Cidades

SEGURANÇA PÚBLICA

Queda na apreensão de cigarros pode ter ligação com fábricas clandestinas no País

Em MS, número de maços apreendidos caiu 26% no ano passado, em relação a 2023, segundo a Receita

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A diminuição de apreensões de cigarros contrabandeados em Mato Grosso do Sul pode estar atrelada à transferência de fábricas clandestinas do produto para o Brasil.

Em entrevista ao Correio do Estado, o superintendente da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Mato Grosso do Sul, João Paulo Pinheiro Bueno, declarou que o crime de contrabando pode ter mudado sua atuação no País, o que possivelmente fez diminuir o número de apreensões anuais de cigarros nas rodovias.

“Antes o contrabando de cigarro era muito maior aqui no estado de Mato Grosso do Sul, hoje em dia reduziu bastante, não tem tanto como tinha antes. O que a gente entende desta mudança é que muitas dessas fábricas de cigarros passaram a atuar dentro do nosso país, e, possivelmente, é isso que está acontecendo [para as apreensões terem diminuído]”, informou.

De acordo com o superintendente da PRF, ainda não há indícios claros da instalação de fábricas clandestinas no Mato Grosso do Sul, mas em grandes centros, como Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, a fiscalização para desmantelar possíveis fábricas é muito difícil de ser feita.

Segundo dados da Receita Federal, de janeiro a dezembro de 2023, a Polícia Federal (PF) e a PRF apreenderam 27.090.650 de maços de cigarro contrabandeado em Mato Grosso do Sul, que gerariam um lucro total de R$ 135,7 milhões para os contrabandistas.

Já em 2024 os números apresentaram uma queda de 26% em relação aos registrados no ano anterior, e as forças policiais aprenderam no período 20.044.645 de maços contrabandeados, avaliados em R$ 102 milhões.

Neste ano, dados de janeiro e fevereiro mostram que já foram apreendidos 4.224.318 de maços no Estado, estimados em R$ 22.429.319,70.

O superintendente da PRF ainda comenta que, além do contrabando de cigarros ser lucrativo para os criminosos, o modo de transporte do produto pela fronteira sul-mato-grossense era feito em grandes quantidades de maços pelas rodovias.

“É um crime que parece de menor potencial, mas o contrabando de cigarro é muito lucrativo, é o que alimenta as organizações criminosas. Antigamente, no Estado, os contrabandistas vinham em bitrens carregados de cigarros. Em algumas ocorrências que participei, chegamos a interceptar cinco carretas cheias de cigarro”, disse.

FÁBRICA CLANDESTINA

Um exemplo disso foi uma operação feita pela PF na quinta-feira, no Rio de Janeiro e no Espírito Santo, para combater uma organização criminosa especializada no comércio ilegal de cigarros.

O grupo comercializava os cigarros que produzia com o emprego de embalagens falsas, além de cometer crimes como trabalho análogo à escravidão, tráfico de pessoas e imposição de violência para que comerciantes fossem obrigados a adquirir o produto para revender apenas o cigarro fornecido pela organização criminosa.

A investigação foi iniciada em fevereiro de 2023, em decorrência da descoberta de três fábricas clandestinas de cigarros e do resgate de trabalhadores paraguaios submetidos a regime análogo à escravidão.

LUCRATIVO

Conforme já informado em reportagens do Correio do Estado, em Mato Grosso do Sul, a comercialização de cigarros contrabandeados do Paraguai é muito mais comum que no restante do Brasil. Essa situação faz com que, de 10 maços vendidos no Estado, 7 sejam de marcas ilegais, o que resulta em uma perda bilionária aos cofres do governo de Mato Grosso do Sul, que não recolhe o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre esse produto.

Estimativa feita pelo Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP), com base nos dados do Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica (Ipec), mostra que, nos últimos seis anos, R$ 2,7 bilhões deixaram de ser arrecadados em Mato Grosso do Sul em razão da venda ilegal de cigarros
contrabandeados.

Só no ano passado, ainda de acordo com o FNCP, foram R$ 150 milhões perdidos em imposto que poderia ter sido cobrado.

CIGARRO ELETRÔNICO

Além dos cigarros convencionais, os eletrônicos também entraram no radar das quadrilhas de contrabandistas. Só no ano passado, mais de 200 mil unidades foram apreendidas pela Receita Federal em Mato Grosso do Sul.

O cigarro eletrônico não foi legalizado no Brasil, então, todos os produtos vendidos no País são fruto de contrabando.

