Cidades

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Radialista Sidney Assis morre aos 57 anos

O comunicador que viralizou com um vídeo ao lado da sucuri em 2009, morreu nesta terça-feira (13), em Coxim

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O radialista e ex-vereador Sidney Assis morreu na manhã desta terça-feira (13), em Coxim, município que fica a 253 quilômetros de Campo Grande.

Os socorristas chegaram a ser acionados; no entanto, Sidney não resistiu.

Ele ficou conhecido do público em todo o Estado como repórter correspondente em Coxim no programa apresentado por Maurício Picarelli, na TV Guanandi, afiliada da Rede Bandeirantes.

Nesse período, em 2009, Sidney ganhou projeção com um vídeo feito na nascente do Rio Coxim, em São Gabriel do Oeste, no qual chega a deitar ao lado de uma sucuri que havia acabado de se alimentar.

O vídeo é reproduzido em vários locais da internet, como na página do Facebook Mídia Ninja, o que mantém viva a memória de seu trabalho e o registro da curiosidade sobre a vida selvagem em Mato Grosso do Sul.

 

 

 

O tamanho da sucuri chamou atenção também fora do país, projetando o flagrante e a forma de atuação de Sidney internacionalmente.

Natural de Três Lagoas, o repórter policial, que atualmente atuava como radialista no programa de rádio “Coxim Precisa Saber”, estava em tratamento de uma doença no fígado.

Com sua morte, Coxim parou e prestou homenagem em um grande cortejo de veículos.

“O nome que se confunde com a notícia do rádio” e a ligação estabelecida com o ouvinte, levou a prefeitura a decretar três dias de luto.

“A Prefeitura Municipal de Coxim decretou luto oficial pelo falecimento do radialista e ex-vereador Sidney Assis, ocorrido na manhã desta data. A medida é uma forma de reconhecimento à trajetória e aos serviços prestados por ele ao município.

Sidney Assis teve atuação marcante na comunicação local. Paralelamente, construiu uma trajetória política relevante, tendo exercido dois mandatos como vereador, ambos pelo PSDB, período em que participou ativamente das discussões e decisões do Legislativo Municipal.

Nas últimas eleições, Sidney Assis obteve expressiva votação, sendo o quarto mais votado, resultado que o colocou na condição de primeiro suplente, demonstrando o reconhecimento da população ao seu trabalho e à sua história pública.

A Prefeitura de Coxim manifesta solidariedade aos familiares, amigos e a todos que acompanharam sua trajetória, reafirmando respeito e reconhecimento à contribuição deixada por Sidney Assis para a comunicação e a vida pública do município.”

No município, foi o vereador mais votado em 2008 e reeleito em 2012 pelo PSDB. No pleito de 2024, voltou a disputar uma cadeira na Casa de Leis e foi o quarto mais votado.

Por meio das redes sociais, o governador Eduardo Riedel (PP) manifestou pesar pela partida do comunicador.

“Recebi com tristeza a notícia do falecimento de Sidney Assis, uma das vozes mais relevantes da comunicação de Mato Grosso do Sul, com décadas de atuação no jornalismo e na política da região norte. Deixo minha solidariedade à família, amigos e a toda a população coxinense neste momento de luto.”

A Federação de Bandas e Fanfarras do Estado de Mato Grosso do Sul também expressou pesar com o falecimento do maestro Sidney Assis.

“Sidney Assis foi um nome de grande relevância para a música instrumental de fanfarras sul-mato-grossense. Nas décadas de 1990 e 2000, desenvolveu trabalhos musicais à frente das fanfarras dos municípios de Água Clara, Rio Negro, Corguinho e Coxim, contribuindo de forma decisiva para a formação musical, disciplinar e cidadã de inúmeros jovens.

Seu talento, dedicação e compromisso com a arte elevaram o nível das fanfarras na época, fortalecendo o movimento e levando o nome dessas cidades a importantes apresentações e competições.

