Cidades

INOVAÇÃO

Prefeitura lança aplicativo de serviços e amplia rede de Wi-Fi gratuito em Campo Grande

Através do aplicativo digital, cidadãos e visitantes podem solicitar serviços públicos de forma online e rápida

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A Prefeitura de Campo Grande lançou nesta quinta-feira (12) um novo aplicativo que reúne diversos serviços municipais em uma única plataforma digital.

A ferramenta foi apresentada durante evento realizado na sede da Agência Municipal de Tecnologia da Informação e Inovação (Agetec) e faz parte das ações da gestão para ampliar o acesso da população aos serviços públicos.

Além da novidade tecnológica, o município também anunciou a ampliação da rede pública de internet gratuita, que passa a contar com 187 pontos de acesso distribuídos pela cidade, instalados em prédios públicos e locais de grande circulação.

O aplicativo, chamado + CG, concentra diferentes atendimentos da administração municipal e permite que o cidadão resolva demandas diretamente pelo celular, como consulta e emissão de guias do IPTU, solicitação de serviços urbanos, agendamentos e registro de reclamações.

A proposta é centralizar atendimentos e facilitar a comunicação entre moradores e a Prefeitura, tornando mais ágil o encaminhamento de demandas e pedidos da população.

Segundo a prefeita Adriane Lopes, a ferramenta representa um passo importante no processo de modernização digital da gestão pública. A iniciativa, segundo ela, busca ampliar o acesso da população aos serviços municipais e garantir mais eficiência no atendimento aos cidadãos.

Para o diretor-presidente da Agetec, Leandro Basmage, o aplicativo deve continuar recebendo atualizações constantes e melhorias ao longo do tempo.

“O +CG nasceu nesse intuito de fazer a integração de todos os serviços que a gente presta hoje na prefeitura. É claro que são muitos, por isso a gente começou com a primeira fase, com a primeira versão. Hoje a gente já vai conseguir serviços como acesso ao IPTU. Ele já é totalmente vinculado à sua conta, então quando você faz o acesso você já sabe quem está falando, qual é o CPF que está escrito ali dentro, então você já tem esses acessos individuais”, explicou. 

O acesso ao aplicativo já está disponível para ser baixado através das lojas de aplicativo para Android e para iOS tanto para moradores da Capital como para visitantes. 

Internet gratuita 

Durante o lançamento do aplicativo, também foi divulgada a expansão da rede de internet pública do município. Os novos pontos de Wi-Fi foram instalados em unidades administrativas, centros de serviços e outros espaços utilizados pela população.

Para utilizar o serviço, basta que o usuário esteja em um dos locais sinalizados e realize um cadastro simples, informando o CPF para liberar o acesso à rede.

A iniciativa faz parte das políticas de inclusão digital da Prefeitura, que buscam ampliar o acesso da população à internet e facilitar o uso de serviços digitais no dia a dia.

Um dos exemplos citados pela administração municipal é a instalação de Wi-Fi gratuito no Mercado Municipal Antônio Valente, o Mercadão, onde comerciantes utilizam a conexão para realizar pagamentos digitais e outras operações online.

“Vou citar um dos pontos que nós iniciamos esse projeto no Mercadão Municipal, onde nós temos ali a comercialização de produtos que são vendidos por mulheres indígenas. Com aquele ponto de wi-fi no mercadão, a gente trouxe resolutividade e a valorização das mulheres indígenas empreendedoras que cotidianamente trabalham ali”, afirmou a prefeita.

Além dos novos pontos, a Prefeitura também aumentou a capacidade da rede pública de internet, que passou de 150 megabits para 300 megabits, com testes de velocidade que já chegam a 600 megabits, ampliando a qualidade da conexão disponível à população. 

Cidades conectadas

A iniciativa coloca Campo Grande a passos mais largos para alcançar uma melhor colocação no ranking Cidades Inteligentes e Conectadas (Connected Smart Cities - CSC). 

Atualmente, quatro cidades de Mato Grosso do Sul fazem parte do top 10 da região Centro-Oeste: Campo Grande em terceiro lugar da lista, seguido por Ponta Porã, em sexto, Três Lagoas, em oitavo e Dourados na décima posição. 

