Cidades

SAÚDE

Prefeitura propõe mudança
em regime de trabalho de médicos

Proposta desobriga especialistas de cumprirem carga horária, mas impõe meta de atendimentos

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Com o objetivo de aumentar a quantidade pacientes atendidos e reduzir a fila para consultas com especialistas, que ultrapassa 12 mil pessoas, a prefeitura de Campo Grande propôs uma mudança no regime de trabalho dos médicos especialistas da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau).

Conforme projeto de lei encaminhado pelo Executivo à Câmara Municipal, os profissionais não precisarão mais cumprir a carga horária de 20 horas semanais, prevista em contrato.  A proposta muda o sistema de trabalho dos profissionais, sendo adotado a sistemática de metas de atendimento.  Segundo o Ministério Público Estadual (MPE), aproximadamente 30 mil pessoas aguardam na fila por consultas, exames e cirurgias em diversas especialidades, na rede pública de saúde de Campo Grande.

Acordada na Justiça a partir da ação civil pública proposta pelo Ministério Público Estadual (MPE), em 2016, a medida, além de ajudar reduzir as longas filas de pacientes que aguardam por uma consulta, será uma forma de aliviar o abismo entre o que é pago aos profissionais pelo município e o que é estabelecido como piso nacional.

A decisão foi proferida pelo juiz David de Oliveira Gomes, em março deste ano, e foi acordada entre a prefeitura e o Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul (Sinmed). 

De acordo com o presidente do Sindmed, Flávio Freitas Barbosa, o piso nacional para 20 horas semanais é de R$ 14.800, no entanto, os médicos que atendem nesta carga horária, na rede municipal de Saúde recebem R$ 3.900. “A idéia é manter os médicos que têm sem fazer alterações de gasto ou custo e que esses profissionais passem a ser produtivos”. 

Na avaliação de Flávio, a medida pode atrair novos profissionais para atuar na Sesau, já que muitos não prestam serviço na rede pública por não considerarem rentável. Até o final do ano passado, a rede municipal de saúde tinha 930 médicos, sendo 60% contratados de forma temporária. Conforme a Sesau, o ideial seria 970 médicos. 

PROPOSTA

Apesar de ter de atender a critérios qualitativos e quantitativos, os profissionais deverão cumprir pelo menos 50% da carga horária prevista para o respectivo cargo, de forma semanal ou diária, dependendo da unidade. 

Conforme a proposta do Executivo, “as metas quantitativas contemplarão, entre outros aspectos, o número de vagas ofertadas para consultas e exames, bem como a proporção a ser observada entre vagas de retorno e primeira consulta, devendo o agendamento ser realizado em dois blocos, com intervalo de uma hora entre cada bloco, para os profissionais com carga horária diária de quatro horas, e de uma hora e trinta minutos para aqueles que devam cumprir seis horas diárias”. 

As metas de produtividade serão objeto de reavaliação periódica, considerando, entre outros fatores, a variação do índice de absenteísmo nas consultas e exames. 

Questionada pela reportagem sobre o projeto, a prefeitura afirmou por meio de nota que só irá se manifestar após aprovação.

FILAS 

Em maio deste ano, a promotora da 32°Promotoria de Justiça, Filomena Aparecida Depolito Fluminhan, afirmou que aproximadamente 30 mil pessoas aguardavam na fila por consultas, exames e cirurgias em diversas especialidades, na rede pública de saúde de Campo Grande.

 No entanto, a prefeitura afirma que depois disso realizou um mutirão e conseguiu reduzir a fila para 12 mil pessoas.
Tramitam no MPE inquéritos instaurados para apurar a fila das cirurgias gerais - urologia, ginecologia, angiologia e otorrinolaringologia.

Eleições 2026

Segundo turno: saiba como consultar local de votação para domingo

Checagem pode ser feita no-Título, Autoatendimento Eleitoral e ChatVot

23/10/2026 19h00

Mulher votando nas Eleições 2026

Mulher votando nas Eleições 2026 Foto: Paulo Ribas

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Os 158 milhões de eleitores que vão às urnas neste domingo (25) para escolher o próximo presidente da República precisam checar o endereço da seção eleitoral antes de sair de casa. 

A orientação do Tribunal Superior Eleitoral é que os eleitores confiram, com antecedência, os locais de votação nos canais oficiais.

Aplicativo e-título

O aplicativo e-título pode ser baixado de forma gratuita em celulares Android e iOS nas lojas oficiais. Para consultar o local de votação é só abrir o aplicativo, digitar os dados solicitados e selecionar a opção “onde votar”. Vai aparecer a zona e a seção eleitoral com o endereço. É possível inclusive traçar a rota de como chegar ao local. 

Autoatendimento Eleitoral

O Autoatendimento Eleitoral está acessível nos postos do TSE e dos tribunais regionais eleitorais (TREs) de cada estado. Alí é possível consultar o local de votação em “onde votar”, além de outros serviços, como regularização de pendências, atualização de dados e emissão de documentos de forma remota, sem precisar comparecer a um cartório eleitoral.

