Cidades

impasse

Agência eleva tarifa técnica do ônibus de Campo Grande para R$ 6,57

Reajuste incide somente sobre passagens pagas pelo poder público relativo à passagem de servidores. Demais usuáios seguem pagando R$ 4,95

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A Agência Municipal de Regulação de Serviços Públicos de Campo Grande (Agereg) elevou a tarifa de ônibus paga pelo poder público ao consórcio Guaicurus. Conforme edição extra do diário oficial publicada nesta sexta-feira (31), a chamada tarifa técnica passa de R$ 6,17 para R$ 6,57.

Este é o preço que começa a ser pago somente por órgãos públicos da administração direta ou indireta. Os demais usuários do serviço continuam pagando R$ 4,95, valor que está em vigor desde 24 de janeiro deste ano.

Ao justificar o aumento de 6,49%, o presidente da Agereg, José Mario Antunes da Silva, atribui a responsabilidade à Justiça. "Considerando as decisões proferidas nos autos da Ação Judicial n. 0861076-76.2023.8.12.0001, em trâmite perante a 4ª Vara de Fazenda Pública e de Registros Públicos da Comarca de Campo Grande/MS, que determinaram o reajuste da tarifa do Sistema Municipal de Transporte Coletivo", diz trecho do Diogrande.

Com a elevação de 6,49%, a prefeitura cumpriu somente em parte a decisão judicial favorável aos donos de ônibus.  A decisão determinou que o município cumpra decisão já transitada em julgada que manda subir a tarifa técnica do ônibus para R$ 7,79, o que representaria pouco mais de 26%.

Na quarta-feira (29) a prefeitura de Campo Grande já havia elevado em 3,7% o valor da tarifa que ela paga pelas passagens usadas por servidores públicos, que passou de R$ 5,95 para R$ 6,17. Naquele dia foi firmado um segundo termo aditivo ao contrato, firmado entre o município e o Consórcio Guaicurus.  

Por conta deste termo aditivo,  o valor do contrato para o transporte de servidores municipais, que tem um ano de validade, passou de  R$ 3.768.777,60 para R$ 3.908.127,36, acréscimo de R$ 139.349,76.

Os reajustes foram concedidos pouco mais de uma semana depois da paralisação dos motoristas, que no dia 22 atrasaram o início de suas atividades em cerca de 90 minutos, deixando milhares de usuários sem transporte coletivo. 

A alegação é de que não haviam recebido o chamado vale, de R$ 1,3 mil, que normalmente é pago pelo consórcio a cada dia 20 do mês. Os empresários alegaram que estavam sem dinheiro em caixa.

E, conforme informações repassadas naquele dia pelo presidente da câmara de vereadores de Campo Grande, Papy (PSDB), a prefeitura de Campo Grande e o Governo do Estado deviam, juntos, em torno de R$ 9,5 milhões ao consórcio. 

O dinheiro é relativo ao transporte gratuito dos estudantes das redes municipal e estadual. Por lei, o passe do estudante é gratuito. Mas, para socorrer os empresários, que dizem estar operando no vermelho, o poder público aceitou repassar subsídio superior a R$ 3 milhões mensais às empresas.

Parte deste valor foi quitado e os motoristas abandonaram as ameaças de deflagrarem greve por tempo indeterminado.

SAÚDE

Fiocruz terá produção nacional de terapias celulares contra o câncer

Tecnologia vai beneficiar pacientes com leucemia, linfoma e mieloma

23/05/2026 23h00

No evento, Lula cumprimentou Paulo Peregrino, que passou por um tratamento no Hospital das Clínicas de São Paulo com tecnologia semelhante e foi curado do câncer

No evento, Lula cumprimentou Paulo Peregrino, que passou por um tratamento no Hospital das Clínicas de São Paulo com tecnologia semelhante e foi curado do câncer Rovena Rosa/Agência Brasil

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O Sistema Único de Saúde (SUS) ganhou um reforço, neste sábado (23), com o lançamento, na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Centro de Desenvolvimento e Produção de Terapias CAR-T, que vai possibilitar a fabricação nacional de terapias celulares a preços reduzidos.

De acordo com a Fiocruz, a terapia CAR-T é considerada um dos maiores avanços recentes na oncologia. A partir da produção na Fundação, o produto de alto valor tecnológico estará acessível à população “em um processo que envolve incorporação de tecnologia combinada ao desenvolvimento de estudo clínico”.

A iniciativa no Brasil faz parte do Programa para Ampliação e Modernização de Infraestrutura do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (PDCEIS), vinculado ao Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que já investiu R$ 330 milhões.

Ainda conforme a Fundação, o Brasil é um dos poucos países no mundo com potencial para se apropriar dessa revolução na medicina para a população de forma gratuita, pelo SUS, uma vez que conta com instituições públicas como a Fiocruz, capazes de disponibilizar terapias avançadas.

A tecnologia CAR-T produzida pela Fiocruz vai beneficiar diretamente pacientes que enfrentam leucemia, linfoma e mieloma. As células de defesa do paciente são removidas, modificadas geneticamente em laboratório e reintroduzidas na pessoa já “reprogramadas” para combater o câncer.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou do lançamento, acompanhado do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e do presidente da Fiocruz, Mario Moreira. 