O aumento de apreensões desse tipo de mercadoria também foi confirmado pelo superintendente da PRF em entrevista.

“Apesar de ter diminuído, o contrabando de cigarro não parou, eles continuam vindo, e esses cigarros eletrônicos estão sendo contrabandeados em maior quantidade nos últimos anos”, afirmou João Paulo Pinheiro Bueno.

SAIBA

O volume de cigarros eletrônicos apreendidos em 2024 representa mais de R$ 12 milhões em produtos.

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frente fria

Chuvas derrubam temperaturas em MS e anunciam a chegada do frio

Frente fria chegou ao Estado e promete mínimas próximas a 4ºC até segunda-feira

08/05/2026 17h00

Chuva veio acompanhada de raios e rajadas de ventos, derrubando a sensação térmica

Chuva veio acompanhada de raios e rajadas de ventos, derrubando a sensação térmica FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Aguardada há semanas, as chuvas anunciam a chegada da frente fria na tarde desta sexta-feira (8) a Mato Grosso do Sul. Especialmente no centro-sul do Estado, já foram registrados acumulados superiores a 40 milímetros apenas nesta tarde. 

A queda nas temperaturas já é sentida desde o início da semana na parte da noite, mesmo com o calor durante o dia. A previsão indicava a diminuição das mínimas a partir de sábado (9), mas com as chuvas, a temperatura já caiu em vários municípios. 

Segundo o meteorologista Natálio Abrão, em Aral Moreira, região sul do Estado, as temperaturas chegaram a 13,3ºC, resultado de 36 milímetros de chuva e rajadas de ventos de 51 km/h. Ainda no sul, houve registro de nevoeiro em Ponta Porã e temperatura de 13,7ºC.

Em Amambai, já choveu 44 milímetros nesta tarde e foram registrados ventos de 82,2 km/h, derrubando a temperatura para 14,5ºC. 

Em Bonito, foram registrados 41,8 milímetros de chuva e enxurradas no município. A temperatura registrada foi de 16,8ºC.

Na Capital, foram 8 milímetros de chuva nos quatro cantos da cidade e a temperatura caiu de 27ºC para 19ºC. 

Choveu bastante também em Mundo Novo (47 mm), Iguatemi (38 mm), Ponta Porã (22 mm) e Bela Vista (15,4 mm). 

"Há alerta para queda de temperaturas durante a noite e a madrugada deve ser mais fria. Amanhã cedo, é esperado nevoeiro em várias regiões", afirmou Natálio. 

Fim de semana

No sábado (9), o frio ganha força e transforma completamente o cenário climático no Estado. Nas regiões do pantanal, sudoeste, sul e cone-sul, as máximas não ultrapassam os 20ºC. Em Campo Grande, a mínima chega a 10ºC e a máxima fica em 23ºC. 

Já no domingo de Dia das Mães (10), a temperatura cai ainda mais, favorecendo grandes volumes de chuva e ocorrência de tempestades isoladas, especialmente durante a madrugada e o início da manhã. 

A máxima em todo o Estado varia entre 15ºC na região sul e do bolsão e 20ºC em Coxim. Na região sul, a mínima chega a 6ºC, especialmente na fronteira. Em Campo Grande, a mínima prevista é de 9ºC e a máxima, 15ºC. 

Na segunda-feira (11), a chuva para e se espera tempo firme, com sol e poucas nuvens em grande parte do Estado. 

Mas o sol não será o suficiente para espantar o frio. Ao longo do dia, são esperadas as menores temperaturas da frente fria, com valores entre 4ºC e 8ºC, especialmente nas regiões sul e sudeste. 

A combinação entre umidade e a queda brusca de temperaturas pode favorecer a formação de nevoeiros ao amanhecer. 

Nas regiões Pantaneira e Sudoeste, as mínimas ficam entre 8ºC e 13ºC. No Bolsão, Norte e Leste, as máximas podem chegar a 26ºC e mínimas entre 7ºC e 13ºC. 

Em Campo Grande, a semana começa com mínimas entre 9ºC e 12ºC e as máximas variam entre 15ºC e 20ºC ao longo do dia. 

Recomendações

Diante desse cenário, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) orienta a população a adotar alguns cuidados simples, mas importantes, para enfrentar o frio com mais conforto e segurança:

  • Manter-se bem agasalhado, principalmente no início da manhã e à noite;
  • Beber bastante água, mesmo com a sensação de menos sede;
  • Evitar banhos muito quentes, que podem ressecar a pele;
  • Continuar utilizando protetor solar, mesmo em dias nublados;
  • Evitar ambientes pouco ventilados;
  • Hidratar a pele com frequência;
  • Manter uma alimentação equilibrada;
  • Evitar exposição prolongada ao frio.

