Cidades

CAMPO GRANDE

Anunciada na gestão Puccinelli, cadeia feminina pode ser concluída depois de 11 anos

Obra foi anunciada em 2014 e, desde então, foi paralisada duas vezes e agora passa por outro processo licitatório para finalmente "sair do papel"

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Anunciada em 2014, quando André Puccinelli ainda era governador de Mato Grosso do Sul, a Cadeia Pública Feminina de Campo Grande, com capacidade para 407 detentas, deve “sair do papel” depois de duas paralisações e muita confusão.

Em publicação no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (04), foi divulgado o aviso de lançamento de licitação para conclusão do sistema prisional feminino, na Gameleira, sob valor estimado de R$ 21.129.541,49, sofrendo ajustes financeiros ao longo do tempo.

Como dito, esta obra foi anunciada há 11 anos. Porém, em setembro de 2017, o contrato foi anulado pelo governo estadual por inconsistências no projeto. Em maio de 2018, foi anunciado uma nova licitação, desta vez para contratar uma empresa que fosse responsável por “arrumar” o projeto. Um mês depois, a escolhida foi a LM Arquitetura Ltda, sob preço de R$ 465.599,00.

Com projeto pronto e aprovado, foi assinado contrato, em dezembro de 2020, com a empresa Oros Engenharia Ltda, de Curitiba (PR), que ofereceu R$ 15,166 milhões para conclusão do complexo prisional em 18 meses - 540 dias. Porém, um novo problema iria surgir pelo caminho.

Em janeiro de 2023, com apenas 40% do projeto concluído, a construtora paranaense abandonou a construção sob alegação de desequilíbrio financeiro, chegando até a solicitar reequilíbrio econômico-financeiro do contrato, que “refere-se à possibilidade de ajustar os termos financeiros de um contrato para manter a equação econômica original, quando esta foi alterada por eventos imprevisíveis ou extraordinários”, mas sem sucesso.

Tanto que, em março do mesmo ano, a Secretaria de Estadual de Justiça de Segurança Pública aplicou uma multa de R$ 1,9 milhão na empresa, por "atrasos consideráveis" no andamento da obra. Além do mais, foi suspensa pela pasta por dois anos, sendo impedida de participar de outras licitações e contratações públicas por dois anos. 

Agora, com esta nova licitação, a previsão é finalmente a obra sair do papel e as vagas serem entregues à Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen). Atualmente, Campo Grande conta com um complexo prisional feminino, localizado na Coronel Antonino, com capacidade para 229 detentas, mas que nos últimos anos vem sofrendo com superlotação.

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Oportunidades

Funsat abre nesta quinta-feira 1.341 oportunidades de emprego

115 profissões distintas são ofertadas por 142 empresas diferentes

26/03/2026 10h35

Funsat oferece 1.341 vagas de empregos nesta quinta-feira

Funsat oferece 1.341 vagas de empregos nesta quinta-feira Arquivo / Agência Brasil

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Nesta quinta-feira (26) a Fundação Social do Trabalho (Funsat), abriu mais 1.341 vagas de emprego, para 115 funções diferentes, oferecidas por 142 empresas diferentes em Campo Grande. 

Das 1.341 vagas disponíveis, 913 são reservadas para o perfil aberto, ou seja, não necessita de experiência prévia. 

No quadro geral de vagas, estão a disposição almoxarife (5), analista de crédito (2), atendente de lojas e mercados (82), auxiliar de linha de produção (27), auxiliar operacional de logística (50), consultor de vendas (18), gerente de loja e supermercado (10), além de oportunidades para mecânico de automóvel e caminhão.

Para o perfil aberto tem funções como agente de saneamento (10), ajudante de carga e descarga (43), auxiliar de cozinha (18), repositor em supermercados (35), servente de pedreiro (9), pedreiro (3) e vendedor interno (2).

Já para o público PCD, foram disponibilizadas 17 vagas nas seguintes funções: repositor de mercadorias, auxiliar administrativo, auxiliar de linha de produção, empacotador à mão, motorista de caminhão, porteiro e auxiliar de limpeza.

Para estar apto à concorrer às vagas, tem que estar com o cadastro atualizado na Funsat. O atendimento acontece na Rua 14 de Julho, 992, na Vila Glória, das 7h às 16h, e no Polo Moreninhas, na Rua Anacá, 699, das 7h às 13h.
 

Conferência das Partes

PF age na COP15 em Campo Grande e fiscaliza segurança privada do evento

Polícia Federal tanto compõe e estrutura esquema especial de segurança, quanto garante que as demais forças de proteção estejam atuando dentro das conformidades legais

26/03/2026 09h44

Agentes estão  empregados de forma estratégica e preventiva

Agentes estão empregados de forma estratégica e preventiva "em pontos sensíveis e em áreas de interesse operacional".  Reprodução/PF/CS.SRMS

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Até o próximo domingo (29), a Polícia Federal atua e também fiscaliza a segurança privada da 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15), realizada no espaço Bosque Expo em Campo Grande. 

Nessas duas frentes, a PF tanto compõe e estrutura um esquema especial de segurança quanto garante que as demais forças de proteção estejam atuando dentro das conformidades legais. 

Durante essa semana acontecem ações de fiscalização dos vigilantes privados que atuam durante a Conferência, que basicamente garantem que toda a segurança contratada da COP15 "esteja de acordo com a legislação vigente". 

Como bem esclarece a PF, através do setor de comunicação social da superintendência regional em Mato Grosso do Sul, essa fiscalização da segurança privada é essencial em eventos de grande porte, garantindo um ambiente seguro e regulado para servidores, público e os profissionais que realizam o evento. 

Esquema de segurança

Além de fiscalizar a segurança privada, o emprego das chamadas equipes especializadas do Comando de Operações Táticas (COT) estrutura um esquema especial responsável por reforçar as ações preventivas e proteger as autoridades e delegações participantes. 

Dessas medidas, por exemplo, cabe destacar que esses agentes estão empregados de forma estratégica e preventiva "em pontos sensíveis e em áreas de interesse operacional". 

Ou seja, esses agentes do Comando de Operações Táticas (COT) trabalham a todo o tempo durante a COP15 com objetivo de identificar e de neutralizar eventuais ameaças. 

"A atuação envolve vigilância qualificada, posicionamento tático em locais estratégicos e capacidade de pronta resposta a incidentes que podem comprometer a segurança das autoridades, das delegações estrangeiras, do público e das estruturas relacionadas ao evento", complementa a PF em nota.

Além disso, como bem acompanha o Correio do Estado, até mesmo "fuzis anti drones" estão sendo usados pela Polícia Federal durante a COP15, para inclusive neutralizar eventuais voos irregulares de aeronaves remotamente pilotadas (RPAs) nas áreas sob proteção.

É importante esclarecer que há protocolos específicos para inclusive resposta imediata, por isso a PF reforça que o emprego de aeronaves remotamente pilotadas nas áreas de interesse da segurança do evento deve observar as normas vigentes e eventuais restrições temporárias de espaço aéreo estabelecidas para a COP15.
 

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