Cidades

Projeto de Lei

Prefeitura veta desconto no IPTU para quem tiver câmeras de videomonitoramento

Projeto desrespeitaria Lei de Responsabilidade Fiscal

LEANDRO ABREU

12/03/2018 - 11h14
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A Prefeitura de Campo Grande vetou por completo o projeto de lei que previa descontos no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para moradores que instalassem câmeras de videomonitoramento em suas casas. Segundo o veto, caso a lei fosse sancionada, desobedeceria requisitos estabelecidos na Lei de Responsabilidade Fiscal.

“A lei de Responsabilidade Fiscal, em seu artigo 14, exige que se demonstre efetivamente a estimativa do impacto orçamentário e financeiro, em três exercícios, a declaração de que a renúncia não afeta as metas fiscais da LDO [Lei de Diretrizes Orçamentárias] e de que haverá um aumento compensatório do tributo”, justifica a prefeitura no veto publicado no Diário Oficial de Município (Diogrande) de hoje (12).

De autoria dos vereadores André Salineiro (PSDB) e Otávio Trad (PTB), o projeto denominado “Cidade Vigiada” daria descontos de até 15% no imposto para quem aderir.

Em cálculos, a prefeitura estima que renunciaria de mais de R$ 50 milhões por ano caso a lei fosse aprovada e os moradores instalassem as câmeras em suas casas ou comércios. “A sanção do supracitado projeto de lei poderá proporcionar desequilíbrio das contas públicas, visto que poderá ocorrer renúncia anual de receita superior a R$ 50.000.000,00, desde que todos os proprietários façam a instalação das câmeras de videomonitoramento, pois a arrecadação do IPTU de 2017 totalizou R$ 375.941.326,18.”, detalhou.

Pareceres da Secretaria de Finanças (Sefin) e da Procuradoria Geral do Município (PGM) embasaram o veto. “Desta forma, tanto a SEFIN quanto a PGM opinaram pela inconstitucionalidade do presente Projeto de Lei, por vício material ao contrariar a Lei de Responsabilidade Fiscal. Em virtude das razões expendidas o Projeto de Lei em questão não pode receber a nossa aquiescência formal, embora nobre a pretensão do legislador, autor da proposta”, finaliza.

INVESTIMENTO
De acordo com o vereador André Salineiro, o projeto de lei não representa uma renúncia de receita e sim um investimento em segurança pública. “Vamos lutar para derrubar o veto, é possível. Alguns argumentos [da prefeitura] não condizem com a Justiça. Eles alegam que iria beneficiar os mais ricos em relação aos 15% de desconto, mas não é fixo. É até 15%, pode ser menos, de acordo com o IPTU da pessoa. Pode ser progressivo”, explicou.

Ainda segundo Salineiro, o projeto foi criado a partir de uma sugestão do próprio judiciário. “Um juiz amigo meu afirmou que em muitos casos o judiciário usa imagens de particulares. E levei o prefeito ao Fórum para apresentar essa justificativa. Notei uma pressão muito grande por parte da própria população também. Vai beneficiar todo mundo”, completou.

ECONOMIA E SOLIDARIEDADE

Bazar da AACC/MS terá fantasias de Carnaval e acessórios a partir de R$ 8

Fantasias, tiaras, chapéus, gravatas, cordões, máscaras, saias e vestidos brilhosos - novos e seminovos - são as peças em liquidação

04/02/2026 10h45

Peças carnavalescas do bazar da AACC-MS

Peças carnavalescas do bazar da AACC-MS DIVULGAÇÃO

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Carnaval está chegando e é possível foliar gastando pouco e ainda ser solidário.

Para isso, a Associação dos Amigos das Crianças com Câncer (AACC/MS) promove bazar com fantasias a R$ 70 e acessórios carnavalescos a partir de R$ 8.

Fantasias, tiaras, chapéus, gravatas, cordões, máscaras, saias e vestidos brilhosos, para adultos e crianças, são as peças em liquidação.

Alguns itens são usados (frutos de doação), mas em excelente estado de conservação. Outros são novos e lacrados nas embalagens.

O bazar ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 11h e das 12h às 17h, na sede da AACC/MS, localizada na avenida Ernesto Geisel, número 3475, bairro Orpheu Baís, em Campo Grande. Vale ressaltar que não há um dia específico para realização do bazar.

Além de economizar, quem compra no bazar contribui diretamente para o atendimento prestado a crianças e adolescentes em combate ao câncer.

O objetivo é arrecadar dinheiro para manter os custos mensais básicos da Casa de Apoio, como água, luz, combustível, telefone, alimentação, material de limpeza e higiene pessoal, assistência aos beneficiários e cobertura de exames e medicamentos não disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os custos mensais giram em torno de R$ 400 mil.

AACC-MS

A Associação dos Amigos das Crianças com Câncer (AACC/MS) foi fundada em 29 de março de 1998 com a missão de cuidar, amparar e auxiliar crianças e adolescentes com câncer em Mato Grosso do Sul.

Está localizada na avenida Ernesto Geisel, número 3475, bairro Orpheu Baís, em Campo Grande.

A Casa de Apoio oferece:

  • Acolhida e hospedagem à criança e adolescente com câncer e 1 acompanhante do sexo feminino
  • Distribuição de cestas básica e cestas sociais às famílias
  • Transporte
  • Atendimentos Multiprofissionais
  • Serviço Social
  • Atividades lúdico-pedagógicas
  • Salão de Beleza

De acordo com a instituição, em 2025, 323 crianças foram atendidas, 17.910 atendimentos multiprofissionais foram realizados, 6.346 pessoas foram hospedadas e 31.676 refeições foram servidas.

CRIME AMBIENTAL

DECAT fecha carvoaria clandestina em Campo Grande

Policiais receberam denúncias de irregularidade no Núcleo Industrial e fecharam as portas de empresa poluidora

04/02/2026 10h08

Divulgação

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Na última terça-feira (03), a Polícia Civil por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e Atendimento ao Turista (DECAT) junto a Polícia Militar Ambiental localizaram uma carvoaria clandestina e fechou as portas do serviço irregular que acontecia no local.

A ação aconteceu ontem após os agentes receberem a denúncia de que uma empresa era potencial poluidora na divisa de Campo Grande para a saída para o município de Terenos, na região do Núcleo Industrial.

Depois de se deslocarem até o local, na Rua Barra do Bugre, o gerente da empresa atendeu aos policiais e foi questionado a respeito das documentações que legalizam a permanência da carvoaria.

O gerente então justificou que devido a instalação recente as documentações necessárias estavam em posse do contador e seriam apresentadas em breve. 

Apesar da justificativa, ao consultar a legislação os agentes descobriram que o município veda esse tipo de indústria na região. Com isso, a Polícia Ambiental foi requisitada para a lavratura das multas e demais sanções administrativas para o gerente, de 38 anos, e para o proprietário, de 44 anos.

Seguindo a lei, ambos foram arbitrados com três salários mínimos de fiança (R$ 4.863,00).

*Saiba

A produção de carvão, e existência de carvoarias, sem autorização ambiental é crime, que resulta no fechamento, ou em outros casos detenção de até um ano. O uso de madeira de mata nativa - madeira de lei - para fazer carvão sem plano de manejo, ou até carvão sem licença, nota fiscal ou fonte ilegal também são crimes.

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