Cidades

sucessivos atrasos

Prefeitura rescinde parte do contrato
com Exército para obras de recapeamento

Militares não ficarão com todo o projeto, apenas o trecho já em andamento

RODOLFO CÉSAR

16/01/2018 - 19h28
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A Prefeitura de Campo Grande não vai continuar o contrato firmado com o Exército para recapeamento de vias na cidade. Nesta terça-feira (16), o governo municipal comunicou que vai dividir o projeto de mobilidade urbana, que envolve o recapeamento da Avenida Bandeirantes, Rua Marechal Deodoro e prolongamento na Avenida Gunter Hans. A proposta tem valor global de R$ 24 milhões.

Com essa medida, o Exército vai permanecer apenas com o trecho das Ruas Guia Lopes e Brilhante, onde já há intervenção. A justificativa para alteração no convênio foi para "acelerar a implantação do projeto de mobilidade urbana, lançado em 2012".

Em nota oficial, o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), Rudi Fiorese, afirmou que o fim do contrato com os militares foi de comum acordo e também houve aval da Caixa Econômica Federal, que é financia as obras.

"A Prefeitura de Campo Grande vai dividir em três lotes as obras de recapeamento das vias que integram o corredor de transporte coletivo sudoeste. Os militares vão concluir até o final do ano o recapeamento e requalificação do trecho iniciado em fevereiro do ano passado", explicou o comunicado.

Como forma de ponderar o encerramento do contrato, o secretário-adjunto da Sisep, Ariel Serra, comentou que o convênio com o Exército permitiu que Campo Grande não perdesse R$ 180 milhões em verba empenhada para projeto de mobilidade urbana. A CEF aguardava a definição do empreedimento desde 2012 e se não houvesse contrato assinado em 2016 e início das intervenções em fevereiro de 2017, o dinheiro voltaria para a União.

“Se a obra não começasse em fevereiro e não houvesse o primeiro desembolso dois meses depois, simplesmente o contrato seria rescindido pela Caixa e a cidade perderia recurso de um projeto fundamental para modernizar o transporte coletivo”, reconheceu Serra.

Desde o início do contrato, houve questionamentos sobre a condução da obra. Além disso, foram registrados atrasos (em torno de seis meses), dificuldade na compra de material, falta de comunicação entre órgãos para sinalizar interdições.

OBRA DO EXÉRCITO

O trecho executado atualmente pelos militares do Comando Militar do Oeste (CMO) tem investimento de R$ 6,5 milhões e envolve recapeamento, drenagem das vias principais e subjacentes, como Ruas José Paes de Faria e Salgado Filho, construção de bocas de lobo, instalação de fiação subterrânea semafórica e utilização de material mais consistente para permitir o tráfego de ônibus.

O Exército está realizado intrevenção em trecho da Rua Guia Lopes, entre a Avenida Afonso Pena e a Brilhante, além de 2,75 km da Rua Brilhante. O corredor do sudoeste do transporte coletivo da Capital abrange uma extensão de pouco mais de 12 quilômetros.

OUTROS TRECHOS

A etapa seguinte a ser licitada é de 4,92 km, que começa na Rua Marechal Deodoro, e seu  prolongamento, Avenida Gunter Hans (em duas pistas) até o terminal Aero Rancho. 

O terceiro trecho é a Avenida Bandeirantes, com 3.890 km. O projeto prevê ainda a implantação de 6 km de drenagem.

A prefeitura informou que a primeira licitação a ser lançada é da Avenida Bandeirante, com previsão de procedimento tramitando a partir de fevereiro.

"O projeto executivo prevê quase 4 km de recapeamento (3,890 km) e 2,468 km de drenagem, faixa exclusiva (na margem esquerda) para os ônibus, sinalização semafórica e pontos de embarque. Só a drenagem e pavimentação estão orçadas em R$ 8.216.116,00.

Crescimento

MS atinge 77% de cobertura de esgoto, mas universalização segue distante

Mesmo com avanço recente, estado ainda busca ampliar o acesso ao serviço em diferentes regiões

16/06/2026 18h01

Foto: Divulgação

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Mato Grosso do Sul ampliou a cobertura de esgoto para 77,04% em maio de 2026, consolidando um avanço de 4,7 pontos percentuais em menos de um ano. Em agosto de 2025, o índice era de 72,34%. O crescimento coloca o estado entre os que mais expandiram o serviço recentemente no país.

Os dados nacionais utilizados para comparação são do Instituto Trata Brasil, organização que monitora indicadores de saneamento básico no país a partir de informações oficiais.

O levantamento aponta que cerca de 90 milhões de brasileiros ainda não têm acesso à coleta e ao tratamento de esgoto, evidenciando o contraste entre os avanços registrados em Mato Grosso do Sul e a realidade enfrentada em grande parte do Brasil.

Apesar dos números expressivos, o avanço não elimina distorções históricas no acesso ao saneamento. A leitura dos dados por município revela um cenário desigual: enquanto algumas cidades já se aproximam da universalização, outras ainda avançam em ritmo mais lento, com cobertura aquém do necessário para garantir atendimento pleno à população.

