Cidades

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Rapper Hungria é internado com suspeita de intoxicação por metanol

O rapper Hungria foi internado em Brasília com suspeita de intoxicação por metanol. Caso reacende alerta sobre bebidas adulteradas no Brasil

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Na manhã desta quinta-feira (2 de outubro de 2025), o cenário artístico e de saúde pública no Brasil foi sacudido por uma notícia preocupante: o rapper Hungria Hip Hop (Gustavo da Hungria Neves) deu entrada emergencial no hospital DF Star, em Brasília, com sintomas compatíveis com intoxicação por metanol. 

Segundo boletim médico, o artista chegou à unidade com queixas de cefaleia, náuseas, vômitos, turvação visual e acidose metabólica — sinais clássicos nos casos mais graves de envenenamento por metanol. 

Em nota, o hospital informa que já iniciou tratamento especializado e investiga a etiologia do quadro. 

A assessoria do cantor sustenta que o quadro é resultado da ingestão de bebida adulterada, afirmando que o caso remete aos episódios recentes de intoxicação por metanol registrados em São Paulo e outros estados. 

Ainda de acordo com ela, Hungria está “fora de risco iminente” e sob observação médica — porém alguns shows da agenda foram cancelados ou remarcados. 

O que é metanol e por que ele é tão perigoso?

O metanol (ou “álcool metílico”) é uma substância química usada como solvente, anticongelante e em processos industriais. Por si só, não é uma bebida alcoólica de consumo. Quando ingerido — especialmente em bebida adulterada —, ele é metabolizado no organismo em compostos ainda mais tóxicos, como formaldeído e ácido fórmico, que podem provocar:

Dano ao sistema nervoso central

Acúmulo de ácidos no sangue (acidose)

Lesões visuais, podendo levar à cegueira

Se não tratado rapidamente, risco de falência múltipla de órgãos e morte

Mesmo doses que, a olho nu, não pareçam tão elevadas podem causar consequências graves. Por isso, casos de suspeita de intoxicação exigem tratamento imediato e cuidado intensivo.

O pano de fundo: casos em São Paulo e o alerta nacional

Nos últimos dias, notícia após notícia trouxe à tona casos de intoxicação por metanol em São Paulo — com ao menos seis casos confirmados, e dezenas sob investigação.  

A situação motivou operações integradas da Polícia Federal, do Ministério da Agricultura e de vigilância sanitária para identificar redes de abastecimento de bebidas adulteradas e coibir distribuição clandestina. 

Ainda não há confirmação oficial de que o episódio com Hungria tenha ocorrido no Distrito Federal ou em Brasília. 

A Secretaria de Saúde local declara que não há casos confirmados até o momento no DF. 

Mas o alerta está dado: quando figuras públicas são atingidas, a visibilidade torna o problema mais claro e o clamor por respostas, mais intenso.

Vidas humanas — além dos holofotes

O que está em jogo vai muito além da carreira ou da rotina de quem faz shows. O caso expõe fragilidades no controle da produção, fiscalização e comercialização de bebidas. Quando bebidas são adulteradas com compostos tóxicos, quem consome — muitas vezes sem saber — está vulnerável a danos profundos.

Pessoas comuns já perderam a visão, a mobilidade ou até a vida pela contaminação por metanol. Casos de vítimas anônimas frequentemente não ganham atenção midiática, mas existem, sobretudo em áreas de produção informal ou onde há consumo de bebidas clandestinas.

O nome de um artista dá visibilidade, mas a dor e o risco atingem a todos — sobretudo quem está em situação de menor poder social ou econômico.

O que aguardar agora?

  1. Resultados laboratoriais: serão fundamentais para confirmar ou descartar a intoxicação por metanol, identificando marcadores específicos nos exames.
  2. Rastreamento da origem da bebida adulterada: caso confirmado, é urgente detectar onde e como essa bebida foi contaminada — e interromper a cadeia de distribuição.
  3. Ações regulatórias e de fiscalização: para reforçar o controle de qualidade, punir ilícitos e evitar novos casos.
  4. Alertas à população: informar sinais de intoxicação, instruir sobre os riscos de bebidas de origem duvidosa e orientar a busca imediata por atendimento em casos suspeitos.
  5. Apoio e transparência: garantir que o artista receba o melhor cuidado possível e que as informações sejam compartilhadas com responsabilidade, evitando pânico ou especulação irrestrita.