A avaliação de cidades inteligentes envolve a análise de variados indicadores que medem o desenvolvimento urbano sustentável e a qualidade de vida proporcionada aos seus habitantes, com o objetivo de fornecer uma visão ampla do desempenho das cidades em diferentes áreas, utilizando um conjunto de indicadores padronizados e reconhecidos internacionalmente. 

Em Mato Grosso do Sul, algumas cidades já começaram a adotar sistemas de monitoramento urbano e serviços digitais, como o monitoramento do trânsito através de drones em Campo Grande e o aplicativo digital desenvolvido pelo governo do Estado, o MS Digital, além do +CG e dos pontos de wi-fi gratuitos. 

Em âmbito nacional, as 10 cidades brasileiras que lideraram o Ranking Brasileiro em 2025 foram:

  1. Vitória - ES
  2. Florianópolis - SC
  3. Niterói - RJ
  4. São Paulo - SP
  5. Curitiba - PR
  6. Recife - PE
  7. Barueri - SP
  8. Santos - SP
  9. Salvador - BA
  10. Rio de Janeiro - RJ

Documentação

Mutirão para emitir novo RG sem agendamento terá dois dias em Campo Grande

Ação será realizada nos dias 11 e 12 de setembro, no Pátio Central, com atendimento para emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN).

08/09/2026 19h33

Atendimento para emissão da nova Carteira de Identidade Nacional será realizado durante dois dias em Campo Grande.

Atendimento para emissão da nova Carteira de Identidade Nacional será realizado durante dois dias em Campo Grande. Foto: Divulgação.

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Quem precisa emitir a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), documento que substitui gradualmente o antigo RG, terá uma nova oportunidade de buscar atendimento em Campo Grande. O Pátio Central recebe, nos dias 11 e 12 de setembro, a segunda edição do Mutirão de Emissão de RG.

A ação será realizada no Posto de Identificação localizado no 2º piso do Pátio Central, no Centro da Capital. Na sexta-feira (11), o atendimento ocorrerá das 8h às 17h30. Já no sábado (12), o serviço estará disponível das 8h às 16h30.

A primeira emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN) é gratuita. Já para a segunda via pode haver cobrança de taxa, conforme o motivo da solicitação e as regras vigentes em Mato Grosso do Sul. Em situações específicas, o cidadão também pode ter direito à isenção do pagamento.

A iniciativa chega à segunda edição com a proposta de ampliar o acesso da população ao serviço de identificação e oferecer uma alternativa para quem precisa solicitar o documento, concentrando os atendimentos durante dois dias.

O mutirão é realizado pelo Pátio Central em parceria com órgãos estaduais, entre eles a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e a Polícia Científica de Mato Grosso do Sul, responsável pelos serviços de identificação no Estado.

Novo RG

Apesar de a divulgação da ação utilizar a expressão “emissão de RG”, o documento atualmente expedido segue o padrão da Carteira de Identidade Nacional (CIN), criada para unificar a identificação dos brasileiros.

Uma das principais mudanças é a adoção do CPF como número único de identificação, evitando que uma mesma pessoa tenha números de RG diferentes em cada unidade da Federação.

A CIN também conta com elementos destinados a aumentar a segurança e facilitar a verificação da autenticidade do documento.

A implantação do novo modelo ocorre de forma gradual em todo o País. Por isso, quem ainda possui a carteira de identidade no modelo antigo não precisa necessariamente substituí-la de imediato apenas por causa da mudança de padrão, desde que o documento continue dentro das regras de validade aplicáveis.

Para quem precisa emitir a primeira via da CIN ou atualizar a documentação, o mutirão concentra o serviço em um ponto de fácil acesso na região central de Campo Grande.

Confira os horários

O 2º Mutirão de Emissão de RG será realizado no Posto de Identificação do Pátio Central, no 2º piso. Na sexta-feira, 11 de setembro, o atendimento será das 8h às 17h30. No sábado, 12 de setembro, será das 8h às 16h30.

Estatística

Taxa média de recusa de doação de órgãos pelos familiares é 45%

Comunicação adequada e humanizada pode mudar essa realidade

08/09/2026 19h00

Divulgação/Ministério da Saúde

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O momento da perda de um ente querido é uma das situações mais dolorosas para uma família, que se vê diante da difícil decisão de autorizar ou não a doação de órgãos após a constatação de morte cerebral para salvar vidas de pessoas desconhecidas na fila de espera. No Brasil, a taxa média de recusa familiar para a doação de órgãos gira em torno de 45%, índice que varia entre estados e até mesmo entre hospitais de uma mesma cidade, evidenciando que a recusa não depende apenas da população, mas também de fatores institucionais. 

