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AMAPÁ

Procurador diz ser prematuro atribuir morte de cacique a garimpeiros

Procurador diz ser prematuro atribuir morte de cacique a garimpeiros

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O procurador-chefe da Procuradoria da República no Amapá, Rodolfo Soares Ribeiro Lopes, disse ser prematuro afirmar que os assassinos do cacique da aldeia Waseity, da Terra Indígena Waiãpi, sejam garimpeiros que invadiram a reserva localizada no oeste do Amapá.

“Há várias linhas investigativas em curso e não é possível afirmar o que ocorreu. Estamos trabalhando com várias hipóteses. É possível que o crime tenha sido praticado por garimpeiros, por caçadores ou até mesmo por outros indígenas”, declarou Lopes em entrevista à Rádio Nacional, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

"O procurador titular vai assumir o caso amanhã e poderá esclarecer melhor sobre a existência ou não destes conflitos na terra indígena", acrescentou Lopes, explicando estar acompanhando os fatos na condição de procurador plantonista. 

Segundo o Conselho das Aldeias Waiãpi-Apina, garimpeiros invadiram a terra indígena e atacaram ao menos uma aldeia, a Yvytotõ, durante a última semana.

O chefe da aldeia Waseity, Emyra Waiãpi, foi morto na tarde de segunda-feira (22). De acordo com o conselho, entretanto, a morte não foi testemunhada por indígenas e só foi percebida na manhã de terça-feira (23).

Ainda de acordo com o conselho, grupos de Waiãpi encontraram não índios armados entre sexta-feira (26) e sábado (27), quando a aldeia Yvytotõ foi invadida e tiros foram ouvidos próximos à aldeia Jakare. O conselho comunicou a Fundação Nacional do Índio (Funai) e o Ministério Público Federal (MPF) na sexta-feira. Na tarde de sábado, policiais federais e do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar do Amapá foram acionados e se deslocaram para a região a fim de apurar as denúncias.

“O MPF instaurou dois procedimentos. Um criminal, para apurar as circunstâncias da morte da liderança indígena. E outro para apurar a suposta invasão à terra indígena”, acrescentou o procurador da República, admitindo ainda não haver detalhes sobre a morte de Emyra Waiãpi. “É muito cedo para afirmarmos o que aconteceu. As equipes da PF e do Bope já estão na terra indígena recolhendo as informações necessárias para esclarecer o que de fato ocorreu”.

Em nota, a Funai também trata o fato como uma “suposta invasão” e um “possível ataque” à terra indígena. Já o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), organização indigenista vinculada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cobra das autoridades públicas medidas “urgentes, estruturantes e politicamente isentas” para que os responsáveis pelo ataque aos Waiãpi sejam identificados e punidos.

Pelas redes sociais, a prefeita de Pedra Branca do Amapari, Beth Pelaes (PMDB), disse que a população repudia qualquer forma de agressão às famílias indígenas e a seu território. “Estamos, todos, muito sensibilizados e chocados com o que está acontecendo”, escreveu a prefeita, assegurando que as medidas de segurança para “impedir o agravamento do conflito entre índios e garimpeiros” já estão sendo adotadas.

Pedra Branca do Amapari é um dos três municípios amapaenses que abrigam a Terra Indígena Waiãpi.

Operação Policial

Arma escondida no teto e Dodge Ram são apreendidas em operação em MS

Revólver calibre .38 com seis munições foi localizado em uma sanca de gesso; duas motos também foram apreendidas, mulher pagou R$ 10 mil de fiança e homem segue preso.

03/09/2026 17h28

Dodge Ram, motocicletas e outros veículos foram apreendidos durante operação conjunta das polícias Civil e Militar em Brasilândia.

Dodge Ram, motocicletas e outros veículos foram apreendidos durante operação conjunta das polícias Civil e Militar em Brasilândia. Foto: Divulgação Policia Civil MS.

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Uma arma carregada escondida no teto de um quarto foi descoberta durante uma operação que mobilizou policiais civis e militares nesta quinta-feira (3), em Brasilândia, região leste de Mato Grosso do Sul. As buscas ainda resultaram na apreensão de duas motocicletas e de uma Dodge Ram que deverá passar por perícia diante da suspeita de irregularidade nos sinais identificadores.

A ação foi realizada para o cumprimento de mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça no âmbito de uma investigação que apura, entre outros fatos, suspeitas de posse ilegal de arma de fogo e falsidade ideológica.

Uma dupla, formado por um homem de 32 anos e uma mulher de 33, foi levado à delegacia após as diligências. A mulher teve fiança arbitrada em R$ 10 mil, efetuou o pagamento e foi colocada em liberdade. O homem permaneceu preso e aguarda audiência de custódia.

