir de 2010.

A cerimônia de premiação será realizada no dia 5 de março, na sede do CNPq, em Brasília. Nesta edição, o prêmio recebeu 684 inscrições de todo o país e contemplou iniciativas e trajetórias femininas em quatro categorias: Incentivo, Estímulo, Trajetória e Mérito Institucional.

Fundadora e coordenadora do Laboratório de Ecologia do Inbio, Letícia integra o Programa de Pós-Graduação em Biologia Vegetal da UFMS. Seu trabalho está voltado à restauração, intervenção e conservação dos biomas Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica, áreas estratégicas tanto do ponto de vista ambiental quanto científico.

A categoria Estímulo reconhece as pesquisadoras melhor classificadas em três grandes áreas do conhecimento: Ciências da Vida; Ciências Exatas, da Terra e Engenharias; e Ciências Humanas e Sociais, Letras e Artes. Letícia foi premiada na área de Ciências da Vida.

“Fiquei surpresa e muito feliz. É muito importante receber um prêmio nacional concorrendo com mulheres de várias áreas do país todo, ainda mais sendo um reconhecimento do CNPq. Sinto que represento muitas parceiras de pesquisa e espero que isso também incentive a nova geração de mulheres na ciência que estamos formando”, afirmou a professora.

Além da categoria Estímulo, o prêmio também contempla a categoria Incentivo, voltada a jovens de 15 a 29 anos participantes do Programa Asas para o Futuro, do Ministério das Mulheres; a categoria Trajetória, destinada a pesquisadoras que concluíram o doutorado até 2009; e o Mérito Institucional, que reconhece instituições de ensino superior e centros de pesquisa com ações estratégicas para promoção da igualdade de gênero.

O Prêmio Mulheres e Ciência é uma iniciativa do CNPq, em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o Ministério das Mulheres, o British Council no Brasil e o Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe. A proposta é ampliar a participação feminina na Ciência, Tecnologia e Inovação, fortalecer a equidade de gênero, étnica e racial e dar visibilidade às pesquisas desenvolvidas por mulheres em diferentes áreas do conhecimento.

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CRIME

Mulher é vítima de feminicídio em Coxim e caso pode ser o 3º do ano em MS

Vítima foi encontrada sem vida na sala da casa e apresentava uma única perfuração no abdômen, segundo a perícia

22/02/2026 11h30

Nilza tinha 50 anos e filho é um dos principais suspeitos

Nilza tinha 50 anos e filho é um dos principais suspeitos Coxim Agora/ Pedro Depetriz

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Identificada como Nilza de Almeida Lima, de 50 anos, a mulher encontrada morta na madrugada deste domingo (22) dentro da própria residência, no bairro Senhor Divino, em Coxim, foi vítima de um golpe de faca na região do abdômen. O caso foi registrado como feminicídio em contexto de violência doméstica e familiar e pode se tornar o terceiro do tipo em Mato Grosso do Sul em 2026.

Equipes da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e perícia técnica foram acionadas para atender a ocorrência na Rua Walmor Rocha Soares. Ao chegarem ao imóvel, os policiais encontraram a vítima caída sobre um colchão na sala da casa, aparentemente já sem sinais vitais. O óbito foi confirmado ainda no local.

De acordo com a perícia, Nilza apresentava uma única perfuração provocada por arma branca. O ferimento, localizado no abdômen, foi considerado suficiente para causar a morte.

Versões contraditórias

Segundo informações do portal Coxim Agora, o companheiro da vítima, de 46 anos, apresentou relatos divergentes aos policiais. Inicialmente, informou que teria saído da residência por cerca de 40 minutos para buscar gelo na casa de uma filha e que, ao retornar por volta das 4h30, encontrou a mulher ferida, pedindo socorro.

Posteriormente, alterou a versão e passou a afirmar que o fato teria ocorrido por volta das 20h do dia anterior. Conforme registrado no boletim de ocorrência, ele apresentou comportamento agressivo durante o atendimento da equipe policial, sendo necessário o uso de algemas para garantir a segurança dos envolvidos. O homem foi encaminhado à delegacia para prestar esclarecimentos.

Filho é apontado como suspeito

Ainda segundo o registro policial, o filho do casal, de 22 anos, é apontado como suspeito de ter desferido o golpe que atingiu a vítima. O pai relatou que mãe e filho permaneceram na residência após uma discussão verbal e que os conflitos entre ambos seriam frequentes.

Quando o homem retornou ao imóvel, o jovem já não estava mais no local. Equipes policiais realizaram diligências na tentativa de localizá-lo, mas, até o momento, ele não havia sido encontrado.

No interior da residência, os policiais identificaram sinais de luta, o que reforça a hipótese de confronto antes do crime. A dinâmica exata dos fatos, assim como a motivação, ainda será apurada no decorrer do inquérito policial.

O corpo de Nilza foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exame necroscópico que deve confirmar oficialmente a causa da morte e auxiliar na reconstituição do crime. A investigação é conduzida pela Primeira Delegacia de Polícia Civil de Coxim, que segue em diligências para localizar o suspeito e esclarecer completamente o caso.

Terceiro caso no Estado

O boletim de ocorrência classifica o caso como feminicídio, tipificação aplicada quando o homicídio é cometido contra a mulher em razão da condição de sexo feminino, especialmente em contexto de violência doméstica ou familiar.

Se confirmado ao fim das investigações, este será o terceiro feminicídio registrado em Mato Grosso do Sul neste ano.

O primeiro caso de feminicídio ocorreu em 16 de janeiro de 2026. Josefa dos Santos, de 44 anos, foi morta pelo companheiro, Fernando Veiga, com um tiro de espingarda nas proximidades da Capela Santo Antônio, na zona rural de Bela Vista. Após o crime, Veiga tirou a própria vida.

O segundo caso ocorreu em 24 de janeiro, quando Rosana Candia, de 62 anos, foi morta a pauladas pelo ex-companheiro, Antônio Lima Ohara, de 73 anos, no bairro Guarani, em Corumbá.

Perfil das vítimas e comparação com 2025

Dados do painel estatístico da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) indicam que, em janeiro de 2025, não houve registro de feminicídio em Mato Grosso do Sul. Os casos começaram a ser contabilizados a partir de fevereiro.

Neste ano, no entanto, as mortes tiveram início ainda em janeiro. Se o caso de Coxim for confirmado como feminicídio, o Estado chegará à terceira vítima em menos de dois meses.

Entre os dois registros anteriores de 2026, uma das vítimas tinha 44 anos e a outra 73. Já em 2025, o perfil das mulheres assassinadas incluiu três idosas, 24 adultas, uma criança e 11 jovens, evidenciando que a violência atingiu diferentes faixas etárias.

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