Cidades

Fiscalização

PRF prende 28 bolivianos em MS com cocaína no estômago e bate recorde

Operação em Terenos identificou 37 pessoas com drogas; algumas destas pessoas haviam engolido cápsulas do entorpecente

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Operação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Terenos prendeu um ônibus com 37 bolivianos que estavam com drogas, dessas pessoas, 28 carregavam cocaína no estômago, o que fez desta a maior apreensão da história de mulas do tráfico em um só dia em Mato Grosso do Sul.

Segundo o chefe da Delegacia da PRF em Campo Grande, Marcos Kley de Souza, a corporação chegou até essas pessoas por meio de um trabalho de inteligência, em que foram identificados os ônibus clandestinos vindos da Bolívia que estariam trazendo mulas do tráfico de drogas.

Das 28 pessoas apreendidas com drogas no estômago, pelo menos uma delas carregava 99 cápsulas de cocaína. Em média, segundo a PRF, eram 90 cápsulas por pessoa, uma média de 1 quilo por mula.

Ao todo, contabilizando as outras nove pessoas que também estavam com drogas e os entorpecentes encontrados no ônibus, foram apreendidos 313 kg de drogas entre quinta-feira e a manhã de sexta-feira.

Foram 106,19 kg de cocaína, 44 kg de pasta base, 4,1 kg de haxixe, 76,9 kg de skunk com as 37 pessoas, além de 81,9 kg de outros entorpecentes encontrados escondidos na estrutura de um ônibus. 

Ao Correio do Estado, o inspetor afirmou que a apreensão das mulas foi a maior já feita pela PRF em Mato Grosso do Sul.

“A maior apreensão que a PRF já fez em quantidade e nesse período, em apenas 12 horas de operação conseguir fazer uma apreensão de 28 pessoas é um recorde para a gente”, comentou.

Ainda segundo Souza, as mulas saíram de Corumbá, na fronteira com a Bolívia e seguiriam para São Paulo com as drogas. Fontes do Correio do Estado contaram que nas entrevistas as pessoas disseram que as drogas seriam extraídas antes da chegada ao destino final.

Em nota, a PRF afirmou que as mulas não estavam todas no mesmo ônibus, mas em vários que foram parados para vistoria ao longo da Operação Vastum, que começou na quinta-feira e precisou ser encerrada na manhã de sexta-feira pela quantidade de apreensões que já haviam sido realizadas.

“O planejamento era trabalhar dois dias em Terenos, porém, não foi possível, porque em 12 horas de operação estamos com 37 presos e todos foram conduzidos para a Polícia Federal”, contou o chefe da delegacia da PRF de Campo Grande ao Correio do Estado.

Em um dos ônibus fiscalizados, na BR-262, em Terenos, os policiais rodoviários federais encontraram seis passageiros transportando cápsulas de cocaína ingeridas, dos 28 encontrados ao longo das 12 horas de ação.
“Os passageiros apresentaram elevado nervosismo e versões contraditórias sobre os motivos da viagem.

Encaminhados para avaliação médica, confessaram ter ingerido as cápsulas na Bolívia com destino a São Paulo. Exames de imagem confirmaram a presença dos objetos no trato gastrointestinal, e os envolvidos foram submetidos aos procedimentos médicos necessários para a retirada do entorpecente. Posteriormente, foram encaminhados à Polícia Federal”, diz trecho da nota.

A operação, segundo a PRF, contou com o apoio da Receita Federal, da Secretaria de Saúde de Terenos e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Segundo o inspetor Souza disse em entrevista ao Correio do Estado, este tipo de tráfico, com barrigueiros, termo utilizado pela polícia para descrever pessoas que engolem drogas para fazer o transporte, tem crescido em Mato Grosso do Sul nos últimos amos.

Conforme o policial rodoviário federal, este aumento acompanha a alta do “tráfico em si, [que] vem aumentando de uma forma geral”.

OUTROS PRESOS

A PRF informa que além dos 28 que ingeriram cocaína, também foram apreendidas drogas de outras formas. Em uma das abordagens uma passageira que seguia em um ônibus da linha Corumbá à Campo Grande chamou a atenção dos agentes pelo comportamento durante a fiscalização, em Terenos. 

“Uma policial realizou a busca pessoal e encontrou dois volumes escondidos no interior da roupa íntima da mulher. Os pacotes continham 2,1 kg de cocaína. Questionada, a passageira confessou que transportaria o entorpecente até São Paulo”, contava a nota.

Em outro ônibus que realizava transporte clandestino de passageiros de Corumbá a São Paulo, os policiais identificaram comportamento suspeito em um casal que estava com uma criança de colo e em outro passageiro que utilizava uma prótese na perna direita durante a passagem de cães farejadores.