Além de maestro, Sidney Assis também se destacou no jornalismo, atuando como repórter policial com ética, coragem e responsabilidade, sempre a serviço da informação e da sociedade. Sua atuação firme e respeitada deixou marcas na história da comunicação regional, assim como seu trabalho incansável em prol da cultura musical.

Neste momento de dor, a Federação de Bandas e Fanfarras do Estado de Mato Grosso do Sul se solidariza com os familiares, amigos, ex-alunos, músicos e toda a comunidade de Coxim e região, rogando a Deus que conforte os corações e conceda descanso eterno a este grande maestro e servidor da cultura.

Sidney Assis deixa um legado que jamais será esquecido pela música instrumental de fanfarras, pelo jornalismo e pela história das fanfarras sul-mato-grossenses”, lamentou a entidade.
 

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DEMOCRACIA

Lula tem 80,5% dos votos na Nova Zelândia, contra 19,4% de Flávio

Ao todo, 918.911 brasileiros residentes no exterior estão aptos a votar neste ano, segundo dados do TSE. O eleitorado está distribuído por 134 países

25/10/2026 07h32

Para que uma seção eleitoral seja instalada no exterior, é necessário haver pelo menos 30 eleitores aptos a votar na localidade

Para que uma seção eleitoral seja instalada no exterior, é necessário haver pelo menos 30 eleitores aptos a votar na localidade

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu 80,54% dos votos na Nova Zelândia no segundo turno da eleição presidencial, contra 19,46% do senador Flávio Bolsonaro (PL). Os dados foram apurados pelo Estadão na madrugada deste domingo, 25, com base nos boletins de urna das cinco seções eleitorais de Wellington, capital do país.

Os boletins de urna (BUs), disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em seu site de resultados, são documentos emitidos por cada urna eletrônica ao fim da votação. Eles registram a quantidade de votos recebidos por cada candidato na respectiva seção eleitoral e permitem conhecer os resultados antes da totalização oficial pelo tribunal.

Na Nova Zelândia, os boletins das cinco seções de Wellington foram publicados na madrugada deste domingo. Dos 526 brasileiros que compareceram às urnas no país, 418 votaram em Lula e 101 escolheram Flávio Bolsonaro. Outros quatro eleitores votaram em branco e três anularam o voto.

No primeiro turno, Lula também foi o vencedor das eleições na Nova Zelândia. O candidato recebeu 234 votos (70,48%), enquanto Flávio Bolsonaro, do PL, teve 64 votos (19,28%). Renan Santos recebeu 13 votos (3,92%).

No primeiro turno, a diferença entre Lula e Flávio na Nova Zelândia foi de 170 votos a favor do petista. Agora, ela subiu para 317 votos. 

As urnas na Nova Zelândia foram abertas às 16h de sábado, 24, pelo horário de Brasília. No Brasil, a votação começa às 8h deste domingo, no horário oficial.

Ao todo, 918.911 brasileiros residentes no exterior estão aptos a votar neste ano, segundo dados do TSE. O eleitorado está distribuído por 134 países, em 1.361 seções eleitorais, que contam com 1.407 urnas eletrônicas.

Para que uma seção eleitoral seja instalada no exterior, é necessário haver pelo menos 30 eleitores aptos a votar na localidade.

O número de brasileiros habilitados a votar fora do País representa um aumento de 31,82% em relação à eleição de 2022, quando cerca de 697 mil eleitores estavam aptos a participar do pleito no exterior.

Por causa da diferença de fuso horário entre os países, a votação no exterior começa antes da abertura das seções eleitorais no Brasil e se estende por mais de 29 horas. O processo teve início às 16h de sábado, 24, pelo horário de Brasília, na Nova Zelândia, e só termina na noite deste domingo, no Canadá, com o fechamento das últimas seções.

Em geral, os locais de votação fora do território nacional funcionam das 8h às 17h, conforme o horário de cada país.

Depois da Nova Zelândia, as urnas são abertas na Austrália e em países da Ásia, ainda na noite de sábado. Na madrugada e ao longo da manhã de domingo, é a vez dos brasileiros que vivem na Europa votarem.

