Cidades

ata de registro de preços

Prefeitura pega carona para compra milionária de luminárias

Previsão é gastar até R$ 19,8 milhões na compra de lâmpadas licitadas por uma pequena cidade do norte do Maranhão

Continue lendo...

Depois de conceder reajustes da ordem de 25% a dez contratos relacionados à iluminação pública em pleno período de corte de gastos, a prefeitura de Campo Grande aderiu a uma ata de registro de preços para investir até R$ 19,8 milhões na aquisição de luminárias para o sistema de iluminação pública da cidade.

A ata de registro de preços é do município de Itacu, uma cidade do norte do Maranhão com cerca de 24 mil habitantes. O fornecedor das lâmpadas, porém, é de Brasília, o consórcio IPS Conleste LTDA. 

Este consórcio foi criado em 16 de outubro do ano passado. A ata de registro de preços, por sua vez, foi protocolada menos de uma semana depois e os preços estipulados naquela data valem até 21 de outubro deste ano. 

No ano passado, por meio da prefeitura do Maranhão, o consórcio assegurou o preço por um ano de usinas fotovoltaicas, luminárias e outros equipamentos para contratos de até R$ 552,89 milhões. Agora, parte daquela oferta deve ser comprada pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (SISEP) de Campo Grande. 

Prevista na legislação, a ata de registro de preços é uma forma que os órgãos públicos estão utilizando para driblar as licitações tradicionais. O argumento principal é que a adesão a estas licitações feitas em qualquer parte do país aceleram os trâmites para compra de determinados produtos. 

Publicação do diário oficial da prefeitura desta segunda-feira (7) informa que a ata é para “fornecimento futuro e eventual de serviços de engenharia destinados a implantação e manutenção de usinas fotovoltaicas, com fornecimento de material e equipamentos para iluminação pública”. 

Porém, conforme a assessoria da prefeitura, a Sisep fez a reserva somente das luminárias. E, apesar de o valor ser de R$ 19.794.296,20, não significa necessariamente que a totalidade das reservas será adquirida. 

FARTURA

Ao mesmo tempo em que faltam recursos para conclusão de obras e, principalmente, para reposição salarial de servidores, que estão há mais de três anos sem reajuste, a administração municipal tem “esbanjado” recursos no setor de iluminação pública.

Dados da Secretaria de Finanças (Sefin) mostram que, em 2024, o faturamento com tarifa de iluminação pública aumentou em 28,2% na comparação com o ano anterior. A arrecadação saltou de R$ 153,46 milhões para R$ 196,86 milhões pagos no ano passado. 

Atualmente estão em vigor pelo menos dez contratos com empresas terceirizadas para manutenção e ampliação do serviço e todos foram reajustados em 25% nos últimos três meses. E, segundo a assessoria da prefeitura, nos contratos de ampliação, as luminárias e demais equipamentos são adquiridos pelas próprias empresas. 

Nos contratos da manutenção, contudo, o material é adquirido pela prefeitura e é para atender a estas empresas que a Sisep pegou carona para firmar um contrato que pode render quase R$ 20 milhões à empresa que participou de licitação no norte do Maranhão. 

 

Cidades

Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

Continue Lendo...

O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

Assine o Correio do Estado

Cidades

TCU aponta problemas na prestação de contas da Cultura e da Ancine, com passivo de R$ 22 bi

São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas

25/03/2026 21h00

Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil

Continue Lendo...

O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas que classificou como graves na gestão de recursos transferidos a projetos culturais do Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) de 2019 a 2024. O montante alcança cerca de R$ 22,1 bilhões, segundo relatório da Corte. São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas. Além dos atrasos nas análises, há "elevado" risco de prescrição de processos.

O montante resulta da soma de R$ 17,73 bilhões em 19.191 projetos incentivados (renúncia fiscal) e R$ 4,36 bilhões em 7 392 projetos não incentivados (recurso direto do governo). De acordo com a fiscalização, o passivo de projetos nessa situação é crescente, o que fragiliza o controle sobre o uso de recursos públicos.

No caso do Ministério, o TCU apontou um cenário com acúmulo de processos pendentes e ausência de mecanismos eficazes de controle de prazos. A demora na análise, que pode ultrapassar anos, eleva o risco de perda do direito de cobrança de valores eventualmente devidos ao erário, segundo a Corte.

A Ancine também apresentou atrasos relevantes, embora o Tribunal tenha destacado iniciativas tecnológicas em curso para aprimorar a análise de prestações de contas, incluindo o uso de ferramentas automatizadas.

"O acompanhamento permite detectar omissões, atrasos e inconsistências na análise das prestações de contas", afirmou o relator do processo, ministro Augusto Nardes.

Diante dos achados, o tribunal determinou a adoção de medidas para priorizar processos com risco iminente de prescrição, implementar sistemas de monitoramento de prazos e revisar procedimentos internos, com o objetivo de reduzir o passivo e fortalecer a fiscalização.
 

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).