DINHEIRO DO PETRÓLEO

Atvos oficializa aporte bilionário para produzir etanol de milho em MS

Empresa é controlada pelo fundo de investimentos Mubadala, que por sua vez pertence aos governantes de Abu Dhabi

14/05/2026 09h53

Usina de Nova Alvorada do Sul já produz etanol de cana, biometano e agora também produzirá etanol a partir de milho

Usina de Nova Alvorada do Sul já produz etanol de cana, biometano e agora também produzirá etanol a partir de milho

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Com três usinas que produzem etanol a partir da cana-de-açúcar em Mato Grosso do Sul, a empresa Atvos, controlada pelo fundo de investimentos Mubadala, que por sua vez é controlado pelo governo de Abu Dhabi, vai investir pelo menos R$ 1 bilhão na produção de etanol a partir de milho no Estado.

Conforme publicação do diário oficial do Governo do Estado desta quinta-feira (14), o valor de referência do investimento na usina de Nova Alvorada do Sul será de R$ 669 milhões, mas o investimento total será maior. Em com base neste valor, a compensação ambiental que terá de ser destinada ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) será de  R$ 2,81 milhões, já que a legislação prevê repasse de 0,421% a título de compensação.

A licença concedida pela Governo do Estado é para a produção de até 800 mil metros cúbicos de etanol por ano, mas a previsão inicial da empresa é produzir bem menos, 273 mil metros cúblicos, ou 273 milhões de litros. Isso equivale ao volume transportado em cerca de 5,5 mil carretas.

Além de Nova Alvorada, a Atvos controla uma usina em Rio Brilhante e outra em Costa Rica, além de outras cinco em São Paulo, Goiás e Mato Grosso. Esta, porém, será a primeira que produzirá etanol a partir de milho. 

Em Mato Grosso do Sul já existem usinas de etanol de milho em Dourados, Maracaju e em Sidrolândia. Uma quarta está em fase de instalação no município de Jaraguari, onde devem ser investidos em torno de R$ 300 milhões. 

Conforme anúncio feito na terça-feira (12) pelo comando da Atvos, o investimento em Nova Alvorada fará integração entre as operações de cana e milho, permitindo à empresa alcançar produção contínua ao longo de todo o ano, com melhor aproveitamento de ativos e ganho de competitividade. Normalmente, as usinas de cana para a produção entre novembro e abril.

De acordo com o anúncio da empresa, a nova usina terá capacidade para processar 642 mil toneladas de milho por ano, o que equivale a cerca de 13 mil bi-trens. Alé de produzir 273 milhões de litros etanol, vai gera 183 mil toneladas de DDG (coproduto de alto valor proteico para nutrição animal) e 13 mil toneladas de óleo de milho.

A empresa destaca ainda que "o projeto também está inserido em um modelo sustentável de multiuso da terra, que combina a produção de energia e alimentos em um mesmo sistema produtivo, aliado a uma lógica de economia circular, em que subprodutos são reaproveitados, como o uso do bagaço da cana-de-açúcar, para geração de energia que abastece a produção de etanol de milho".

A previsão é de que o empreendimento entre em operação em 2028 e gere cerca de 2.000 empregos durante a fase das obras, contribuindo para a dinamização da economia local e o desenvolvimento regional. A usina está instalada próximo à BR-267, entre as cidades de Nova Alvorada do Sul e Bataguassu.

“Este investimento está alinhado à nossa visão de longo prazo e à estratégia de crescimento sustentável da Atvos. O etanol de milho amplia nossa capacidade produtiva e fortalece nossa atuação como plataforma integrada de biocombustíveis, contribuindo para a segurança energética do Brasil e para uma oferta mais robusta de energia renovável para o mundo”, afirma Bruno Serapião, CEO da Atvos. 

