Cidades

Recado na Quebrada

'Proibido roubar': muro com '33' e 'Tropa do PPK' chama atenção em Campo Grande

Inscrições foram encontradas em muro de imóvel particular no Jardim Cerejeiras; Polícia Civil diz que denúncia precisa ser registrada para abertura de investigação.

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Um muro na Rua Romeu Mendes Bandeira da Silva, esquina com a Rua Adis Abeba, no Jardim Cerejeiras, região norte de Campo Grande, foi tomado por inscrições que levantam suspeitas de referências ao crime organizado. Entre elas estão “Tropa do PPK”, o número “33” e uma ordem escrita em letras vermelhas: “Proibido roubar na quebrada”.

A situação chegou ao conhecimento do Correio do Estado por meio de uma pessoa que passa frequentemente pelo trecho e percebeu as inscrições no muro. Ela procurou a reportagem para relatar o caso, mas preferiu não se identificar.

A fotografia mostra diferentes inscrições concentradas na mesma parede. Além de “Tropa do PPK” e do número “33”, chama atenção a mensagem que determina que seria proibido cometer roubos naquela área.

O conjunto das pichações levanta questionamentos sobre uma possível tentativa de demonstração de presença ou demarcação simbólica de território.

A fotografia, entretanto, não permite concluir que o Jardim Cerejeiras esteja sob domínio de uma organização criminosa nem atribuir a autoria das inscrições a integrantes de uma facção.

Também não é possível determinar apenas pela imagem quando as pichações foram feitas, se surgiram no mesmo período ou se foram produzidas pelas mesmas pessoas. Algumas inscrições aparecem sobrepostas ou parcialmente apagadas.

Possível referência ao PCC

O número “33” chama atenção entre as inscrições encontradas no muro. Referências ao número três aparecem na simbologia atribuída ao Primeiro Comando da Capital (PCC), que também utiliza o código “1533”, relacionado às posições das letras P e C no alfabeto. 

A presença do número, entretanto, não permite afirmar que a pichação encontrada no Jardim Cerejeiras tenha sido feita pelo PCC.

A interpretação de códigos, números e expressões associados ao crime organizado depende do contexto territorial. Uma mesma simbologia pode assumir significados diferentes de acordo com a região e com o grupo que a utiliza. 

Por esse motivo, a reportagem também questionou as forças de segurança sobre o significado de “Tropa do PPK” e se a expressão possui alguma relação já identificada com o PCC ou outra organização criminosa atuante em Campo Grande.

‘Proibido roubar na quebrada’

Entre todas as inscrições, uma das que mais chama atenção é justamente a frase “Proibido roubar na quebrada”, escrita no mesmo muro onde aparecem “33” e “Tropa do PPK”.

A mensagem sugere a tentativa de estabelecer uma regra de comportamento naquele espaço. Em determinados contextos, pichações relacionadas a organizações criminosas podem ser utilizadas como forma de comunicação, demonstração de presença, intimidação e demarcação simbólica de território. 

Esse tipo de comunicação pode ter diferentes destinatários. Para moradores, pode transmitir a ideia de que naquele território existem regras informais; para grupos rivais, as inscrições podem servir como advertência ou demonstração de presença. 

No caso registrado no Jardim Cerejeiras, porém, a frase isoladamente não comprova que criminosos controlem a região, imponham regras aos moradores ou que a determinação escrita no muro seja efetivamente cumprida.

Regras paralelas

Em áreas onde a presença cotidiana do poder público é percebida como insuficiente, grupos criminosos podem tentar ocupar espaços de autoridade por meio da imposição de regras informais.

A carência de serviços, equipamentos públicos, oportunidades de lazer e políticas sociais pode aumentar a vulnerabilidade de determinados territórios e abrir espaço para que outros atores exerçam influência sobre a rotina local.

