Cidades

Campo Grande

Prefeitura reabre licitação de R$ 47 milhões para compra de uniformes escolares

Propostas que seriam abertas no dia 25 de setembro e foram suspensas, seguem até o próximo dia 22 deste mês

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A prefeitura de Campo Grande retomou a licitação de R$ 47 milhões que prevê a compra de uniformes escolares para o ano letivo de 2026. O edital foi suspenso para "esclarecimentos" no fim de setembro, e previa a compra e distribuição de vestimenta para 105 escolas da rede municipal. 

As propostas que seriam abertas no dia 25 de setembro e foram suspensas, serão retomadas no próximo dia 22 deste mês, conforme publicação do diário oficial desta quinta-feira (25). O site da transparência da prefeitura de Campo Grande não disponibiliza detalhes sobre estes pedidos de impugnação do certame. O montante total da licitação é de R$ 47.664.504,79.

Estimativa

A previsão é de que sejam comprados pouco mais de 842 mil  itens como camisetas, meias, bermudas, jaquetas, tênis, botinas, calças e outros para beneficiar a maior parte dos 111,2 mil alunos que em junho deste ano estavam matriculados na Reme. Parte deles, matriculados em Ceinfs, porém, não recebem. 

No começo deste ano os estudantes receberam uniformes que haviam sido adquiridos em um pregão de R$ 60,7 milhões realizado ainda em 2023. Para o próximo ano, contudo, o tradicional azul claro dos uniformes deve adotar um tom mais escuro e dar destaque a detalhes em amarelo, caracterizando a nova gestão. 

Comparação feita pelo Correio do Estado revela que a administração municipal está disposta a pagar até 83% mais caro que no pregão anterior, realizado no final de 2023. Naquele certame, jaquetas foram cotadas ao valor máximo de R$ 65,39. Agora, além de serem confeccionadas com material de qualidade inferior, custarão até R$ 120,00.

O edital destina pouco mais de R$ 10,22 milhões para aquisição das jaquetas. Ao todo, são pouco mais de 95 mil unidades. Com características iguais às do certamente anterior, o material utilizado na confecção não é o mesmo.

Em 2023 elas eram de tecido tactel; Composição: 100% poliamida; Manga: raglã; Gênero: unissex; Bolsos: embutidos na lateral frente; Cor: azul; Requisito: com capuz. O edital deste ano também exige tecido de tactel, mas a composição de 77% poliéster, 23% viscose. As demais exigências são as mesmas.  

As jaquetas de poliamida deveriam ser mais caras que as de poliester. Ou seja, a troca de material, em tese, não justifica o aumento de preço. 

"A poliamida é geralmente mais cara que o poliéster, sendo considerada um tecido mais nobre e de maior qualidade, com características como toque mais macio e sedoso, maior resistência ao desgaste e maior capacidade de gerenciar a umidade e a troca térmica. O poliéster, por outro lado, é mais acessível e conhecido por sua resistência ao sol e rapidez na secagem, sendo uma opção mais econômica", diz a inteligência artificial do Google. 

Aumento generalizado

Outro item pelo qual a prefeitura está disputa a pagar aumento significativo são as meias.  Em 2023 tiveram o preço máximo estipulado em R$ 9,00. Agora, conforme edital, a administração está disposta a pagar até R$ 14,40. 

s editais de 2023 e o de agora deixam claro que o material é exatamente o mesmo: “meia personalizada; Composição: 50% algodão, 34% poliamida, 15% poliéster e 1,0% elastodieno; Gênero: unissex; Punho: jérsei (meia malha) 1 x 1 curta; Cor: branca”.

E não são somente as meias que devem ter reajuste bem superior ao da inflação dos últimos dois anos, que está na casa dos 10%, conforme o IBGE. No caso dos tênis, que também são iguais aos do pregão anterior, o aumento será de 52%.

No certame realizado no final de 2023, quando a prefeitura reservou a compra de até 182 mil pares, o valor máximo foi de R$ 71,52 o par. Agora, o valor máximo subiu para até R$ 108,75. Para 2026, , a previsão é de que sejam adquiridos, no máximo, 99.257 pares. 

