Cidades

CORUMBÁ

Proprietários de imóveis começam despoluição visual da área central de Corumbá

Proprietários de imóveis começam despoluição visual da área central de Corumbá

Redação

20/10/2010 - 10h22
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Estabelecimentos comerciais do centro de Corumbá já começaram as intervenções para despoluição visual dos prédios situados no entorno do Casario do Porto. A ação determinada por uma recomendação do Ministério Público Federal (MPF) é supervisionada pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e deve ser concluída em toda a área até o final de 2011.

Uma das primeiras lojas que já começaram a intervenção na fachada foi a Tecelagem Avenida, onde os grandes painéis que cobriam a parte superior do prédio localizado na esquina das ruas Frei Mariano e Delamare, já foram retirados. As obras continuam para recuperar os traços arquitetônicos e as cores da antiga construção.

O gerente, José Augusto Bernardino, vê com bons olhos a ação de despoluição e confessou que o estabelecimento, que integra uma rede de lojas em todo país, já passou por essa situação em outras cidades.

“Nas capitais, a gente já sofreu isso. Em Cuiabá, por exemplo, tivemos que retirar tudo e manter a estrutura do prédio natural com o mínimo de interferência. Aqui, na hora que o IPHAN determinou não foi nenhum susto, a empresa já estava preparada pra isso, existia projeto relacionado a essa norma”, declarou ao Diário.

Numa loja que vende bijuterias, na rua Frei Mariano, o grande letreiro formado por pequenas placas que refletiam a luz, fazendo referência ao material metálico dos produtos vendidos, também teve que sair da frente do prédio. Para não descartar o recurso de divulgação, ele foi instalado num espaço dentro da loja.

“Teve que ser retirado e colocamos o letreiro aqui dentro. Minha chefe está estudando um outro projeto que divulgue, mas conserve a fachada, conforme o IPHAN determina”, comentou a vendedora Jéssica da Silva Moura.

Já o prédio da proprietária Wilma Anache é um dos poucos que não sofrerão mudanças com a determinação legal. É que a construção, datada de 1914, mantém sua originalidade e, atualmente, se destaca das demais localizadas na rua Frei Mariano.

“Eu acho que isso é importante pra cidade. Corumbá é história, tem mais de 230 anos. A cidade é muito bonita mesmo, o povo é alegre, comunicativo, então temos que manter o que é nosso”, afirmou.

Pela recomendação do Ministério Público cabe ao município de Corumbá fomentar a adequada preservação dos imóveis situados na área de entorno do Casario do Porto, com efetiva fiscalização dos imóveis e ampla divulgação e aplicação dos benefícios fiscais previstos na Lei Complementar Municipal nº 100/2006. Esta lei concede isenção parcial de IPTU a imóveis dotados de valor histórico em bom estado de conservação.

Projetos e retirada de fiação

Patrícia Gomes Marques, chefe do escritório técnico II – Corumbá, do IPHAN, lembra que a ação de despoluição visa mais do que colocar em evidência somente os traços arquitetônicos. Ela ressalta que essa medida ajuda a revelar a própria história de Corumbá considerada uma das cidades mais importantes dentro do contexto histórico e cultural em Mato Grosso do Sul.

A chefe do escritório técnico explicou que o prazo tão dilatado para a conclusão da despoluição visual, até dezembro de 2011, é justificado, pois são necessárias várias etapas nesse processo.

“Não é chegar lá e ir tirando os letreiros. O proprietário tem que apresentar um projeto, que passa pelas vistas do IPHAN e depois da Procuradoria da República para então, começarem as ações. Nisso, projetos são reavaliados, sofrem alterações até chegar ao ideal”, disse.

Patrícia falou também sobre a retirada dos postes de fiação de energia elétrica e telefonia que contribuem para a poluição da área de entorno. Segundo ela, as obras para aterramento das fiações devem ser implementadas até dezembro deste ano, pois o projeto já foi aprovado junto ao Governo Federal, dentro do PAC das Cidades Históricas, o que significa liberação da verba solicitada.

O projeto do IPHAN para despoluição visual envolve 41 imóveis construídos entre os anos 10 e 40 do século passado, situados nas ruas Frei Mariano, 13 de Junho e Delamare.

Fonte: Diário Corumbaense

BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO

Dourados tem mais de 5 mil casos confirmados de chikungunya em 2026

Mato Grosso do Sul já registrou 30 mortes causadas pelo vírus da picada dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus

15/08/2026 14h15

A prefeitura do município está realizando mutirões para erradicar focos do mosquito causador da coença

A prefeitura do município está realizando mutirões para erradicar focos do mosquito causador da coença Divulgação/Prefeitura de Dourados

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O último boletim epidemiológico, publicado pela Secretaria de Estado de Saúde, revelou que Mato Grosso do Sul chegou a 30 óbitos por chikungunya em 2026. Este já é o ano com mais mortes causadas pelo vírus e é quase o dobro de 2025, quando teve 17 vítimas. Dourados é disparado o município com maior número de casos da doença, com 5.146 registros. Este numeral é 8 vezes maior que os registros em Fátima do Sul, o qual ocupa a segunda posição no ranking com 639 confirmados.

Em Mato Grosso do Sul são 12.520 casos prováveis, sendo que 9.961 foram confirmados. O levantamento é referente à 31ª semana epidemiológica.

Os municípios que tiveram mortes causadas pelo vírus da arbovirose são: Dourados (18), Bonito (2), Jardim (2), Fátima do Sul (1), Douradina (1), Guia Lopes da Laguna (1), Itaporã (1), Ponta Porã (2), Nioaque (1) e Corumbá (1). Um óbito permanece em investigação. O boletim também registra 114 casos confirmados da doença em gestantes.