Nesse cenário, ao impor regras como “proibido roubar” e eventualmente punir quem as descumpre, grupos criminosos podem tentar assumir uma função de controle que deveria pertencer ao Estado.

Parte dos moradores pode passar a enxergar esses grupos como responsáveis por garantir uma espécie de ordem ou proteção na comunidade, especialmente quando há uma percepção de ausência ou insuficiência do poder público.

Essa dinâmica pode contribuir para a construção de uma autoridade paralela, na qual o grupo procura obter reconhecimento ou até legitimidade entre moradores ao mesmo tempo em que estabelece suas próprias regras.

A aparente proteção, entretanto, está associada a mecanismos informais de controle e intimidação, e não às garantias e aos limites previstos nas instituições públicas.

No caso do Jardim Cerejeiras, porém, não há elementos suficientes para afirmar que essa dinâmica esteja ocorrendo na região.

As pichações, isoladamente, não comprovam domínio territorial, imposição efetiva de regras ou reconhecimento de qualquer grupo criminoso pelos moradores.

Registros podem auxiliar investigações

Para a segurança pública, inscrições dessa natureza podem adquirir importância quando analisadas em conjunto com outros elementos, como ocorrências policiais, apreensões de drogas, prisões, homicídios e o aparecimento dos mesmos símbolos em diferentes pontos da cidade.

Nesse tipo de análise, o registro das pichações antes da remoção pode fornecer informações sobre a dinâmica territorial do crime.

Fotografar, datar e identificar a localização das inscrições permite acompanhar o surgimento e a repetição desses sinais e, a partir do cruzamento com outros dados, identificar possíveis padrões, deslocamentos ou áreas de influência de grupos criminosos. 

A presença dessas marcas, entretanto, não permite associar automaticamente os moradores da região ao crime organizado. A pichação pode servir como elemento de análise e inteligência, mas, isoladamente, não comprova a participação individual de qualquer pessoa em uma facção. 

O que dizem as autoridades

A equipe de reportagem do Correio do Estado procurou a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), a Polícia Civil e a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul para saber se as autoridades têm conhecimento das pichações existentes na Rua Romeu Mendes Bandeira da Silva, esquina com a Rua Adis Abeba, no Jardim Cerejeiras.

A reportagem questionou se o número “33” e a expressão “Tropa do PPK” possuem relação já identificada pelas forças de segurança com o PCC ou outro grupo criminoso atuante em Campo Grande, se existem registros semelhantes em outros bairros da Capital e se as inscrições são objeto de investigação ou acompanhamento dos setores de inteligência.

Também foram solicitadas informações sobre eventual atuação ou disputa territorial de grupos criminosos na região do Jardim Cerejeiras e sobre os procedimentos adotados pelas forças de segurança diante de pichações com possíveis referências a organizações criminosas.

Em resposta ao Correio do Estado, a Polícia Civil informou que “a população precisa registrar a denúncia na unidade policial do bairro e, a partir da denúncia, será instaurada uma investigação”.

A Sejusp, por sua vez, informou que “é um órgão de gestão e o policiamento ostensivo e preventivo cabe à PM (Polícia Militar)”.

A Polícia Militar também foi procurada, mas, até a publicação desta reportagem, não havia respondido aos questionamentos encaminhados. O espaço permanece aberto para manifestação.

A Prefeitura de Campo Grande também foi procurada pela reportagem para esclarecer a situação do imóvel e informar quais providências seriam adotadas diante das inscrições. Em resposta, o Município informou:

A área em questão se trata de um imóvel particular. A Sesdes informa que a GCM intensificará as rondas na região nos próximos dias e ressalta que a segurança pública de Campo Grande é realizada em conjunto com as forças de segurança do Governo do Estado e do Governo Federal, conforme estabelece a Constituição Federal. O papel principal da Guarda Civil Metropolitana (GCM) é a realização de rondas em prédios públicos, além de oferecer apoio às forças ostensivas, como a Polícia Militar.

