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Prefeitura tem até esta semana para inaugurar 1º conselho

Município entrou em acordo com a Justiça estadual e estabeleceu o dia 15 de março para a entrega do 6º Conselho Tutelar, da região Anhanduizinho

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Em espera desde o ano passado, os novos Conselhos Tutelares de Campo Grande devem começar a ser entregues nesta semana. Com data prevista de inauguração para esta sexta-feira, o 6º Conselho Tutelar, que será o segundo da região Anhanduizinho, deve ser o primeiro dos três novos prédios a prestar atendimentos para as crianças e os adolescentes em Campo Grande.

Segundo a Secretaria Municipal de Assistência Social (SAS), o novo Conselho Tutelar a ser inaugurado fica localizado na Rua Evelina Selingardi, nº 1.440, no Bairro Parque do Sol. 

A questão da demora na entrega dos novos conselhos, no fim do ano passado, foi parar no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), que determinou o prazo de inauguração para fevereiro. No entanto, após a Procuradoria-Geral do Município (PGM) propor um acordo para cumprir a obrigação de implementação e inauguração dos Conselhos Tutelares, o prazo foi prorrogado.

Segundo a proposta, que foi aceita pelo TJMS, o cronograma de inauguração dos três novos conselhos foi dividido para acontecer em um período de três meses.

Nesta sexta-feira, deve ser entregue o 6º Conselho Tutelar, na região Anhanduizinho. Um mês depois, no dia 15 de abril, deve ser entregue o 7º Conselho Tutelar, localizado na região Prosa. Por último, o 8º Conselho Tutelar, que deve começar a funcionar no dia 15 de maio, na região Imbirussu.

A PGM também se comprometeu com a Justiça a acatar as determinações da sentença feita pelo desembargador Alexandre Bastos, da 4ª Vara da Infância, da Adolescência e do Idoso.

A sentença determina que os três Conselhos Tutelares para o pleno funcionamento devem ter, “no mínimo, um automóvel, cinco computadores desktop, uma impressora multifuncional, um refrigerador, um bebedouro, bem como mobiliário para acomodação dos conselheiros, servidores e público, telefones sem fio, aparelhos de ar condicionado, ventiladores e material lúdico”.

Também foi pontuado pela PGM que os conselhos novos terão brinquedoteca com decoração infantil e espaço lúdico para recepcionar as crianças atendidas. O primeiro conselho a ser inaugurado, segundo a proposta da Procuradoria, também terá uma horta comunitária.

De acordo com a SAS, responsável pelo processo de escolha dos locais onde serão inaugurados os três novos conselhos, o Conselho Tutelar da região Anhanduizinho tinha a previsão de entrega para o fim de fevereiro.
No início deste mês, a reportagem do Correio do Estado esteve presente no local onde o conselho será inaugurado e pôde perceber que a casa escolhida já está reformada, porém, toda as imediações do espaço estavam fechadas. 

DEMANDA DA REGIÃO

Os novos Conselhos Tutelares devem ajudar a estabilizar a demanda de atendimento aos direitos das crianças e dos adolescentes em Campo Grande, já que há anos o Conselho Tutelar Sul está sobrecarregado com os casos encaminhados.

Esse conselho atende 15 bairros que englobam a região Anhanduizinho, conhecida por ser uma das mais perigosas da cidade.

Em entrevista ao Correio do Estado, em fevereiro, a conselheira Raquel Lázaro informou que, nos últimos quatro anos (2020 a 2023), o Conselho Tutelar Sul tinha uma área de atendimento que abrangia em torno de 300 mil habitantes.

“Com esta demanda que tivemos nos últimos anos, era humanamente impossível atender com o quantitativo de profissionais que tínhamos, se você levar em consideração que em um dia já recebemos 300 notificações escolares. Dependendo do período do ano, essa quantidade é multiplicada durante a semana”, disse a conselheira.

