Cidades

CONSÓRCIO GUAICURUS

Prefeitura deve mudar contrato para garantir investimentos

Interventor-geral afirmou que aditivo deve acontecer na concessão do transporte público, caso a HP Mobilidade realmente entre em Campo Grande

Continue lendo...

Caso a venda do Consórcio Guaicurus ao grupo HP Mobilidade se confirme, a Prefeitura de Campo Grande deve fazer um aditivo no contrato da concessão para garantir que a nova empresa faça investimentos no transporte coletivo, como é idealizado pela administração municipal para que haja mudança no comando do setor.

Na terça-feira, mais de um mês depois do início da intervenção no transporte coletivo, o Consórcio Guaicurus, formado pelas empresas Viação Cidade Morena Ltda., Viação São Francisco Ltda., Jaguar Transporte Urbano Ltda. e Viação Campo Grande Ltda., foi vendido para a concessionária goianiense HP Mobilidade.

Apesar de oficialmente não terem sido divulgados valores, fontes do Correio do Estado afirmam que a negociação gira em torno de R$ 200 milhões pela concessão. Porém, o acordo ainda precisa ser aprovado pelo Poder Público Municipal para ser concretizado, com requisitos que serão cobrados para que a nova empresa assuma o setor.

“Nós vamos cobrar essa mudança, não tem como você fazer uma transição dentro de uma intervenção sem a proposta de mudança no transporte. Nós queremos ônibus novos, com ar-condicionado, reforma dos terminais de ônibus e qualidade no serviço prestado. Não adianta a empresa trocar de dono, mas não fornecer um serviço de qualidade”, afirmou a prefeita Adriane Lopes (PP), horas depois de ser comunicada da venda.

À reportagem, o interventor-geral, Alexandro de Oliveira, disse que um aditivo no contrato deve ser feito pelo Município para garantir que essas melhorias exigidas pela prefeita sejam feitas no transporte coletivo.

“O aditivo contratual é para que sejam contratualizadas e garantidas as melhorias, o aditivo é só um instrumento pelo qual serão feitas essas exigências de investimento do sistema, o que vai constar neste instrumento vai depender do que o Município vai querer. E isso ainda será tratado”, explica.

Em entrevista no início do mês ao Correio do Estado, Alexandro já tinha falado que era necessário investimento para que o transporte coletivo de Campo Grande subisse de patamar, em razão dos problemas de frota de veículos ultrapassada e os atrasos frequentes na folha de pagamento do pessoal.

“O que eu tenho conhecimento é que está se buscando realmente estruturar para se fazer um planejamento, seja com essa empresa [Consórcio Guaicurus] ou com outra, mas que traga investimentos, que traga soluções e que melhore o transporte público. Se tiver que pagar mais no futuro para isso, que se ponha na mesa e se debata isso também”, disse.

02 0726 0329 Onibus GOPrefeitura de Campo Grande quer que nova empresa renove a frota de ônibus para aprovar a troca de concessionária do transporte - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

“A mudança mesmo precisa de uma coisa chamada investimento. Sem dinheiro investido, não muda nada. ‘Eu quero mudar a minha casa’, então coloca dinheiro. ‘Quero mudar a minha vida’, bota dinheiro que a vida muda. Mas precisa de alguém que venha e fale ‘eu boto dinheiro aqui dentro, eu vou fazer acontecer, tem um projeto e é um negócio bem planejado, bem investido, bem fiscalizado’. Todo mundo ganha, só precisa ser bem feito, bem acompanhado e bem prestado”, acrescentou o interventor-geral no dia 6.

Além desse aditivo nas obrigações da empresa, o grupo HP deve solicitar uma prorrogação do prazo da licitação, que começou em 2012 com prazo de 20 anos de contrato, ou seja, termina em 2032,como mostrou reportagem na semana passada do Correio do Estado.

Essa extensão do prazo seria para viabilizar os investimentos pretendidos, que vão muito além do cumprimento do contrato atual.

