Cidades

OPERAÇÃO CIRCUS MÁXIMUS

Procuradoria: Filho de Cuoco gerava nota e neto de Figueiredo autorizava propina

Procuradoria: Filho de Cuoco gerava nota e neto de Figueiredo autorizava propina

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Ao pedir a prisão do neto do ex-presidente general João Figueiredo (1979-1985), Paulo Figueiredo Filho, e do filho do ator Francisco Cuoco, Diogo Cuoco, a Procuradoria da República no Distrito Federal detalhou o envolvimento de ambos com supostas propinas e lavagem de dinheiro envolvendo fraudes em aportes do Banco Regional de Brasília (BRB). Eles foram presos preventivamente no âmbito da Operação Circus Máximus, deflagrada nesta terça-feira, 29.

A Procuradoria sustenta que uma organização criminosa se instalou no BRB, desde 2014, e vem praticando, junto com empresários e agentes financeiros autônomos, crimes contra o sistema financeiro, corrupção, lavagem de dinheiro e gestão temerária.

Paulo Figueiredo Filho é um dos sócios de um Fundo de Investimento ancorado na construção do Trump Hotel na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. A Procuradoria dá conta de que o fundo passou a ser investigado pela força-tarefa Greenfield em 2016, já que foram feitos aportes pelo Serpros.

A Greenfield revela que Henrique Domingues Neto, da corretora BIAM DTVM, ofereceu a Ricardo Rodrigues, sócio de Figueiredo Filho, um aporte de R$ 3 milhões do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Santos. Em contrapartida, deveria ser feito um pagamento de R$ 25 mil em favor de Ricardo Leal, que era conselheiro de administração do Banco de Brasília e havia sido tesoureiro da campanha de Rodrigo Rollemberg ao governo de Brasília, em 2014. A Procuradoria afirma que Letal e Henrique Neto tinham influência para garantir os aportes ilícitos e distribuir propinas.

"Um primeiro pagamento é feito em moeda corrente no valor de R$ 100.000,00 no dia 25/02/2015 para saldar uma dívida de campanha da eleição para o governo distrital do ano anterior", afirma a Procuradoria.

Segundo a Greenfield, "esse pagamento foi efetuado no escritório particular de Ricardo Leal por Ricardo Rodrigues, segundo relato deste, contando com a presença ainda de Henrique Neto". "Nessa mesma ocasião foi celebrado o pacto que vigeria até o fim dos aportes realizados pelo BRB no FIP LSH. O dinheiro foi transportado em voo comercial pelo colaborador Ricardo Rodrigues "

Ao mandar prender Paulo Figueiredo, o juiz federal Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, afirmou que "embora não se envolvesse nas negociações, cabia-lhe autorizar os pagamentos da propina".

"Para o pagamento desse valor, Diogo Cuoco, por meio da Globomix, gerou uma nota falsa de R$ 225.135,75. Outra forma de geração de dinheiro foi a simulação de contrato de prestação de serviço por Adriana Cuoco."

A força-tarefa ainda diz que "a compra de aportes dentro do BRB se estendeu a recursos de fundos próprios do BRB". "Seguindo a mesma mecânica anterior, Henrique Domingues encaminhava pedidos de valores, condicionando os aportes no FIP LSH." Os valores aportados ao fundo teriam chegado a R$ 16,8 milhões.

O Banco de Brasília se manifestou por meio de nota. "Com relação à operação Circus Máximus, deflagrada hoje (29/01) pela Polícia Federal, o Banco de Brasília apoia e coopera integralmente com todos os órgãos competentes que conduzem a operação."

O banco informa que a operação corre em segredo de justiça e todas as informações são repassadas exclusivamente às autoridades policiais.

"O BRB adotará todas as medidas judiciais cabíveis visando preservar o banco e suas empresas controladas."

nova frequência

Campo Grande passa a ter voo direto para Belo Horizonte

Voos são operados diariamente pela Azul desde o dia 1º de abril, em aeronaves com capacidade para até 136 e 174 passageiros

03/04/2026 15h34

Voo é operacionalizado pela companhia aerea Azul

Voo é operacionalizado pela companhia aerea Azul Divulgação/ Azul Linhas Aéras

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Desde a última quarta-feira, dia 1° de abril, Campo Grande passou a ter voos diretos para Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, pela companhia aerea Azul.

Conforme reportagem do Correio do Estado, o anúncio já havia sido feito pela companhia aerea no fim de janeiro e os voos passaram a ser operacionalizados no início deste mês.

A nova frequência amplia, via Aeroporto de Confins, a malha aérea sul-mato-grossense, que já possui voos diretos para São Paulo (Capital, Guarulhos e Campinas) e Brasília, no Distrito Federal. 

Segundo a Azul, os voos serão operados diariamente, em ambos os sentidos, com aeronaves Embraer 195-E2, com capacidade para até 136 passageiros, e Airbus A320, que comportam até 174 passageiros.

O horário previsto de partida do voo em Confins será 8h15, com chegada à capital sul-mato-grossense às 9h25, horário local, diatiamente.

No sentido inverso, o voo parte de Campo Grande às 10h05, com pouso em solo mineiro previsto para 13h15, horário de Brasília. Em média, cada voo terá duração de 2h10.  

