Amanhã, segunda-feira (02), o Governo do Estado e a concessionária liderada pela empresa devem dar pontapé inicial no contrato de 30 anos em solenidade com autoridades
Guilherme Benchimol, fundador da XP Investimentos e atualmente presidente-executivo do Conselho de Administração da empresa, deve participar de evento da Rota da Celulose nesta segunda-feira (2), sob organização do Governo do Estado, conforme apurou o Correio do Estado.
A ação deve marcar o pontapé inicial do consórcio Caminhos da Celulose, liderado pela XP Investimentos, e o Governo do Estado no contrato de 30 anos, que prevê investimentos de mais de R$ 10 bilhões nas rodovias ao longo das próximas três décadas.
Os trechos que ficarão sob responsabilidade da XP são os da BR-262, entre Campo Grande e Três Lagoas; da MS-040, entre Campo Grande e Santa Rita do Pardo; da MS-338, entre Santa Rita do Pardo e Bataguassu; e da BR-267, entre Bataguassu e Nova Alvorada do Sul.
Entre os investimentos previstos ao longo da concessão estão a duplicação de 115 km de rodovias, 245 km de terceiras faixas, 38 km de contornos urbanos e 12 km de vias marginais, além da criação de 22 passagens de fauna e 20 alargamentos de pontes.
Em tese, o contrato do termo de transferência dos ativos teria sido assinado na última terça-feira (27), segundo informou o governador Eduardo Riedel (PP). Após essa formalização, a XP Investimentos passa a ser responsável por 870,3 quilômetros de rodovias federais e estaduais na região leste do Estado.
Com patrimônio líquido estimado em 2,1 bilhões de dólares, segundo a revista Forbes, o empresário fundou a empresa em 2001, ao lado de Marcel Maisonnave, seu sócio. Depois de anos de atuação, Guilherme chegou a estar na lista das 50 pessoas mais influentes do mundo em 2018, feita pela Bloomberg. Na época foi o único sul-americano a estar presente no grupo.
Estima-se que, atualmente, a XP Investimentos tenha mais de 1,4 milhões de clientes e apresenta R$ 1,5 trilhão em ativos sob custódia, sendo uma das maiores empresas no segmento do mundo.
PEDÁGIO
O contrato prevê que a Rota da Celulose só passe a cobrar pedágio depois de atender a todas as exigências contratuais para tal.
Até o início das cobranças, as rodovias sob responsabilidade da XP terão de apresentar padrões mínimos de regularidade do pavimento; sinalização horizontal e vertical em conformidade com as normas vigentes, inclusive com elementos retrorefletivos; revisão completa dos sistemas de drenagem, com ausência total de trechos com empoçamento de água; correção de todos os aterros da rodovia, de modo a zerar qualquer risco de deslizamento; além da adoção de práticas de manutenção permanente, como roçada das margens da rodovia e correção do pavimento.
O cumprimento de todas essas exigências deve fazer com que o usuário das rodovias já perceba uma grande diferença ao trafegar por elas.
Depois que as exigências forem cumpridas, a Rota da Celulose instalará o sistema de pedágio no modelo free flow, um sistema eletrônico que elimina praças físicas e cancelas e permite que os veículos passem sem parar, com a cobrança feita automaticamente por pórticos que leem tags ou placas (OCR) e registram a passagem e o trecho percorrido.
Serão 12 pórticos de cobrança, e o valor da tarifa variará de R$ 5,15 por veículo ou eixo a até R$ 16,55.
O consórcio Caminhos da Celulose, que vai administrar as rodovias, é composto pelas empresas XP Infra V Fundo de Investimento em Participações (FIV), CLD Construtora, Ética Construtora, Distribuidora Brasileira de Asfalto, Conter Construções e Comércio e Conster Construções e Terraplanagem.
As obras de duplicação devem ter início no segundo ano da concessão, já com a cobrança de pedágio em vigor. O contrato prevê que as duplicações na BR-262, em um trecho de 86 km entre Campo Grande e Ribas do Rio Pardo, e de 3,2 km próximo a Três Lagoas, estejam concluídas até o sexto ano da concessão.
O trecho de duplicação da BR-267, entre Bataguassu e o Rio Paraná, com extensão de 13,5 quilômetros, deve começar no sétimo ano da concessão e ser concluído no oitavo ano.
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