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INFRAESTRUTURA

Projeto bilionário para PPP em rodovias em MS deve ter início ainda neste ano

Serão 800 quilômetros de melhorias em trechos de 17 rodovias estaduais, que passam por 15 municípios sul-mato-grossenses

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O governo do Estado prepara para o fim deste ano mais um projeto de reestruturação de rodovias, o Rodar MS, com previsão de investimento de cerca de R$ 1,4 bilhão em 17 estradas estaduais. É estimado que o pacotão seja iniciado até o fim deste ano.

Ao todo, serão 800 quilômetros de melhorias em trechos de 17 rodovias, localizadas, em sua maioria, na região sul de Mato Grosso do Sul, que passam por 15 municípios.

Os trechos são das rodovias MS-141, MS-145, MS-290, MS-475, MS-488, MS-134, MS-141, MS-145, MS-274, MS-276, MS-395, MS-473, MS-475, MS- 476, MS-480, MS-377 e MS-240, que passam por Jateí, Naviraí, Iguatemi, Eldorado, Novo Horizonte do Sul, Itaquiraí, Nova Andradina, Angélica, Anaurilândia, Bataguassu, Taquarussu, Água Clara, Três Lagoas, Inocência e Paranaíba.

Os investimentos totais do Rodar MS serão de US$ 250 milhões (na cotação atual, R$ 1,39 bilhão), recursos contratados com o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird) e que no momento aguarda apenas a assinatura da destinação do crédito. 

O valor máximo a ser contratado na operação de crédito é de US$ 200 milhões, os outros US$ 50 milhões serão aplicados como contrapartida pelo governo do Estado.

“A operação de crédito ainda não foi assinada. Já foi autorizada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul e aprovada pela diretoria do Banco Mundial. Está na fase de análise de garantia da União, ou seja, em trâmites internos do governo federal. Após isso, toda a documentação será encaminhada ao Senado, pois se trata de operação de crédito externa. Somente após este processo a autorização será efetivada”, explicou ao Correio do Estado o Escritório de Parcerias Estratégicas (EPE) do governo do Estado.

Ainda segundo o EPE, esse trâmite que ainda falta deve ser resolvido até o fim deste ano, quando o governo espera começar a segunda fase do projeto, que será a contratação de empresas para executar as obras nas 17 rodovias.

PROGRAMA

Conforme anunciado pelo governo do Estado no ano passado, o projeto tem como foco “um novo modelo proativo de manutenção de pavimento com contratos baseados em desempenho por meio de duas modalidades” de contrato de restauração e manutenção (Crema): o DBM (design, built, maintain) e a parceria público-privada (PPP).

No caso do Crema DBM serão até 10 anos de duração, com contratação integrada de projeto, obra e manutenção do pavimento com maior eficiência e pagamento pelo Estado com base no cumprimento de indicadores de desempenho vinculados a resultados previamente estabelecidos. 

Já o Crema PPP seria um projeto mais longo, com duração de até 30 anos, e, segundo o EPE, com a mesma dinâmica de operação do anterior.

Pelo projeto atual, as rodovias contempladas pela modalidade de Crema DBM são MS-141, MS-145, MS-290, MS-475, MS-488, MS-134, MS-141, MS-145, MS-274, MS-276, MS-395, MS-473, MS-475, MS- 476 e MS-480, totalizando 590 km em obras e manutenção das rodovias nas regiões de Naviraí e Nova Andradina. 

Já a modalidade de Crema PPP prevê investimentos em 210 km das rodovias MS-377 e MS-240.

“A proposta do programa é a mudança de paradigma do modelo tradicional de contratos pontuais e fragmentados da administração pública para uma nova metodologia preventiva em gestão dos ativos rodoviários, que inclui modelo de contratos baseados em produção e desempenho”, afirmou o governo do Estado, em nota.

Ainda de acordo com o governo do Estado, o projeto deve melhorar as características físicas da infraestrutura rodoviária e implantar medidas para aumentar a segurança viária e de resiliência aos eventos climáticos extremos nas rodovias estaduais.

“Os estudos também abrem espaço para maior eficiência e, consequentemente, ao fomento à descarbonização da logística de transportes e da mobilidade urbana estadual. Busca reduzir os pontos críticos que impactam a população no perímetro das rodovias estaduais, sobretudo aos estudantes no acesso aos ambientes de ensino”, trouxe o governo de MS, em nota.

Os estudos para a contratação do crédito, que contam com garantia da União, foram estruturados pelo EPE. 

OUTRAS CONCESSÕES

Em maio deste ano, foram leiloados dois projetos envolvendo rodovias de Mato Grosso do Sul. O primeiro foi a Rota da Celulose, que concede à iniciativa privada a operação de trechos de cinco rodovias, sendo três estaduais e duas federais, localizadas na região leste do Estado.

O projeto foi vencido pelo consórcio K&G, formado pelas empresas K-Infra e Galapagos Participações, mas está paralisado por um recurso impetrado pela segunda colocada, a XP Investimentos. 

Já o segundo projeto foi a repactuação da BR-163 com a antiga CCR, atual Motiva MSVia, que garantiu mais 29 anos de gestão da rodovia pelo grupo. Neste caso, apesar de o contrato ainda não ter sido assinado, as obras já começaram na rodovia.

SAIBA

As obras de qualificação das rodovias vão passar pelos seguintes municípios: Jateí, Naviraí, Iguatemi, Eldorado, Novo Horizonte do Sul, Itaquiraí, Nova Andradina, Angélica, Anaurilândia, Bataguassu, Taquarussu, Água Clara, Três Lagoas, Inocência e Paranaíba.

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Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

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O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

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TCU aponta problemas na prestação de contas da Cultura e da Ancine, com passivo de R$ 22 bi

São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas

25/03/2026 21h00

Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil

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O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas que classificou como graves na gestão de recursos transferidos a projetos culturais do Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) de 2019 a 2024. O montante alcança cerca de R$ 22,1 bilhões, segundo relatório da Corte. São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas. Além dos atrasos nas análises, há "elevado" risco de prescrição de processos.

O montante resulta da soma de R$ 17,73 bilhões em 19.191 projetos incentivados (renúncia fiscal) e R$ 4,36 bilhões em 7 392 projetos não incentivados (recurso direto do governo). De acordo com a fiscalização, o passivo de projetos nessa situação é crescente, o que fragiliza o controle sobre o uso de recursos públicos.

No caso do Ministério, o TCU apontou um cenário com acúmulo de processos pendentes e ausência de mecanismos eficazes de controle de prazos. A demora na análise, que pode ultrapassar anos, eleva o risco de perda do direito de cobrança de valores eventualmente devidos ao erário, segundo a Corte.

A Ancine também apresentou atrasos relevantes, embora o Tribunal tenha destacado iniciativas tecnológicas em curso para aprimorar a análise de prestações de contas, incluindo o uso de ferramentas automatizadas.

"O acompanhamento permite detectar omissões, atrasos e inconsistências na análise das prestações de contas", afirmou o relator do processo, ministro Augusto Nardes.

Diante dos achados, o tribunal determinou a adoção de medidas para priorizar processos com risco iminente de prescrição, implementar sistemas de monitoramento de prazos e revisar procedimentos internos, com o objetivo de reduzir o passivo e fortalecer a fiscalização.
 

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