Cidades

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Projeto obriga instituições de ensino superior a garantir vagas de estágio

Projeto obriga instituições de ensino superior a garantir vagas de estágio

FOLHAPRESS

01/01/2014 - 15h15
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A Câmara analisa o projeto de lei que obriga as instituições de ensino a garantir vagas de estágio para os seus alunos sempre que o currículo exigir estágio obrigatório. As informações são da Agência Câmara. De acordo com o autor, deputado Mandetta (DEM-MS), há instituições de ensino superior que exigem estágio, mas deixam aos estudantes a tarefa de conseguir uma vaga. Essa prática, segundo ele, `revela o descompromisso das instituições de ensino em que esses alunos se encontram matriculados". Mandetta afirma que, atualmente, quase todos os cursos superiores exigem estágios como condição para obtenção do diploma, o que torna a medida ainda mais necessária. "Tratando-se de uma obrigação acadêmica imposta pela instituição de ensino, é consequente que ela tenha a responsabilidade de encaminhar os estudantes para os locais de estágio, assegurando, em articulação com as entidades concedentes, as vagas necessárias", diz o deputado. A proposta altera a lei do estágio. O projeto terá análise conclusiva das comissões de Educação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Ensino médio 

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), assinou o ato de criação de comissão especial para analisar o projeto de lei que institui a jornada em tempo integral no ensino médio. O projeto tem origem no relatório no final da Comissão Especial do Ensino Médio, aprovado em novembro. De acordo com a proposta, a carga horária mínima anual para o ensino fundamental será de 800 horas. Já os alunos do ensino médio terão de cumprir 1.400 horas, distribuídas por um mínimo de 200 dias de efetivo trabalho escolar, excluído o tempo reservado aos exames finais, quando houver. Segundo destacou o presidente da comissão especial que deu origem ao projeto, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), a meta é que, em 10 anos, os estudantes de metade das escolas de ensino médio já estejam cumprindo 7 horas de aulas diárias. Todas as escolas deverão adotar o ensino integral em 20 anos.

"Hoje nós temos o ensino médio de 4 horas, mas o aluno estuda só 3 horas, porque demora 15 minutos para entrar, mais 15 minutos de intervalo e ele sai 15 minutos antes do término. Nenhum país que avançou teve uma carga menor do que 5 horas. Portanto, estamos propondo 7 horas em um prazo de 10 anos para que o Brasil possa cumprir 50% de matrículas no ensino de 7 horas. E para os últimos 10 anos, a universalização do horário integral do ensino médio."

A presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares do Ensino do Distrito Federal, Fátima Mello, disse que as escolas particulares apoiam o projeto da Câmara e apresentou algumas sugestões como o horário de 5 horas diárias no lugar das 7 previstas no texto. Ela também defende alterações no currículo. "É importante disciplinas como sociologia e filosofia para a reflexão do educando. A gente também propôs que o Enem seja anual e venha desde o primeiro ano do ensino médio."

Temas

O texto do projeto prevê a divisão da organização dos currículos do ensino médio em áreas do conhecimento (linguagens, matemática, ciências da natureza, humanas e formação profissional); e a ampliação para quatro anos a duração do ensino médio noturno.
Também serão incluídos no ensino médio temas chamados "transversais", tais como prevenção ao uso de drogas e álcool; educação ambiental; educação para o trânsito; educação sexual; cultura da paz; empreendedorismo; noções básicas da Constituição Federal e do Código de Defesa do Consumidor; importância do exercício da cidadania; ética na política; e participação política e democracia. Depois de analisada na comissão especial, a proposta será votada em plenário. 

RECORDE

Chuva desta quinta-feira foi a maior do mês de outubro em Campo Grande

No acumulado do mês, já foram registrados 197,1 mm na Capital, superando a média de 164,2mm

16/10/2026 08h45

Alagamento na Rua da Divisão, no bairro Aero Rancho, em Campo Grande

Alagamento na Rua da Divisão, no bairro Aero Rancho, em Campo Grande Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A chuva que atingiu Campo Grande durante toda esta quinta-feira (15) teve o maior volume da história de outubro em um só dia. Das 6h às 20h, choveu 143,1 mm, segundo os dados do meteorologista Natálio Abrahão. A média histórica do mês, analisada entre os anos de 1980 a 2010, é de 165,2 mm.

A região que mais teve acumulado de chuva foi a do Carandá Bosque/Shopping, onde foram registrados os 143,1 mm. Depois desta, a área da Embrapa teve 83,2 mm, seguido pelo distrito de Anhanduí com 81, 2 e, por fim, o centro teve 73,2 mm.

No acumulado do mês, já foram registrados 197,1 mm na Capital sul-mato-grossense, superando a média de 164,2mm. Na região do Carandá Bosque/Shopping choveu 253,8mm durante outubro, 89,6 mm acima do esperado.

Conforme os dados obtidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) desde 2002, nos primeiros 15 dias de outubro nunca houve um acumulado maior que o deste ano. Até então, o ano mais chuvoso neste período foi em 2011, quando foram registrados 158,8 mm de precipitação.

