Cidades

EVENTO CANCELADO

Prefeitura fecha sarau de lésbicas e organização critica força policial

Evento estava marcado para ocorrer no sábado (29), mas teve que ser cancelado por falta de alvará ambiental, o qual nunca havia sido cobrado, segundo as produtoras do sarau

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Uma ação de fiscalização, realizada no sábado (29), fechou um evento que celebraria o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, na Rua Dr. Temístocles, entre a Rua 14 de Julho e a Avenida Calógeras, na região central de Campo Grande.

Equipes da Planurb, Semades (Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável), Guarda Civil Metropolitana (GCM), Polícia Militar e da concessionária Energisa estiveram presentes.

De acordo com a Prefeitura de Campo Grande, a atuação foi motivada por denúncias registradas pelo canal 156, referente a Central de Atendimento e Ouvidoria-Geral do Município. Antes do horário previsto para o início da programação, os fiscais alegaram que a estrutura instalada não tinha a devida autorização ambiental.

Com isso, a Semades notificou os responsáveis e determinou a paralisação da atividade. Segundo a Planurb, a notificação ocorreu exclusivamente pela ausência da autorização ambiental e não corresponde à aplicação de multa.

De acordo com a organização do 4° Sarau Delas, o evento possuía autorização da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) para a interdição da via.

A Prefeitura de Campo Grande informou também que, durante a fiscalização, foi identificada uma ligação provisória de energia conectada diretamente à rede pública. A Energisa constatou que não havia solicitação ou autorização para a ligação e interrompeu o fornecimento irregular.

A programação correspondia ao 4º Sarau Delas – Prêmio Márcia Zen 2026, realizado em alusão ao Dia Nacional da Visibilidade Lésbica.  Apesar da organização não ser da Prefeitura, o Executivo aparecia como "apoio institucional" nas publicações.

O que diz a organização?

Em um vídeo publicado na rede social para falar sobre o cancelamento do evento, as produtoras DJ Gikka e DJ Jubba alegaram que o alvará ambiental não foi solicitado em outros momentos e que eventos já foram realizados naquele mesmo local, sem a exigência do documento.

As produtoras lembraram que foram realizadas outras três edições anteriores sem que fosse exigida qualquer autorização ambiental.

"Segundo as autoridades, o motivo para o encerramento do evento foi a ausência de um documento que nunca havia sido solicitado para nenhum outro evento realizado nesse mesmo local com a mesma estrutura. E quem paga essa conta? Artistas, trabalhadores, fornecedores, produtores que deixaram de trabalhar e de estar ocupando um espaço público. E isso não é só sobre o evento, isso é sobre o direito de produzir cultura, ocupar espaços públicos e garantir a visibilidade de mulheres lésbicas e de toda comunidade LGBTQIAPN+".

Elas apontam que possuiam autorização da Agetran para o fechamento da via.

"Nos calaram no Dia da Visibilidade Lésbica. Você consegue imaginar um evento LGBTQIAPN+ sendo embargado por várias viaturas porque de repente apareceu um documento que, anteriormente, não havia sido exigido em nenhum outro evento? Nós da organização estávamos com todos os documentos necessários para realização do evento, incluindo a autorização para o fechamento da via.".

Além disso, questionaram a presença de policiais fortemente armados e a quantidade de agentes durante a ação. Em entrevista ao site Teatrine TV, a DJ Gikka comentou sobre este assunto.

"Depois que a gente falou que encerraria o evento, que já estava iniciando a desmontagem, eu não sei se eles acionaram, ou o que aconteceu, mas começou a chegar um monte de viatura, de um monte de órgão. Chegou PM, chegou GCM, chegou a ROMU e quatro motos da PM. A gente entendeu que não teria o que fazer. Tentamos viabilizar o evento, vimos que não era possível e então a gente acatou a solicitação deles, mas mesmo assim chegou muita força policial e fortemente armada, totalmente incompatível com o que tava acontecendo ali naquele momento", disse.

A produtora entende este episódio como um apagamento da cultura em Campo Grande. "Eles realmente estão implacáveis, esá impossível da gente produzir cultura. Eles criam cada vez mais empecilhos e estão cada vez mais em cima", concluiu Dj Gikka.

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PRISÃO

PF localiza adolescente e prende homem por estupro de vulnerável em MS

O crime ocorreu em Ribeirão Claro (PR) e o suspeito fugiu com a menor de idade, sem o consentimento da família, para Aparecida do Taboado

31/08/2026 08h45

A prisão foi efetuada pela Polícia Federal de Três Lagoas e pela Polícia Civil do Paraná

A prisão foi efetuada pela Polícia Federal de Três Lagoas e pela Polícia Civil do Paraná Divulgação / PF

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Um homem, de 33 anos, foi preso neste domingo (30), em Aparecida do Taboado, município que fica a cerca de 455 km de Campo Grande. Ele é investigado por cometer o crime de estupro de vulnerável e estava junto com a vítima, uma adolescente de 14 anos, quando foi detido.

A ação foi realizada pela Polícia Federal (PF) e a Polícia Civil do Paraná (PCPR). De acordo com as autoridades, o crime ocorreu em Ribeirão Claro (PR). Após o crime, o investigado teria sequestrado a adolescente de 14 anos, sem consentimento da família, e fugido para local desconhecido, o que motivou a expedição de mandado de prisão preventiva.

Equipes policiais realizaram diligências e localizaram o suspeito e a vítima no município de Aparecida do Taboado, onde o homem foi preso.

