Cidades

DE VEREADOR

Presa professora que tentou extorquir R$ 100 mil

Presa professora que tentou extorquir R$ 100 mil

DA REDAÇÃO

30/01/2014 - 12h00
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A professora Heide Cristiane Santos, de 31 anos, foi presa ontem (29) à tarde, na Câmara Municipal de Campo Grande acusada de tentativa de extorsão praticada contra o vereador Chiquinho Telles (PSD). A mulher ligou para a chefe de gabinete do parlamentar, Nedina dos Santos Pereira, pedindo R$ 100 mil para não divulgar um suposto vídeo mostrando irregularidades nas eleições de 2012.

As ligações para o celular de Nedina começaram na segunda-feira (27). A chefe de gabinete, no entanto, foi orientada por Wellington de Oliveira, da 1ª Delegacia da Capital, sobre como proceder com as conversas. “Ela dizia que se chamava Paula e que já teria negociado com o prefeito um outro valor para o suposto vídeo que ela tinha. Como sabemos que não há irregularidades, buscamos orientação da polícia. Ela continuou ligando, dando endereço e, inclusive, um número de conta bancária no nome dela mesmo”, conta a chefe de gabinete.

Na terça-feira (28) as ligações cessaram. “Na quarta-feira ela voltou a ligar, gritando, foi quando o Coronel David (Carlos Alberto David dos Santos) juntamente nos deu orientação, e não acreditamos que a pessoa fosse insistir em um assunto que sabíamos que não tinha cabimento. Ela foi até a Câmara para ‘cobrar’ o dinheiro, e acabou presa”, explicou.

Para o vereador a decisão de procurar a polícia foi a melhor a ser feita desde a primeira ligação. “Quem não deve não teme, meu trabalho desde que eu era líder comunitário sempre foi pautado na ética e no posicionamento em prol da comunidade, então não tenho nada a esconder”.

Prisão
Ao chegar na Câmara Municipal, a professora Heide se apresentou à Guarda Municipal, na portaria, com o nome de Paula e foi até o gabinete onde deu o nome de Cristiane e pediu para conversar com Nedina. Informada que a servidora não estava no local, ela foi embora. Então entrou em contato telefônico fazendo novas ameaças.

Nedina foi orientada pela PM a conversar pessoalmente com a golpista, que voltou a Câmara, foi presa em flagrante e conduzida à delegacia. O caso será apurado pela 3ª Delegacia e Heide continua presa.  

Justiça

Homem é retirado do STF após tentar entrar dizendo ser "imperador"

Ele proferia frases desconexas e não chegou a ser preso

08/10/2026 21h00

Foto: Divulgação / STF

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Um homem foi contido nesta quinta-feira (8) pela equipe de segurança do Supremo Tribunal Federal (STF) após tentar entrar no edifício-sede da Corte, onde está localizado o plenário.

O episódio ocorreu após ele se aproximar da marquise do prédio e começar a proferir frases desconexas. O homem se identificou como "imperador das Forças Armadas do Brasil".

Segundo o STF, ele não chegou a ser preso e foi conduzido para a parte externa do tribunal.

Na semana passada, o Supremo registrou uma tentativa de invasão. Um homem foi preso pela Polícia Judiciária, que realiza a segurança interna do STF, ao tentar pular as grades que fazem a proteção do edifício-sede.

O esquadrão antibomba da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) precisou ser chamado após o homem jogar uma mochila em uma parada de ônibus localizada em frente ao Supremo.

Após a realização do trabalho de varredura, a PM descartou a presença de explosivos.

Justiça

Moraes determina emissão de mandado de prisão contra Eduardo Bolsonaro

Pena foi definida no processo do tarifaço contra exportações do Brasil

08/10/2026 20h00

Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes

Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes Divulgação/STF

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (8) a expedição de um mandado de prisão contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos.

A medida foi determinada após o ministro mandar executar a condenação de Eduardo a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. A pena foi definida no processo que trata do tarifaço do governo de Donald Trump contra as exportações brasileiras.

Moraes também determinou o cancelamento dos passaportes do ex-parlamentar.

Na prática, Eduardo não deve cumprir a pena enquanto estiver no exterior. O ex-deputado é aliado de Trump, e um eventual pedido de extradição dificilmente será cumprido pelo governo norte-americano.

Ao determinar as medidas, Moraes decretou o trânsito em julgado da ação penal em que Eduardo foi condenado pelo STF, ou seja, o fim da possibilidade de apresentação de recursos.

No mês passado, a Primeira Turma do Supremo rejeitou o recurso protocolado pela Defensoria Pública da União (DPU) para anular a condenação.

O ex-deputado não apresentou defesa particular e foi defendido pelo órgão.

Em junho deste ano, o colegiado concordou com a acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e entendeu que há provas para concluir que o ex-deputado articulou o tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras para tentar evitar a condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no processo da trama golpista.

Além disso, outras medidas, como a revogação dos vistos de ministros da Corte e do governo federal e a aplicação das sanções econômicas da Lei Magnitsky, também tiveram o mesmo objetivo, conforme o entendimento da Corte. 

Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos e perdeu o mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.

Abandono e perda do cargo de escrivão 

Em setembro deste ano, o Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição de 21 de setembro do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.
 

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