Segundo a previsão do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec-MS), há previsão de chuvas para hoje, em decorrência da atuação de uma frente fria, associada à formação de um ciclone extratropical sobre o oceano Atlântico.

As chances de chuva são maiores nas regiões norte, nordeste e leste do Estado, onde as precipitações podem ser mais intensas, além de tempestades acompanhadas de raios e rajadas de vento pontuais.

Chuva em MS

Outras cidades do Estado também tiveram acumulados elevados durante a quinta-feira (15). Em Dois Irmãos do Buriti, que fica a 115 km de Campo Grande, a chuva atingiu os 45,4 mm. 

Em Nova Alvorada do Sul, município que integra a região geográfica imediata de Campo Grande, o acumulado foi de 35,8 mm. Em Santa Rita do Rio Pardo, também foram registrados 35,8 mm.

Já na região leste, no município de Água Clara choveu 32,2 mm na área do Cemaden.

 

CRIME FRUSTRADO

Bando que invadiu banco pelo telhado é condenado a 46 anos de prisão

Grupo tentou chegar ao cofre de agência em Água Clara, mas foi surpreendido por sistema de segurança

16/10/2026 08h30

Criminosos tentaram acessar o cofre de uma agência bancária em Água Clara pelo telhado, mas fugiram após acionamento do sistema de segurança

Criminosos tentaram acessar o cofre de uma agência bancária em Água Clara pelo telhado, mas fugiram após acionamento do sistema de segurança Divulgação

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Uma tentativa de furto a uma agência bancária em Água Clara, município localizado a cerca de 190 quilômetros de Campo Grande, terminou com seis homens condenados a penas que, juntas, ultrapassam 46 anos de prisão. O grupo tentou acessar o cofre do estabelecimento pelo telhado, mas teve a ação frustrada pelo sistema de segurança do banco.

Conforme informações divulgadas pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), as condenações somam 46 anos, 7 meses e 20 dias de reclusão, pelos crimes de furto qualificado e tráfico de drogas. A decisão judicial também determino o pagamento de 2.817 dias-multa.

O crime aconteceu na madrugada de 8 de janeiro de 2025. Para entrar na agência, os envolvidos utilizaram uma escada posicionada ao lado de uma igreja vizinha. Dois homens subiram até o telhado e começaram a serrar o forro do imóvel, enquanto um terceiro permaneceu no chão, responsável por entregar as ferramentas.

Os outros três integrantes ficaram encarregados de vigiar a região e avisar sobre uma possível aproximação policial. Dois circulavam de motocicleta e o terceiro monitorava as ruas a pé.

A primeira tentativa de entrada foi interrompida pelo disparo do alarme. Apesar do alerta, os suspeitos decidiram continuar a ação ao perceberem que nenhuma equipe policial havia chegado ao local.

Na segunda investida, quando tentavam alcançar o dinheiro, o sistema de cortina de fumaça da agência foi acionado, obrigando o grupo a fugir antes de conseguir abrir o cofre. 

Sem acesso aos valores armazenados, os criminosos levaram apenas um notebook. Na fuga, deixaram para trás ferramentas utilizadas na tentativa de invasão, aparelhos celulares, além de um colete à prova de balas e munições pertencentes à agência.

As pistas abandonadas no banco foram fundamentais para que a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS), com apoio do Grupo Armado de Repressão a Roubos, Assaltos e Sequestros (Garras), chegasse aos envolvidos.

Por meio das etiquetas encontradas nas ferramentas e de um chip de celular, os investigadores conseguiram identificar o comprador dos equipamentos utilizados no crime e o titular de uma das linhas telefônicas.

O primeiro suspeito localizado confessou a participação na tentativa de furto e forneceu informações sobre os demais integrantes. A partir do depoimento, a polícia avançou nas diligências até identificar os seis participantes.

Durante a prisão de um dos investigados, os policiais também encontraram 89,2 gramas de cocaína e uma balança de precisão na residência dele. A apreensão resultou na inclusão da acusação de tráfico de drogas no processo. 

Justiça mantém prisão preventiva

A ação penal foi conduzida pela 1ª Promotoria de Justiça de Água Clara. Ao analisar o caso, a Justiça acolheu os pedidos apresentados pelo MPMS e rejeitou os argumentos das defesas que buscavam afastar ou reduzir a responsabilização pelos crimes.

As maiores penas foram aplicadas a dois homens condenados por furto qualificado e tráfico de drogas. Um recebeu 16 anos, 2 meses e 15 dias de reclusão, enquanto o outro foi condenado a 12 anos e 6 meses. Ambos deverão cumprir as penas inicialmente em regime fechado.

Outros três integrantes receberam penas de cinco anos de prisao cada, em regime semiaberto, pelo crime de furto qualificado. 

Já o sexto condenado recebeu a menor pena do grupo: 3 anos, 5 meses e 20 dias de reclusão, em regime aberto. A redução considerou a confissão do crime e o fato de ele ter menos de 21 anos na data da ocorrência. 

Além das penas de prisão, os seis condenados deverão pagar multas estabelecidas pel Justiça. A decisão também manteve a prisão preventiva de dois dos envolvidos. 

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