"Estamos muito felizes com esse voo conectando a capital mineira ao nosso Estado. Foi um trabalho de anos da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul, por meio do Programa Decola MS, em parceria com a Azul, para recuperar essa operação que existia durante a pandemia e havia sido suspensa", destacou o diretor-presidente da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul, Bruno Wendling, na ocasião do anúncio.

Conforme o Governo do Estado, a criação da rota é parte da expansão do Aeroporto Internacional de Campo Grande, que opera sob concessão para a empresa Aena. 

"A nova operação facilita o acesso de Mato Grosso do Sul a um de nossos principais hubs, o aeroporto de Confins, ampliando as possibilidades de conexão para diversos destinos no Brasil e no exterior", afirma a gerente sênior de Planejamento de Malha da Azul, Beatriz Barbi.

Crescimento

Desde 2023, o Plano Aeroviário Estadual orienta as ações do Governo do Estado, com investimento estimado de R$ 250 milhões até 2026 em obras de construção, restauração e ampliação de aeroportos e aeródromos estratégicos.

Mais de R$ 100 milhões já foram aplicados em obras concluídas, fortalecendo a conectividade entre municípios e ampliando o acesso aos mercados nacionais e internacionais.

Entre os principais projetos em execução está a ampliação da pista do Aeroporto Internacional de Campo Grande, com acréscimo de 500 metros, além da implantação de novos sistemas de segurança e navegação aérea, como PAPI (sistema de luzes que orientam o pouso dos aviões), além de estação meteorológica. 

Já no Pantanal, será implantada uma pista no Porto São Pedro, inicialmente voltada ao combate a incêndios florestais, com potencial de uso futuro para turismo e logística regional. No interior, o plano contempla a construção de nova pista asfaltada em Nova Alvorada do Sul, a pavimentação de uma pista de 1,5mil metros em Aquidauana, a implantação do Aeroporto de Inocência, a restauração de aeródromos em Paranaíba, Camapuã e Cassilândia, além da ampliação do aeródromo de Naviraí.

Outro investimento estratégico é o Aeroporto Regional de Dourados – Francisco de Matos Pereira, que receberá um novo terminal de passageiros e cargas, com investimento estimado em R$ 39 milhões, já aprovado pela Secretaria de Aviação Civil e com licitação prevista para o primeiro semestre de 2025.

O planejamento prevê ainda novas licitações para os aeródromos de Água Clara e Maracaju, estudos para implantação em Mundo Novo e Amambai, além da ampliação do aeródromo de Nova Andradina e do aeroporto de Três Lagoas.

obrigatório

Pagamento do licenciamento de veículos começa neste mês em MS

Proprietários de veículos com placas final 1 e 2 devem pagar o licenciamento até o fim de abril; circular sem o licenciamento em dia é infração gravíssima e pode gerar multa de R$ 293,47

03/04/2026 15h01

Proprietários de veículos de placas final 1 e 2 devem pagar licenciamento até o fim de abril

Proprietários de veículos de placas final 1 e 2 devem pagar licenciamento até o fim de abril Divulgação

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O pagamento do licenciamento de veículos começou neste mês em Mato Grosso do Sul. O calendário para o ano de 2026 foi divulgado pelo Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS) no início do ano.

De acordo com o Detran, em abril deve ser pago o licenciamento de veículo placas final 1 e 2. O calendário termina em outubro, para placas de final 0.

O licenciamento é um procedimento anual e obrigatório que autoriza o veículo a circular pelas vias, atestando que o automóvel encontra-se em conformidade com as normas de segurança e ambiental para o setor automotivo.

O Detran alerta para que cada proprietário se atente ao prazo de pagamento para sua placa, pois trafegar com o veículo não licenciado é uma infração gravíssima, com aplicação de multa de R$ 293,47 e 7 pontos na carteira nacional de habilitação (CNH) e possibilidade de remoção do veículo em caso de fiscalização.

Proprietários de veículos de placas final 1 e 2 devem pagar licenciamento até o fim de abril

Como pagar

O proprietário do veículo, no mês correspondente a sua placa, pode pagar a taxa em um dos canais de autoatendimento do Detran, no portal de serviços “Meu Detran” ou em uma das agências do Detran-MS do Estado.

A taxa de licenciamento pode ser paga pelo autoatendimento, no portal de serviços Meu Detran ou pelo aplicativo Detran MS. Ou o cidadão pode buscar atendimento presencial em uma agência do Detran-MS.

O valor é de 4,53 Unidades Fiscal Estadual de Referência de Mato Grosso do Sul (Uferms), para todos os tipos de veículos. A Uferms é definida mensalmente e, para abril, o valor é de R$ 53,09.

Desta forma, para pagamentos dentro do prazo de vigência o valor do licenciamento é de R$ 240,50. Caso o pagamento seja feito após, o valor sobe para 5,88 Uferms, o que equivale a R$ 312,17, na cotação de maio.

Quem realiza o pagamento em dia pode parcelar no cartão de crédito em até 12 vezes, com a regularização imediata da situação do veículo.

Com a quitação do licenciamento, proprietário pode emitir o Certificado de Registro Veicular (CRV) e o Certificado de Registro de Licenciamento de Veículos (CRLV), que desde 2021 foi unificado e passou a ser digital: o CRLV-e, ou CRVL Digital.

O documento é de porte obrigatório e deve ser apresentado à autoridade de trânsito quando solicitado, seja por documento físico ou digital pelo aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT).

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