Chance de cura

No evento, Lula cumprimentou Paulo Peregrino, que passou por um tratamento no Hospital das Clínicas de São Paulo com tecnologia semelhante e foi curado do câncer. 

Ele foi um dos 14 pacientes brasileiros submetidos ao tratamento inovador de terapia celular CAR-T Cell realizado pela Universidade de São Paulo (USP), em parceria com o Instituto Butantã.

Peregrino contou que quando foi convidado, em 2022, para participar da pesquisa em São Paulo viu a possibilidade de tentar a cura. Segundo ele, o tratamento custava R$ 2 milhões, valor que não teria condição de pagar. Na época, já tinha tentado outros tratamentos e estava em estado muito grave.

“O fato de eu ter essa chance foi Deus e a ciência, porque aconteceu exatamente no momento em que eu precisava. Ter a chance de conseguir ser selecionado e ter o tratamento que tive no HC de São Paulo, pelo SUS, foi uma coisa absolutamente fantástica”, disse à Agência Brasil após a cerimônia.

Centro de Desenvolvimento Tecnológico

Outro reforço para o SUS foi a inauguração da sede exclusiva para acolher projetos inovadores do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (CDTS/Fiocruz).

Criado em 2002, com apoio do Ministério da Saúde, o Centro trabalha na geração de conhecimento básico com o desenvolvimento tecnológico destinada à produção de novas tecnologias, produtos e serviços para o SUS. O ponto de partida é o conhecimento científico e tecnológico gerado na Fundação em parceria com universidades, centros de pesquisa e parceiros privados nacionais e internacionais.

Com a sede exclusiva, que teve investimentos de R$ 370 milhões, o CDTS, que há mais de 20 anos desenvolve projetos científicos, poderá avançar em tecnologias inovadoras ligadas a vacinas, fármacos, biofármacos, reativos e métodos de diagnóstico para o SUS, fortalecendo a capacidade de inovação nacional e a soberania em saúde.

Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a Fiocruz tem papel relevante no acesso da população às tecnologias e projetos. 

“Não estamos falando apenas de uma grande indústria de produção tecnológica. Estamos falando de uma instituição que combina inovação, escala e acesso para salvar vidas”, disse na cerimônia.

O presidente Lula destacou que esse tipo de entrega dá ao país a certeza de não ser menor ou menos competitivo que nenhum outro. Segundo ele, fazer investimento em pesquisa é algo que nem todo mundo gosta de fazer.

"Porque o resultado da pesquisa pode não ser positivo. Aí você pensa: ‘Joguei dinheiro fora’. Não. Você não encontraria petróleo se não fizesse pesquisa. Para tudo tem que ser feito pesquisa”, completou.

Veículos

Também na Fiocruz, o programa Agora Tem Especialistas - Caminhos da Saúde recebeu 40 veículos do SAMU para 38 municípios do estado do Rio de Janeiro, em um investimento de mais de R$ 23,3 milhões do governo federal. 

Também foi feita a primeira entrega de um micro-ônibus do programa, para garantir o deslocamento gratuito de pacientes do SUS que precisam se dirigir aos centros de radioterapia ou hemodiálise, localizados a mais de 50 quilômetros do local de residência. Foi entregue também uma ambulância ao município de São João de Meriti.

Ainda na cerimônia, como forma de valorização dos sanitaristas, o presidente e o ministro da saúde entregaram carteiras de sanitaristas a quatro profissionais. Uma delas foi entregue às filhas do ex-presidente da Fiocruz, Sérgio Arouca, morto em 2003.

LOTERIA

Caixa eleva para R$ 320 milhões estimativa de prêmio da Mega 30 anos

Apostas podem ser feitas até às 22h; sorteio será no domingo às 11h

23/05/2026 22h00

Caso não haja ganhadores na faixa principal, com acerto de seis números, ele será dividido entre os acertadores das cinco dezenas e assim por diante

Caso não haja ganhadores na faixa principal, com acerto de seis números, ele será dividido entre os acertadores das cinco dezenas e assim por diante Divulgação

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A Caixa Econômica Federal elevou para R$ 320 milhões a estimativa de prêmio para o concurso 3.010 da Mega Sena 30 anos. A previsão anterior estava em R$ 300 milhões.

Caso não haja ganhadores na faixa principal, com acerto de seis números, ele será dividido entre os acertadores das cinco dezenas e assim por diante, conforme as regras da modalidade. Nessa edição especial, o prêmio não acumula.

Quem ainda não fez a aposta, poderá fazê-la até as 22h deste sábado (23) nas lotéricas e pela internet, no portal Loterias Caixa.

O apostador tem ainda a opção de fazer seu jogo pelo aplicativo Loterias Caixa, disponível para usuários das plataformas Android e iOS, e pelo Internet Banking Caixa.

Sorteio
As seis dezenas serão sorteadas no domingo (24), a partir das 11h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, em São Paulo. O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa.

O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.

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