Cidades

atrás das grades

Presa quadrilha especializada em furto de gado que causou prejuízo de R$ 1mi

Segundo a polícia, criminosos agiam em diversas cidades de MS; alvo eram animais de elite

laura holsback

09/03/2015 - 12h00
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Quadrilha especializada em furto de cabeças de gado, que pode ter provocado prejuízo de pelo menos R$ 1 milhão a pecuaristas de Mato Grosso do Sul, foi desarticulada pelo Grupo Especializado de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras). O caso foi apresentado na manhã desta segunda-feira (9), com a demonstração de 10 integrantes do grupo. Outros três seguem foragidos.

De acordo com o delegado Fábio Peró, o bando era especialista em furtos de animais de raça. “De uma das vítimas levaram 59 da raça Brangus, os quais não eram criados para abate e sim para melhoramento genético para posterior produção de touros e vendas em leilões de elite”, pontuou.

A partir deste caso é que a quadrilha começou a ser monitorada e foi desmanchada, explicou Peró. Segundo ele, os primeiros a serem presos foram Hélio Ângelo dos Santos, 38, que era o dono da estrutura criminosa, Ronaldo Ribeiro Melo, 25, e Dilson Aparecido Almada, 38. Ambos atuavam como espécie de auxiliares do “chefe”.

Os três foram presos em um posto de combustíveis, no anel viário entre as saídas para São Paulo e Três Lagoas, em Campo Grande, depois que saíram de uma oficina onde um dos caminhões usados para transportes dos animais furtados estava sendo consertado.

“Instauramos inquérito a partir do furto de 59 cabeças, ocorrido em uma fazenda na saída para Três Lagoas. Analisamos imagens da propriedade, de caminhões que passaram pelo local, e identificamos uma F-400 que transportava uma rampa. O objeto era usado para o embarque de gados. Peões reuniam bovinos no local de manejo e os embarcavam no caminhão”, explicou.

Mais prisões
Depois da prisão do trio, a polícia chegou aos demais comparsas, sendo os irmãos Odair José Morais, 26 anos, Márcio Antônio Morais, 24, e Marcos Leandro Morais 28. Também Leandro Sanches, 18. Todos foram presos em uma casa no Bairro Nova Lima.

Ainda foram presos: Elias Gomes de Sena, 52, em Aquidauana; Luiz Fernando de Oliveira Faria, 26, e Eliton Pereira Souza, da mesma idade, acabaram encontrados em um assentamento em Dois Irmão Buriti. O delegado disse que outras três pessoas estão na mira de prisões.

A ação policial possibilitou a recuperação de 300 cabeças de gado. Há a suspeita de que o número de animais alvos dos criminosos possa chegar a 400, estimando valor de prejuízo em R$ 1 milhão a pecuaristas. De acordo com Peró, somente o rebanho de 59 cabeças está avaliado em R$ 400 mil, já que o valor de venda de cada bovino pode ultrapassar R$ 7 mil.​

Atuação
Segundo a polícia, o grupo agia em cidades como Jaraguari, Dois Irmãos do Buriti, Terenos, Nova Alvorada do Sul, Camapuã e Campo Grande, no período de pelo menos seis meses, período em que 15 Boletins de Ocorrência dessa natureza foram identificados .

Os presos responderão pelos crimes de furto, receptação, organização criminosa, porte e posse ilegal arma, conforme o envolvimento de cada um.

TRÊS LAGOAS

Justiça acolhe recurso de MPE após absolvição de agressor no interior de MS

Homem foi absolvido após mudança na versão da vítima, mas MPE entrou com recurso e Justiça manteve condenação

07/07/2026 10h00

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Após absolver réu, por vítima mudar depoimento, Justiça acolhe recurso de Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPE) que pediu pela manutenção da sentença. A decisão da 2ª Câmara Criminal foi da condenação do réu pelo crime de violência doméstica.

A sustentação do recurso do MPE foi em razão de que a mudança da versão da mulher não poderia anular as provas recolhidas pela investigação. 

O relator do caso, Desembargador Carlos Eduardo Contar aceitou integralmente o recurso e foi ressaltado durante a análise que em cenários como este, de violência doméstica e famliar contra a mulher, a retratação judicial da vítima, em que há mudança da versão de depoimentos, deve ser analisado com extrema cautela e atenção pelo Poder Judiciário.

Foi destacado pelos juízes que a oscilação no depoimento não é suficiente para destabilizae a ausação. Neste caso, a tese do Ministério Público ainda apresentou amparo nas provas e outras vertentes apresentadas na defesa da sentença.

O colegiado ainda apontou os laudos periciais de corpo de delito e depoimentos de testemunhas que confirmam a materialidade das agressões físicas sofridas pela vítima, bem como a responsabilidade do acusado.

O caso aconteceu em Três Lagoas, e o réu que antes foi absolvido agora segue condenado novamente.

Operação Gutenberg

Grupo de empresários fraudou mais de R$ 27 milhões em compra de livros

Investigação aponta que organização criminosa subornava servidores públicos para direcionar licitações e até condicionar vagas em hospitais

07/07/2026 09h50

Investigação apura crimes contra a administração pública

Investigação apura crimes contra a administração pública Divulgação/MPMS

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou na manhã desta terça-feira (7) a operação “Gutenberg”, que tem como objetivo o cumprimento de 16 mandados de prisão preventiva e 43 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho, Porto Murtinho, São Paulo (SP) e Abadiânia (GO).

A investigação aponta a existência de organização criminosa voltada à prática de crimes contra a Administração Pública, mais especificamente crimes em licitação, corrupção ativa, corrupção passiva, além de lavagem de dinheiro e outros delitos correlatos. 

A fraude ocorreu em Campo Grande e teve atuação em diversos municípios do Estado, com núcleos bem definidos, liderada por empresários que atuavam como principais articuladores do esquema criminoso. Entre os investigados está o ex-prefeito de Fátima do Sul e chefe de gabinete do deputado estadual Jamilson Name, Junior Vasconcelos.

Esquema

Os investigados se valiam de servidores públicos corrompidos para fraudar e direcionar procedimentos de compras públicas, mediante contratação direta, sem licitação, para a aquisição de livros paradidáticos.

Os valores recebidos dos cofres públicos pela organização criminosa ultrapassam a quantia de R$ 27 milhões, a qual era dividida entre seus integrantes, sendo servidores públicos e diversas pessoas físicas e jurídicas com o fim de ocultar e dissimular a sua origem ilícita.

Ademais, o MPMS constatou, dentre as várias frentes de atuação, que o esquema criminoso se valia da influência de servidores da área da saúde pública para condicionar a autorização de exames, cirurgias e até vagas de leitos em hospitais pela rede estadual à aquisição de livros vendidos pelo grupo.

A organização criminosa seguia operando até os dias atuais com contratos ativos em vários municípios.

A operação contou com o apoio operacional do Batalhão de Choque e do Batalhão de Operações Especiais (Bope).

Nomenclatura

O nome da operação, "Gutenberg", faz referência a Johannes Gutenberg, responsável pela popularização da impressão de livros, cuja nobre missão contribuiu para a ampliação do conhecimento. No caso investigado, ao contrário, os livros constituem justamente o instrumento utilizado para dar aparência de legalidade ao esquema criminoso.

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