Ao serem vistoriadas as bagagens, foram encontrados 76,9 kg de skunk, distribuídos em três malas pertencentes ao casal. Com o outro passageiro, os policiais localizaram 1,97 kg de pasta base de cocaína, escondida ao redor da prótese e em duas latas de bebida adulteradas que estavam na mochila. O caso também ocorreu em Terenos.

Cães farejadores do Grupo de Operações com Cães (GOC) também ajudaram a encontrar entorpecentes na estrutura de um ônibus clandestino que também fazia a rota de Corumbá à São Paulo.

“Os policiais identificaram um compartimento oculto no bagageiro do veículo. Para acessá-lo, foi necessário cortar parte da lataria. No local, foram encontrados 74 tabletes de entorpecentes, totalizando 81,9 kg de drogas”, segundo trecho da nota.

Ainda de acordo com a PRF, o ônibus contava com três motoristas que se revezavam na direção. Apesar de eles negarem o conhecimento sobre a existência da carga, todos foram presos em flagrante por tráfico de drogas e encaminhados à PF.

No último caso, já em Campo Grande, nesta sexta-feira, a fiscalização da PRF parou um veículo de passeio e, durante a vistoria, os agentes encontraram fardos no compartimento de bagagens contendo dezenas de tabletes e buchas de entorpecentes.

Ao todo, foram apreendidos 104,09 kg de cocaína, 44 kg de pasta base e 4,1 kg de haxixe, além de duas antenas de internet via satélite no veículo.

O motorista e o passageiro informaram que haviam sido cooptados para transportar as drogas de Coxim até Campo Grande. 

MEGAFÁBRICA

Arauco ganha aval para usar ferrovia e levar celulose de MS a Santos

Registro federal reconhece empresa como usuária dependente do transporte ferroviário de cargas e prevê corredor logístico entre a megafábrica de Inocência e terminal dedicado no Porto de Santos.

07/10/2026 18h25

ANTT registrou a Arauco como usuária dependente do transporte ferroviário para atender ao Projeto Sucuriú, em Inocência.

ANTT registrou a Arauco como usuária dependente do transporte ferroviário para atender ao Projeto Sucuriú, em Inocência. Foto: Divulgação Arauco.

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A Arauco deu mais um passo para estruturar a logística do Projeto Sucuriú, megafábrica de celulose em implantação em Inocência, Mato Grosso do Sul. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) registrou oficialmente a Arauco Celulose do Brasil S.A.

como usuária dependente do serviço público de transporte ferroviário de cargas, permitindo que a futura produção da unidade seja atendida pela malha ferroviária que liga o Estado ao Porto de Santos, em São Paulo.

A decisão consta na edição desta quarta-feira (7) do Diário Oficial da União (DOU) e foi formalizada pela Superintendência de Transporte Ferroviário da ANTT. O ato é direcionado especificamente ao atendimento da demanda do Projeto Sucuriú, em Inocência.

A decisão administrativa é de 17 de setembro, mas entrou em vigor com sua publicação no Diário Oficial nesta quarta-feira.

No documento, a própria agência federal classifica o empreendimento como uma unidade voltada à produção de celulose branqueada de eucalipto, conhecida pela sigla BHKP, e afirma que o projeto terá a “maior fábrica desse tipo no mundo”.

Celulose sairá de Inocência com destino a Santos

O ato também revela parte da estrutura planejada para escoar a produção sul-mato-grossense.

Segundo a ANTT, o Projeto Sucuriú contará com um sistema logístico multimodal, com origem do trecho em Inocência e destino em um Terminal de Uso Privado (TUP) dedicado, localizado na região da Alemoa, no Porto de Santos, principal complexo portuário brasileiro.

O transporte ferroviário será prestado pelas concessionárias Rumo Malha Norte S.A. e Rumo Malha Paulista S.A., responsáveis pelas ferrovias que integrarão o corredor previsto no projeto.

Com isso, a operação desenhada para a Arauco conecta a nova fronteira da indústria de celulose de Mato Grosso do Sul ao litoral paulista, criando uma rota para que a produção deixe o interior do Estado e alcance a estrutura portuária destinada à movimentação das cargas.

O registro, contudo, não significa que os trens começarão a transportar imediatamente a produção da fábrica. O ato publicado pela ANTT trata do enquadramento da Arauco como usuária dependente do serviço ferroviário para atender à demanda futura do empreendimento.

Projeto Sucuriú ganha estrutura logística

A medida é relevante porque a logística de saída da produção é uma das estruturas necessárias para viabilizar uma planta industrial do porte previsto para Inocência.

