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Leilão

Prefeitura cria leilão para quitar dívida com fornecedores em Campo Grande

Empresas credoras poderão oferecer descontos para receber antes da ordem cronológica; medida integra o Plano de Equilíbrio Fiscal e envolve principalmente fornecedores da área da saúde.

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A Prefeitura de Campo Grande lançou um novo mecanismo para tentar reduzir o passivo financeiro com fornecedores e, ao mesmo tempo, aliviar a pressão sobre as contas públicas.

Publicado no Diário Oficial desta quinta-feira (23), o edital do Leilão de Pagamentos 2026 estabelece que empresas credoras do município poderão oferecer descontos sobre valores que têm a receber para obter prioridade na quitação dos débitos.

A iniciativa, considerada inédita na administração municipal, faz parte das ações previstas no Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal (PEF) e coloca em disputa um total de R$ 3.404.926,34 em créditos líquidos e exigíveis já reconhecidos pela Prefeitura.

A sessão pública está marcada para o dia 7 de agosto, na Secretaria Especial de Licitações e Contratos (SELC).  

Pelo modelo adotado, os fornecedores interessados participarão voluntariamente do certame apresentando propostas de desconto sobre o valor líquido de seus créditos.

A classificação será definida pelo maior percentual de abatimento oferecido, o que significa que empresas dispostas a abrir mão de uma parcela maior do valor devido terão prioridade para receber.

O edital deixa claro que o procedimento não representa reconhecimento de novas dívidas nem altera o regime constitucional dos precatórios.

Também esclarece que a adesão é facultativa e que a efetivação dos pagamentos dependerá da homologação do resultado e da disponibilidade financeira do município. 

Outro ponto previsto é que, caso nenhuma empresa apresente proposta ou o leilão seja considerado fracassado, os créditos permanecerão na ordem cronológica normal de pagamento, sem prejuízo aos credores.

O desconto oferecido somente produzirá efeitos após a quitação integral do valor homologado. 

Maioria dos débitos é da área da saúde

A relação de débitos elegíveis demonstra que grande parte dos valores pertence a fornecedores de medicamentos, materiais hospitalares, nutrição clínica e insumos utilizados na rede municipal de saúde.

Entre os credores aparecem distribuidoras farmacêuticas, empresas de equipamentos médicos e prestadores de serviços especializados.

O maior crédito individual listado no edital supera R$ 597 mil, pertencente a uma fornecedora hospitalar, enquanto outros débitos variam de algumas centenas de reais até valores superiores a R$ 400 mil.

No total, os créditos somam R$ 3,45 milhões, dos quais R$ 3,40 milhões correspondem ao valor líquido elegível após retenções tributárias.  

Como funcionará o leilão

As propostas deverão ser apresentadas em envelope lacrado durante a sessão pública. Se houver mais de uma proposta válida, será aberta uma etapa de lances sucessivos, em que os participantes poderão aumentar o percentual de desconto inicialmente oferecido.

Vencerá quem apresentar a maior redução sobre o crédito. Em caso de empate, serão considerados critérios como o maior valor financeiro de desconto, a ordem cronológica original do débito e, persistindo a igualdade, será realizado sorteio público. 

Após a homologação do resultado, os pagamentos serão realizados em até três parcelas, com previsão de quitação em até 90 dias, desde que haja disponibilidade orçamentária e financeira. 

Medida busca equilíbrio fiscal

Segundo o edital, o Leilão de Pagamentos integra as medidas previstas no Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal do município.

O objetivo é reduzir o passivo financeiro mediante acordos voluntários com fornecedores, permitindo que empresas interessadas antecipem o recebimento de seus créditos em troca da concessão de descontos ao poder público. 

A Prefeitura ressalta que o procedimento não substitui os mecanismos legais de pagamento nem garante quitação imediata dos débitos, sendo condicionado à homologação do certame e à programação financeira da administração municipal.

estiagem

Rio da Prata enfrenta seca e mobiliza ações de resgate de peixes

MPMS acompanha agravamento da estiagem, monitora as condições ambientais do rio e fiscaliza ações de resgate e preservação da fauna aquática

10/09/2026 19h15

Rio da Prata enfrenta seca

Rio da Prata enfrenta seca Foto: Divulgação / MPMS

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Mais de 200 peixes foram resgatados e realocados no Rio da Prata, que enfrenta crise hídrica e seca, com locais com fluxo da água interrompido, em Jardim. A situação é acompanhada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Jardim.

