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Professores cobram investigação sobre contracheque oculto

Holerite que não estava no portal da transparência da prefeitura da Capital indicava que os secretários recebiam R$ 34,4 mil por mês de aditivos nos salários

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Os ganhos extras de servidores do primeiro escalão da Prefeitura de Campo Grande ontem entraram em debate durante a assembleia geral do Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP). 

Questionado sobre o “contracheque oculto” dos secretários do município, que tiveram renda extra mensal de R$ 34,4 mil com uso de jetons e encargos especiais, o presidente da ACP, Gilvano Bronzoni, disse que o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) deveria investigar a manobra.

“Sobre essa questão de alguns secretários terem outras verbas atribuídas aos seus salários, acreditamos que seja uma questão que o Ministério Público deveria investigar”, disse Bronzoni.

De acordo com o presidente da ACP, caso for comprovado o contracheque oculto, a prefeitura da Capital e a Câmara Municipal deveriam vir a público explicar o porquê dessas verbas terem sido incorporadas ao pagamento dos servidores.

 “A prefeita [Adriane Lopes] e todo o Executivo devem dar respostas. Essas manobras não são morais para a realidade econômica que vivemos em Campo Grande hoje”, salientou Bronzoni.

INCOERÊNCIA

O uso de contracheque oculto para turbinar o salário de secretários municipais ocorre em meio à negociação do município com os professores da Rede Municipal de Ensino (Reme), em que a principal argumentação da prefeita Adriane Lopes (Patriota) é a falta de dinheiro para honrar o compromisso de pagar o reajuste de 10,39% previsto em lei.

O salário dos professores municipais varia de R$ 2,2 mil (mínimo para 20 horas) a R$ 15.982,07 (máximo para 40 horas, porém, não atingido por praticamente nenhum dos integrantes do quadro).

“Vamos cobrar com relação à responsabilidade. Em um cenário em que se diz que não há dinheiro para atender a educação, a prefeitura discute outros aumentos [salariais]? Aí é uma contradição descabida no atual momento”, declarou Bronzoni.

SALÁRIO DA PREFEITA

A Câmara Municipal hoje deve votar o projeto de lei que prevê aumento salarial para a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, bem como para os secretários. 

A matéria entrou em tramitação em outubro, mas foi retirada de pauta para readequação. Hoje o salário da mandatária é de R$ 21,2 mil e passaria para R$ 35,4 mil a partir do dia 1° de janeiro. 

Já os secretários ganhariam R$ 30,1 mil; atualmente, eles têm salário de R$ 11,6 mil. Segundo o presidente da ACP, a prefeita e os vereadores devem julgar se esse aumento é necessário neste momento.

“Os vereadores e a prefeita acompanham a realidade da cidade, que não tem como honrar com a educação”.

PROPOSTA NEGADA

A Prefeitura de Campo Grande recusou, nesta segunda-feira, a contraproposta feita pelos professores da Reme para o pagamento do reajuste salarial.

A proposta dos docentes foi feita após a recusa da ideia da prefeita de escalonar o reajuste de 10,39% em três vezes.

Conforme já publicado pelo Correio do Estado, a proposta do Executivo previa o reajuste de 10,39% escalonado em três parcelas, sendo 3,42% em janeiro, 3,48% em maio e 3,48% em dezembro do ano que vem, o que não foi aceito pela categoria.

A contraproposta da ACP foi parcelar o reajuste em duas vezes: uma parcela de 3,42% em janeiro e 6,97% em março de 2023, o que foi recusado por Adriane Lopes. 

Inicialmente, era esperado que o valor do reajuste fosse pago de forma integral com o salário de novembro.

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Cidades

Instituto Guarda Animal: uma luta urgente pela sobrevivência e bem-estar animal em Campo Grande

Atualmente, 141 animais residem no abrigo da ONG, dependendo integralmente de alimentação, higiene, medicamentos e acompanhamento veterinário

13/03/2026 15h15

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Desde 2016, o Instituto Guarda Animal, uma organização não governamental dedicada ao resgate e cuidado de animais abandonados em Campo Grande, enfrenta um de seus períodos mais desafiadores.

Presidida por Nathalia Brizuena, a instituição necessita urgentemente de apoio financeiro para sustentar suas operações e cobrir despesas mensais que se aproximam de R$ 40 mil.

Atualmente, 141 animais residem no abrigo da ONG, dependendo integralmente de alimentação, higiene, medicamentos e acompanhamento veterinário.

Desde outubro do ano passado, Nathalia assumiu sozinha a responsabilidade por todos esses cuidados. “Minha rotina é limpeza, alimentação e medicação. Antes eu tinha ajuda da minha mãe e da minha irmã, mas por motivos pessoais elas não puderam continuar. Hoje estou fazendo tudo sozinha”, relata Nathalia, destacando a dedicação solitária à causa.

A Transição para um novo lar e seus Desafios

Recentemente, o Instituto Guarda Animal realizou a mudança para uma nova chácara. Embora o novo espaço ofereça condições aprimoradas para os animais devido ao seu tamanho expandido, essa transição acarretou um aumento significativo nos custos de aluguel e manutenção.

Adicionalmente, a mudança trouxe uma nova preocupação financeira: a necessidade de reparos na antiga chácara antes da rescisão definitiva do contrato de locação.

A Reforma inadiável da antiga chácara

Nathalia explica que o imóvel anterior foi entregue pela imobiliária em condições impecáveis. Contudo, a convivência com um grande número de animais ao longo do tempo resultou em um desgaste considerável da estrutura, especialmente no piso e na pintura.