Pelo menos 30 municípios atendidos pela rede estadual superam 90% de cobertura, incluindo Três Lagoas, Dourados, Ponta Porã e Bonito. Em localidades como Bataguassu, Brasilândia e Ribas do Rio Pardo, os índices chegam a 99%.

Na prática, porém, vale alertam que atingir esse percentual não significa, necessariamente, que todo o esgoto gerado esteja sendo coletado e tratado de forma adequada.

Isso porque indicadores de cobertura não detalham problemas recorrentes, como ligações irregulares, redes subutilizadas ou falhas operacionais no tratamento. Também não evidenciam a situação de áreas periféricas e comunidades mais vulneráveis, onde o acesso costuma ser mais limitado.

O avanço está relacionado à ampliação da infraestrutura nos últimos anos, com a implantação de redes coletoras, estações elevatórias, unidades de tratamento e novas ligações domiciliares. 

Ainda assim, o histórico do setor mostra que expansão física não garante, por si só, eficiência nem qualidade no serviço prestado.

Outro desafio está na sustentabilidade desse crescimento. A ampliação da cobertura exige investimentos contínuos não apenas na construção, mas também na manutenção e operação dos sistemas. Sem isso, há risco de deterioração das estruturas e queda na qualidade do atendimento ao longo do tempo.

Novo Marco Legal do Saneamento

A meta estabelecida pelo Novo Marco Legal do Saneamento prevê que 90% da população tenha acesso à coleta e tratamento de esgoto até 2033.

Mato Grosso do Sul aparece em posição avançada nessa corrida, mas ainda precisa enfrentar gargalos importantes para transformar índices em universalização real.

Entre eles estão a ampliação do serviço em áreas rurais, a regularização de ligações domiciliares e a garantia de tratamento efetivo de todo o volume coletado. Sem esses avanços, o crescimento percentual pode não se traduzir em melhoria concreta nas condições de saúde e qualidade de vida da população.

O desempenho recente coloca Mato Grosso do Sul em destaque, mas também amplia a cobrança por resultados mais consistentes.

Mais do que expandir a rede, o desafio agora é garantir que o serviço funcione de forma eficiente, alcance todas as regiões e cumpra o papel essencial do saneamento: reduzir desigualdades e promover saúde pública.

Homicídio

Homem encontrado morto em terreno foi assassinado por enteado de 15 anos

Crime ocorreu após invasão de residência e registro prévio de ameaça contra ex-companheira da vítima

16/06/2026 16h58

Foto: Divulgação Rede Social

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Como noticiado pelo Correio do Estado na segunda-feira (15), um homem foi encontrado morto na madrugada em um terreno baldio no bairro Jardim Macaúbas, em Campo Grande.

A vítima foi identificada como Alessandro de Souza Grefe, de 28 anos. No desdobramento das investigações, a polícia passou a apontar como principal suspeito o enteado dele, um adolescente de 15 anos.

De acordo com as investigações da Polícia Civil, Alessandro foi atingido por diversos golpes de faca, principalmente na região superior das costas. O corpo foi localizado nas proximidades da Escola Municipal Dr. Plínio Barbosa Martins, sem documentos de identificação, e apresentava sinais evidentes de violência.

A identificação da vítima foi realizada no Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL), por meio de exame papiloscópico, ainda na tarde do mesmo dia. A partir da confirmação da identidade, os investigadores iniciaram diligências para esclarecer as circunstâncias do homicídio.

Conforme apurado, na noite anterior ao crime, a ex-companheira de Alessandro havia procurado a polícia para registrar um boletim de ocorrência, relatando ter sido ameaçada por ele. Horas depois, o homem teria invadido a residência da mulher.

Durante a invasão, o filho da ex-companheira, de 15 anos, tentou conter Alessandro. Nesse momento, segundo a versão investigada, o adolescente desferiu vários golpes de faca contra o homem.

Após o ataque, a vítima foi encontrada vestindo apenas cueca e camiseta. Um casaco e um par de tênis estavam próximos ao corpo, ambos com perfurações, em um terreno baldio.

Agora, a investigação busca esclarecer por que o corpo de Alessandro foi encontrado em outro local, e não na residência onde o crime teria ocorrido.

A Polícia Militar foi acionada e isolou a área até a chegada da perícia técnica e da Polícia Civil. Equipes do Grupo de Operações e Investigações (GOI) também participaram das diligências no local. A arma utilizada no crime não foi localizada.

O caso foi registrado como homicídio e, diante da identificação do adolescente como principal envolvido, o procedimento será encaminhado à Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude (Deaij), responsável pela apuração de atos infracionais praticados por menores.

A Polícia Civil segue investigando os detalhes do caso, incluindo a dinâmica completa dos fatos e eventuais desdobramentos relacionados ao histórico de violência entre a vítima e a ex-companheira.

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