Conforme reportagem do Correio do Estado, em agosto, o nível do rio já estava baixo em algumas áreas, devido à estiagem. Neste mês, a situação se agravou e, diante do cenário emergencial, uma operação foi montada para tentar reduzir os impactos da estiagem.

De acordo com o MPMS, neste ano, o Instituto Guarda Mirim Ambiental (IGMA) comunicou o agravamento da situação hídrica em trecho localizado próximo à Ponte do Curê, na Rodovia MS-178, e constatou as condições críticas decorrentes da estiagem prolongada.

A entidade identificou trechos secos e formação de poças isoladas, com risco de evaporação, situação que coloca diversas espécies em condição de vulnerabilidade.

O presidente do IGMA, Nisroque Soares, afirma que abaixo da área onde foram feitos resgates de peixes, em 2024 e 2025, o fluxo d’água é interrompido por aproximadamente 4 km até a Ponte do Curê.

Na operação emergencial foram executados planos de resgate e realocação de peixes que se encontravam ilhados no local afetado.

Dentre as espécies realocadas estão lambaris, piraputangas, cascudos, joaninhas e traíras, que foram levados para áreas do rio com melhores condições de sobrevivência.

No ano passado, também houve a mesma operação, onde aproximadamente 1.421 peixes foram resgatados do Rio da Prata, em um trecho de 7 km afetado pela interrupção do fluxo d’água.

O MPMS informou que há um inquérito civil, instaurado em julho de 2024, que acompanha os trabalhos do IGMA. O órgão ressaltou que continuará acompanhando e fiscalizando as ações desenvolvidas pelos órgãos e entidades envolvidos na preservação do Rio da Prata e de sua fauna aquática.

Saúde

Plano de saúde terá que cobrir mamografia digital para todas as idades

Decisão da ANS vale a partir de 1º de outubro

10/09/2026 19h00

José Cruz/Agência Brasil

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A partir de 1º de outubro, os planos de saúde serão obrigados a cobrir exame de mamografia digital para todas as pessoas sempre que houver indicação médica, ou seja, não haverá restrição de idade. Atualmente, a cobertura desse exame é obrigatória apenas para mulheres com idade entre 40 e 69 anos.

A decisão foi tomada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no último dia 3 e anunciada nesta quinta-feira (10). A ANS é o órgão que regula a indústria de planos de saúde no país.

A mamografia digital versão mais avançada do exame convencional é considerada um dos principais exames para a detecção precoce do câncer de mama, permitindo identificar alterações antes mesmo de serem percebidas ao toque.

Menos tempo de exposição

A modalidade digital oferece vantagens como menor exposição à radiação, menor tempo de compressão da mama durante o exame e armazenamento das imagens em formato digital, o que facilita o acompanhamento da evolução clínica e a avaliação por diferentes especialistas.

No comunicado de fim de restrição, a ANS destaca que a cobertura obrigatória é “uma oportunidade de celebrar o Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama”.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca), ligado ao Ministério da Saúde, estima que o país tenha cerca de 73.610 novos casos de câncer de mama por ano.

O diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento e pode reduzir a necessidade de procedimentos mais invasivos.

Todos os gêneros

A intenção de ampliar a cobertura do exame partiu da própria ANS, após discussões realizadas na Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde).

Na Cosaúde, a maioria da comissão defendeu que “o uso da mamografia digital já está consolidado como padrão de cuidado oncológico” e que a restrição para mulheres de 40 a 69 anos, poderia “prejudicar ou atrasar o acesso oportuno” ao diagnóstico de câncer de mama.

Ao determinar cobertura obrigatória para “todas as pessoas”, a ANS inclui qualquer gênero, ou seja, o exame passa a ser garantido a pessoas que se considerem não binárias (não se identificam exclusivamente como homem ou mulher).

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