A operação reuniu equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar, com participação de agentes que atuam em Brasilândia e apoio de policiais militares de Três Lagoas. Pela PM, a atuação teve à frente o capitão Flávio.

Dodge Ram, motocicletas e outros veículos foram apreendidos durante operação conjunta das polícias Civil e Militar em Brasilândia.Operação mobilizou equipes das polícias Civil e Militar durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão. Foto: Divulgação Policia Civil MS.

Arma estava escondida em estrutura de gesso

A localização do revólver foi um dos principais pontos das buscas realizadas no imóvel. Os policiais encontraram a arma escondida no interior de uma sanca de gesso instalada em um dos quartos.

Dodge Ram, motocicletas e outros veículos foram apreendidos durante operação conjunta das polícias Civil e Militar em Brasilândia.Revólver calibre .38, acompanhado de seis munições, foi encontrado escondido em uma sanca de gesso de um dos quartos. Foto: Divulgação Policia Civil MS.

Tratava-se de um revólver calibre .38, que estava carregado com seis munições. A arma foi recolhida e será submetida aos procedimentos necessários para auxiliar a investigação.

A forma como o armamento estava ocultado também deverá integrar os elementos analisados pela Polícia Civil no decorrer do inquérito.

Além do revólver, foram recolhidos materiais descritos na ocorrência como produtos considerados ilícitos e que estariam, em tese, relacionados a possíveis crimes contra a saúde pública.

O conteúdo apreendido deverá passar por análise para que sua natureza seja determinada e sejam adotadas as providências cabíveis.

Dodge e motocicletas e são apreendidas

As buscas avançaram também sobre veículos relacionados aos investigados. Duas motocicletas foram apreendidas durante a operação, além de uma Dodge Ram.

No caso da caminhonete, os policiais identificaram indícios que levantaram suspeita sobre possíveis irregularidades em seus sinais identificadores. O veículo, por isso, foi recolhido para a realização de exame pericial.

Dodge Ram, motocicletas e outros veículos foram apreendidos durante operação conjunta das polícias Civil e Militar em Brasilândia.Duas motocicletas também foram apreendidas durante as diligências realizadas nesta quinta-feira (3), em Brasilândia. Foto: Divulgação Policia Civil MS.

A suspeita, contudo, ainda não significa que houve adulteração. Caberá à perícia verificar os elementos de identificação da caminhonete e confirmar ou descartar eventual irregularidade.

Os resultados dos exames deverão ser incorporados ao procedimento investigativo e poderão indicar se existem outros crimes relacionados ao caso.

Mulher paga R$ 10 mil e homem segue preso

Com o material encontrado durante o cumprimento do mandado, o homem de 32 anos e a mulher de 33 foram conduzidos à Delegacia de Polícia para os procedimentos legais.

A mulher foi autuada e teve a fiança fixada em R$ 10 mil. O valor foi pago e ela deixou a unidade policial, mas continuará submetida às determinações decorrentes do procedimento.

A situação do homem é diferente. Ele permaneceu preso após a operação e a autoridade policial representou à Justiça pela decretação de sua prisão preventiva.

Agora, ele aguarda a realização da audiência de custódia, quando o Judiciário deverá analisar a legalidade da prisão e as medidas cabíveis, além de apreciar o pedido apresentado pela Polícia Civil.

As apreensões não encerram a apuração. A Polícia Civil continuará as investigações para esclarecer a origem e eventual utilização da arma encontrada, verificar a situação dos veículos recolhidos e apurar se os demais materiais localizados podem estar relacionados a outros delitos.

O resultado das perícias será fundamental para definir os próximos passos da investigação e delimitar as responsabilidades de cada um dos envolvidos.

Susto

Vereador Veterinário Francisco passa mal durante sessão e é internado

Parlamentar sentiu dor no peito e segue em observação médica

03/09/2026 17h15

Veterinário Francisco

Veterinário Francisco Divulgação

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O vereador Francisco Gonçalves de Carvalho, o Veterinário Francisco (União Brasil), de 72 anos, passou mal durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de Campo Grande nesta quinta-feira (3) e precisou ser levado ao hospital após sentir dor no peito.

O parlamentar foi encaminhado a um hospital particular para avaliação médica, onde realizou exames, entre eles um eletrocardiograma. Ele continua internado e passa por novos exames.

Segundo informações divulgadas pela Assessoria de Comunicação do vereador, Francisco está bem, conversa normalmente e segue acompanhado pelos médicos. A recomendação inicial foi de que ele permanecesse em observação pelas próximas 24 horas.

Antes da votação da ordem do dia, o vereador estava no fundo do plenário, conversando normalmente. Recebeu os primiros socorros de um colega da Câmara, que é médico e em seguida foi levado ao hospital. 

 

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