Cidades

CAMPO GRANDE

Prefeitura inicia pavimentação em ruas do José Tavares

São novas frentes de obras iniciadas

RAFAEL RIBEIRO (com assessoria)

24/07/2019 - 11h57
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Os moradores do Residencial José Tavares, na região norte de Campo Grande, iniciaram a semana com novas frentes de pavimentação. O bairro recebeu rede de esgoto e, boa parte das ruas, drenagem. Já o asfalto chegou  em trechos de ruas como a Elizabeth Áurea  de Souza Nantes, Jorge Chaia,  Florisbela Brites dos Santos e Carolina Garcia .

A movimentação das máquinas motivou alguns moradores a sair em frente de casa para testemunhar a chegada do asfalto que eles aguardavam há dez anos, desde a inauguração do conjunto habitacional. “Quando tomei conhecimento da obra pela imprensa,  pra dizer a verdade, não acreditei muito”, conta o aposentado Francisco Malaquias de Souza, residente na Rua Elizabeth  Áurea de Souza Nantes, uma travessa de 209 metros, que liga as ruas Jaime Cerveira e Alcebíades Barbosa.

José do Carmo, morador na Rua Florisbela Brites dos Santos, não contente em percorrer toda a extensão recém-asfaltada, fez questão de “fiscalizar” o serviço nas vias paralelas onde há frentes de serviço. “O asfalto valoriza o imóvel e principalmente significa qualidade de vida”, avalia.

As obras no residencial integram o Complexo José Tavares, um projeto que abrangerá outros 10 núcleos habitacionais de casas populares construídos nesta região do Nova Lima.  O investimento previsto é de  R$ 18.146.238,82, R$ 11.561.845,02,  recursos do PAC Pavimentação, financiamento  contratado pela Prefeitura, e R$ 6.584.393,80 de contrapartida viabilizada na parceria com o Governo do Estado. [IMG_6828 (Copy)]

O projeto contempla  implantação de quase 6 quilômetros de drenagem (exatos 5,8 km), 12,5 km de pavimentação  de 45 ruas localizadas  no perímetro acima da Avenida Gualter Barbosa,  entre as  ruas  Marques de Herval (o Corredor do Nova Lima) e Venam Soares, no Vida Nova.

O corredor do Nova Lima será prolongado com mais 718  metros de pavimentação até a Rua Major Giovani Francisco Nadalin. Com isto, será aberta uma nova opção de acesso a Avenida Cônsul Assaf Trad, já em frente do Terminal Nova Bahia, para quem mora no Oscar Salazar e José Tavares.

O planejamento contempla também 3,6 km de recapeamento,  abrangendo ruas como o trecho final da Avenida Zulmira Borba (que no trecho entre a Avenida Cônsul Assaf Trad e  a Jerônimo de Albuquerque  já está duplicada, dentro do projeto Nova Lima etapa A).Com a implantação de um loteamento na região, será prolongada a Zulmira Borba para servir de acesso ao novo bairro vizinho ao Tarsila do Amaral, além da implantação de um piscinão que vai captar a enxurrada que desce dos bairros asfaltados.

Além do Residencial José Tavares do Couto, que dá nome ao complexo, receberão infraestrutura os conjuntos habitacionais Oscar Salazar, Silvestre I, II e III, Tarsila do Amaral, Vida Nova 2, José Prates, Coriolando da Silva Correa (I e II) e  Parque Iguatemi,  Tarsila do Amaral, Vida Nova II, José Prates, Coriolando da Silva Correa I e II e Parque Iguatemi.

Ruas que serão asfaltadas no Complexo José Tavares – 12,5 km

Martin Afonso de Souza, Silvério Faustino, Professor José de Souza; Vicente João Interlando, Botafogo, Joel Paes de Almeida, Cleide Emiliano Sodré, Adilia Gomes Araújo, Otaviano Gomes da Cunha, Aparecida Gonçalves Saraiva, Ivone Ferreira, Raimundo Alves Filho, Roberto Ferreira da Silva, Feliciana Mendes Fernandes; Jorge Chacha; Elizabeth Aurea de Souza Nantes; Doraci Vieira de Faria; Abilio Siqueira; Avenida Bertolino Cândido; José Luiz Alencar; Edroim Reverdito; Rosa Maria Lopes; Francisco Fernandes; José Antonio Benacho; Ulisses Conceição; Oscar Pedro Mendes; Ramo Ruates Caceres; Filomena Cacéres; Mãe Menininha do Catois; Julio Bais; Jaime Cerveira; Dr. Eloi Cella;Floresbela Brites  dos Reis; Adrelina Nunes; Antonio Gonçalves Coimbra; Assef Salomão  Razuk; Alaide Ferreira; Edgar Buytendorp; Eduardo Almeida Medina; Major Giovani Francisco Nadalin; Avenida Zulmira Borga; Marques de Herval e Marcelino Rivarola.