Com a combinação de chuva, temperaturas mais baixas e possibilidade de mudanças rápidas no tempo, a recomendação é acompanhar as atualizações da previsão e se preparar para um fim de semana mais gelado do que o habitual em Mato Grosso do Sul.

Chegada do Frio

Iagro alerta para risco de hipotermia em rebanhos com frio

Agência reforça medidas preventivas para evitar mortes de animais durante períodos de frio intenso em Mato Grosso do Sul

08/05/2026 16h56

Iagro alerta para risco de hipotermia em rebanhos com frio

Iagro alerta para risco de hipotermia em rebanhos com frio Foto: Comunicação Semadesc

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Com a aproximação da primeira frente fria de 2026 e o início do período do ano marcado por quedas bruscas de temperatura, a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (IAGRO) emitiu um alerta aos produtores rurais de Mato Grosso do Sul sobre os riscos de mortalidade de animais por hipotermia.

O comunicado foi divulgado por meio de nota técnica elaborada em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc).

Segundo a agência, as mudanças climáticas bruscas e a ocorrência de frio intenso associado a chuvas e ventos fortes representam um dos principais desafios para os rebanhos mantidos a campo, especialmente os bovinos.

Em 2023 e 2024, a IAGRO recebeu diversas notificações de mortes de animais relacionadas à hipotermia em diferentes regiões do Estado. Já em 2025, conforme os dados oficiais, não houve registros desse tipo de ocorrência.

Fatores que aumentam os riscos de mortalidade

De acordo com a nota técnica, diversos fatores influenciam diretamente na resistência dos animais às baixas temperaturas. Entre eles estão:

  •  Estado nutricional do rebanho;
  • Escore corporal;
  • Idade dos animais;
  • Raça;
  • Ausência de abrigo adequado. 

A Iagro destaca que animais debilitados, magros ou mais jovens são os mais suscetíveis aos efeitos do frio extremo. O risco aumenta ainda mais quando há combinação entre queda acentuada de temperatura, chuva constante e incidência de ventos frios por períodos prolongados.

Medidas preventivas recomendadas pela Iagro

Para minimizar os impactos das intempéries e evitar perdas no rebanho, a agência orienta que os produtores adotem medidas preventivas de manejo antes da chegada das frentes frias.

Entre as recomendações estão:

  • Abrigo e proteção dos animais
  • Recolher os animais em piquetes com capões de mata;
  • Utilizar barreiras naturais ou artificiais para reduzir a incidência de ventos frios;
  • Evitar manter o rebanho próximo a corpos d’água;
  • Abrigar animais debilitados ou mais sensíveis em áreas de fácil acesso para acompanhamento e manejo.

Reforço na alimentação

A Iagro também recomenda reforçar a alimentação dos animais durante os períodos de frio intenso, oferecendo suplementação com:

  • Forragens;
  • Volumosos;
  • Concentrados.

Segundo a agência, a medida ajuda a compensar a redução da disponibilidade de pastagens e auxilia na recuperação dos animais submetidos ao estresse fisiológico provocado pelas baixas temperaturas.

Comunicação obrigatória em casos de mortalidade

Outro ponto destacado pela Iagro é a necessidade de comunicação imediata ao órgão em situações de mortalidade acima dos índices considerados normais.

Nesses casos, o Serviço Veterinário Oficial (SVO) deverá realizar inspeção veterinária para verificar as causas da morte e efetuar a baixa oficial do estoque animal.

Quando a visita técnica não for possível, o produtor deverá apresentar laudo veterinário particular para regularização junto ao órgão estadual.

Remoção rápida das carcaças evita doenças

A nota técnica também alerta para os riscos sanitários causados pela permanência de carcaças nos pastos. Segundo a agência, a remoção rápida dos animais mortos é fundamental para evitar problemas como:

  • Botulismo;
  • Contaminações ambientais;
  • Outras enfermidades relacionadas à putrefação.

A orientação é que os produtores realizem o descarte adequado o mais rapidamente possível para preservar a saúde dos rebanhos e evitar novos focos de doenças.

Canais de atendimento

A Iagro disponibilizou canais oficiais para orientações e notificações de ocorrências envolvendo mortalidade animal:

WhatsApp: (67) 99961-9205

E-mail: [email protected]

Plataforma: e-Sisbravet

O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 11h30 e das 13h30 às 17h30.

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