Cidades

Avanço

Primeiro medicamento destinado a tratamento de Covid-19 chega em Mato Grosso do Sul

Cinco hospitais estão habilitados a fazer tratamento da doença com o uso do medicamento; veja quais são eles

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O Ministério da Saúde enviou para Mato Grosso do Sul, como doação, o medicamento Baricitinibe 4mg comprimido, recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para o tratamento de pacientes de Covid-19, que estejam necessitando de oxigênio por máscara ou cateter nasal, ou de alto fluxo de oxigênio ou ventilação não invasiva.

 

Segundo a Resolução publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) nesta quinta-feira (27), o Ministério da Saúde enviou à Secretaria de Estado de Saúde, 3.480 comprimidos, correspondendo a 249 tratamentos, até que as instituições hospitalares organizem seus processos aquisitivos e possam ofertar o medicamento na lógica usual da assistência hospitalar.

 

O Baricitinibe é a primeira medicação para Covid-19 disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) especificamente para tratamento da Covid-19 em pacientes adultos hospitalizados que ainda não estão na forma mais grave da doença e que podem se beneficiar do tratamento.

 

Considerando as decisões da Comissão Intergestores Bipartite, os hospitais de Mato Grosso do Sul escolhidos para receber o medicamento foram: Hospital Regional de Mato Grosso do Sul e o Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, ambos em Campo Grande; Hospital Regional Dr José de Simone Netto, de Ponta Porã; EBSERH Hospital Universitário Grande Dourados e Hospital Municipal de Naviraí.

 

A SES/MS poderá selecionar outros hospitais para manter estoque estratégico do medicamento, baseando-se na ordem decrescente de maior frequência de produção do procedimento de Tratamento de Infecção pelo Coronavírus, caso algum dos hospitais participantes não deseje receber o tratamento. E ressalta que a SES/MS remanejará estoque entre hospitais caso seja necessário.

 

A resolução é assinada pelo secretário de Estado de Saúde, Flávio Britto, e pela presidente do Cosems, Maria Angélica Benetasso.

 


Baricitinibe

 

O baricitinibe 4mg é o primeiro medicamento para o tratamento da Covid-19 incorporado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) – já tem registro no Brasil com indicação para artrite reumatoide ativa moderada a grave e dermatite atópica moderada a grave. A liberação ocorreu pela Anvisa e pelo Ministério da Saúde.

 

O medicamento é um inibidor seletivo e reversível das enzimas janus quinases (JAKs), em especial JAK 1 e 2, responsáveis pela comunicação das células envolvidas na hematopoese (processo de formação e desenvolvimento das células do sangue), na inflamação e na função imunológica (função de defesa do corpo).

 

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Epidemia

Idoso é a 6ª vítima de Chikungunya de 2026 em MS

Óbitos pela doença em 2026 já correspondem a um terço do total em 2025

26/03/2026 17h30

Óbitos pela doença em 2026 já correspondem a um terço do total em 2025

Óbitos pela doença em 2026 já correspondem a um terço do total em 2025 Divulgação

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Um idoso de 72 anos é a 6ª vítima confirmada decorrente da Chikungunya. A morte do homem aconteceu no dia 19 de março, mas estava em investigação, sendo confirmada no boletim epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde (SES) desta quinta-feira (26). A vítima era do município de Bonito e foi a primeira morte fora de Dourados. 

O idoso possuía outras comorbidades, como hipertensão arterial e diabetes e apresentou os sintomas iniciais no dia 13 de março, apenas seis dias antes do óbito. 

De acordo com o boletim epidemiológico da SES, o município de Bonito tem 56 casos da doença confirmados e 74 em investigação, colocando a cidade com risco vermelho para incidência de Chikungunya, quando há mais de 300 casos a cada 100 mil habitantes. 

Em apenas três meses, 2026 já registrou pouco mais de um terço das mortes registradas em todo o ano de 2025, considerado o ano mais letal da doença no Estado, com 17 óbitos. 