pregão eletrônico

Prefeitura publica licitação para recapeamento da Avenida Ernesto Geisel

A estimativa orçamentária é de R$ 5,4 milhões e as propostas podem ser enviadas até o dia 05 de maio

16/04/2026 17h30

Trecho que deve passar por recapeamento na Avenida Ernesto Geisel

Trecho que deve passar por recapeamento na Avenida Ernesto Geisel FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A Prefeitura de Campo Grande divulgou nesta quinta-feira (16) o ato licitatório para contratação de empresa para a recuperação do pavimento asfáltico da avenida Presidente Ernesto Geisel. 

O orçamento previsto para a obra é de R$ 5,4 milhões e contará com um investimento federal realizado pela senadora Tereza Cristina (PP) através de emenda parlamentar no valor de R$ 5 milhões. 

De acordo com o Diário Oficial do Município (Diogrande), os trechos previstos para o recapeamento vão da Rua do Aquário até a Avenida Manoel da Costa Lima (do lado direito do Córrego) e da Rua do Aquário até a Rua Pirituba (do lado esquerdo do Córrego) e são considerados os mais críticos da Avenida. 

A obra prevê, além do recapeamento da via, os serviços complementares de infraestrutura como adequações de acessibilidade, a implantação de bocas de lobo, execução de sarjetas e meios-fios. 

A licitação será realizada na forma de pregão eletrônico, do tipo menor preço. Ou seja, as empresas darão seus lances e o menor preço oferecido deverá ser acatado pela Prefeitura da cidade. 

As propostas podem ser enviadas até às 7h44 do dia 05 de maio e a abertura da sessão de disputa de preços será no mesmo dia, às 7h45, o portal eletrônico de compras do município (clique aqui).

Programa de recapeamento

Em 2024, a prefeitura lançou um programa de recapeamento que com recursos próprios conseguiu requalificar algumas vias. Uma das obras de maior impacto talvez tenha sido a Avenida Ernesto Geisel, entre a Avenida Afonso Pena e a Rua Antônio Maria Coelho, em que foram investidos cerca de R$ 2,5 milhões.

A avenida também recebeu recapeamento em outro trecho, entre a Avenida Afonso Pena e o Shopping Norte Sul Plaza, totalizando 1,5 quilômetro ao longo de cada margem do Córrego Segredo e do Rio Anhanduí.

Esse trecho da obra foi feita pela empreiteira AR Pavimentação e Sinalização pelo valor de R$ 5.180.249,98, conforme licitação.

De acordo com a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), entre 2024 e 2025, dos 35,1 km de recapeamentos entregues em Campo Grande, 12,7 km foram feitos por meio da secretaria. O programa beneficiou, ao todo, 20 trechos de vias da Capital.

Foram recapeadas as seguintes vias: Avenida Tancredo Neves, Avenida Ezequiel Ferreira Lima, Rua Campo Nobre, Avenida Souza Lima, Avenida Pedro Paulo Soares de Oliveira, Avenida Marginal Bálsamo, Rua Camocim, Rua Anacá, Rua Palmácia, Rua Minas Novas, Rua Ariti, Rua Jerônimo Paes Benjamin, Avenida Ernesto Geisel (as duas pistas, entre a Avenida Mato Grosso e Shopping Norte Sul), Rua 15 de Novembro, Rua Eduardo Santos Pereira e Rua Caconde.

Além dessas obras feitas pelo Município, a concessionária de abastecimento e tratamento de água de Campo Grande, a Águas Guariroba, também realizou o serviço de recapeamento em vias que sofreram algum tipo de serviço na rede.