No caso das bermudas, que são o terceiro item de maior peso monetário do edital, R$ 7,33 milhões, o aumento de preço chega a 44,2%. Em 2023, a prefeitura estipulou o valor máximo em R$ 30,80 a unidade. Naquele certame foram reservadas 302 mil unidades. 

Agora, estão sendo reservadas 165,2 mil bermudas e o valor máximo é R$ 44,42, o que representa aumento um pouco superior a 44%. A descrição das bermudas entre os dois editais é exatamente a mesma. 

O item de maior destaque quando o assunto é uniformes escolares é a camiseta. Neste caso, o aumento é menor que em outros itens, mas mesmo assim o dobro da inflação dos últimos dois anos. Em 2023 a unidade teve o valor máximo estipulado em R$ 27,15. Agora, está em R$ 32,47, o que representa alta de 19,6%. 

Na licitação anterior, a Semed fez a reserva de até 500 mil camisetas, cotadas a pouco mais de R$ 13,5 milhões. Para 2026, a reserva é para até 266.542 unidades. Caso todas sejam compradas pelo valor máximo, o investimento será de R$ 8.654.618,74. 

Colaborou Neri Kaspari*

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HABITAÇÃO

Minha Casa, Minha Vida entrega 23 mil residências no Mato Grosso do Sul desde 2023

Em todo o país, 1,4 milhão de unidades foram concluídas desde a retomada do programa na atual gestão do Governo do Brasil

26/03/2026 11h30

Ricardo Stuckert

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Com média superior a 7,4 mil entregas anuais em Mato Grosso do Sul desde o início da atual gestão do Governo do Brasil, o Minha Casa, Minha Vida concluiu 23 mil habitações no estado entre 2023 e o início deste ano. 

As informações do Ministério das Cidades indicam que, no recorte anual no estado do Mato Grosso do Sul, houve aumento constante durante os últimos três anos. A previsão é que o ritmo de entregas se mantenha em 2026.

No histórico dos três últimos anos, foram 5,9 mil unidades concluídas em 2023, 8 mil em 2024 e 8,3 mil em 2025. Até o momento, neste ano foram finalizadas 723 unidades e todas entregues no início de 2026.

Em todo o país, são 1,4 milhão de unidades finalizadas e entregues pelo programa habitacional desde 2023. 

O presidente Lula ressaltou durante a entrega de unidades em Maceió (AL), em janeiro deste ano, o principal objetivo do programa para ele, e relembrou ainda que é "uma política que garante cuidado e dignidade para as famílias".

“Eu tenho o compromisso de um dia zerar o déficit habitacional, porque todo e qualquer brasileiro vai ter o seu ninho para cuidar da família. O Minha Casa, Minha Vida é o maior programa habitacional já feito neste país. Sabemos que temos que construir muito mais, porque cada vez que a gente para de construir aumenta a quantidade de pessoas sem casa neste país” 

Contratos

Paralelamente às entregas, o Governo do Brasil tinha como compromisso a contratação de duas milhões de novas unidades na atual gestão, com a retomada da política habitacional.

No entanto, a meta foi alcançada com um ano de antecedência, no fim de 2025. Com isso o objetivo passou a ser trabalhar com o horizonte de 3 milhões de contratações até o fim de 2026.

No estado vizinho, em Mato Grosso, foram contratadas 32,6 mil unidades habitacionais pelo Minha Casa, Minha Vida entre 2023 e início de 2026, que resultou de um investimento total de R$ 4,9 bilhões. 

Aquecimento

Segundo o Ministro das Cidades do Brasil, Jader Filho, o programa habitacional é responsável não apenas pela realização do sonho da casa própria dos beneficiários, mas pelo aquecimento do mercado da construção civil no país.

“O Minha Casa, Minha Vida foi o grande motor do setor da construção civil em 2025. Esses números são importantes e devem ser ressaltados a cada dia porque o programa, além de levar moradia digna a quem mais precisa, também é responsável pela geração de emprego no país”.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias, em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (ABRAINC-FIPE), 85% de todos os lançamentos construídos no Brasil são do programa.