Segundo o presidente da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB), Cristiano Franke, muitos pacientes deixam seus familiares orientados sobre sua vontade de doar órgãos e muitas famílias também gostariam de fazer isso, atendendo a esse desejo. Entretanto, ele reforça, que, em muitos casos, a falha no acolhimento aos familiares e na comunicação dentro dos hospitais — tanto públicos quanto privados — é um dos principais obstáculos para a efetivação das doações.  

“Muitas vezes as famílias não recebem todas as informações adequadamente, no momento e com um protocolo adequados para tomarem a melhor decisão. E muitas vezes também, as equipes médicas não estão preparadas para lidar com conversas difíceis, utilizando termos excessivamente técnicos e inacessíveis, ou realizando abordagens consideradas frias e comerciais em locais inadequados”, disse Franke. 

Por conta disso, a AMIB, em parceria com o Ministério da Saúde, capacitou, entre setembro de 2025 e agosto de 2026, 2.534 profissionais de saúde para atuar no processo de doação e transplantes de órgãos. Até o momento, o resultado, que já superou em 25% a meta inicial desse projeto de 2 mil participantes capacitados.  

O objetivo dos cursos elaborados e oferecidos pela AMBI é o ampliar o número de profissionais preparados para conduzir esse processo, incluindo a melhoria na comunicação para reduzir a resistência das famílias em autorizarem a retirada de órgãos de parentes com diagnóstico de morte encefálica. 

De acordo com Franke, a formação também busca qualificar as diferentes etapas que antecedem uma doação, abrangendo a identificação de potenciais doadores, a determinação da morte encefálica e a manutenção clínica do potencial doador, tornando o processo mais seguro.  

“Atingir mais de 2,5 mil profissionais capacitados mostra que estamos conseguindo levar conhecimento técnico para quem está na linha de frente de um processo que exige muita responsabilidade. Um diagnóstico de morte encefálica precisa seguir critérios rigorosos, assim como a manutenção do potencial doador e o diálogo com a família”, afirmou. 

Entre as dificuldades para os familiares aceitarem autorizar os transplantes estão a compreensão ou aceitação do diagnóstico de morte encefálica, crenças religiosas, receio de alteração da integridade do corpo, desconfiança em relação ao processo e desconhecimento sobre a vontade manifestada em vida pelo familiar, ou até mesmo a percepção de que os profissionais estavam mais interessados nos órgãos do que no paciente ou em seus familiares.  

“As famílias têm receio de deformação do corpo e nós explicamos adequadamente como é feito o procedimento e a reconstituição do corpo, que não deixarão deformidades visíveis nos ritos funerais como o velório. Elas trazem isso com muita clareza e nós precisamos explicar isso com tempo e clareza”, explicou. 

De acordo com a AMIB, entre os participantes capacitados até agosto, estão 933 médicos, dos quais 473 receberam treinamento voltado à determinação de morte encefálica. O restante dos participantes, que são médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas,  administradores, farmacêuticos, odontólogos, biólogos, e um nutricionista e um pedagogo, tiveram instruções sobre o Gerenciamento no processo de Doação e Transplante (GPDT) e uso da Comunicação em Situações Críticas (CSC).  

Até agosto, já haviam sido realizados 73 cursos, distribuídos em 23 módulos e com atividades em 25 estados brasileiros. Ainda estão previstos mais oito treinamentos até o encerramento do projeto. Neste mês, eles ocorrerão em Fortaleza (CE) e Florianópolis (SC). 

Transplantes no Brasil  

De acordo com dados do Registro Brasileiro de Transplantes, da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), em 2025, foram registrados 15.940 potenciais doadores no país. Desse total, 4.335 tornaram-se doadores efetivos. Entre as famílias entrevistadas, 4.200 não autorizaram a doação, o equivalente a 45% das entrevistas realizadas. No mesmo ano, o Brasil alcançou 20,3 doadores efetivos por milhão de habitantes, contra 19,2 em 2024.  

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