Enquanto a origem das inscrições permanece desconhecida, a frase “Proibido roubar na quebrada” expõe uma questão que vai além da própria pichação: a tentativa, ao menos simbólica, de alguém estabelecer regras em um espaço público à margem das instituições.

Sem uma investigação, porém, não é possível saber quem escreveu a mensagem, qual era sua intenção ou se existe de fato algum grupo por trás dela.

Por enquanto, o muro permanece como um recado sem autoria conhecida. A Polícia Civil orienta que o caso seja formalmente denunciado para que possa ser investigado, enquanto a Guarda Civil Metropolitana anunciou que reforçará as rondas na região nos próximos dias.

 

 


 

Fronteira com MS

Cidade do Paraguai decreta folga em 7 de setembro e gera revolta

Prefeitura de Capitán Bado decretou ponto facultativo para liberar servidores e escolas para desfile da Independência do Brasil em Coronel Sapucaia, mas decisão provocou críticas até em Assunção

04/09/2026 17h29

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS)

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS) Arquivo

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Um decreto do município de Capitán Bado, cidade paraguaia distante 400 quilômetros de Campo Grande, está causando polêmica no país vizinho. É que a prefeitura do município, localizado no Departamento de Amambay, decretou ponto facultativo na próxima segunda-feira (7), feriado de Independência do Brasil.

Capitán Bado é separada do Brasil apenas por uma rua. Região de fronteira seca, o município paraguaio é vizinho de Coronel Sapucaia (MS).

O jornal paraguaio El Nacional tratou a decisão da prefeitura paraguaia como “Vergonha Inexplicável”. A explicação do prefeito de Capitán Bado, feita por meio de nota, é que a decisão se justifica pela necessidade de liberar funcionários públicos e escolas para participar do desfile de 7 de setembro em Coronel Sapucaia.

A notícia chegou à capital paraguaia, Assunção. Algumas autoridades do país vizinho já pediram explicações.

Nas redes sociais, cidadãos paraguaios mais nacionalistas condenaram a atitude do prefeito, chamado de “intendente” no país vizinho. Outros não viram nada demais em decretar o ponto facultativo em consideração a uma cidade-irmã.

Outro questionou a soberania paraguaia: “Seria uma colônia do Brasil?”, disse.

Carbono Oculto

'Beto Louco' e 'Primo' são denunciados em esquema bilionário que atingiu MS

MPSP acusa empresários foragidos de organização criminosa e lavagem de dinheiro; investigação alcançou distribuidoras e postos de combustíveis em Mato Grosso do Sul.

04/09/2026 17h12

Roberto Augusto Leme da Silva, o

Roberto Augusto Leme da Silva, o "Beto Louco", e Mohamad Hussein Mourad, o "Primo", são alvos de nova denúncia do MPSP no âmbito da Operação Carbono Oculto. Foto: Reprodução. Montagem/Correio do Estado.

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Roberto Augusto Leme da Silva, o "Beto Louco", e Mohamad Hussein Mourad, o "Primo", foram alvos de uma nova denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) no âmbito da Operação Carbono Oculto, investigação sobre um esquema bilionário de fraudes e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis que mantém conexões empresariais com Mato Grosso do Sul.

Os dois estão foragidos e são apontados nas investigações como personagens centrais da organização. Nesta nova frente, Beto Louco e Primo são acusados de organização criminosa, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

O novo capítulo da investigação divulgado nesta sexta-feira (4) ocorre pouco mais de um ano depois da deflagração da Carbono Oculto e chama atenção em Mato Grosso do Sul porque empresas relacionadas à estrutura investigada foram instaladas em Iguatemi, no extremo sul do Estado.

Uma delas é a Alpes Distribuidora de Petróleo Ltda., que aparece nas investigações como parte da engrenagem empresarial relacionada ao grupo.