Diariamente, o Conselho Tutelar Sul recebe em torno de 15 a 20 denúncias fora do período considerado de alta temporada, que seria o período letivo escolar, porém, esta estimativa, de acordo com a conselheira Raquel, varia semanalmente na unidade.
“Tem dia que dentro do conselho não sobra cadeira para as famílias e o pessoal fica esperando o atendimento lá fora, gente que vem receber o atendimento de duas formas, ou porque o conselheiro notificou a presença dos responsáveis, ou por demanda espontânea”, declarou Raquel.
De acordo com levantamento, nos últimos quatro anos, das 60 mil ocorrências registradas pelos cinco Conselhos Tutelares de Campo Grande, cerca de 30 mil foram atendidas pelo Conselho Tutelar Sul.

NOVOS CONSELHOS

De acordo com a SAS, os locais onde os novos conselhos serão criados passam por adequações em sua estrutura para que possam ser utilizados pelos 15 novos conselheiros que foram empossados para o quadriênio (2024-2027). 

A prefeitura informou a Justiça que os novos conselhos vêm passando por fases de adequação e finalização.
O prédio que abrigará o 8º Conselho Tutelar está sendo avaliado por engenheiros para, posteriormente, passar por adaptações. Ele atenderá os bairros Núcleo Industrial, Popular, Nova Campo Grande, Panamá e Santo Amaro.

O 7º Conselho Tutelar vai atender os bairros Noroeste, Estrela Dalva, Veraneio, Margarida e Novos Estados. Esse conselho deve ser entregue à população no fim de abril.

Já o 6º Conselho Tutelar, da região Anhanduizinho, atenderá os bairros Universitário, Rita Vieira, Dr. Albuquerque, Tiradentes, Lageado, Los Angeles, Centro-Oeste, Aero Rancho, Alves Pereira, Centenário e Moreninhas.

Segundo a SAS, os novos prédios serão entregues com toda a estrutura e os equipamentos necessários para a atuação dos novos conselheiros, que tomaram posse em janeiro e foram lotados nos prédios já existentes até que as novas locações fiquem prontas.

SAIBA

O local onde foi construído o 6º Conselho Tutelar de Campo Grande anteriormente era o Centro de Capacitação e Formação Profissional (Cecapro), no Parque do Sol, espaço que ofertava cursos profissionalizantes para a população e que tinha sido desativado há décadas pela prefeitura.

SAÚDE PÚBLICA

Sem Centro de Zoonoses, Ivinhema entra na mira do MP

Ministério Público deu prazo de seis meses para que município implemente política de controle de zoonoses e cobra mutirões de castração pelo menos duas vezes ao ano

06/09/2026 08h30

Sem estrutura própria para controle de zoonoses, Ivinhema terá de apresentar ao Ministério Público as providências que pretende adotar para atendimento e controle da população de cães e gatos

Sem estrutura própria para controle de zoonoses, Ivinhema terá de apresentar ao Ministério Público as providências que pretende adotar para atendimento e controle da população de cães e gatos Ivinotícias

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Sem Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) ou estrutura equivalente, Ivinhema entrou na mira do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que cobrou da prefeitura a adoção de medidas para controlar a população de cães e gatos e ampliar o atendimento aos animais em situação de rua.

Publicada na edição do Diário Oficial do MPMS, a recomendação foi expedida pela 2ª Promotoria de Justiça de Ivinhema, e é direcionada ao município, administrado pelo prefeito Juliano Ferro Barros Donato.

Conforme apurado pelo Ministério Público, além de não possuir um CCZ, Ivinhema também não mantém estrutura equivalente e não conta com serviço terceirizado para executar esse tipo de atendimento.

Para a Promotoria, a deficiência deixa o município sem uma política adequada para diagnóstico, tratamento e controle de doenças que atingem os animais e podem representar risco à saúde pública.

Entre as enfermidades citadas pelo MPMS estão leishmaniose, cinomose e esporotricose.A falta de estrutura não foi o único problema identificado durante a apuração.

O Ministério Público também analisou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de Ivinhema, publicada em julho deste ano, e apontou deficiência na previsão de programas, ações, metas e prioridades destinadas à causa animal.

Segundo a Promotoria, as medidas previstas pelo município estão restritas à vacinação antirrábica e à notificação de casos. Diante do cenário, o MPMS recomendou que a prefeitura passe a oferecer continuamente ações para controle populacional de cães e gatos.

Uma das principais cobranças é a realização de campanhas ou mutirões de castração pelo menos duas vezes por ano, com prioridade para animais de rua e comunitários, além daqueles mantidos por protetores independentes, organizações de proteção animal e famílias de baixa renda.

