Por meio de edição extra do Diário Oficial de Campo Grande dessa última quinta-feira (28), o município tornou público a contratação de três empresas para manutenção, implantação e ampliação do sistema de iluminação pública em sete regiões da Capital, pelo valor de cerca de R$ 15,5 milhões.
Conforme o documento, duas dessas três empresas são "velhas conhecidas" da administração público, isso porque já faturaram mais de R$ 20 milhões somados em contratos recentes para led solar em luminárias de avenidas por Campo Grande.
Cabe ressaltar que todos os contratos possuem a mesma finalidade, levando manutenção, implantação e ampliação do sistema de iluminação pública nas seguintes regiões da Capital: Anhanduiziho; Lagoa; Segredo; Prosa; Centro; Imbirussu e Bandeira.
Se somados, os contratos com a M.R; JLC e B&C atingem a casa de R$ 15.525.236,52 (quinze milhões, quinhentos e vinte e cinco mil, duzentos e trinta e seis reais e cinquenta centavos).
Nesse bolo de três empresas, a M.R. Construtora LTDA firmou contrato de apenas um lote,
o de número "VI" na região do prosa, pelo valor de R$ 1.994.494,11. Confira:
Das demais empresas, a Construtora JLC ficou com os seguintes lotes pelos respectivos valores:
- R$ 2.793.648,83 | Anhanduizinho - Lote I
- R$ 2.426.674,98 | Bandeira - Lote II
- R$ 2.161.324,24 | Centro - Lote III
Velhas conhecidas
Esse empresa foi a mesma que firmou contrato, de extrato publicado em 9 de maio deste ano, de quase R$ 5,5 milhões para implantação de luminária pública com led solar em três avenidas da Capital: Ministro João Arinos; Rita Vieira de Andrade e Interlagos.
Além dela, outra "conhecida" que também levou três lotes pelo contrato recente é a B&C LTDA., sendo:
- R$ 2.182.864,96 | Imbirussu - Lote IV
- R$ 2.244.758,49 | Lagoa - Lote V
- R$ 1.721.470,91 | Segredo - Lote VII
Também a B&C "abocanhou" contratos para implantação de iluminação pública led solar em várias avenidas da Capital, extrato que veio a público no começo de maio e mostra que a empresa firmou acordo de aproximadamente R$ 19,3 milhões com a Prefeitura.
Pela licitação vencida, a empresa teria 30 dias consecutivos para implantação de led solar dos seguintes lotes:
- R$ 5.410.484,82 para as avenidas José Barbosa Rodrigues e Amaro Castro Lima;
- R$ 7.106.460,66 para as avenidas Prefeito Lúdio Coelho, Nasri Siufi e Duque de Caxias;
Ainda, um último lote compreende os seguintes parques: Ayrton Senna; Jacques da Luz; Ecológico do Sóter e Poliesportivo da Vila Nasser, pelo valor de 6.791.183,10.
Manutenção e Cosip
Vale lembrar que, ainda quando André Puccinelli era prefeito, surgiu a chamada Contribuição para o Custeio dos Serviços de Iluminação Pública (Cosip), como forma de "legalizar" a antiga taxa por esse serviço e gerar arrecadação.
Nesse sentido, as arrecadações por meio da Cosip são elevadas em Campo Grande, fazendo a Cidade Morena angariar com a contribuição mais do que Curitiba, por exemplo, que possui o dobro da população campo-grandense.
Ainda em fevereiro, o Correio do Estado abordou o gasto de R$ 3,4 milhões por parte da prefeitura, em aditivo ao contrato com o Consórcio Pantanal, buscando inicialmente cadastrar todas as luminárias existentes na Capital, que o Executivo municipal apontou como uma espécie de "conferência".
Conforme repassado pela Sisep à época, a prorrogação, que aconteceu sem licitação, foi devido à necessidade de readequação no programa de trabalho.
"A Sisep recebe a informação de que as luminárias de determinada rua ou avenida estão queimadas, a equipe de manutenção se desloca já sabendo a potência das lâmpadas que precisam ser substituídas e isso agiliza o serviço prestado à população", detalhou.





