Cidades

AVANÇO

Prefeitura de Campo Grande abre vacinação da 4ª dose para população com 30 anos ou mais

Imunização estará disponível das 7h00 às 17h00 em três unidades de saúde

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A prefeitura irá disponibilizar a quarta dose da vacina contra Covid-19 para a população com 30 anos ou mais. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), a imunização para esse grupo estará aberta a partir deste sábado (19) e para receber essa dose de reforço é preciso que a pessoa tenha tomado a 3º dose há pelo menos quatro meses.

Neste sábado, a imunização estará disponível das 7h00 às 17h00, na Unidade Básica de Saúde Dona Neta, região do Anhanduizinho, na Unidade da Saúde da Família Moreninhas e na UBS 26 de Agosto.

Para receber a dose de reforço é preciso comparecer em alguma dessas unidades de saúde portando documento de identificação com foto e comprovante das doses anteriores.

Conforme já divulgado pelo Correio do Estado, das 700.352 mil pessoas aptas a receberem a primeira dose de reforço, 290.345 ainda não se vacinaram, o que corresponde a 41,45% do público esperado.

Até então, 377.066 pessoas estavam aptas a receber a quarta dose da vacina, das quais apenas cerca de 140 mil foram imunizadas.

Ainda segundo a Sesau, quase dois milhões de doses de vacinas foram aplicadas em Campo Grande, contudo, a quantidade de pessoas que procuram os postos de vacinação está caindo, o que se reflete no índice de moradores com esquema vacinal completo.

O titular da pasta, José Mauro Filho, alerta a população que, embora a dose seja chamada de reforço como se fosse apenas mais uma opção, na verdade elas não são opcionais.

“O esquema primário, da maioria das vacinas é de duas doses, contudo o Ministério da Saúde recomenda estes dois reforços, visto que com o passar do tempo se percebe que há uma redução na eficácia da vacina”, explica.

O secretário ainda afirma que com o surgimento de novas variantes do coronavírus, completar as doses de imunização é ainda mais importante.

“Ainda não temos casos confirmados da subvariante da Ômicron em Campo Grande, mas nos estados vizinhos já se tem casos confirmados, assim é somente questão de tempo para que ela seja registrada aqui também”, completa. 

RETOMADA

O Correio do Estado mostrou, na quarta-feira (16) que a vacinação da quarta dose para pessoas com até 35 anos estava paralisada há quatro meses e a Sesau não tinha previsão de retomar a imunização para esse público. 

Agora, de acordo com a pasta, a imunização será retomada com o uso da vacina Astrazeneca, que está em estoque, já que o Ministério da Saúde não disponibilizou novas doses de Coronavac.

A imunização também estará disponível para bebês de seis meses a três anos e para crianças de 3 a 5 anos.

Para crianças de 3 e 4 anos, a imunização continua paralisada. 

CASOS E MORTES

Até novembro de 2022, foram confirmados mais de 89 mil casos da infecção apenas em Campo Grande, sendo que a maior parte não teve necessidade de internação.

Desde o início da pandemia, 4,6 mil óbitos foram registrados em decorrência da infecção. 

CORREÇÃO DOS VENCIMENTOS

Inquérito investiga prefeitura de MS por pagar salário-base abaixo do mínimo aos servidores

Promotora aponta inconstitucionalidade na política remuneratória dos servidores públicos de Naviraí

23/02/2026 17h10

Centro da cidade de Naviraí

Centro da cidade de Naviraí Divulgação

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul abriu inquérito civil contra a Prefeitura de Naviraí para apurar e corrigir uma suposta violação do Poder Executivo em relação aos pagamentos dos salários-base dos servidores públicos, que estão recebendo abaixo do vencimento mínimo nacional.

De acordo com a Promotora de Justiça, Fernanda Proença de Azambuja Barbosa, a medida adotada pela Prefeitura viola o artigo 7º, inciso VII, da Constituição Federal,  o qual trata dos direitos dos trabalhadores urbanos e rurais e da garantia de salário, que não deve ser nunca inferior ao mínimo.

Ainda segundo os fundamentos da promotora Fernanda Proença, o inquérito foi aberto devido ao flagrante de uma "evidenciada situação" de inconstitucionalidade e também porque o prazo do procedimento (notícia de fato) expirou, sem que a Prefeitura resolvesse o problema de forma voluntária. 

Por fim, Fernanda aponta que, segundo o artigo 169 da Constituição Federal, que trata dos limites de despesas com pessoal, embora existam limites de gastos, a administração do município deve primeiro reduzir despesas com cargos em comissão e funções de confiança (pelo menos 20%) ou exonerar servidores não estáveis antes de sacrificar o direito ao salário mínimo dos servidores. Com a evolução para esta fase, o objetivo do MPMS agora é "apurar e corrigir suposta violação".

Origem do processo

A investigação começou a partir de uma manifestação do gabinete da vereadora Giovana Silvério (PSD), que denunciava uma possível inconstitucionalidade na política remuneratória dos servidores públicos de Naviraí, pelo fato destes profissionais estarem recebendo um vencimento-base inferior ao salário mínimo nacional, atualizado para R$ 1.621 este ano.

De acordo com o documento, as categorias que estão sendo prejudicadas são: 

  • operador de serviços públicos
  • auxiliar de serviços diversos
  • vigia
  • lavador e lubrificador de veículos e máquinas
  • auxiliar de oficina, 
  • técnico de manutenção de parques e jardins
  • zelador
  • auxiliar de laboratório
  • Operador de Serviços Públicos III.