O investigado foi encaminhado à Delegacia da Polícia Civil de Aparecida do Taboado para os procedimentos. A adolescente estava sem ferimentos, ilesa e foi entregue ao Conselho Tutelar, que providenciou o acolhimento e seu retorno à família no Paraná.

A investigação teve o apoio do Grupo de Diligências Especiais (GDE) da PCPR, do Núcleo de Investigações Qualificadas (NIQ) e da Delegacia da Polícia Federal em Três Lagoas.

Campo grande

PMs salvam bebê recém-nascido engasgado em quartel

Família do bebê chegou desesperada, em busca de ajuda, no quartel do Comando Geral, com a criança engasgada no colo

31/08/2026 08h40

Militares salvando bebê engasgado no quartel do Comando Geral

Militares salvando bebê engasgado no quartel do Comando Geral Foto: Nova Lima News

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Policiais militares salvaram um bebê recém-nascido que estava engasgado, na noite deste sábado (29), no Quartel do Comando Geral, localizado na avenida Desembargador Leão Neto do Carmo, número 1.203, Parque dos Poderes, em Campo Grande.

Conforme apurado pela reportagem, a família do bebê chegou desesperada, em busca de ajuda, no quartel com o bebê engasgado no colo.

De imediato, os militares pegaram a criança e começaram a fazer as manobras de Heimlich, com procedimentos de tapotagem – técnica utilizada para desobstrução das vias respiratórias em recém-nascidos.

Segundos depois, a criança desengasgou, voltou a respirar e começou a chorar. A família agradeceu aos militares por terem salvado a vida do menino.

* Vídeo: Nova Lima News

ENGASGAMENTO

Segundo o Ministério da Saúde, obstrução de via aérea por corpo estranho líquido ou sólido, popularmente conhecido como engasgo, ocorre quando um objeto ou alimento fica preso na garganta, bloqueando a passagem de ar para os pulmões.

É uma manifestação do organismo para expelir alimento ou objeto que toma um “caminho errado”, durante a deglutição.

O engasgo é considerado emergência, e em casos graves, pode levar a pessoa à morte por asfixia ou deixá-la inconsciente por um tempo.

A causa de engasgamento em adultos é devido à falta de mastigação adequada de alimentos, principalmente  de carnes, pães e grãos.

Já em crianças, os engasgos ocorrem pela dificuldade em engolir a própria saliva, ingerir líquido na posição deitado ou encostado, deitar o bebê após refeição sem ter arrotado e engolir pequenos brinquedos ou outros objetos.

Até os três anos de idade, a criança não controla a mastigação e a deglutição de alimentos devido à falta dos dentes molares, estrutura importante na trituração de comida sólida.

De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 94% de casos de asfixia por engasgo ocorrem em crianças menores de sete anos.

Em entrevista exclusiva ao Correio do Estado, o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul afirmou que as consequências do engasgo para o corpo humano variam de leves à graves. Veja:

  • Falta de ar: a obstrução da passagem de ar pode causar dificuldade para respirar, resultando em falta de ar.
  • Desmaio: em casos mais graves, a falta de oxigênio pode levar a uma perda de consciência.
  • Danos cerebrais: se o cérebro não recebe oxigênio suficiente por um período prolongado, pode ocorrer danos cerebrais permanentes.
  • Asfixia: se a obstrução não for removida a tempo, pode ocorrer asfixia, podendo que pode ser fatal.
  • Lesão na garganta: em alguns casos, a tentativa de remover a obstrução pode causar lesões na garganta.
  • Morte: a junção de asfixia, falta de ar e danos cerebrais, causados pelo engasgo, pode levar o indivíduo à óbito.

A forma de sinalizar/alertar que você está engasgado é colocar as duas mãos entrelaçadas sobre o pescoço, como se estivesse sendo enforcado.

PREVENÇÃO

Algumas atitudes simples previnem que uma pessoa engasgue. Segundo o Corpo de Bombeiros, é aconselhado mastigar bem os alimentos e evitar falar ou rir na hora de comer.

Para crianças menores de quatro anos, é indicado oferecer alimentos picados e amassados. Para crianças que são independentes e já se alimentam sozinhas, é necessária a supervisão.

O QUE FAZER EM CASO DE ENGASGO?

Segundo o Corpo de Bombeiros Militar, em caso de engasgo, a primeira atitude a ser tomada é acionar a Corporação através do número 193.

Caso a pessoa esteja consciente, é aconselhado que ela tussa até eliminar o objeto/alimento. Se a tosse não for capaz de expelir o corpo estranho, a saída é recorrer para a Manobra de Heimlich.

Manobra de Heimlich

A manobra de Heimlich é uma técnica que pode salvar a vida de alguém, caso esteja engasgada. O método pode ser feito em si mesmo ou em outra pessoa.

Veja o passo a passo para desengasgar uma pessoa:

  • Posicione-se atrás da vítima
  • Enlace a vítima, com os braços, ao redor do abdome (se for uma criança, ajoelhe-se primeiro)
  • Feche uma mão e abra a outra
  • Posicione a mão fechada sobre a área entre o umbigo e o diafragma da pessoa
  • Faça movimentos para dentro e para cima, em formato da letra “J”, como se quisesse levantar a vítima do chão, até que o corpo estranho seja eliminado

* A mão aberta deve orientar e acompanhar a outra. 

Caso a pessoa esteja inconsciente, a manobra de Heimlich deve ser realizada imediatamente.

"A manobra consiste em aplicar pressão abdominal rápida e forte na área entre o umbigo e o diafragma da pessoa, com o objetivo de criar uma corrente de ar que empurra o objeto para fora da traqueia", afirmou a assessoria de imprensa da corporação.

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