Retomada

Com retorno em 2023, a iniciativa consolida um marco legal moderno, em que amplia o acesso à moradia digna, além de fortalecer a sustentabilidade urbana e recolocar a habitação no foco da agenda de desenvolvimento social.

Naquele ano, a então Medida Provisória nº 1.162, que marcou a retomada do programa, foi convertida na Lei nº 14.620, em 13 de julho, com adoção de novas práticas para a política. 

Impacto e faixas

Ao considerar todas as modalidades, o Governo impactou 4.911 municípios de todas as regiões do país, o que significa cerca de 88% das cidades brasileiras.

Entre as famílias apoiadas, foram priorizadas aquelas em situação de vulnerabilidade, com renda de até R$ 2.850 (Faixa 1), com subsídio de até 95% do valor da unidade. A Faixa 2 vai de R$ 2.850,01 a R$$ 4.700 e a Faixa 3 de R$ 4.700,01 a R$ 8.600.

No ano passado, o programa criou a Faixa Classe Média, para aqueles com renda de R$ 8.600,01 a R$ 12.000. Com esse pacote, a política movimenta a cadeia da construção civil e gera milhares de empregos.

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MATO GROSSO DO SUL

Servidores do Detran-MS aprovam estado de greve e não descartam paralisação

Categoria aponta precarização, falhas em sistemas e avanço da terceirização

26/03/2026 11h00

Entre as principais queixas estão a desvalorização profissional, a falta de melhorias nas condições de trabalho e o que classificam como processo crescente de precarização dos serviços públicos

Entre as principais queixas estão a desvalorização profissional, a falta de melhorias nas condições de trabalho e o que classificam como processo crescente de precarização dos serviços públicos Divulgação

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Servidores do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS) aprovaram, por unanimidade, a instauração de estado de greve durante Assembleia Geral Extraordinária realizada nesta quarta-feira (25). A medida é considerada um alerta e pode resultar na paralisação das atividades a qualquer momento, caso não haja avanço nas negociações com o Governo do Estado.

Segundo o Sindicato dos Servidores do Detran-MS (Sindetran-MS), a assembleia registrou ampla participação da categoria, evidenciando o nível de insatisfação com a forma como os trabalhadores vêm sendo tratados pela atual gestão. A entidade afirma que, ao longo dos últimos meses, as reivindicações não têm sido atendidas, o que motivou o endurecimento do movimento.

Entre as principais queixas estão a desvalorização profissional, a falta de melhorias nas condições de trabalho e o que classificam como processo crescente de precarização dos serviços públicos. Os servidores também criticam o avanço da terceirização em áreas consideradas estratégicas, o que, segundo eles, pode comprometer tanto o atendimento à população quanto a segurança viária.

Outro ponto que tem gerado preocupação é a digitalização dos serviços. De acordo com o sindicato, o processo vem sendo feito sem a segurança necessária, o que teria facilitado fraudes e o uso indevido do nome do Detran-MS. Servidores também relatam falhas frequentes nos sistemas.

Além do estado de greve, a assembleia definiu a intensificação das mobilizações. Entre as medidas está a ampliação do movimento de não recebimento de guias em máquinas de cartão, como forma de pressionar a gestão.

O Presidente do Sindetran MS e da Federação Nacional dos Servidores de Detrans e Agentes de Trânsito Estaduais, Municipais e do Distrito Federal (Fetran), Bruno Alves afirma que a decisão foi tomada diante da falta de respostas do poder público.

“Não por escolha, mas por necessidade. Por dignidade. Por respeito. O movimento busca dar visibilidade à realidade enfrentada pelos servidores, pais e mães de família, agentes de trânsito e profissionais que atuam diretamente na segurança viária, sob condições inadequadas e com impactos à saúde física e mental”, explica.

O estado de greve funciona como uma etapa anterior à paralisação total. Com isso, os servidores permanecem mobilizados e podem interromper as atividades caso não haja avanço no diálogo com o governo.

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