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Professor da UFMS morre 13 anos após assassinato brutal do filho

O pai do estudante Breno, que foi sequestrado e assassinado, morreu na manhã desta segunda-feira (17) em Campo Grande. O docente ficou conhecido pela luta contra a violência nas fronteiras do Estado

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Rubens Milton Silvestrini de Araújo, de 62 anos, professor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), morreu na manhã desta segunda-feira (17) em Campo Grande.

O docente era pai de Breno Luigi Silvestrini de Araújo, que foi morto junto com o amigo Leonardo Batista Fernandes no dia 30 de agosto de 2012.

Os estudantes, de 18 e 19 anos, foram sequestrados na saída de um bar muito frequentado na época, conhecido como "21", localizado no bairro Chácara Cachoeira.

A quadrilha que levou os estudantes já havia cometido, no mesmo mês, um roubo de Hilux que culminou na morte de um piloto. As vítimas foram escolhidas aleatoriamente por estarem com um Pajero, que seria conduzido até a Bolívia para ser trocado por drogas.

Após o crime, a polícia iniciou as investigações e, como noticiou o Correio do Estado, os corpos de Breno e Leonardo estavam dentro de uma tubulação que passa debaixo da pista de uma rodovia, em um trevo na região do Indubrasil, que liga à saída para Rochedo.

O Departamento de Operações da Fronteira (DOF) conduziu as investigações e prendeu Rafael da Costa Silva, Weverson Gonçalves Feitosa, o ‘Japa’, Dayani Aguirre Clarindo, Raul de Andrade Pinto e Edson Natalício de Oliveira Gomes.

Condenações

  • Dayani Aguirre Clarindo – 24 anos de prisão.
  • Edson Natalício de Oliveira Gomes – 29 anos e 8 meses de prisão.
  • Rafael da Costa Silva – 42 anos e 4 meses de prisão.
  • Weverson Gonçalves Feitosa – 36 anos e 4 meses de prisão.


Após o brutal assassinato, que causou comoção na sociedade sul-mato-grossense, as duas famílias se uniram e criaram o grupo Mães da Fronteira, um movimento de luta contra a violência e de apoio a outras famílias que atravessam a mesma situação.

Nota de pesar


A UFMS lamentou o óbito do professor. A causa da morte não foi divulgada.

Leia na íntegra:

"Com pesar, informamos o falecimento do professor Rubens Milton Silvestrini de Araújo. O servidor foi um dos primeiros docentes do curso de Administração aqui do câmpus e também atuou como coordenador do curso. A UFMS se solidariza com familiares e amigos neste momento tão difícil, agradece pela dedicação à nossa instituição e expressa seus mais sinceros sentimentos.

Silvestrini deixa um legado de gentileza, alegria e humanidade. Extremamente querido pelos alunos do curso de Administração."

Por meio das redes sociais, alunos lamentaram a partida do mestre, e uma amiga do professor, via Facebook, agradeceu pelos quase 30 anos de amizade e prestou solidariedade aos familiares dele.

"Você vai fazer muita falta! Sou grata à vida pela oportunidade que tive de conviver por todos esses anos com esse grande amigo. Vai ficar um buraco enorme no coração, uma saudade imensa, mas faz parte de nossa existência. Recebam meu carinho e solidariedade neste momento de dor e tristeza. Vocês estão no meu coração", escreveu.

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Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

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O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

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TCU aponta problemas na prestação de contas da Cultura e da Ancine, com passivo de R$ 22 bi

São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas

25/03/2026 21h00

Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil

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O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas que classificou como graves na gestão de recursos transferidos a projetos culturais do Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) de 2019 a 2024. O montante alcança cerca de R$ 22,1 bilhões, segundo relatório da Corte. São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas. Além dos atrasos nas análises, há "elevado" risco de prescrição de processos.

O montante resulta da soma de R$ 17,73 bilhões em 19.191 projetos incentivados (renúncia fiscal) e R$ 4,36 bilhões em 7 392 projetos não incentivados (recurso direto do governo). De acordo com a fiscalização, o passivo de projetos nessa situação é crescente, o que fragiliza o controle sobre o uso de recursos públicos.

No caso do Ministério, o TCU apontou um cenário com acúmulo de processos pendentes e ausência de mecanismos eficazes de controle de prazos. A demora na análise, que pode ultrapassar anos, eleva o risco de perda do direito de cobrança de valores eventualmente devidos ao erário, segundo a Corte.

A Ancine também apresentou atrasos relevantes, embora o Tribunal tenha destacado iniciativas tecnológicas em curso para aprimorar a análise de prestações de contas, incluindo o uso de ferramentas automatizadas.

"O acompanhamento permite detectar omissões, atrasos e inconsistências na análise das prestações de contas", afirmou o relator do processo, ministro Augusto Nardes.

Diante dos achados, o tribunal determinou a adoção de medidas para priorizar processos com risco iminente de prescrição, implementar sistemas de monitoramento de prazos e revisar procedimentos internos, com o objetivo de reduzir o passivo e fortalecer a fiscalização.
 

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