A mudança se baseia no movimento feito em Goiânia (GO), de onde vem o grupo. Na capital goiana houve uma transformação no transporte da cidade, que culminou na conquista do prêmio internacional UITP Awards 2026.

Isso não foi resultado apenas da renovação da frota, mas também de uma engenharia jurídica e financeira inovadora. O modelo baseia-se na relicitação ou na prorrogação antecipada e patrocinada.

É esse dispositivo que o grupo HP pretende implantar em Campo Grande. No caso da capital sul-mato-grossense, a prorrogação antecipada e patrocinada desponta como o caminho mais indicado.

INTERVENÇÃO

Vale lembrar que, instaurada no dia 16 de junho pela administração municipal, a intervenção ainda tem cerca de 140 dias pela frente e “continua até que se finalize essa transação”, como garantiu a equipe de interventores após o comunicado da venda.

Adriane Lopes ressaltou que, enquanto durar esse período de intervenção, não haverá aumento da tarifa de ônibus. Já quanto ao período de contrato, que tem vigência até 2032, deverá ser mantido mesmo se houver autorização para a HP Mobilidade operar o serviço.

VERSÃO

Em resposta aos questionamentos diante da possibilidade de venda do Consórcio Guaicurus, o grupo HP Mobilidade disse que a “a operação ainda está em curso e depende do cumprimento de todas as etapas previstas, incluindo a análise e a aprovação pelos órgãos e instituições competentes”.

Ainda conforme a parte compradora, o negócio precisa passar por quatro etapas para ser concluída: a aprovação da operação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade); a anuência prévia do Poder Concedente; a conclusão satisfatória das auditorias legal, regulatória, contábil, tributária, previdenciária, financeira, ambiental, técnica e operacional; e o equacionamento das condições relacionadas com o processo de intervenção em curso e as discussões judiciais pertinentes.

“Enquanto tais condições não forem integralmente atendidas, permanecem inalteradas as estruturas operacionais, as obrigações contratuais, as responsabilidades regulatórias e a prestação dos serviços públicos atualmente desenvolvidos pelas sociedades e pelo Consórcio Guaicurus. Não há, portanto, qualquer descontinuidade ou alteração imediata na operação do transporte para a população”, reforçou o grupo goiano.

*Saiba

A venda foi feita à Maas Administração e Participações Ltda., sociedade de propósito específico constituída para este fim e integrante do grupo HP. Registrada no dia 16 deste mês, foi constituída com capital social de R$ 10 mil.

"Barattieri"

MPMS "vai ao inferno" e prende fraudadores de merenda escolar

Quatro pessoas foram presas em Água Clara na operação "Barattieri", nome dado na Divina Comédia a servidores públicos usam a funçãao pública para obter vantagens indevidas

14/09/2026 10h21

Câmara fria chegou com alimentos vencidos chegou a ser interditada em feveriro do ano passado na primeira fase da operçaão

Câmara fria chegou com alimentos vencidos chegou a ser interditada em feveriro do ano passado na primeira fase da operçaão

Continue Lendo...

O dono de um supermercado e três servidores ou ex-servidores públicos da prefeitura de Água Clara foram presos nesta segunda-feira (14) em uma operação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco/MPMS) .

Batizada de Operação “Barattieri”, ela teve como objetivo o cumprimento de quatro mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão na cidade a cerca de 200 quilômetros ao leste de Campo Grande.

Foram detidos ex-secretária de Educação, Adriana Rosimeire Pastori Fini, as servidoras públicas Ana Carla Benette eJânia Alfaro Socorro; além de Humberto Marques, dono de um mercado.

As investigações, segundo o MPE, tiveram início a partir de provas descobertas na Operação Malebolge, revelaram que servidoras públicas do Município Água Clara mantinham um esquema criminoso paralelo com um empresário local, voltado ao desvio de recursos públicos destinados, especialmente, à aquisição de gêneros alimentícios para a merenda escolar.