A prefeitura também deverá dar publicidade às campanhas nos canais oficiais com antecedência mínima de 30 dias.Outra medida prevista é a identificação dos cães e gatos durante as ações de castração.

A intenção é criar uma base de dados que permita ao município conhecer melhor a população animal existente em Ivinhema e, futuramente, estabelecer um censo. O cadastro também deverá servir como ferramenta para identificar responsáveis pelos animais e auxiliar na apuração de eventuais casos de abandono.

Prazo de seis meses

A recomendação vai além das campanhas de esterilização. O Ministério Público estabeleceu prazo máximo de seis meses para que a prefeitura dê início à implementação de uma política pública efetiva de controle de zoonoses.

Entre os serviços que deverão integrar essa estrutura estão atendimento médico-veterinário de urgência, fornecimento de alimentação e água e acolhimento dos animais em situação de rua em ambiente adequado. Antes disso, porém, o município terá de informar se pretende acatar as medidas.

A prefeitura tem prazo de dez dias, a partir do recebimento da recomendação, para comunicar à 2ª Promotoria de Justiça se cumprirá as providências propostas e apresentar documentos que demonstrem as ações adotadas.

O Ministério Público advertiu que a falta de providências poderá levar à adoção de medidas judiciais e extrajudiciais contra os responsáveis.


 

STF

Gilmar Mendes propõe vetar delegados da PF como assessores de ministros

Para decano, presença dos policiais representa um risco para as investigações

05/09/2026 19h00

Ministro Gilmar Mendes

Ministro Gilmar Mendes Andressa Anholete/STF

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Neste sábado (5) o ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), apresentou uma proposta para proibir que militares, delegados ou policiais sejam cedidos para atuar como assessores nos gabinetes da Corte.

A proposta de alteração no Regimento Interno do STF já havia sido adiantada durante a semana ao presidente do Supremo, Edson Fachin, e foi agora formalizada por Mendes para que seja apreciada pelos demais ministros.

A ideia surge em meio à escalada da crise entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. Cada um, por exemplo, possui dois delegados da Polícia Federal os assessorando em seus gabinetes.

Para Mendes, a presença desses policiais nos gabinetes representa o risco de que decisões sobre a condução de investigações, que seria de exclusividade da autoridade policial, estejam sendo transferidas para o Supremo.

O texto apresentado pelo decano prevê que servidores das carreiras militares e policiais possam atuar em atividade de segurança dos gabinetes, mas que seja “vedada a participação na instrução de inquéritos ou processos e em atividades de assessoramento jurídico”.

Outro trecho diz que “caberá ao Presidente do Supremo Tribunal Federal providenciar o imediato retorno aos órgãos de origem dos servidores atualmente em exercício no Tribunal em desacordo com a regra ora acrescida ao art. 357 do Regimento Interno”.  

A proposta surge ainda após o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, ter tentado articular a volta para a corporação dos delegados cedidos ao gabinete de Mendonça, que é relator dos escândalos de fraude financeira e corrupção no Banco Master e do desvio em aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Cabe agora a Fachin incluir a proposta em pauta para que seja apreciada e votada por todos os ministros do Supremo.

Relatórios
A proposta do decano vem à tona após Mendonça ter retirado o sigilo, nesta semana, de um relatório da PF em que constam dezenas mensagens enviadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do Master, a Moraes, segundo afirmam os investigadores.

Nas conversas, Vorcaro menciona um contrato de R$ 131 milhões firmado pelo escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, com o Master. Foram expostas também mensagens em que o ex-banqueiro demonstra ter obtido informações sobre uma possível operação da PF para prendê-lo.

Logo em seguida à divulgação do material, Moraes pediu à presidência do Supremo a abertura de uma investigação contra Mendonça pelo que disse ser “fortes indícios” de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade na condução do caso Master.

Para embasar suas acusações, Moraes apresentou um relatório de inteligência da PF segundo o qual Mendonça atuaria de forma a direcionar as investigações contra desafetos políticos.

O documento, contudo, não é assinado e traz a advertência de se tratarem de uma análise prospectiva interna, sobre possíveis caminhos de investigação, e “sem valor probatório”.

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