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Prejuízo foi de R$ 20 milhões. O cultural é inestimável

Prejuízo foi de R$ 20 milhões. O cultural é inestimável

IG

17/04/2011 - 21h00
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Professores, servidores e alunos encontraram, no domingo passado, um cenário de destruição na Universidade de Brasília (UnB), no campus da capital. Após uma forte chuva que durou cerca de uma hora, o subsolo do principal prédio da instituição ficou alagado. Salas, equipamentos e móveis, destruídos. As aulas voltaram na quarta-feira, mas a normalidade da instituição está longe de ser conseguida.

Comissões de servidores - e agora de especialistas externos - tentam avaliar o tamanho do prejuízo e as causas que levaram à tanta destruição. O material, mesmo difícil de ser calculado já que os escombros terão de ser comparados às listas patrimoniais de cada departamento, foi estimado em R$ 20 milhões. Só com as obras emergenciais, estima-se gastar R$ 11,5 milhões. O prejuizo intelectual, no entanto, não tem preço. Para o Departamento de Geografia, um dos mais afetados, as perdas são irrecuperáveis.

Toda a história - livros doados por professores que passaram pela instituição, mapas geográficos e imagens de satélite de Brasília antes mesmo de sua construção, monografias e teses de quem se formou - dos 42 anos do departamento se foi com a chuva. Fernando Araújo Sobrinho, chefe do Departamento de Geografia, conta que ficou sabendo da forte chuva que alagou a UnB por uma aluna, ainda no domingo.

"Nossa mapoteca, as primeiras teses defendidas no departamento, quando nem eram digitadas, os livros e revistas doados, tudo se perdeu. Tínhamos até armários especiais para guardar o material mais antigo. É complicado, porque é a perda de conhecimento produzido, de um investimento de décadas", lamenta. Para Sobrinho, o departamento precisará ser "refundado". "Nossa história não existe mais", diz.

Casos como o do departamento de Geografia, que ficou completamente desalojado, fazem o reitor da UnB, José Geraldo de Sousa Júnior, acreditar que a instituição só vai retomar a normalidade de suas atividades em, pelo menos, quatro meses. Além de levantamentos difíceis, áreas administrativas e salas de aulas inteiras terão de ser reconstruídas.

"Vamos trabalhar com um regime de emergência, inclusive para a contratação dos serviços necessários para a reconstrução dos prédios. Temos de traçar ainda alguns planos e projetos e, havendo recursos, não teremos dificuldades em adquirir novos equipamentos para as áreas destruídas", afirma o reitor. Além de parlamentares da cidade, o Ministério da Educação e da Ciência e Tecnologia já se dispuseram a ajudar financeiramente a UnB neste momento. Órgãos do governo local também se comprometeram a avaliar a drenagem pluvial da região.

Filme de terror

Fernando conta que a chegada na instituição, na segunda-feira, era desoladora. O professor sentiu-se em um cenário de filme de terror. "Quando desci no subsolo do prédio, vi livros, computadores, armários moídos, um festival de entulho e coisas quebradas, que não conseguíamos saber a quem pertencia", conta. Segundo Fernando, não sobrou nada do departamento. As listas de presença, os trabalhos dos alunos, material de pesquisa. Tudo foi engolido pela enxurrada. "Houve professores que choraram quando chegaram aqui. Quando vimos a destruição dos outros departamentos também, percebemos que a dimensão era muito maior", diz.

Alguns projetos - até bastante antigos - precisarão ser adiados. É o caso da Rádio UnB. Há mais de 20 anos, professores e alunos sonhavam com a criação da rádio. Finalmente, todos os equipamentos haviam sido comprados e as instalações estavam praticamente prontas. Parte dos equipamentos não se estragou, mas a estrutura terá de ser refeita. "Com a chuva, o nosso maior prejuízo é a parte física. Não há comprometimento no prédio, mas a montagem acústica dos estúdios terá de ser toda refeita", conta Carlos Eduardo Esch, coordenador da rádio.

Segundo Carlos, os funcionários acreditavam, no domingo, que haviam perdido tudo. "Ficamos muito amargurados ao longo da semana, especialmente porque é um projeto pelo qual lutamos há muitos anos", admite. Para ele, no entanto, o mais importante agora é recuperar a universidade.

Desde a segunda-feira, professores e alunos procuram a reitoria querendo ajudar na limpeza de salas e reconstrução dos ambientes. "Todos têm demonstrado muita solidariedade, especialmente com os departamentos mais afetados. Tínhamos concursos públicos em andamento, contas a prestar para fundações de pesquisa. Houve uma descontinuidade muito grande, mas estou otimista. Com a preocupação de todos, acho que conseguiremos mostrar nossa capacidade de reinvenção", analisa Sobrinho.

O reitor também aposta nessa ideia. "Estamos recebendo mensagens de apoio de todo o Brasil. É claro que a gente percebe aquele misto de tristeza e angústia nas pessoas, o medo de que isso ocorra novamente. Mas estamos trabalhando para evitar tudo isso", garante.