“Com uma base operacional e financeira sólida, também ganhamos previsibilidade para avançar nessa agenda mesmo em cenários globais mais desafiadores”, complementa. A atvos comprou as três usinas que pertenciam à Odebrecht e estavam em recuperação judicial 

A empresa também afirma que o investimento “reforça a relevância do Mato Grosso do Sul como polo estratégico para a transição energética, em um ambiente de incentivo do governo estadual à atração de novos projetos voltados ao desenvolvimento do setor de bioenergia”.

Em setembro do ano passado o governador Eduardo Riedel chegou a informar que a empresa investiria em torno de R$ 2 bilhões no Estado para produzir etanol de milho nas unidades de Nova Alvorada do Sul e Costa Rica. Porém, no anúncio feito na última terça-feira a empresa não mencionou os possíveis investimentos na usina da região norte do Estado. 

DINHEIRO DO PETRÓLEO

A Mubadala é um dos maiores fundos de investimentos soberanos do mundo, pertencente ao governo de Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos), com cerca de US$ 380 bilhões em ativos espalhados por praticamente todos os continentes. Fundado em 2002, o fundo tem como objetivo diversificar a economia de Abu Dhabi, gerando retornos financeiros sustentáveis através de investimentos globais. 

 

MORADIA

Famílias com renda de até R$ 8,1 mil poderão participar de programas habitacionais

Agehab amplia faixa de renda e reajuste de subsídios, previsão para Campo Grande é de 4,3 mil unidades para distribuição

14/05/2026 09h32

Arquivo / Saul Schramm / Secom/MS

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A Agência de Habitação Popular do Estado de Mato Grosso do Sul (Agehab) ampliou o acesso de famílias ao programa habitacional. Com autalização dos limites de renda e reajuste de valor dos subsídios, mais pessoas poderão financiar uma moradia própria neste ano.

Em parceria com os municípios e Governo Federal, um dos fatores que impacta nesse maior alcante é a ampliação da faixa de renda. A nova regulamentação a incluir famílias com renda entre R$ 1,5 mil e R$ 8,1 mil nas modalidades de Crédito Associativo e Lote Urbanizado.

Segundo a diretora-presidente da Agehab, Maria do Carmo Avesani Lopez, a atualização se adequou a realidade econômica e garante que trabalhadores que antes ficavam fora dos critérios do programa, tenham a oportunidade de acesso à moradia com a mudança.

"Muitas vezes, pequenos aumentos na renda acabavam impedindo o acesso aos programas habitacionais. Com essa atualização, conseguimos ampliar esse atendimento e alcançar pessoas que realmente precisam desse apoio”.

Outra atualização determinante no acesso de famílias à programas habitacionais foi o reajuste de subsídios estaduais. Nos municípios com mais de 100 mil habitantes, o benefício pode chegar a R$ 32 mil para famílias com renda de até R$ 3,2 mil.

Em municípios menores e em cidades que tem impacto por grandes empreendimentos, os subdídios podem alcançar R$ 25 mil.

Em relação a construção em si das moradias, há uma nova regra que exige acabamento interno nas unidades habitacionais que serão entregues as famílias, contratadas a partir da atualização da portaria. As moradias terão que ter piso cerâmico, porcelanato ou laminado nas áreas internas.

Maria do Carmo ressalta que a exigência é para conforto e qualidade dos futuros moradores, e que a habitação vai além da entrega de paredes e telhado. "Estamos falando de dignidade, acolhimento e qualidade de vida. Quando entregamos uma casa com melhor acabamento, também entregamos mais tranquilidade para as famílias iniciarem uma nova etapa de suas vidas".

Por fim, as alterações ainda reorganizam a distribuição das cotas habitacionais no Estado. A previsão de atendimento aponta que Campo Grande lidera, com 4,3 mil unidades previstas para distribuição. Logo atrás, vem Dourados, Três Lagoas, Ribas do Rio Pardo e outros municípios contemplados por programas estaduais.

As novas regras entrarão em vigor a partir da publicação da portaria, incluindo novos contratos, solicitações de subsídio e futuras seleções habitacionais, sem aplicação retroativa.

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