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INVESTIMENTO

Prefeitura quer R$ 80 milhões do governo Lula para solução parcial da Rachid Neder

Obra prevista em projeto encaminhado para o Novo PAC prevê a instalação de barragens, o que resolveria metade do problema

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A Prefeitura de Campo Grande refez o pedido ao governo federal para que fosse incluso no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) o projeto que prevê R$ 80 milhões para uma solução parcial ao problema de enchentes na Avenida Rachid Neder.

Na terça-feira, após uma forte chuva atingir a região com acumulado de 70 milímetros, segundo dados do titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), Marcelo Miglioli, o asfalto na Rachid Neder foi arrancado em parte da avenida, principalmente nos cruzamentos com as ruas Pedro Celestino e Padre João Crippa.

Esse problema foi registrado quase dois meses depois que outra chuva arrancou parte do asfalto também na avenida, só que, daquela vez, o problema havia sido registrado na rotatória com a Avenida Ernesto Geisel.

Como da primeira vez, a Sisep deve assumir a revitalização do trecho com recursos próprios para o recapeamento dos pontos em que a pavimentação foi arrancada, no entanto, o secretário de obras já avisou que essas são soluções paliativas, mas que o problema só seria resolvido caso o projeto antigo saísse do papel.

Para isso a Prefeitura de Campo Grande refez o pedido que havia feito em 2023, na época do lançamento do Novo PAC, por R$ 80 milhões para serem investidos na margem direita do Córrego Segredo.

Segundo Miglioli, a obra seria feita na Rua Corguinho, mas resolveria parte do problema, já que a margem esquerda do Segredo ainda ficaria para um futuro. Somando as duas margens, o projeto totalizariam R$ 200 milhões, verba que o secretário afirma ser mais difícil de conseguir.

“É um problema complexo, é uma drenagem muito antiga, muitos condomínios foram abertos naquela região desde que essa drenagem foi feita e quando acontece uma tromba d’água como a de ontem [terça-feira] a tubulação não aguenta. A obra que solicitamos é na [Rua] Corguinho, mas com a margem esquerda fica R$ 200 milhões. Sabemos da dificuldade de conseguir esse montante, então se conseguirmos os R$ 80 milhões já resolve parte do problema”, alega o secretário.

Conforme o titular da Pasta de obras, o projeto também foi apresentado à bancada federal, porém, eles optaram por outros projetos, que preveem asfalto novo em outras regiões da cidade.

“Todo mundo é conhecedor desse problema, mas a bancada fez a opção de colocar R$ 100 milhões para novas pavimentações. Eles não estão errados. Campo Grande tem problemas muito grandes que necessitam de muito dinheiro, o que a prefeitura não tem neste momento”, explicou Miglioli ao Correio do Estado.

Enquanto o dinheiro federal não vem, a prefeitura já iniciou ontem mesmo os reparos na via. Segundo o secretário, o primeiro passo será avaliar a base para saber se haverá necessidade dela ser refeita antes do recapeamento.

Máquinas da prefeitura estiveram ontem na região da Avenida Rachid Neder para começar os trabalhos de recomposição do asfalto - Foto: Marcelo Victor/Correio do Estado

Conforme a engenheira da Sisep, Débora Barbosa, a via precisará passar por um processo completo de reconstrução da base antes da aplicação de nova capa asfáltica.

“Vamos tirar esse asfalto danificado, fazer a limpeza das bocas de lobo e depois a recuperação da base. Em alguns pontos vai ser preciso recortar e retirar o que foi danificado para refazer tudo e lançar uma capa nova”, explicou.

Ela alertou que a situação ainda é considerada delicada e pode se agravar caso volte a chover com intensidade. “Do jeito que está, se vier uma chuva forte de novo, é capaz de prejudicar mais ainda, porque a base está exposta e o asfalto levanta com mais facilidade”, disse.

Segundo Débora, a previsão inicial é de que a liberação do trecho só ocorra no fim da semana. “Hoje [quarta-feira] é feita a retirada mais pesada da capa danificada. Depois entra outra equipe para os recortes e a recuperação total. Eu acredito que talvez só sexta-feira”, pontuou.