Segundo apurado, as agentes públicas solicitavam vantagens indevidas ao empresário e, para viabilizar os pagamentos, promoviam a majoração das ordens de compra emitidas pelo Município, sendo que apenas parte dos produtos adquiridos eram efetivamente entregues.

Na operação Malebolge, desencadeada em 18 de fevereiro de 2025, a  Vigilância Sanitária interditou em Campo Grande uma câmara frigorífica de uma empresa fornecedora de alimentos a prefeituras do interior, devido a irregularidades na conservação de alimentos.

Em fevereiro do ano passado foram  cumprimento de 11 mandados de prisão preventiva e 39 mandados de busca e apreensão nos municípios de Água Clara, Campo Grande, Rochedo e Terenos.

O grupo, de acordo com os indícios levantados, se valia de servidores públicos corrompidos para fraudar licitações públicas, direcionando os certames para beneficiar empresas participantes do esquema. Os contratos fraudulentos ultrapassam a casa dos R$ 10 milhões.

O esquema envolvia também o pagamento de propina aos agentes públicos, que atestavam falsamente o recebimento de produtos e serviços e aceleravam os trâmites administrativos necessários aos pagamentos de notas fiscais decorrentes dos contratos firmados entre os empresários e o poder público.

DIVINA COMÉDIA

A operação desta segunda-feira (14), denominada de “Barattieri”, faz uma referência à Divina Comédia, obra clássica de Dante Alighieri. No Inferno descrito pelo autor, os “Barattieri” são aqueles que negociam o exercício de funções públicas em troca de vantagens indevidas.

A Divina Comédia é um longo poema épico e teológico escrito por Dante Alighieri no século XIV. A obra narra a viagem imaginária do próprio autor pelos três reinos do além-tumular: o Inferno, o Purgatório e o Paraíso

Campo grande

Em 14 dias, chuva supera em 16% o esperado para todo o mês de setembro

99,2 milímetros foram registrados nos últimos três dias na Capital

14/09/2026 10h15

Clima está chuvoso há dois dias seguidos na Capital

Clima está chuvoso há dois dias seguidos na Capital MARCELO VICTOR

Continue Lendo...

Choveu mais que o previsto para o mês de setembro em Campo Grande.

De acordo com o meteorologista Natálio Abrahão, o esperado para o mês inteiro (30 dias) é 88 milímetros. Em 14 dias, choveu 102,2 mm.

Ou seja, choveu 16,1% a mais do que esperado em setembro. Segundo Abrahão, a média histórica é de 73,9 milímetros.

O fim de semana foi chuvoso, com céu nublado, tempo instável, clima úmido e ar fresco. O sol não apareceu em nenhum momento. A garoa fina permaneceu quase ininterrupta de sábado (12) a segunda-feira (14).

Segundo o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec-MS), nas últimas 72 horas, de sexta-feira (11) a segunda-feira (14), 99,2 milímetros foram registrados na Capital.

Choveu em todas as regiões de Mato Grosso do Sul. Em alguns municípios, o acumulado passou de 100 milímetros. O Pantanal também foi abençoado com a chuva. Confira:

Clima está chuvoso há dois dias seguidos na Capital

A chuva veio acompanhada de ventos. Veja:

Clima está chuvoso há dois dias seguidos na Capital

A chuva também reduziu as temperaturas: Confira:

Clima está chuvoso há dois dias seguidos na Capital

O Inmet divulgou alerta amarelo de tempestade para Mato Grosso do Sul:

  • Tempestade – alerta amarelo – perigo potencial: Chuva entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, ventos intensos (40-60 km/h), e queda de granizo. Baixo risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de galhos de árvores e de alagamentos

A chuvarada aliviou o calor, reduziu as temperaturas, aumentou a umidade relativa do ar, melhorou a qualidade de respiração e deixou o clima úmido.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).