Projeto de lei que tramita na Câmara Municipal de Campo Grande determina que funcionários de edifícios com mais de três andares, de escolas municipais, privadas e de universidades instaladas na Capital façam curso de treinamento para utilização de equipamentos preventivos contra incêndio. Os funcionários capacitados atuariam como uma espécie de “brigada de incêndio” nesses locais.
A proposta, de autoria dos vereadores Thais Helena (PT) e Paulo Siufi (PMDB), foi protocolada na segunda-feira (3) e também obriga a participação dos moradores de edifícios, além de estudantes de escolas municipais, privadas e de universidades em simulações de incêndio, como forma de treinamento.
A apresentação do projeto de lei ocorre após o incêndio no 9º andar do edifício Leonardo Da Vinci, localizado na rua Amazonas, bairro São Francisco, na Capital. O incidente foi registrado no dia 2 de outubro e resultou na morte de duas pessoas intoxicadas por fumaça, o publicitário Giovanni Sérgio Dolabanni Leite, 24 anos, e a defensora pública Kátia da Silva Soares Barroso, 37 anos. A perícia da Polícia Civil ainda apura as causas do incêndio, mas um dos problemas verificados foi o despreparo dos moradores do prédio em situações como essa. As portas corta-fogo, que deveriam servir de isolamento para a escada de emergência, foram deixadas abertas e todo o setor foi tomado pela fumaça.
A vereadora Thais Helena participava do mesmo movimento da Igreja Católica que Giovanni frequentava. “Ele era um exemplo de fé e determinação, este projeto é em sua homenagem e se a família autorizar, o programa preventivo levará seu nome”, declarou.
Detalhes
Está previsto no projeto que os cursos e treinamentos sejam ministrados anualmente por entidades especializadas, sediadas em Campo Grande, ou por militares do Corpo de Bombeiros. No caso de funcionários de edifícios com mais de três andares, caberá ao síndico providenciar a sua realização.
De acordo com a vereadora Thais Helena, o objetivo do projeto de lei é garantir a todos os funcionários de locais com grande fluxo de pessoas o devido treinamento para a utilização dos equipamentos preventivos contra incêndio. “De nada adiantará termos planos contra inc