Por conta dos estragos na Avenida Rachid Neder, a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) interditou três pontos estratégicos da região.

Segundo o auditor de mobilidade urbana da Agetran, Jeová Vitor, a pista da Rachid Neder no sentido leste/oeste foi totalmente interditada, assim como o cruzamento da Rua Pedro Celestino com a Rua Padre João Crippa. Já na Pedro Celestino com a Rua João Dinarte, foi mantido apenas o acesso local.

OUTROS ESTRAGOS

Além da Avenida Rachid Neder, a chuva de terça-feira também causou alagamentos severos na Avenida Três Barras, onde moradores registraram ruas completamente submersas e a queda de granizo. Em vídeos enviados à reportagem, é possível ver veículos atravessando a via tomada pela água.

A engenheira da Sisep informou ainda que outros trechos também apresentaram danos pontuais, como as vias Joaquim Murtinho, Gabriel del Pino e Fábio Zahran, que devem passar por vistorias para definição dos reparos necessários.

*Saiba

Na primeira vez em que a Prefeitura de Campo Grande solicitou os recursos para a solução parcial do problema pelo Novo PAC, o governo federal negou.

Colaborou Alicia Miyashiro

tragédia

Desatenção provoca acidente com duas mortes em Inocência

Motorista da picape não percebeu a aproximação da carreta na saída de um posto de combustíveis próximo a Inocência

09/01/2026 10h58

Vítimas estavam na picape que foi atingida na saída de um posto de combustíveis na região nordeste do Estado (Fatos MS)

Vítimas estavam na picape que foi atingida na saída de um posto de combustíveis na região nordeste do Estado (Fatos MS)

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Duas pessoas morreram e pelo menos uma sofreu ferimentos em decorrência da colisão entre uma picape Fiat Strada e uma carreta bit-trem na MS-240, rodovia que liga as cidades de Inocência e Paranaíba, na região nordeste de Mato Grosso do Sul. 

As duas vítimas estavam na Strada e tiveram morte instantânea, ficando presas às ferragens. No veículo havia uma terceira pessoa que, segundo as informações iniciais, teria sobrevivido e levada para atendimento em um hospital de Inocência. 

Ainda de acordo com informações preliminares, o motorista da picape teria saído de um posto de combustíveis sem a devida atenção e por conta disso o veículo foi atingido pela carreta no momento em que entrava na pista. 

Depois do impacto, a carreta saiu da pista e caiu em um barranco e até o começo da manhã não havia informações sobre o estado de saúde do caminhoneiro. A picape ficou sobre o asfalto e por conta disso o tráfego ficou parcialmente interrompido no começo da manhã. 

A colisão ocorreu na altura do quilômetro quatro da MS-240 (MS-316), em frente ao posto e restaurante Eldorado, ainda próximo da cidade de Inocência e nas imediações da pista de pouso inaugurada no começo do ano passado. 

Os dois ocupantes da picape que morreram no local estavam a serviço da empresa Artifrio, qu atua na instalação de aparelhos de ar condicionado com sede em Três Lagoas.  

Vítimas estavam na picape que foi atingida na saída de um posto de combustíveis na região nordeste do Estado (Fatos MS)Carreta saiu da pista e caiu em um barranco próximo a um posto de combustíveis na saída de Inocência para Paranaíba (Fatos MS)

CAMPO GRANDE

Sessão extraordinária para barrar o IPTU segue 'no radar' da Câmara

Conforme o presidente da Casa de Leis,"a bola está com a prefeita que estuda uma forma de recuar", sendo aguardado ainda um posicionamento antes de confirmar agenda para segunda-feira (12)

09/01/2026 10h10

Carnês do IPTU chegaram no mês passado às casas dos cidadãos de Campo Grande

Carnês do IPTU chegaram no mês passado às casas dos cidadãos de Campo Grande Reprodução

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Entre tratativas e posicionamentos sobre o Imposto Predial e Territorial Urbano de Campo Grande, com o Executivo indicando dificuldade em retomar os 20% de desconto e a própria Seccional Mato Grosso do Sul da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MS) tentando suspender o IPTU de 2026, a Câmara Municipal não descarta uma sessão extraordinária para a próxima segunda-feira (12). 