O processo diz que estes profissionais recebiam o montante de R$1.482,68, e para compensar os valores havia o pagamento de R$ 35,32, como "complemento para atendimento ao salário mínimo", amparado, segundo a Prefeitura, na Lei Complementar n° 287, de 9 de junho de 2025.

Ocorre que, durante o procedimento, a prefeitura de Naviraí publicou a Lei Complementar n. 296, de 19 de dezembro de 2025, a qual estabelece que os servidores públicos do poder executivo municipal que recebiam abaixo do salário mínimo passariam a receber vencimento básico de R$1.621,00.

Além disso, a legislação previa ainda que a aplicação dos valores seria condicionada à observância dos limites de despesa com pessoal fixadas na lei de responsabilidade fiscal, além da disponibilidade orçamentária e financeira.

Diante disso, a vereadora Giovana Silvério informou que teria apresentado uma emenda modificativa, a fim de que os efeitos financeiros da lei se aplicassem imediatamente a partir da data de sua publicação. Todavia, a emenda foi rejeitada pelo plenário da Câmara de Vereadores.

Posição do Executivo

A Câmara Municipal de Naviraí alega, através da estrutura da sua política remuneratória e leis complementares, que é possível pagar um vencimento-base inferior ao salário mínimo, desde que a remuneração total, somada a gratificações e outras verbas, atinja o valor do piso nacional.

A administração pública também argumenta que ultrapassou os limites de despesas com pessoal em 2025, os quais ficaram acima do teto estabelecido na Lei de Responsabilidade Fiscal, que estabelece o limite de 54% do total das receitas e não pode conceder reajuste de pessoal.

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MAIOR DO CENTRO-OESTE

Em meio a questionamentos, carnaval de Corumbá tem números positivos

A verba destinada a Corumbá não atendeu a previsão orçamentária feita pelas entidades carnavalescas, o que acendeu um alerta sobre critérios de prioridade.

23/02/2026 16h00

A folia pantaneira concentrou um público de 111 mil expectadores, segundo o Observatório de Turismo do Pantanal

A folia pantaneira concentrou um público de 111 mil expectadores, segundo o Observatório de Turismo do Pantanal Divulgação

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Mais de oito mil turistas, sendo 300 mil bolivianos, movimento econômico recorde de R$ 16,9 milhões e 1.770 empregos temporários diretos, a maioria gerada pelas agremiações carnavalescas. Os números, mais uma vez, comprovam a força do carnaval de Corumbá. Contudo, a cidade quer rediscutir seu formato depois que o Governo do Estado decidiu priorizar a folia da Capital.

Ao divulgar as estatísticas do Observatório de Turismo do Pantanal, da Fundação Municipal de Turismo, nesta segunda-feira, o prefeito corumbaense Gabriel Alves de Oliveira sustentou que sua cidade faz o melhor carnaval do Centro-Oeste e o investimento do município tem retorno garantido. Disse que está aberto ao diálogo com a comunidade carnavalesca para discutir possíveis mudanças.

A cobrança por um choque na estrutura da festa, em especial no planejamento do desfile das escolas de samba e estratégias para captura de recursos, foi uma das primeiras reações da cidade ao investimento de R$ 2,6 milhões do Estado no carnaval de Campo Grande. A verba destinada a Corumbá (R$ 1,2 milhão) não atendeu a previsão orçamentária feita pelas entidades carnavalescas, o que acendeu um alerta sobre critérios de prioridade. 

“Vamos sentar e discutir o que é melhor, precisamos saber o que queremos e o que podemos para os ajustes”, disse o prefeito, garantindo empenho na discussão com o Estado para a liberação de mais recursos no próximo ano. “Sempre contamos com a parceria do Governo do Estado e vamos buscar ampliar os investimentos”, adiantou.

Maior evento

A construção de um novo espaço para o carnaval de rua - a Avenida General Rondon limita os desfiles e montagem de estruturas alegóricas mais volumosas -, voltou também a ser discutida. “O povo faz o carnaval e deve ser ouvido”, sustenta Gabriel, disposto a buscar apoio para o projeto de um sambódromo, o qual divide a cidade.

A folia pantaneira concentrou um público de 111 mil expectadores, segundo o Observatório de Turismo do Pantanal
Cidade volta a discutir a construção de um sambódromo: ruas centrais limitam os desfiles. Foto: divulgação

Conforme os índices estatísticos do Observatório de Turismo do Pantanal, a folia pantaneira concentrou um público diário de 18,5 mil pessoas durante a programação oficial de seis dias, o que totaliza 111 mil expectadores. A cidade recebeu 8.300 turistas, a maioria do próprio estado, e o giro da economia superou o ano passado: R$ 16,9 milhões. A prefeitura teve um gasto de R$ 6 milhões na organização.

A folia pantaneira concentrou um público de 111 mil expectadores, segundo o Observatório de Turismo do PantanalFoi um dos carnavais mais seguro, segundo relatório das forças de segurança. Foto: divulgação

“O carnaval é o nosso maior evento em movimento econômico, fluxo turístico ao destino e geração de empregos”, observa Zelinho Carvalho, diretor-presidente da Fundação de Turismo do Pantanal, salientando que é proposta da prefeitura ampliar a divulgação do evento em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, origem da maioria dos três mil bolivianos que visitaram a cidade no período.

As agremiações carnavalescas (dez escolas de samba, 14 blocos oficiais e cinco cordões) foram responsáveis por 1.200 vagas de trabalho, de um total de 1.770 geradas durante 2025 e os meses de janeiro e fevereiro deste ano. Com 18 eventos e a grande consagração na passarela do samba, o carnaval foi aprovado pela população e ganhou 88,6% de avaliação positiva dos turistas.

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