No despacho, a ANTT não detalha quantos vagões ou composições ferroviárias serão necessários para atender a Arauco, qual será o volume anual transportado pelos trilhos nem a data prevista para o início efetivo da movimentação entre Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Também não são especificados, no ato, eventuais investimentos necessários na infraestrutura ferroviária para absorver a nova demanda.

A decisão da Superintendência de Transporte Ferroviário foi tomada no âmbito do Processo Administrativo nº 50505.117478/2026-11 e assinada pelo superintendente Fernando Barbelli Feitosa.

Projeto Sucuriú

O Projeto Sucuriú representa investimento estimado em US$ 4,6 bilhões e está entre os maiores empreendimentos industriais privados em construção no País.

A fábrica está sendo implantada em Inocência e terá capacidade prevista para produzir aproximadamente 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano quando entrar em operação.

A dimensão do empreendimento levou à contratação de diferentes empresas para executar as diversas frentes da construção. Por isso, a paralisação de funcionários de uma contratada não significa, necessariamente, a interrupção de toda a obra.

No caso da atual mobilização, os trabalhadores identificados até o momento são contratados pela Opus Construtech. Não há confirmação oficial sobre o número total de funcionários que aderiram ao movimento.

 

rede estadual

Concurso com 2 mil vagas para professores terá edital publicado em novembro em MS

Fetems aprovou o cronograma apresentado pelo governo do Estado; provas serão realizadas em janeiro de 2027

07/10/2026 18h00

Concurso terá 2 vagas para professores

Concurso terá 2 vagas para professores Foto: Marcelo Victor/Correio do Estado

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O Conselho de Presidentes da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems) aprovou, em reunião nesta quarta-feira (7), o cronograma para realização do concurso público para professores, apresentado pelo Governo do Estado.

O decreto que autoriza a realização do concurso foi publicado no dia 6 de julho, no Diário Oficial do Estado. O certame prevê o preenchimento de 2 mil vagas para o cargo de professor, na função de docência, da carreira Profissional da Educação Básica da Secretaira de Estado de Educação (SED).

Conforme o cronograma aprovado, a publicação do edital está prevista para o dia 16 de novembro deste ano e a aplicação das provas objetivas para o 24 de janeiro de 2027.

De acordo com a Fetems, a realização do concurso é uma das pautas prioritárias na defesa da valorização profissional, do fortalecimento das carreiras e da ampliação do quadro de servidoras e servidores efetivos da Rede Estadual de Ensino.

“A aprovação do cronograma do concurso é resultado de uma luta permanente da Fetems e dos nossos 74 sindicatos. Vamos continuar acompanhando cada etapa e cobrando que os compromissos sejam cumpridos, ao mesmo tempo em que seguimos construindo nossas demais atividades e fortalecendo a unidade da categoria”, destacou a presidente da federação, Deumeires Morais.

Conforme tabela da Fetems, o salário inicial de um professor concursado com gradução e carga horária de 20 horas semanais é de R$ 6.751,35.

Concurso público

Conforme o decreto  nº 16.787 publicado em julho,  caberá à Secretaria de Estado de Administração (SAD), em conjunto com a Secrataria Estadual de Educação (SED), organizar e executar o concurso, definindo as normas e os procedimentos para o recrutamento e a seleção dos candidatos.

O edital a ser publicado deverá detalhar a distribuição das vagas por área de conhecimento, componente curricular ou disciplina, além da divisão por município ou localidade.

O edital também estabelecerá as etapas do concurso, os critérios para aprovação em cada fase, o formato das provas, os conteúdos que serão cobrados, os requisitos exigidos para investidura no cargo e o prazo de validade do certame.

Conforme informou o governo anteriormente, a abertura do concurso atende à necessidade de provimento de professores efetivos para a rede estadual de ensino.

“Valorizar os profissionais da educação é garantir melhores condições para quem ensina e melhores resultados para quem aprende. Nosso compromisso é com uma escola pública moderna, eficiente e capaz de preparar os estudantes para as oportunidades que Mato Grosso do Sul está construindo”, afirmou o governador, na ocasião da autorização do certame.

O último concurso público para professores da Rede Estadual ofertou inicialmente 722 vagas, com salário inicial de R$ 4.190,82 e jornada de 20 horas semanais.

Posteriormente, o concurso teve vagas ampliadas, sendo convocados mais de 1,3 mil aprovados.

Agora, com a abertura de 2 mil novas vagas, a expectativa é atender à demanda existente nas escolas.

O novo concurso terá abrangência estadual, permitindo que os candidatos concorram a vagas em todos os municípios de Mato Grosso do Sul.

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