Durante a cerimônia para troca de comando de três pastas municipais, na tarde de ontem (08) no Paço Municipal, Adriane Lopes chegou a comentar com a mídia presente sobre o IPTU 2026 e o que estaria ao alcance do Executivo. 

Nas palavras da prefeita de Campo Grande, as devidas equipes técnicas estariam fazendo levantamentos, porém, "dificilmente a gente consegue recuperar o desconto (de 20%)", disse Adriane Lopes, uma vez que seria necessário relançar todos os carnês de IPTU o que atrasaria a arrecadação municipal em até dois meses. 

Ainda na noite de quinta-feira (08), o presidente da Comissão Técnica que tem atuado em cima das mudanças anunciadas sobre o IPTU, Rafael Tavares, adiantou que encerrou as negociações com a Prefeitura de Campo Grande "sem obter avanços significativos" em relação à possível redução dos valores e retomadas dos descontos que eram costumeiramente ofertados até 2025. 

"Solicitei ao Presidente Papy que façamos uma sessão extraordinária na próxima segunda-feira (12) para derrubar os decretos de aumento via legislativo", disse ao Correio do Estado. 

Com a própria OAB-MS pedindo para a Justiça suspender cobrança do IPTU 2026 em Campo Grande - como bem acompanha o Correio do Estado -, procurado já na manhã desta sexta-feira (09) o atual presidente da Casa de Leis, Epaminondas Vicente Silva Neto, o Papy (PSDB), afirmou que a possibilidade da sessão extraordinária na segunda-feira (12) ainda não foi descartada. 

"Tudo está como opções. A princípio a bola está com a prefeita que estuda uma forma de recuar. Aguardando ainda", disse o atual presidente da Câmara de Campo Grande em complemento. 

Polêmica do IPTU

Entre os assuntos mais polêmicos na Capital até então está justamente ligado ao Imposto Predial e Territorial Urbano, o qual os carnês deste 2026,  pelos valores de correção, devem vir com reajuste de 5,32% em relação ao aplicado no último pagamento, o que corresponde à variação da inflação no período, baseada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E) calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Por não ser diferente da inflação do período, esse percentual já havia sido divulgado pela secretária Municipal de Fazenda, Márcia Helena Hokama, e pela prefeita Adriane Lopes, em suplemento que data de 24 de outubro de 2025 no Diogrande, sem a necessidade de passar pela Câmara de Campo Grande.

Em meio às tratativas mais recentes, o secretário Municipal de Governo e Relações Institucionais (Segov), Ulysses da Silva Rocha, pontuou a correção através do IPCA-E, além de uma cobrança que, segundo ele, já estaria prevista nos códigos municipal e nacional. 

Conforme os secretário de Relações, para imóveis territoriais em bairros com mais de três equipamentos públicos, por parâmetro municipal a Prefeitura pode e aplicou a cobrança de 3,5%, o máximo que estaria previsto no Código Tributário Nacional. 

"Então, se o cara tinha um imóvel de 100 mil reais e pagava mil, ele pode, dependendo do caso, estar pagando 3.500 reais, mas sem uma alteração do valor venal do imóvel, mas dentro de acordo com o que o Código Tributário Municipal estabelece em consonância com o Código Tributário Nacional", disse ele na quarta-feira (07). 

Além disso, o novo Perfil Socioeconômico Imobiliário (PSEI) foi atualizado após quase uma década, subindo valores da taxa de lixo para 44% dos moradores, aprovado inclusive na Câmara Municipal no segundo semestre do ano passado.

Entretanto, alegando ter ficado de fora dos debates referentes ao  aumento do IPTU, a Câmara Municipal de Campo Grande indicou a constituição de uma equipe técnica especializada para estudar, discutir e avaliar os critérios utilizados na elaboração, que ainda pondera a sessão extraordinária para a próxima segunda-feira (12). 

 

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