Justiça

PGR repete pedido por acesso integral a dados de Vorcaro

Procuradoria reafirma que ministros devem conhecer íntegra do material

12/09/2026 19h00

Supremo Tribunal Federal

Supremo Tribunal Federal Divulgação

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) reiterou neste sábado (12) o pedido para que todos os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) tenham acesso integral aos dados extraídos pela Polícia Federal (PF) do celular do ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. A manifestação foi encaminhada ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, em meio à disputa sobre quais documentos devem ser disponibilizados antes do julgamento marcado para terça-feira (15).

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu que os integrantes do STF tenham conhecimento prévio de todo o material necessário para formar entendimento sobre as questões em análise.

“Parece-nos relevante, sobretudo e especialmente dadas as peculiaridades da causa, que todos os ministros tenham conhecimento prévio da integralidade dos dados necessários para à formação de juízo sobre o tema posto em debate”, afirmou Gonet na manifestação deste sábado.

Dados do celular

Na sexta-feira (11), Fachin havia pedido a disponibilização integral das mensagens extraídas do aparelho de Vorcaro. O relator de parte do caso, ministro André Mendonça, afirmou, porém, que não estava com o celular e que os dados obtidos pela PF permaneciam em um envelope lacrado em seu gabinete.

Horas depois, Mendonça tornou públicas outras partes da investigação que ainda estavam sob sigilo, mas não liberou aos demais ministros o acesso às mensagens armazenadas no envelope.

Em nova manifestação, a PGR sustentou que a manutenção do conteúdo sob acesso restrito compromete a igualdade de condições entre os integrantes da Corte.

“Tal providência é necessária para que seja assegurado a todos os Ministros o conhecimento de todas as informações relevantes para o julgamento, já que a subsistência de acesso assimétrico ao acervo informativo compromete a paridade entre os integrantes da Corte e, em última análise, a própria colegialidade que deve presidir o julgamento”, escreveu Gonet.

Disputa no STF

O pedido ocorre em meio a uma série de manifestações de ministros sobre o acesso aos documentos que serão considerados pelo Plenário. Na sexta-feira, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin também defenderam que os colegas tenham acesso integral ao material relacionado ao julgamento. Neste sábado, o ministro Gilmar Mendes reiterou a posição.

O pedido deste sábado é assinado, além de Gonet e do vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand Filho, pelos subprocuradores-gerais André de Carvalho Ramos e Antônio Edílio Magalhães Teixeira.

Julgamento na terça

Está marcada para terça-feira (15) uma sessão plenária extraordinária para analisar a Petição 16.662 e decidir sobre a abertura de uma possível investigação sobre supostas relações de Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.

Fachin também negou neste sábado o pedido de Moraes para que o processo relacionado a ele fosse julgado conjuntamente com outro procedimento que analisa a atuação de Mendonça como relator de parte do Caso Master.

Segundo o presidente do STF, o processo envolvendo Mendonça ainda está em fase preliminar de instrução e não reúne condições para ser levado ao plenário. A análise desse segundo caso foi marcada para 23 de setembro. 

Tempo

Campo Grande deve ter novo fim de semana de chuva e temporais

Instabilidade deve aumentar entre a noite deste sábado e o domingo, com possibilidade de chuva forte, ventos e trovoadas em quase todo o Estado

12/09/2026 18h30

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Campo Grande ainda contabiliza os estragos provocados pelo temporal de quinta-feira (10), mas o tempo instável deve continuar neste fim de semana. A previsão indica aumento das condições para chuva e tempestades entre a noite deste sábado (12) e o domingo (13), com possibilidade de trovoadas, rajadas de vento e chuva forte em pontos de Mato Grosso do Sul.

Para este sábado, o cenário permanece instável. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) aponta a atuação de um sistema associado a um ciclone extratropical que mantém condições favoráveis à ocorrência de chuva e tempestades em partes do Centro-Oeste. O instituto também chama atenção para a possibilidade de granizo em áreas de MS.

Na Capital, a previsão indica muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas. O alerta da Defesa Civil reforça o risco justamente durante a noite, período em que podem ocorrer novas ocorrências relacionadas a vento, chuva intensa e descargas elétricas.

Domingo

Para domingo (13), o Inmet prevê em Campo Grande mínima de 18°C e máxima de 34°C, com muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas isoladas. A combinação de calor e umidade mantém a possibilidade de instabilidade ao longo do dia.

No interior, a instabilidade também deve atingir diferentes regiões do Estado, mas com variação nas temperaturas. Dourados, Ponta Porã, Três Lagoas, Corumbá e Aquidauana estão entre as cidades que devem ter mudança nas condições ao longo do domingo, com possibilidade de chuva associada à atuação da frente fria e das áreas de instabilidade.

Em Dourados, a estação meteorológica da Embrapa Agropecuária Oeste registrou 25 milímetros de chuva entre sexta-feira (11) e sábado, elevando o acumulado de setembro para mais de 72 milímetros.

 

 

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