Em Corumbá, uma mulher de 62 anos morreu no dia 28 de julho. Este foi o último registro de morte pela arbovirose em MS. No boletim epidemiológico consta que a vítima tinha hipertensão arterial sistêmica (HAS). Apesar do município fronteiriço estar em terceiro no ranking de cidades com mais casos confirmados (542), este foi o único óbito, asssim como Fátima do Sul, que também teve apenas um e está na segunda posição. 

O Estado bateu o recorde de mortes em 2026. Na série histórica, com os casos contabilizados desde 2015, o segundo período que mais teve óbitos por chikungunya foi em 2025, quando 17 pessoas morreram devido à doença.

A SES orienta que, em caso de sintomas de dengue ou chikungunya, a pessoa deve procurar uma unidade de saúde e evitar a automedicação. A população também deve eliminar recipientes que possam acumular água e servir de criadouro para o mosquito Aedes aegypti.

Dengue

Em relação à dengue, o Estado contabiliza 4.551 casos prováveis, sendo 1.933 confirmados. Em 2026, foi confirmado um óbito pela doença, de um morador de Bonito, e um está em investigação.

Nos últimos 14 dias, Inocência, Santa Rita do Pardo, Sidrolândia, Amambai, Jardim, Itaporã, Paranhos, Maracaju, Nova Alvorada do Sul e Bataguassu registraram baixa incidência de casos confirmados de dengue.

Vacinação

Mato Grosso do Sul recebeu 241.030 doses da vacina contra a dengue e registra 223.322 doses aplicadas. Desse total, 201.349 foram administradas na população-alvo.

O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre elas. A vacinação é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias, faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.

LONGA ESPERA

Ponte sobre o Rio Paraguai ficará interditada por 3 fins de semana

As obras na estrutura ocorrem das 17h dos sábados até às 12h dos domingos

15/08/2026 13h30

Ponte sobre o Rio Paraguai terá interdição total de 19 horas em três finais de semana seguidos

Ponte sobre o Rio Paraguai terá interdição total de 19 horas em três finais de semana seguidos Divulgação: Agesul

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Devido a movimentação gerada pela data comemorativa do Dia dos Pais, no último domingo (9), a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog) adiou em uma semana a agenda de interdições de tráfego na ponte sobre o Rio Paraguai, na BR-262, em Corumbá. Com isso, a partir deste sábado (15), às 17h, a estrutura ficará interditada até às 12h do domingo (16).

A interdição total estava prevista para começar no dia 8 de agosto. As pessoas que forem viajar devem se planejar antes para não terem estresse no momento que for pegar a estrada, então precisam prestar atenção na nova agenda das obras, que fica da seguinte forma:

  • 15 de agosto (a partir das 17h) e 16 de agosto (até às 12h);
  • 22 de agosto (a partir das 17h) e 23 de agosto (até às 12h);
  • 29 de agosto (a partir das 17h) e 30 de agosto (até às 12h).

As obras de recuperação e com o tráfego em meia pista ocorrem desde o dia 12 de junho na ponte sobre o Rio Paraguai. A interrupção desta vez durará 19 horas nos próximos três finais de semana.

A rodovia BR-262 é o único acesso asfaltado das cidades Corumbá e Ladário, que juntas somam em torno de 122 mil habitantes.

De acordo com a Agesul, a “suspensão do tráfego é indispensável para garantir a segurança dos usuários e a execução adequada dos serviços da ponte, que é estratégica para Corumbá e para o Pantanal”.

Ainda de acordo com a Agesul, faixas informativas e painéis de LED foram instaladas em locais de grande circulação e acesso, como a entrada de Miranda, o acesso ao Lampião Aceso, o Anel de Corumbá, nas proximidades da antiga praça de pedágio e a entrada de Porto Esperança, com o objetivo de alertar os usuários com antecedência, organizar o fluxo de veículos e garantir mais segurança durante a execução dos trabalhos.

A reforma da ponte de 1,2 quilômetro foi contratada por R$ 11,7 milhões e, apesar de se tratar de rodovia federal, a obra está sendo bancada pelo Governo do Estado, que é responsável pela manutenção da estrutura desde conclusão, em meados de 2001.

Logo após a liberação para o tráfego foi instituída a cobrança de pedágio. O dinheiro, conforme alegação na época, seria utilizado para pagar o financiamento da obra e para bancar a manutenção da estrutura.

A cobrança se estendeu até setembro de 2022. Porém, a ponte foi devolvida ao Governo do Estado sem condições de tráfego. Depois do fim da cobrança, a Agesul já investiu em torno de R$ 10 milhões em reparos emergenciais, na elaboração do projeto para a reforma ampla que está em andamento e para o pagamento de empresas que fizeram o controle do tráfego.

Depois do fim da cobrança de pedágio, a ponte ficou durante quase dois anos parcialmente interditada e durante este período era necessário organizar o pare-siga nas duas extremidades. 

As obras em andamento vão custar o dobro do previsto pelo ex-secretário de obras, Hélio Peluffo. Em junho de 2023 ele previu gastos da ordem de R$ 6 milhões para recuperar a estrutura. 

Em março de 2023, por conta das péssimas condições da única ponte sobre o Rio Paraguai que liga Corumbá e Ladário ao restante do Estado, o tráfego passou a ser em meia pista. A interdição se estendeu durante mais de um ano, até que reparos emergenciais fossem feitos na pista de rolamento. 

Porém, o problema principal é que os "amortecedores" instalados entre as pilastras e a parte superior da ponte (a pista) estão desgastados porque não receberam a devida manutenção.

Ao longo de 2022,  com tarifa de R$ 14,10 para carro de passeio ou eixo de veículo de carga, a cobrança rendeu R$ 2,6 milhões por mês, ou R$ 21 milhões nos oito primeiros meses daquele ano.

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