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Prefeitura desiste de construir piscinão na Hiroshima

No local será construído canal interligando as redes de drenagem já existentes

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A prefeitura de Campo Grande desistiu do projeto de construir uma espécie de “piscinão” no córrego Réveillon, na esquina das Avenidas Mato Grosso e Hiroshima, no Carandá Bosque. Segundo a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), no local será construído um canal interligando as redes de drenagem já existentes.

Conforme a Sisep, com as obras de drenagem e pavimentação realizadas no ano passado, na Etapa D do projeto Mata do Jacinto, ficou constatado pelos engenheiros da secretaria que não é mais necessária a construção do piscinão, já que as águas vindas da região Norte da Cidade não correm mais de maneira superficial e sim pelos tubos de drenagem.

“Foi encontrada uma outra solução técnica para o escoamento das águas pluviais captada pela rede de drenagem implantada no entorno do Parque dos Poderes (Jardim Futurista, Danubio Azul, Ecoparque, Vila Nascente)”, explicou a prefeitura.

Segundo o município, será implantado um canal  que conectará esta nova rede com a travessia em tubo armco implantada sob a Avenida Mato Grosso, que desemboca no córrego Revellion, no Parque das Nações.

ATRASO

As obras de pavimentação e drenagem da etapa D Mata do Jacinto foram iniciadas em 2014, com previsão de investimento de R$ 36,1 milhões. No entanto, foram interrompidas em 2017, quando 71,57% do planejado tinha sido executado. Estava programada a execução de 16.597 metros de drenagem, 196.878,63 metros quadrados de asfalto, aproximadamente 28 quilômetros de pavimentação.

Retomadas no ano passado,  as obras tiveram investimento de R$ 11,4 milhões, sendo R$ 10,264 milhões do PAC Pavimentação e mais R$ 1,142 milhão de recursos próprios e parceria com o Governo do Estado.

Feminicídio

Enfermeira morta a marretadas por bombeiro tem órgãos doados

A 5ª vítima de feminicídio no Estado, por decisão da família, salva a vida de três pacientes que aguardavam na fila de espera por transplantes do SUS

07/03/2026 12h00

Imagem Reprodução

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A partida precoce da enfermeira Liliane de Souza Bonfim, de 51 anos, que teve morte cerebral confirmada na sexta-feira (6), após ser vítima de feminicídio, ganhou novos contornos com a autorização da família para a doação de órgãos.

Mãe de três filhos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), ela foi vítima de um episódio de violência ocorrido dentro de casa, em Ponta Porã, na terça-feira (3). Dois dos filhos, de 15 e 17 anos, também acabaram sendo agredidos pelo subtenente do Corpo de Bombeiros Militar, Eliaderson Duarte.

A enfermeira, que se tornou a 5ª vítima de feminicídio em Mato Grosso do Sul, ao perceber a aproximação do marido, chegou a gritar para que os filhos saíssem de casa, mas não houve tempo. O caçula, de 11 anos, embora não tenha sido agredido, presenciou a violência.

Enquanto ela era golpeada, os filhos, mesmo feridos, correram e pediram ajuda a populares. Ao entrarem na residência, encontraram o bombeiro sentado ao lado do corpo da esposa, que estava no chão após ser atingida várias vezes.

A vítima chegou a ser socorrida e encaminhada ao Hospital da Vida, em Dourados. Quem trabalhava na linha de frente da saúde acabou lutando pela própria vida, mas não resistiu.

Com a decisão da família de autorizar a doação de órgãos, outras pessoas que aguardam na fila por uma oportunidade de vida saudável terão uma segunda chance.

Foram doados três órgãos da enfermeira: os dois rins e o fígado. Um dos rins será transplantado em um paciente em Mato Grosso do Sul, o outro foi encaminhado ao Rio Grande do Sul, e o fígado seguirá para um terceiro paciente em Brasília (DF).
 

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APURAÇÃO POLICIAL

Polícia investiga morte de jovem de 25 anos encontrada inconsciente na casa do namorado

Circunstâncias da morte de jovem que supostamente discutiu com o namorado e teria convulsionado após ingerir bebida na casa dele seguem sendo apuradas

07/03/2026 11h44

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A polícia investiga a morte de Ludmila Pedro de Lima, de 25 anos, que teria ingerido uma substância e convulsionado na casa do namorado, no bairro Paulo Coelho Machado, em Campo Grande.

O namorado informou à polícia que, após uma suposta discussão por ciúmes, durante a tarde de sexta-feira (6), ela teria ingerido uma bebida e, em seguida, começou a convulsionar. A jovem chegou a ser socorrida por uma equipe do Samu.

Ela foi encaminhada para atendimento médico em estado grave, mas não resistiu e morreu na madrugada deste sábado (7).

Conforme informações da polícia, o namorado contou que houve uma discussão e, posteriormente, eles retornaram para a casa dele, momento em que Ludmila teria ingerido a bebida por conta própria.

Ao ser questionado sobre lesões no rosto da jovem, ele informou que elas teriam sido causadas pela queda enquanto Ludmila estava convulsionando.

A perícia esteve na casa e colheu depoimentos de testemunhas e do namorado. Embora ainda não existam elementos que comprovem feminicídio, a investigação prossegue para verificar todas as hipóteses.

Os exames necroscópicos periciais devem auxiliar no esclarecimento do caso, para que sejam tomadas as providências de polícia judiciária cabíveis, caso seja configurado crime.
 

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