A companhia está sediada em Iguatemi e acumula dívida de aproximadamente R$ 2,93 bilhões com a União, figurando entre as maiores devedoras do Fisco federal em Mato Grosso do Sul.

A estrutura instalada em Iguatemi reuniu outras empresas que posteriormente apareceram na Operação Carbono Oculto.

Além da Alpes Distribuidora de Petróleo, estão entre elas Império Comércio de Petróleo, Arka Distribuidora de Combustíveis, Orizona Combustíveis, Start Petróleo e Petroriente.

A conexão ultrapassava Mato Grosso do Sul. Start e Petroriente, por exemplo, mantinham filiais no estado de São Paulo, em Jandira e Santos, respectivamente, enquanto as investigações apontaram negócios e movimentações financeiras ligados ao mercado paulista.

Há apenas uma semana, em 28 de agosto, Mato Grosso do Sul voltou a aparecer em um desdobramento da investigação.

Durante a Operação Bomba Oculta, a Receita Federal e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) declararam inaptos os CNPJs de 28 postos de combustíveis no Estado, que ficaram impedidos de operar.

A ação foi deflagrada como um desdobramento da Operação Carbono Oculto e buscou atingir financeiramente a estrutura investigada.

Em todo o País, 1.283 inscrições no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e 228 inscrições estaduais foram declaradas inaptas. A Receita Federal não revelou a localização dos 28 estabelecimentos de Mato Grosso do Sul em razão do sigilo do processo.

Segundo a Receita Federal, os postos ligados ao grupo investigado funcionariam como uma das portas de entrada de recursos no esquema de lavagem de dinheiro, permitindo que valores de origem ilícita fossem inseridos na economia formal.

A ligação com o Estado vai além de um endereço empresarial. A própria Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto de 2025, cumpriu medidas em Mato Grosso do Sul e alcançou uma extensa estrutura do setor de combustíveis espalhada por diferentes estados.

Nova denúncia 

A acusação apresentada pelo MPSP nesta semana é mais um desdobramento da Carbono Oculto e concentra parte das suspeitas na expansão dos negócios atribuídos a Beto Louco e Primo para o setor sucroalcooleiro, que reúne atividades ligadas principalmente à produção e comercialização de açúcar e etanol a partir da cana-de-açúcar.

Segundo a investigação, após operações anteriores atingirem empresas do grupo, uma nova estrutura empresarial teria sido organizada em torno do Grupo Itajobi e de outros negócios.

Os promotores sustentam que a organização utilizava empresas, fundos de investimento e estruturas financeiras para movimentar recursos e dificultar a identificação dos verdadeiros beneficiários.

Um dos episódios descritos na nova denúncia envolve a compra de dois terrenos em Catanduva, no interior paulista, avaliados em aproximadamente R$ 3,9 milhões. Os imóveis seriam destinados à construção da sede administrativa do Grupo Itajobi.

De acordo com a acusação, cerca de R$ 4 milhões utilizados na operação passaram por cinco contas diferentes em apenas sete minutos antes de chegar ao vendedor dos terrenos.

Para o Ministério Público, a movimentação teria sido estruturada dessa maneira para afastar os líderes investigados da origem dos recursos e dificultar o rastreamento do dinheiro.

A denúncia também descreve a utilização de pessoas que apareceriam formalmente como responsáveis por empresas, enquanto os beneficiários efetivos permaneceriam ocultos.

Em um dos casos relatados pela investigação, uma mulher do interior de Sergipe teria recebido R$ 1,2 mil mensais para aparecer como proprietária formal de uma empresa que movimentou bilhões de reais.

Conexão com Mato Grosso do Sul

Embora o núcleo da nova denúncia esteja em São Paulo, a investigação que levou até Beto Louco e Primo possui ramificações importantes em Mato Grosso do Sul.

Iguatemi tornou-se um dos pontos de interesse das autoridades por concentrar endereços de diversas distribuidoras de combustíveis relacionadas às investigações.