DEMOCRACIA

Jardineiro perde o posto de 1º a chegar na escola com 8,4 mil eleitores

A escola no Parque do Lageado, em Campo Grande, tem mais eleitores que em 27 municípios de Mato Grosso do Sul

25/10/2026 07h17

Desta vez, José Vilmar (de verde), que normalmente era o segundo a chegar à escola, chegou mais cedo que o jardineiro Paulo Sérgio

Desta vez, José Vilmar (de verde), que normalmente era o segundo a chegar à escola, chegou mais cedo que o jardineiro Paulo Sérgio Marcelo Victor

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Embora tenha chegado de madrugada, desta vez jardineiro Paulo Sérgio Pires, 58 anos, foi o segundo na fila na porta da escola Padre Tomáz Ghirardelli, no bairro Parque do Lageado, para participar da disputa à Presidência da República. Ele perdeu o posto para José Vilmar, que chegou por volta das 04:50 e que nas três eleições anteriores fora o segundo a chegar.

O jardineiro que normalmente chegava em primeiro foi superado por um nordestino do Piauí de 62 anos que veio para trabalhar na usina Quebra Coco faz 26 anos e que se mudou para Campo Grande depois que e indústria deu sinais de falência.

E sua ligação com a escola não é somente por ser seu local de votação. Apesar de já ter passado dos 60, a Tomáz Ghirardelli é seu local de estudo, já que não conseguiu estudar durante sua infância em seu estado de origem.

Embora tenham  chegado um pouco mais tarde, pelo menos outras 80 pessoas também estavam na porta da escola, a que concentra o maior número de eleitores em um só endereço em todo o Estado, antes das 07:00, horário em que foram abertos os portos.

O jardineiro diz que chega cedo por pura ansiedade. Esta porém, não acaba assim que consegue votar. Ela se estende até o fim da apuração, diz ele. E neste domingo, na mais acirrada disputa da história brasileira depois da redemocratização, a ansiedade dele certamente está sendo compartilhada com boa parte dos 158 milhões de brasileiros aptos a participarem da votação presidencial.

Com suas 26 seções, nesta escola vota mais gente que em 27 municípios do interior. Somente nesta escola do Parque do Lageado estão cadastrados 8.415 eleitores. O número é um pouco menor que os 8.569 eleitores da disputa municipal realizada há dois anos. Mesmo assim, a quantidade de eleitores ainda é maior que o total de 27 municípios de Mato Grosso do Sul, O menor é Figueirão, com 2.810 aptos a votar.

PERFIL

Mas não é só na Escola Pe. Thomaz Ghirardelli que existe grande concentração de eleitores neste domingo. No Centro Universitário da Grande Dourados (Unigran), na região central de Campo Grande, por exemplo, são 7.893 eleitores.

Outro local que supera o número de eleitores de muitos municípios é a Escola Estadual Teotônio Vilela, situada no Núcleo Habitacional Universitário, com 7.885 eleitores. 

Na Capital, são 237 locais de votação e 2.242 seções eleitorais, que atendem 640.453 eleitores, segundo o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS). Em Mato Grosso do Sul, as seções eleitorais abriram às 7h e encerram às 16h.

Ao todo, a Capital conta com 2.242 urnas eletrônicas, uma para cada seção eleitoral. Em todo o estado, são 7.106 urnas. A Justiça Eleitoral conta com 908 urnas de reserva, disponíveis para eventuais substituições durante a votação.

ABSTENÇÃO RECORDE

No primeiro turno da votação, Mato Grosso do Sul teve o maior percentual de abstenções entre todos os estados, chegando a 23,87%. Somando exatos 2.024.430 eleitores aptos a votarem, o Estado registrou o comparecimento de somente 1.541.220 deste total.

Ou seja, com quase meio milhão de faltosos (483.210 que deixaram de votar em MS), além de estar no topo das abstenções Mato Grosso do Sul ficou ainda dois pontos percentuais acima da média nacional de abstenções, que ficou em 21,08%. 
 

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