Além do idoso, as outras cinco vítimas eram moradores de aldeia indígenas em Dourados:

  • mulher de 69 anos (Aldeia Jaguapiru, no dia 26/02);
  • homem de 73 anos (Aldeia Jaguapiru, no dia 09/03);
  • bebê de 3 meses (Aldeia Bororó, no dia 10/03);
  • mulher de 60 anos (Aldeia Jaguapiru, no dia 12/03);
  • bebê de 1 mês (Aldeia Jaguapiru, no dia 24/03).

Em todo o Estado, são 3.058 casos prováveis de Chikungunya e 1.452 casos confirmados. Dentre os casos confirmados, 21 são gestantes. 

Chikungunya em MS

Em Dourados, a atual situação causada pelo surto de chikungunya motivou o decreto de estado de emergência em saúde pública por parte do Executivo Municipal. 

Inicialmente concentrada na área da Reserva Indígena, a disseminação da doença já atinge bairros como Jardim dos Estados, Novo Horizonte e a região do Jóquei Clube, apontados como áreas com maior incidência de focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor também da Dengue e Zika.

Essa "explosão" dos casos de Chikungunya em 2025 passou a ser observada já desde o início do ano passado, quando até o começo de março Mato Grosso do Sul já anotava 2.122 casos prováveis. 

Através do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde, por exemplo, é possível notar que a série histórica iniciada em 2015 começa com apenas um óbito registrado naquele ano.

Até 2024 essa arbovirose iria vitimar um total de apenas oito sul-mato-grossenses, já que com 2016 e 17 passando sem qualquer registro de morte por Chikungunya em Mato Grosso do Sul, a doença só voltou a matar um paciente em 2018, ano em que três pessoas morreram.

Porém, nos quatro anos seguintes (de 2019 a 2022) ela voltaria a sumir do radar do sul-mato-grossense. Na sequência, antes de explodir no ano passado, 2023 e 2024 só registraram, respectivamente, três e uma morte por chikungunya em Mato Grosso do Sul, com o ano passado somando o dobro dos óbitos da última década, como bem acompanha o Correio do Estado

Números

Apenas 76 países enviaram delegações à COP15 em Campo Grande

Organização espera reunir cerca de 2 mil pessoas, entre delegados, cientistas e povos indígenas

26/03/2026 17h30

Foto: Ministra Marina Silva

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A 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias (COP15) começou nesta segunda-feira (23) com um dado que chama atenção: há mais participantes acompanhando o evento de forma virtual do que presencial. Dos 133 países signatários do tratado, apenas 76 enviaram delegações, enquanto o restante optou pela participação remota.

Naa entrada do Pantanal, a maior zona úmida tropical do planeta, a conferência reúne espera reunir cerca de 2 mil pessoas, entre delegados, cientistas, povos indígenas, comunidades locais e organizações de conservação. O encontro ocorre em um contexto ambiental crítico para a região, que enfrenta seca, incêndios florestais e mudanças no uso do solo.

A abertura da conferência também foi marcada pela divulgação de novos relatórios que apontam um cenário preocupante para a biodiversidade global. Segundo o documento “Estado das Espécies Migratórias do Mundo: Relatório Provisório (2026)”, quase metade (49%) das espécies listadas na Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias (CMS) apresenta tendência de queda populacional, enquanto cerca de uma em cada quatro já está ameaçada de extinção em nível global.

O estudo indica que a pressão sobre essas espécies é resultado de uma combinação de fatores, como sobre-exploração, destruição de habitats, poluição, mudanças climáticas e a presença de espécies invasoras.

Ao longo da semana, os participantes discutirão propostas de inclusão de novas espécies nas listas de proteção, além de ações conjuntas, resoluções e decisões que irão orientar as políticas de conservação nos próximos anos. As deliberações finais devem ser submetidas à aprovação no próximo domingo (29).

A Conferência das Partes é o principal órgão deliberativo da CMS e se reúne a cada três anos. O encontro tem como objetivo avaliar avanços, atualizar compromissos e reforçar medidas de proteção às espécies migratórias, sempre com base em evidências científicas sobre ameaças, tendências populacionais e estratégias de conservação eficazes. O evento é realizado no Bosque dos Ipês. 

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