Uma antiga estrutura destinada à produção de etanol, localizada no quilômetro 18 da Estrada da Balsinha, atual MS-290, passou a concentrar diferentes empresas do setor.

Entre elas aparece a Alpes Distribuidora de Petróleo, investigada na Carbono Oculto e apontada como uma das empresas relacionadas ao ecossistema empresarial atribuído ao grupo.

A empresa chama atenção também pelo tamanho de sua dívida tributária. Levantamento publicado pelo Correio do Estado com base em dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) mostrou que a Alpes devia R$ 2,93 bilhões ao Fisco federal.

A companhia chegou a ter uma base em Iguatemi interditada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A suspeita levantada nas investigações é de que estruturas empresariais instaladas no município tenham sido utilizadas para operações fiscais e comerciais sem que necessariamente houvesse movimentação física de combustível compatível com os negócios declarados.

As investigações apontaram ainda relações empresariais entre companhias instaladas no local e pessoas ligadas ao núcleo investigado na Carbono Oculto.

Com isso, uma pequena cidade de Mato Grosso do Sul passou a aparecer no mapa de uma investigação de alcance nacional sobre o mercado de combustíveis.

Esquema atingiu toda a cadeia 

A Carbono Oculto foi deflagrada em agosto de 2025 por uma força-tarefa formada por órgãos como Ministério Público, Receita Federal e forças policiais.

A investigação alcançou mais de 350 alvos e teve medidas cumpridas em São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

Segundo os investigadores, a estrutura suspeita alcançava diferentes etapas da cadeia de combustíveis, desde empresas responsáveis pela produção e distribuição até postos utilizados na comercialização ao consumidor.

Outra frente considerada essencial pelas autoridades era o sistema financeiro. Fintechs e fundos de investimento teriam sido utilizados para movimentar recursos entre empresas e pessoas sem deixar evidente, no sistema financeiro tradicional, quem eram os beneficiários finais.

Os investigadores sustentam que essa estrutura permitia criar sucessivas camadas entre a origem do dinheiro e os responsáveis efetivos pelos negócios.

Beto Louco e Primo são apontados pelo Ministério Público como personagens de destaque nessa engrenagem. Ambos permaneciam foragidos até a divulgação da nova denúncia.

Beto Louca já havia sido denunciado

A acusação divulgada nesta sexta-feira não é a primeira contra Beto Louco decorrente das investigações.

Em 26 de agosto, o Ministério Público paulista denunciou 16 pessoas, entre elas o empresário, em uma frente relacionada ao suposto desvio de metanol, adulteração de combustíveis, falsidades documentais, fraudes contra consumidores e crimes fiscais.

Na nova denúncia, o foco avança sobre a estrutura utilizada para expansão patrimonial e lavagem de dinheiro atribuída aos investigados.

O Ministério Público também pediu à Justiça a manutenção da indisponibilidade de imóveis e recursos bloqueados durante a investigação, além da perda de patrimônio que, segundo os promotores, estaria relacionado aos crimes investigados.

O que dizem as defesas

A defesa de Roberto Augusto Leme da Silva contesta a acusação e afirma que demonstrará, durante o processo, a improcedência da denúncia e questionará a validade do procedimento.

Já a defesa de Mohamad Hussein Mourad também rejeita as acusações e sustenta que a denúncia apresenta uma narrativa baseada em fatos que não teriam sido comprovados.

As acusações ainda serão submetidas ao Poder Judiciário, e a apresentação da denúncia pelo Ministério Público não representa condenação.

Enquanto a nova frente avança em São Paulo, as conexões empresariais identificadas em Mato Grosso do Sul mantêm Iguatemi dentro de uma investigação que alcançou diferentes estados e expôs uma estrutura bilionária suspeita de operar por meio de distribuidoras, empresas de fachada e mecanismos financeiros para ocultação de patrimônio.

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