Ao todo, foram 13 km revitalizados pela concessionária nas seguintes vias de Campo Grande: Rua Américo Carlos da Costa (3 trechos), Rua Santa Adélia, Rua São Cosme e Damião (3 trechos), Rua Aristóteles (2 trechos), Avenida Tiradentes (3 trechos), Rua Sebastião Lima (3 trechos), Rua da Liberdade (4 trechos), Rua 15 de Novembro (3 trechos), Rua 25 de Dezembro, Rua João Pedro de Souza (4 trechos), Rua Rio Negro e Avenida Centáurea (2 trechos).

Condenação

"Irmãs" do PCC são condenadas por sequestro, tortura e assassinato em MS

Mulheres foram condenadas por assassinato após "tribunal do crime" em caso ocorrido em 2019, no interior do Estado; penas passam de 20 anos

16/04/2026 17h00

Mulheres são condenadas por assassinato após

Mulheres são condenadas por assassinato após "tribunal do crime" em caso ocorrido em 2019, no interior do estado; penas passam de 20 anos Divulgação

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Após mais de 11 horas de julgamento, o Tribunal do Júri condenou, nesta terça-feira (15), quatro mulheres acusadas de participação no sequestro, tortura e assassinato de Erika Rodrigues Ribeiro. O crime ocorreu em setembro de 2019, em Três Lagoas. A sessão começou às 9h30 e foi encerrada por volta das 20h40.

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), o homicídio foi motivado por acusações de supostos abusos sexuais atribuídas à vítima, que teriam sido levadas a integrantes de uma facção criminosa.

Erika acabou submetida a um chamado “tribunal do crime”, prática comum em organizações criminosas, e posteriormente executada. O Ministério Público destaca que não há comprovação de que a vítima tenha cometido os crimes dos quais era acusada.

As investigações apontam que Erika foi retirada à força de sua residência, localizada no bairro Jardim Novo Aeroporto, e levada até um imóvel no bairro Guanabara. Nesse local, segundo a acusação, ocorreu o julgamento informal conduzido por integrantes da facção. Na sequência, a vítima foi transportada até uma área conhecida como “cascalheira”, na região norte de Três Lagoas, onde foi morta com golpes de faca.

Ainda conforme o processo, a decisão pela execução não foi isolada, mas resultado de reuniões entre membros da organização criminosa, incluindo a participação remota de outros envolvidos. A dinâmica evidencia a atuação estruturada da facção, com divisão de funções e hierarquia definida, segundo sustentou a acusação durante o julgamento.

O júri reconheceu que as rés tiveram participação direta no crime, seja na condução do chamado tribunal, seja na execução da vítima. Elas foram condenadas por homicídio qualificado por motivo torpe, quando há razão considerada moralmente reprovável e também por integrarem organização criminosa.

As penas estabelecidas foram as seguintes:

  • Elma Virgínia da Silva Prado: 24 anos de prisão, sendo 19 anos e 2 meses por homicídio e 5 anos e 3 meses por organização criminosa;
  • Juliana da Silva Matos: 16 anos de prisão, sendo 12 anos por homicídio e 4 anos por organização criminosa, com possibilidade de progressão de regime por ser ré primária;
  • Daniela Garcia Gomes: 18 anos e 6 meses de prisão, sendo 14 anos por homicídio e 4 anos e 6 meses por organização criminosa, em regime inicialmente fechado. A Justiça também decretou sua prisão após ela não comparecer ao julgamento e romper a tornozeleira eletrônica;
  • Andreia Paloma Mendes de Souza: 20 anos e 10 meses de prisão, sendo 16 anos e 4 meses por homicídio e 4 anos e 6 meses por organização criminosa.


A acusada Adelícia Aparecida Queiroz Honorato não foi julgada nesta sessão. O julgamento foi adiado após solicitação da defesa, aceita pelo juiz responsável, e deverá ser incluído em uma das próximas sessões do júri relacionadas ao caso.

O caso teve forte repercussão à época do crime, sobretudo pela brutalidade e pela forma como a vítima foi submetida a um julgamento paralelo, sem qualquer garantia de defesa.

A decisão do júri reforça o entendimento das autoridades sobre a atuação de facções criminosas na região e a prática dos chamados “tribunais do crime”, utilizados como forma de impor controle e punições dentro desses grupos.

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul destacou, durante o julgamento, a importância da responsabilização penal como forma de enfrentamento à violência organizada e de garantia de justiça à vítima e seus familiares.

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