Cidades

ESTUDANTE MENTIU

Preso depois de falsa acusação de estupro pede R$ 100 mil de indenização

Estudante inventou estupro depois de perder virgindade com homem casado

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Flávio Maury de Souza, 36 anos, preso depois de acusação falsa de estupro pela estudante universitária Jéssica Fernanda de Abreu, 25, entrou na Justiça pedindo indenização por danos morais e direito de imagem. Primeira audiência de conciliação foi realizada hoje, na 2ª Vara Cível do Fórum de Dourados.

Flávio e Jéssica foram namorados e, em abril do ano passado, depois de ser flagrada pela mão ao lavar calcinha manchada de sangue, estudante inventou ter sido estuprada pelo ex no campus da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD).

Rapaz foi preso e passou 37 dias na cadeia. Polícia desconfiou da versão da menina depois de não encontrar vestígios do crime no local e laudo não indicar violência sexual.

Estudante confessou que inventou o estupro porque manteve relações sexuais consentidas com um homem casado e ficou com medo da família descobrir que ela havia perdido a virgindade.

Acusado e preso injustamente, Flávio pede R$ 100 mil por direito de imagem à jovem e R$ 100 mil ao Governo do Estado, por danos morais.

De acordo com o site Dourados News, Souza afirmou que além de ter passado mais de um mês preso por crime que não cometeu, ele e família receberam várias ameaças de morte, tanto de presos como de pessoas de outros estados, já que caso ganhou repercussão nacional, e que muitas pessoas ainda o associam ao crime, além de não conseguir emprego.

“Me encontram na rua e lembram do fato e apontam para mim. Está sendo difícil, ainda não passou tudo. Eu gostaria que fosse reconhecido tudo que foi passado, a acusação de uma coisa que eu não fiz, jamais iria fazer, que fosse reparado tudo isso que aconteceu. Já pensou eu perder a minha vida por nada? Por uma coisa que eu não fiz?", disse Flávio ao Dourados News.

Advogadas que representam o rapaz afirmaram que valor pedido é razoável por conta de toda a situação que ele passou e continua passando.

Depois da primeira audiência, próximo passo é aguardar defesa da jovem, que ficou de pensar sobre o valor pedido.

Advogado da estudante, Mario Claus, disse que a cliente não tem condições financeiras de pagar o valor pretendido e, por este motivo, não houve acordo. Defensor tem o prazo de 15 dias para fazer contestação. 

Cidades

MP junto ao TCU pede apuração sobre atos do BC e INSS no mercado de crédito consignado

Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União, solicitou nesta quarta-feira, 8, a apuração dos atos do Banco Central do Brasil

08/04/2026 23h00

Crédito: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil

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O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) solicitou nesta quarta-feira, 8, a apuração dos atos do Banco Central do Brasil (BC) e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) na regulação e fiscalização do crédito consignado, com atenção à proteção de consumidores classificados como hipervulneráveis.

A representação pede ainda a realização de auditoria sobre o funcionamento do mercado de consignado no sistema bancário, com foco na estrutura dos produtos ofertados, na transparência das informações fornecidas aos consumidores, nos mecanismos de supervisão e sancionamento e nos impactos sobre aposentados, pensionistas e idosos de baixa renda.

O pedido formal relata o contexto de endividamento no País via cartão de crédito consignado. Segundo os argumentos apresentados, há ausência de "faturas claras", complexidade dos mecanismos de amortização e "falta de transparência" sobre o custo total do crédito.

"Na origem do impasse, emerge uma frágil supervisão regulatória sobre o sistema financeiro responsável pela controversa oferta híbrida, como se indistinta fosse, de crédito consignado e de crédito rotativo vinculado a cartão de crédito consignado, cujos riscos, limites mensais de desconto do valor da margem consignável do benefício e limites máximos de taxas de juros são estruturalmente díspares", diz a representação.

Se o TCU acatar o pedido, após o fim da auditoria, poderão ser emitidas determinações e/ou recomendações ao INSS e ao BC para, por exemplo, revisão de normas, aperfeiçoamento de mecanismos de supervisão e prevenção de práticas eventualmente abusivas no crédito consignado.

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Cidades

Não existe autoinjetor de adrenalina no Brasil, alerta entidade após apreensão de produto

Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, emitiu um alerta nesta segunda-feira, 7, reforçando que não existe nenhum dispositivo de adrenalina autoinjetável no país

08/04/2026 22h00

Crédito: Marcelo Camargo / Agência Brasil

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A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai) emitiu um alerta nesta segunda-feira, 7, reforçando que não existe nenhum dispositivo de adrenalina autoinjetável no Brasil aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

A publicação ocorre após a agência determinar a apreensão do autoinjetor de adrenalina Epipen, importado pela Farmácia Pague Menos, por não ter registro no órgão. "Medicamentos clandestinos não têm garantia de composição, origem, eficácia e segurança", diz a Anvisa, em comunicado publicado na quinta-feira, 2.

Em nota, a Pague Menos afirma que tomou ciência da determinação da agência, mas nega importar e comercializar o produto. "A rede reafirma estar em conformidade com as orientações das autoridades sanitárias e à disposição para quaisquer esclarecimentos."

Riscos

A Asbai destaca que "medicamentos sem aprovação podem representar riscos graves, incluindo produtos falsificados, soluções com dosagem inadequada, dispositivos com falhas mecânicas e substâncias contaminadas."

"O uso desses materiais pode levar a reações adversas graves, ineficácia no momento da emergência e, em situações extremas, risco de óbito", acrescenta.

A anafilaxia, quadro para o qual a adrenalina é indicada, é considerada a reação alérgica mais grave que existe. Ela pode ser fatal quando não identificada e tratada rapidamente. "A condição é uma resposta alérgica sistêmica que pode levar o paciente a óbito se não houver intervenção a tempo. Medicamentos, alimentos, ferroadas de insetos e látex estão entre as principais causas da anafilaxia", destaca a associação

Pacientes com risco de anafilaxia devem, conforme recomendado pela Asbai, seguir rigorosamente o plano de emergência elaborado pelo médico alergista-imunologista responsável pelo seu acompanhamento e, quando necessário, buscar orientações junto ao profissional sobre os trâmites legais para a importação do medicamento.

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