O ChatVote é o assistente virtual da Justiça Eleitoral. Ele usa inteligência artificial para responder dúvidas e orientar sobre os serviços disponíveis. Também pode ser acessado na página do TSE. O ChatVote fica no lado esquerdo da página, na parte inferior. É um desenho de uma urna com olhinhos. É só clicar nela e fazer a pergunta. 

A votação do segundo turno ocorre no próximo dia 25 de outubro. As seções ficam abertas de 8h às 17h. O eleitor vai votar desta vez apenas para presidente da República e, em alguns estados, para governador. A disputa local ocorre no Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins.

Fontes oficiais

Mesmo que o eleitor tenha consultado o local de votação com antecedência, ele deve verificar novamente a informação no dia da eleição.

Outra dica é votar pela manhã, para ter mais tempo de se deslocar caso a seção eleitoral tenha mudado de lugar.

Além disso, é importante ficar atento. Nos últimos dias, têm circulado diversas mensagens em grupos de WhatsApp ou nas redes sociais com links não oficiais sobre locais de votação.

Educação

IFMS destina R$ 22 mil para criar e fortalecer empresas juniores nos dez campi

Recursos serão distribuídos em duas linhas de fomento, com auxílios de até R$ 2,5 mil por projeto; inscrições ficam abertas até agosto de 2027

23/10/2026 18h15

Divulgação/IFMS

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O Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) vai destinar R$ 22 mil para incentivar a criação e o fortalecimento de Empresas Juniores ligadas aos cursos de graduação da instituição.

O recurso será distribuído entre os dez campi por meio de um processo seletivo aberto para estudantes e professores orientadores.

Do total, R$ 12 mil serão destinados ao fortalecimento de Empresas Juniores já reconhecidas pelo IFMS. Nessa modalidade, poderão ser selecionadas até seis propostas, com auxílio de até R$ 2 mil para cada projeto.

Os outros R$ 10 mil serão destinados à criação de novas Empresas Juniores. Poderão ser aprovadas até quatro propostas, com repasse de até R$ 2,5 mil por projeto.

Os recursos poderão ser usados na compra de materiais de consumo, pagamento de taxas e contratação de serviços de terceiros. No caso das empresas já existentes, também será permitida a aplicação do dinheiro na regularização de pendências fiscais.

As Empresas Juniores são associações civis administradas por estudantes de graduação, voltadas ao desenvolvimento de projetos e serviços que contribuam para a formação acadêmica e profissional. A iniciativa também busca estimular o empreendedorismo e aproximar as atividades de ensino, pesquisa, extensão e inovação do setor produtivo.

Inscrições

As propostas devem ser cadastradas exclusivamente pelo Sistema Unificado de Administração Pública (Suap) até 31 de agosto de 2027.

O cadastro deverá ser realizado pelo professor orientador, responsável por apresentar informações sobre o projeto, integrantes da equipe, planos de aplicação e desembolso, além da documentação exigida pelo edital.

Para o fortalecimento de Empresas Juniores já reconhecidas, será necessário apresentar o Termo de Reconhecimento emitido pelo IFMS e o comprovante de inscrição e situação cadastral no CNPJ.

No caso de criação de novas empresas, entre os documentos exigidos estão o termo de compromisso dos estudantes, parecer da coordenação do curso autorizando a abertura e autorização para utilização de espaço físico e infraestrutura do campus.

Regras

O coordenador da proposta deve ser servidor docente do IFMS e dedicar entre cinco e oito horas semanais ao projeto. Também é necessário manter o currículo atualizado na Plataforma Lattes nos seis meses anteriores à inscrição e não ter pendências junto às áreas de ensino, pesquisa e extensão da instituição. Cada professor poderá apresentar apenas uma proposta.

A seleção será dividida em duas etapas. A primeira será eliminatória, com análise da documentação apresentada. Na segunda, as propostas serão classificadas de acordo com o mérito do projeto e o perfil do coordenador.

Entre os critérios de avaliação estão a organização da equipe, estratégias para garantir a sustentabilidade da Empresa Júnior, atendimento às demandas locais e regionais, formação empreendedora e utilização da infraestrutura tecnológica do campus. A nota final terá peso de 60% para o projeto e 40% para o currículo do coordenador.

O resultado provisório das inscrições deferidas será divulgado 10 dias após a submissão de cada proposta. Recursos poderão ser apresentados em até dois dias úteis. O resultado final será publicado quatro dias úteis depois.

Após a divulgação do resultado final, o Termo de Outorga deverá ser assinado em até 30 dias. O recurso será pago em parcela única na conta bancária cadastrada nos assentamentos funcionais do professor orientador.

Para os projetos de criação de novas Empresas Juniores, os estudantes deverão ainda providenciar documentos como estatuto social, atas de eleição e posse, CNPJ, cadastro tributário municipal e abertura de conta bancária.

Os projetos terão duração de 365 dias a partir da publicação do resultado final. O relatório parcial deverá ser apresentado após 180 dias de execução, enquanto o relatório final deverá ser enviado em até 60 dias após o encerramento do projeto.

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