“Quando recebemos a chácara ela estava impecável. Com o tempo, por causa da quantidade de animais, o piso e a pintura foram muito deteriorados. Pelo contrato, precisamos devolver o imóvel reformado ou pagar multa”, afirma. Assim, além das despesas operacionais mensais, a ONG agora precisa angariar fundos para custear a reforma da chácara anterior, garantindo o cumprimento das cláusulas contratuais.

Um orçamento mensal de R$ 40 Mil e a ausência de apoio público

Os custos operacionais do Instituto Guarda Animal são abrangentes, incluindo ração, medicamentos, tratamentos veterinários, manutenção das instalações e o aluguel do novo abrigo. “Alguns bichinhos precisam de tratamento médico e medicamentos manipulados todos os meses. Tudo isso gera um custo muito alto”, detalha Nathalia.

Ela ressalta que a ONG não recebe apoio financeiro fixo do poder público. “Não tenho ajuda de ninguém além dos seguidores da página e dos padrinhos. Já procurei apoio da prefeitura, do governo e de outros órgãos, mesmo com todos os documentos em dia, mas até hoje não tive retorno.”

Um apelo urgente à comunidade

Diante das crescentes dificuldades, Nathalia faz um apelo emocionado à comunidade, buscando garantir a continuidade das atividades da ONG e a manutenção dos cuidados essenciais aos animais resgatados.

“Qualquer ajuda faz diferença neste momento. Precisamos manter os cuidados com eles e também conseguir cumprir nossas obrigações com a chácara anterior”, declara. As doações podem ser realizadas via PIX, utilizando o CNPJ da instituição: 37.912.316/0001-60.

Além das contribuições financeiras, o Instituto Guarda Animal também busca voluntários dispostos a auxiliar na organização de eventos ou na divulgação da campanha. “São muitas vidas que dependem da gente todos os dias”, conclui Nathalia, reforçando a importância do engajamento coletivo para a sobrevivência da causa animal.

Mais um

PRF apreende 182 kg de cocaína escondida em caminhão de minério

O motorista de 32 anos foi preso, mas não deu detalhes da origem e destino da droga

13/03/2026 15h01

Droga foi encontrada em Terenos, durante fiscalização da PRF na BR-262

Droga foi encontrada em Terenos, durante fiscalização da PRF na BR-262 Divulgação/PRF

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Um motorista de 32 anos foi preso nesta sexta-feira (13) em Terenos, a aproximadamente 30 quilômetros de Campo Grande, após ser flagrado pela Polícia Rodoviária Federal carregando 182 quilos de cocaína.

A abordagem foi feita pelos policiais durante fiscalização na BR-262. Inicialmente, o motorista afirmou que estava carregando minério de ferro e que tinha saído de Corumbá, seguindo até Pindamonhangaba, em São Paulo. 

No entanto, os agentes perceberam nervosismo no homem após tentar dar mais informações sobre o carregamento e do propósito da viagem. 

Assim, a equipe iniciou uma busca no veículo e encontraram dois compartimentos ocultos, escondendo 114 quilos de cloridrato e 68,8 quilos de pasta base de cocaína. 

Com o flagrante, o motorista foi preso e encaminhado à Polícia Civil de Terenos, juntamente com a droga. Ele não deu informações sobre a origem ou o destino da droga. 

A BR-262 tem estado na mira da PRF desde o ano passado por ser palco recorrente de casos de transporte de entorpecentes nas cargas, especialmente em caminhões de minério.

A rota, vindo de Corumbá, tem mais de 400 caminhões com carga de minérios saindo da cidade, tornando os casos cada vez mais comuns. 

Por ser uma rodovia que atravessa Mato Grosso do Sul, ligando até São Paulo, o uso dessa rodovia para transporte de drogas não é uma novidade. 

Os traficantes utilizam veículos com grandes cargas para esconder as drogas para transportá-las até os receptores, com ajuda das famosas “mulas”, que se expõem aos perigos, como ultrapassar barreiras policiais, em troca de recompensas que podem chegar a 10 salários mínimos. 

Maior apreensão 

O flagrante acontece um dia após a Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros (Garras) realizar a maior apreensão de cocaína do ano em Mato Grosso do Sul e na Capital, após encontrar quase uma tonelada da droga escondida em uma imóvel que servia de entreposto na região norte de Campo Grande.

Avaliada em cerca de R$ 30 milhões, a apreensão é a maior do ano em Mato Grosso do Sul e uma das maiores da história da Polícia Civil do Estado, conforme informou a assessoria da instituição. 

A ação teve início com a denúncia anônima de uma negociação suspeita em uma oficina da Capital, e resultou na prisão de cinco indivíduos, além da apreensão de 975 quilos de cocaína – ao todo, foram contabilizados 614 volumes de substância análoga à droga, entre tabletes e volumes embalados. 

Há cerca de três semanas, outra ação da PRF apreendeu 745 quilos da droga em um ônibus que transportava cerca de 30 bolivianos, sem possuir a documentação regular de entrada no País. 

Segundo a polícia, o motorista e os passageiros apresentaram versões contraditórias, o que levou a uma vistoria detalhada na carroceria, onde foram encontrados tablets com a droga. Até ontem, esta havia sido a maior apreensão de cocaína do ano no Estado, superada pelo flagrante em Campo Grande. 

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